A matemática pode contribuir para uma vida amorosa mais feliz

Todo mundo conhece: “João amava Teresa que amava Raimundo que amava Maria que amava Joaquim que amava Lili que não amava ninguém. João foi para os Estados Unidos, Teresa para o convento, Raimundo morreu de desastre, Maria ficou para tia, Joaquim suicidou-se e Lili casou com J. Pinto Fernandes que não tinha entrado na história.”

Será que a matemática poderia ter ajudado os personagens de Carlos Drummond de Andrade a terem finais mais felizes?

O problema do casamento pode ser formulado da seguinte forma, na versão clássica (mencionarei outra daqui a pouco).

Temos dois grupos de pessoas: “homens” e “mulheres”. Cada homem tem uma lista de mulheres com quem aceitaria se casar, ordenada pela sua preferência. Do mesmo modo, cada mulher tem uma lista de homens aceitáveis, elencada na ordem de sua preferência.

Como emparelhar os homens e as mulheres de modo a melhor atender essas preferências? Será que existe sempre algum emparelhamento estável (“à prova de divórcio”), que não deixe separada nenhuma dupla (formada por um homem e uma mulher) que prefeririam ficar juntos do que com seus cônjuges?

Pois bem, a resposta é sim! Mais ainda, um emparelhamento estável pode ser obtido usando o seguinte método.

Leia na íntegra: Colunista Marcelo Viana – Folha de S. Paulo

A Folha de S. Paulo não autoriza a reprodução do seu conteúdo na íntegra para quem não é assinante. No entanto, é possível fazer um cadastro rápido que dá direito a um determinado número de acessos