Olimpíada de matemática das escolas públicas abre as portas aos pequenos

Olimpíada de matemática das escolas públicas abre as portas aos pequenos

Nesta terça (30), pela primeira vez, a Olimpíada Brasileira de Matemática das Escolas Públicas (Obmep) passou a ser oferecida a crianças do 4º e 5º anos do ensino fundamental: é a Obmep nível A. É mais uma importante etapa no esforço para ampliar e aprofundar cada vez mais o papel da Olimpíada no universo escolar.

A Obmep é realizada pelo Impa desde a sua criação, em 2005, com alunos do 6º ano do ensino fundamental ao final do ensino médio. Maior competição escolar do mundo, congrega anualmente 18,2 milhões de alunos, de 55 mil escolas em quase todos os municípios brasileiros. É organizada em duas fases e em três níveis, dependendo do ano de escolaridade.

Anualmente, 6.500 estudantes são distinguidos com medalhas de ouro, prata e bronze, e mais 46.000 recebem menções honrosas. Os medalhistas também ganham o direito de aprofundar seus estudos de matemática com bolsa de iniciação científica júnior em uma universidade pública, sob a orientação de um professor universitário.

Ao longo destes anos, a Obmep se consolidou como uma política pública com resultados positivos amplamente comprovados, tanto na identificação de jovens talentosos quanto no incentivo à aprendizagem da matemática. Uma das avaliações mais recentes do impacto da Obmep na sala de aula, realizado pela pesquisadora Diana Moreira na Universidade Harvard, aponta que bons resultados na olimpíada se traduzem em melhora do desempenho escolar, não só do vencedor como de todos os seus colegas de turma.

Ainda mais recentemente, estudo de 2018 do Ministério do Desenvolvimento Social comprova que a Olimpíada desempenha importante papel social, abrindo portas e oportunidades para jovens oriundos dos estratos mais desfavorecidos.

Apesar do êxito já alcançado, a Obmep continua a mudar para ampliar ainda mais seu escopo e seu impacto. Em 2017, pela primeira vez, foi aberta também a alunos de todas as escolas: em 2018, participaram mais de 5.500 escolas particulares, ao mesmo tempo em que o número de públicas bateu recorde pelo segundo ano consecutivo.

 

 

Leia na íntegra: Coluna Marcelo Viana – Folha de S. Paulo

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