Segunda fase da OBMEP terá quase 1 milhão de estudantes

Quase um milhão de alunos de escolas públicas e privadas de todo o Brasil farão a segunda fase da OBMEP (Olimpíada Brasileira de Matemática das Escolas Públicas) no sábado, 16 de setembro, às 14h30 (horário de Brasília).

Este ano, a competição nacional para estudantes do 6º ano do Ensino Fundamental ao 3º ano do Ensino Médio bateu novo recorde: 18,2 milhões de inscritos, de 53.230 instituições de ensino, atingindo 99,6% dos municípios brasileiros. Pela primeira vez, conta com estudantes de 4.472 colégios particulares.

Dos 941.594 aprovados para a segunda fase, 903.719 são de escolas públicas e 37.875 de privadas. A OBMEP classifica os 5% mais bem colocados de cada colégio na primeira etapa. O Nível 1 (6º e 7º anos do Ensino Fundamental) terá 315.538 participantes; o Nível 2 (8º e 9º anos) contará com 275.385, e o Nível 3 (Ensino Médio) 350.671.

Os estudantes classificados podem imprimir os cartões de confirmação e verificar os locais de prova no site www.obmep.org.br. A organização recomenda que os alunos cheguem aos centros de aplicação com pelo menos 30 minutos de antecedência, portando documento original de identificação (carteira de identidade, certidão de nascimento ou carteira escolar), o cartão informativo da OBMEP, lápis e borracha.

A OBMEP distribuirá o mesmo número de medalhas das edições anteriores a alunos de escolas públicas (500 de ouro, 1.500 de prata, 4.500 de bronze e até 46.200 menções honrosas). Os estudantes de escolas particulares receberão 25 medalhas de ouro, 75 de prata, 225 de bronze e até 5.700 menções honrosas.

Os vencedores serão anunciados em 22 de novembro no site da competição. As cerimônias de entrega dos prêmios da OBMEP ocorrem em 2018, em data a ser definida. Professores, escolas e secretarias de Educação também concorrem a prêmios, de acordo com o desempenho dos alunos na segunda fase (http://www.obmep.org.br/regulamento.htm).

Criada em 2005, a OBMEP é uma realização do IMPA (Instituto de Matemática Pura e Aplicada), com apoio da Sociedade Brasileira de Matemática (SBM) e recursos do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC) e do Ministério da Educação (MEC).

Fonte: IMPA
Link: https://impa.br/page-noticias/segunda-fase-da-obmep-tera-quase-1-milhao-de-estudantes/

Uma nação que pretende ser forte precisa de ciência, dizia Napoleão

Napoleão Bonaparte foi um dos maiores generais e estrategistas da história. Foi também o governante e estadista que reconstruiu o estado francês dos escombros da revolução de 1789, fazendo da França a maior potência do seu tempo. O que é menos sabido é que Napoleão também foi um matemático e cientista praticante, imerso nos avanços científicos de sua época e totalmente consciente de sua importância para o desenvolvimento do país.

As anedotas do seu tempo na escola militar o descrevem como excelente aluno e extremamente ambicioso. Uma delas conta que o professor e grande matemático Laplace passou o “Traité de mathématiques” de Bézout, com seus 4 espessos volumes, para os alunos estudarem em dois anos. Sabendo que a matemática era indispensável nos exames para promoção, Napoleão focou-se totalmente nessa tarefa, deixando de lado matérias como o latim, o alemão, a gramática e a ortografia.

Valeu a pena: apenas um ano depois, aos 16 anos, já era oficial de artilharia. Aos 24, seria general.

Napoleão manteve o interesse pela matemática e pela ciência ao longo da vida. É um raríssimo caso de governante que também foi membro da academia de ciências de seu país (o Institut de France), participando ativamente nas sessões.

 

Leia na íntegra: Colunista Marcelo Viana – Folha de S. Paulo

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Matemáticos ajudaram a ganhar a batalha do Atlântico

Detesto admitir, mas matemáticos não costumam ser pop. Atores, esportistas, cantores, líderes religiosos, até alguns políticos o são, mas, para os matemáticos, é muito mais difícil que se tornem conhecidos e apreciados pelo grande público. No entanto, há exceções.

