Uma nação que pretende ser forte precisa de ciência, dizia Napoleão

Napoleão Bonaparte foi um dos maiores generais e estrategistas da história. Foi também o governante e estadista que reconstruiu o estado francês dos escombros da revolução de 1789, fazendo da França a maior potência do seu tempo. O que é menos sabido é que Napoleão também foi um matemático e cientista praticante, imerso nos avanços científicos de sua época e totalmente consciente de sua importância para o desenvolvimento do país.

As anedotas do seu tempo na escola militar o descrevem como excelente aluno e extremamente ambicioso. Uma delas conta que o professor e grande matemático Laplace passou o “Traité de mathématiques” de Bézout, com seus 4 espessos volumes, para os alunos estudarem em dois anos. Sabendo que a matemática era indispensável nos exames para promoção, Napoleão focou-se totalmente nessa tarefa, deixando de lado matérias como o latim, o alemão, a gramática e a ortografia.

Valeu a pena: apenas um ano depois, aos 16 anos, já era oficial de artilharia. Aos 24, seria general.

Napoleão manteve o interesse pela matemática e pela ciência ao longo da vida. É um raríssimo caso de governante que também foi membro da academia de ciências de seu país (o Institut de France), participando ativamente nas sessões.

 

Leia na íntegra: Colunista Marcelo Viana – Folha de S. Paulo

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