Matemáticos ajudaram a ganhar a batalha do Atlântico

Detesto admitir, mas matemáticos não costumam ser pop. Atores, esportistas, cantores, líderes religiosos, até alguns políticos o são, mas, para os matemáticos, é muito mais difícil que se tornem conhecidos e apreciados pelo grande público. No entanto, há exceções.

As crianças francesas do início do século 20 colecionavam figurinhas de celebridades da época, entre as quais Henri Poincaré. Vinham nas caixas de chocolate Guérin-Boutron e o grande matemático era a figurinha 469. É comovente imaginar as negociações ansiosas no recreio da escola: “Você tem o Poincaré? Dou o almirante Makaroff e dois reis da Inglaterra pelo Poincaré!”.

É difícil conceber isso nestes nossos dias de Neymar e Cristiano Ronaldo

Os outros exemplos que vêm à mente são figuras cuja trajetória de vida foi marcada pela tragédia. O genial matemático indiano Ramanujan (1887-1920), protagonista do filme “O Homem que viu o Infinito”, morto aos 32 anos na sequência de problemas de saúde que o perseguiram durante toda a vida e que estavam muito ligados à pobreza.

Leia na íntegra: Colunista Marcelo Viana – Folha de S. Paulo

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