As crianças francesas do início do século 20 colecionavam figurinhas de celebridades da época, entre as quais Henri Poincaré. Vinham nas caixas de chocolate Guérin-Boutron e o grande matemático era a figurinha 469. É comovente imaginar as negociações ansiosas no recreio da escola: “Você tem o Poincaré? Dou o almirante Makaroff e dois reis da Inglaterra pelo Poincaré!”.

É difícil conceber isso nestes nossos dias de Neymar e Cristiano Ronaldo

Os outros exemplos que vêm à mente são figuras cuja trajetória de vida foi marcada pela tragédia. O genial matemático indiano Ramanujan (1887-1920), protagonista do filme “O Homem que viu o Infinito”, morto aos 32 anos na sequência de problemas de saúde que o perseguiram durante toda a vida e que estavam muito ligados à pobreza.

Leia na íntegra: Colunista Marcelo Viana – Folha de S. Paulo

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Professor Hilário Alencar recebe homenagem do Fortec pelos serviços prestados ao Profnit

O Professor Hilário Alencar, coordenador Acadêmico Nacional do Profmat, foi homenageado pela Comunidade Brasileira de PI & TI, representada pela Associação Fórum de Gestores de Inovação e Transferência de Tecnologia (Fortec), durante o 1º Congresso Internacional do Programa de Pós-Graduação em Propriedade Intelectual e Transferência de Tecnologia para a Inovação – Profnit (ProspeCT&I), realizado no mês de agosto, em Salvador.

Ele recebeu uma comenda pelos relevantes serviços prestados para o planejamento e estruturação do Profnit. “O professor Hilário passou toda a experiência dele com o Profmat [Mestrado Profissional em Matemática]. Foi uma contribuição enorme, inestimável. Ele atuou como consultor desde o desenvolvimento do projeto do Profnit. Arrisco a dizer que, sem o professor Hilário, o curso não existiria como está hoje”, afirma o pró-reitor Nacional do Fortec/Profnit e coordenador – geral do Profnit/Ufal, Josealdo Tonholo, que representou o homenageado na ocasião.

Além de Alencar, foram homenageados os professores Robert Verhime (ex-pró-reitor da Universidade Federal da Bahia – UFBA), Lívio Amaral (ex-diretor da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior – Capes) e Eliane Britto (coordenadora da área de Administração da Capes). Todos são pesquisadores de renome nacional e foram reconhecidos pelos serviços prestados ao Profnit.

Currículo

Hilário Alencar é professor titular da Universidade Federal de Alagoas (Ufal), com experiência na área de Matemática, ênfase em Geometria Diferencial e interesse por mestrados profissionais relacionados com a Educação Básica.

O pesquisador é bolsista de Produtividade do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), coordenador do Centro de Pesquisa em Matemática Computacional (CPMAT/Ufal), membro do Conselho Técnico Científico da Educação Básica (CTC/EB/CAPES), membro do Conselho Técnico Científico do Instituto Nacional de Matemática Pura e Aplicada (IMPA), membro do Mathematical Council of the Americas, coordenador Acadêmico Nacional do Profmat, editor-executivo da Sociedade Brasileira de Matemática (SBM) e diretor da Academia Brasileira de Matemática.

Já foi pró-reitor de Pós-Graduação e Pesquisa da Ufal, presidente e vice-presidente da SBM, coordenador do Programa de Pós-Graduação em Matemática da Universidade, além de coordenar vários projetos locais e nacionais. Ele também idealizou, e lidera com Marcelo Viana, o Mestrado Profissional em Matemática em Rede Nacional (Profmat).

Sobre o Profnit

De acordo com informações disponíveis no site do Profnit, a iniciativa é um Programa de Pós-Graduação em Propriedade Intelectual e Transferência de Tecnologia para a Inovação. Na modalidade stricto sensu, é dedicado ao aprimoramento da formação profissional para atuar nas competências dos Núcleos de Inovação Tecnológica (NITs) e nos Ambientes Promotores de Inovação nos diversos setores acadêmico, empresarial, governamental e organizações sociais.

Com conceito 4 pela Capes, a sede nacional do programa é localizada no Instituto de Química e Biotecnologia (IQB) da Universidade Federal de Alagoas. Ao todo, o Profnit reúne 12 universidades públicas, 140 professores e 300 estudantes em todo território nacional.

