Professor, escultor de almas e destinos

Professor, escultor de almas e destinos

Recebi relatos emocionantes, plenos de admiração e apreço pelo conhecimento e orientação.

Meses atrás, pedi aos leitores que me enviassem histórias de seus professores de matemática e de como eles influenciaram suas vidas. Recebi relatos emocionantes, plenos de admiração e apreço pelo conhecimento e orientação – e também um ou outro que revelam a falta que faz um bom mestre. Partilho alguns desses relatos na semana em que celebramos o Dia do Professor.

Cesar fez direito na USP. No ensino médio, em Barra Bonita (SP), conheceu o professor de matemática que marcou sua vida: Adevaldo Colonize. De origem humilde, dedicara sua vida ao sonho de lecionar. “Era uma pessoa elétrica, contagiava todos os alunos da sala.

Durante as aulas de matemática, ele criava caráter”, conta. Morto em 2017, Adevaldo permanece vivo no pupilo. “Meu destino mudou, passei acreditar em fazer uma grande universidade. E o que veio depois foi devido ao seu incentivo, ao seu exemplo”, afirma Cesar.

Já a profissional de comunicação Maria (nome trocado a pedido) contou uma história bem diferente. Foi boa aluna em matemática até concluir o ensino fundamental. Mas, no ensino médio, teve um professor que “era muito gente boa, mas tinha sérios problemas de didática”. No lugar de questioná-lo, foi “levando, porque achava que não ia precisar disso mesmo”.

Como consequência, desenvolveu ansiedade à matemática: não consegue lidar com números e outros conceitos da matemática e da lógica – e algumas colegas suas relatam as mesmas dificuldades. Ao contrário do que imaginava, hoje sente muita falta desses conhecimentos em sua profissão.

Perguntou se, aos 50 anos de idade, ainda é possível recuperar o que perdeu. Recomendei a Academia Khan, plataforma gratuita na internet que apresenta a matemática a crianças e adultos em formatos acessíveis e instigantes. Ficou encantada!

A história de Jefferson, 51, resume a transformação que um professor especial é capaz de provocar. No primário, “era um aluno ruim, desinteressado”. Ao chegar ao atual 6º ano, na Escola Básica Professor Balduíno Cardoso, em Porto União (SC), conheceu uma professora com “fama de brava”: Dona Maria José Martins, de quem seria aluno de 1978 a 1981.

 

Leia na íntegra: Coluna Marcelo Viana – Folha de S. Paulo

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