O que são as criptomoedas?

Tão logo o desenvolvimento da agricultura e da tecnologia permitiu a produção de excedentes, as sociedades humanas começaram a permutar bens, trocando o que têm em excesso por aquilo de que carecem. 

Inicialmente usamos a troca direta, mas isso é muito ineficiente: na maioria das vezes em que duas partes se encontram, o que uma tem a oferecer não interessa à outra. Para resolver esse problema, inventamos uma de nossas ficções mais influentes e estranhas: o dinheiro.

Dinheiro pode assumir formas diversas pelo mundo: conchas, sementes, sal (de onde acha que vem a palavra “salário”?), plaquinhas de metal, pedaços de papel, até bits digitais. 

Ao longo da história acreditou-se que moedas valiam o metal com que eram feitas e, mais tarde, que papel-moeda tinha que estar lastreado em reservas de ouro ou prata, de modo que qualquer um pudesse trocar suas notas pelo valor em metal quando desejasse. Essa ilusão evaporou no início do século 20: dinheiro não precisa ter valor em si mesmo.

Mas é absolutamente necessário que seja confiável: o que confere valor ao dinheiro é a confiança dos usuários de que poderão convertê-lo em bens valiosos quando desejarem. É por isso que a falsificação e outros atentados à integridade da moeda são punidos com tanta severidade, e que o funcionamento do dinheiro sempre exigiu a existência de autoridades emissoras e reguladoras (bancos centrais). Isso está mudando, e o mundo financeiro nunca mais será o mesmo.

Em novembro de 2008, foi publicado na internet um artigo em que uma misteriosa pessoa ou entidade, autonomeada Satoshi Nakamoto, apresentava um novo tipo de moeda, com características revolucionárias: a bitcoin. A bitcoin é um exemplo de criptomoeda, pois não tem suporte físico, consiste meramente de informação mantida na nuvem. Muitas outras surgiram posteriormente e se popularizaram rapidamente.

Leia o texto na íntegra: Coluna Marcelo Viana – Folha de S. Paulo
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Colóquio e Encontro de Mulheres refletem a matemática atual

O primeiro Colóquio Brasileiro de Matemática, de 1º a 20 de julho de 1957, em Poços de Caldas (MG), contou com 49 professores de 9 instituições, quase toda a comunidade matemática brasileira da época. Estava um pequeno número de mulheres, como Marília Peixoto e Elza Gomide, que, ao lado de Maria Laura Leite Lopes, foram nossas primeiras doutoras na matéria. A matemática engatinhava por aqui.

A 32ª edição do evento, realizado pelo Impa (Instituto de Matemática Pura e Aplicada) a cada dois anos, acontece esta semana, com mais de mil inscritos. Este ano, tem uma importante dimensão extra: no fim de semana, aconteceu o primeiro EBMM (Encontro Brasileiro de Mulheres Matemáticas), com quase 500 participantes.

Desde 1957, o Colóquio tem papel determinante no desenvolvimento da matemática brasileira, facilitando o contato entre pesquisadores nacionais e estrangeiros e o acesso, sobretudo dos mais jovens, aos avanços recentes na área. Sucessivas gerações de nossos melhores matemáticos encontraram suas vocações no Colóquio.Já na primeira edição, houve um curso ministrado pelo alemão Georges Reeb, um dos expoentes mundiais da topologia e da teoria das folheações. O cuidado em atrair os melhores matemáticos do planeta para apresentarem seus trabalhos é uma constante. 

Outro fator que contribuiu muito para o sucesso foi a decisão, desde o início, de que todo curso precisaria ter um texto escrito pelo professor para ser distribuído aos alunos. Muitos de nossos livros de matemática de maior sucesso no Brasil e no exterior começaram assim. A regra continua sagrada, mas hoje a distribuição é prioritariamente eletrônica.

A partir de 1987, o Colóquio trocou Poços de Caldas pela sede do Impa no Rio de Janeiro. Acentuou-se a tendência de crescimento do evento, com participação de mais de um milhar de alunos de graduação ou pós-graduação, professores e pesquisadores. A programação diversificou-se, para atender público tão heterogêneo. E a dimensão internacional ficou mais forte.

Leia o texto na íntegra: Coluna Marcelo Viana – Folha de S. Paulo
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V Colóquio de Matemática da Região Centro-Oeste

Ocorrerá de 26 a 30 de novembro de 2018, no Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Goiás – IFG / Câmpus Goiânia, o V Colóquio de Matemática da Região Centro-Oeste. O evento será realizado pela SBM em parceria com o IFG.

Na programação estão previstas conferências, mini-cursos, oficinas, sessões técnicas e apresentações artísticas/culturais. O evento deverá contar com renomados pesquisadores da área de matemática ligados aos grandes centros de pesquisa consolidados do país.

O público alvo do evento é formado por estudantes de pós-graduação, graduação e do ensino básico, professores do ensino básico e do ensino superior, pesquisadores e profissionais de áreas afins que estejam interessados em interagir com o mundo da matemática.

DATAS IMPORTANTES:

de 01 de junho a 07 de julho – prazo para submissão de propostas de minicursos e oficinas;
de 01 de agosto a 16 de setembro – prazo para submissão de propostas de apresentações orais e pôsteres;
de 01 de setembro a 31 de outubro – período de incrição para participação no evento.

Mais informações : http://eventos.ifg.edu.br/v-coloquio-matematica-centro-oeste.

Nota do IMPA sobre coluna do jornalista Elio Gaspari, nos jornais O Globo e Folha de S.Paulo, publicada em 11/12/2016

A Olimpíada Brasileira de Matemática das Escolas Públicas (OBMEP), criada pelo IMPA em 2005, é muito mais que uma competição. Entre suas iniciativas para formar alunos, destacam-se o Programa de Iniciação Científica (PIC) e o “OBMEP na Escola”.

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