Na Ufal, são 15 professores, 37 estudantes regulares e seis unidades acadêmicas envolvidas (IQB, Instituto de Computação – IC, Centro de Tecnologia – Ctec, Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade – Feac, Escola de Enfermagem e Farmácia – Esenfar e Campus Arapiraca).

De acordo com o pró-reitor Nacional do Fortec/Profnit e coordenador – geral do Profnit/Ufal, Josealdo Tonholo, em meados de setembro, será lançado o novo edital com vagas para o programa.

Fonte: UFAL

http://www.ufal.edu.br/servidor/noticias/2017/9/professor-hilario-alencar-recebe-homenagem-do-fortec-pelos-servicos-prestados-ao-profnit

A matemática que pode derrotar monstros e cortar cartas

No grande clássico grego “Odisseia”, de Homero, concluída a guerra de Troia, o herói Ulisses inicia uma longa de viagem de regresso à sua cidade, Ítaca. São dez anos de aventuras pelo Mediterrâneo, que vêm se somar aos dez anos da guerra. Em casa, Ulisses já era dado como morto, e a beleza e riqueza de sua esposa, Penélope, atraem pretendentes cada vez mais atrevidos. Acreditando sempre na volta do marido, ela inventa um pretexto astucioso para não casar com nenhum deles: antes, precisa terminar de tecer a mortalha de seu sogro. Mas tudo o que Penélope tece durante o dia, desfaz à noite. E assim se passam duas décadas.

Esta é uma situação fora do comum. Normalmente, o que queremos é terminar as tarefas logo que possível e isso requer esforço. “Enrolar” para não acabar costuma ser mais fácil, inclusive há pessoas que são ótimas nisso. Como o meu filho, quando o assunto é comer a sopa… Mas existem situações em que não terminar a tarefa pode ser impossível.

Suponha uma caixa com certa quantidade (finita) de bolas de sinuca, cada uma com um número (1, 2, 3…). A tarefa é retirar as bolas da caixa, uma a uma. Você –lembre que não quer acabar a tarefa!– só tem o direito de substituir cada bola retirada por uma quantidade qualquer de bolas, desde que todas tenham números menores. Por exemplo, se tirar da caixa uma bola 5 pode colocar lá a quantidade que quiser de bolas 1, 2, 3 ou 4. Quando tira uma bola 1 não pode colocar nenhuma de volta, já que não existe bola com número menor.

Terminar esta tarefa pode demorar muito tempo: afinal, a cada vez é possível colocar na caixa quantas bolas quiser.

No entanto, a matemática garante que, faça o que fizer, mais cedo ou mais tarde a caixa será esvaziada! Consegue entender e explicar por quê?

 

Leia na íntegra: Colunista Marcelo Viana – Folha de S. Paulo

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Felipe Ferreira Gonçalves recebe Prêmio Gutierrez 2017

O trajeto foi longo, mais de 10 mil quilômetros, mas o carioca Felipe Ferreira Gonçalves, mestre e doutor pelo IMPA e professor assistente da University of Alberta, em Edmonton, no Canadá, tinha uma excelente motivo para percorrê-lo: receber o Prêmio Gutierrez 2017, destinado à melhor tese em Matemática defendida no Brasil e concedido pelo Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC-USP), com apoio da Sociedade Brasileira de Matemática (SBM).

A solenidade de premiação, aberta pelo diretor do ICMC, Alexandre Carvalho, foi realizada na segunda-feira (28), no auditório Professor Fernão Stella de Rodrigues Germano, na própria instituição, em São Carlos, durante o VII Workshop de Teses e Dissertações em Matemáticas.

Felipe foi agraciado pela tese Extremal Problems, Reconstruction Formulas and Approximations of Gaussian Kernels, orientada pelo pesquisador do IMPA Emanuel Carneiro. O trabalho apresenta contribuições inéditas nas áreas da Análise Harmônica e Complexa e tem aplicações na Teoria da Aproximação, na Teoria Analítica dos Números, na Análise Funcional e em Probabilidade.

