A produção de boa cerveja revolucionou a estatística matemática

Pesquisas eleitorais são feitas por meio de entrevistas a eleitores. Sejam pessoalmente, por telefone, e-mail ou outro meio, essas enquetes custam tempo e dinheiro. Está fora de questão entrevistar todo mundo, os pesquisadores precisam se contentar com uma pequena amostra de 1.000 ou 2.000 pessoas ou até menos. Como escolher esse grupo, de modo que o resultado seja representativo? E como avaliar quão representativo ele é, para um dado tamanho da amostra, como determinar a margem de erro da pesquisa?

Problemas semelhantes surgem o tempo todo nas mais diversas áreas de atividade. Ao longo de pouco mais de cem anos, foram desenvolvidas diversas ideias e técnicas que fazem desta área da estatística uma ferramenta poderosa, com aplicações bilionárias em todo o setor produtivo: controle de qualidade industrial, desenho eficaz de testes e muito mais. O que poucos sabem é que tudo começou motivado pelo nobre objetivo de produzir boa cerveja.

Ao final do século 19, a famosa Guiness, de Dublin, capital da Irlanda, era a maior cervejaria do mundo. Era também um fantástico local de trabalho: contratava os mais brilhantes jovens cientistas e lhes dava total liberdade para desenvolver suas ideias em proveito da empresa. Era a Google da época. Foi assim que William S. Gosset (1876 – 1937), recém-formado da Universidade de Oxford, foi contratado em 1889.

 

Leia na íntegra: Colunista Marcelo Viana – Folha de S. Paulo

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