Fibonacci ensinou europeus a contar

Viveu na cidade italiana de Pisa, aproximadamente entre 1170 e 1250 e foi o maior matemático da Europa medieval. Os contemporâneos o conheceram como Leonardo Pisanus –não confundir com o Leonardo Fiorentino, ou da Vinci, que viria quase trezentos anos depois– e ele mesmo assinava Leonardo Bigollo, que significa “viajante” no dialeto da Toscana.

Mas, em livro publicado em 1838, o historiador da matemática Guillaume Libri referiu-se a ele como Leonardo Fibonacci –”filius Bonacci”, ou seja, filho da família Bonacci– e o apelido pegou.

Entre as muitas contribuições de Fibonacci à matemática, a de maior impacto foi certamente ter introduzido na Europa o “sistema indiano” de numeração, isto é, o sistema posicional decimal que utilizamos até hoje.

A Pisa em que nasceu era uma próspera cidade portuária –desde então, a costa italiana deslocou-se e agora o mar fica a mais de dez quilômetros– que comerciava com todo o mundo conhecido.

Às margens do rio Arno, a cidade também ostentava uma indústria pujante: couros e peles, metais, construção de navios. A famosa Torre de Pisa inclinada começou a ser construída em sua juventude. Filho de um homem de negócios e funcionário do governo, o jovem Leonardo Fibonacci cresceu num meio vibrante em que catalogar mercadorias e preços era uma atividade constante e fazer contas uma necessidade cotidiana.

 

Leia na íntegra: Colunista Marcelo Viana – Folha de S. Paulo

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