Após receber o prêmio, o professor Sérgio Luis Zani, presidente da Comissão de Pós-graduação do ICMC fez uma introdução sobre o trabalho do carioca, que, logo em seguida, detalhou os principais pontos de sua pesquisa de doutorado na palestra “Problemas extremais e fórmulas de interpolação”.

Durante a apresentação, Felipe discutiu um problema na Teoria da Aproximação, inicialmente estudado por Beurling e Selberg, e que possui várias aplicações na Teoria dos Números: dada uma função g(x), como encontrar uma outra função F(x), com transformada de Fourier suportada num conjunto limitado prefixado, de forma que F(x) esteja o mais próxima possível (em alguma norma) de g(x). Além disso, discorreu sobre as fórmulas de interpolação necessárias para estudar este tipo de aproximação e suas conexões com a teoria de Fourier Frames, Sampling e Interpolação.

Ao saber da premiação, Felipe, que já visitou várias universidades nos Estados Unidos e na Europa, ressaltou a estrutura do mestrado e doutorado do IMPA, assim como a qualidade das aulas e dos professores. “É excepcional e está entre as melhores do mundo. O lema primordial do Instituto sempre foi a excelência em todos os aspectos da formação acadêmica. Vejo o IMPA como a minha segunda casa no Brasil”, afirmou, considerando que os eventos do Biênio da Matemática, como o Congresso Mundial de Matemáticos em 2018, trarão ainda mais reconhecimento para a Matemática brasileira e para o IMPA.

Além da tese de Felipe, o trabalho Decomposição de Grafos em Caminhos, do recifense Fábio Happ Botler, recebeu menção honrosa. Com graduação e mestrado na Universidade Federal de Pernambuco, ele fez doutorado no Instituto de Matemática e Estatística (IME) da USP, com orientação da professora Yoshiko Wakabayashi e é professor da Universidad de Chile.

Fonte: IMPA
Link: https://impa.br/page-noticias/felipe-goncalves-recebe-premio-gutierrez-2017/

Beleza da matemática de Maryam Mirzakhani e Marina Ratner é eterna

Três anos atrás, no centro de convenções Coex em Seul, preparava-me para assistir a uma palestra do Congresso Internacional de Matemáticos quando se sentou ao meu lado uma jovem matemática de cabelos curtos, parecendo muito cansada. Trocamos frases de cortesia, e ela deu mostras de me conhecer. Eu certamente sabia quem era ela: Maryam Mirzakhani, da Universidade Stanford, nascida no Irã em 1977 e primeira mulher a ganhar a medalha Fields, a distinção mais prestigiosa da matemática.

Num ano em que as Fields se destacaram pela diversidade –um brasileiro, um indiano, uma iraniana e um austríaco–, no Brasil focávamos em destacar a façanha de Artur Avila, o primeiro laureado na história a realizar todos os estudos em um país em desenvolvimento. Para o resto do mundo, era ainda mais notável que só então, pela primeira vez desde sua criação, em 1936, a medalha Fields tivesse ido para uma representante da metade feminina da humanidade.

Acompanhada pelo marido e pela filha de três anos, Maryam estava visivelmente feliz. O esforço para participar nas atividades, porém, era igualmente evidente. Sabíamos que lutava contra um câncer de mama, que quase a impedira de participar no Congresso. Não conseguiu apresentar sua palestra, mas os organizadores optaram por só anunciar o cancelamento após a sua partida, para evitar questionamentos inoportunos.

Leia na íntegra: Colunista Marcelo Viana – Folha de S. Paulo

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Matemáticos são homenageados pelo governo de Alagoas

Os matemáticos alagoanos Fernando Codá, Manfredo Perdigão, Elon Lages Lima, Edmilson Pontes e Benedito Moraes serão homenageados pelo governo de Alagoas durante a Semana Nacional de Ciência e Tecnologia (SNCT) 2017. Com exceção de Moraes, todos tiveram passagens pelo IMPA (Instituto de Matemática Pura e Aplicada).

Com o tema “A Matemática está em tudo”, a SNCT 2017 acontecerá em todo o Brasil entre os dias 23 e 29 de outubro e faz parte das atividades do Biênio da Matemática. Em Alagoas, a programação contará com cinco eixos temáticos que levarão os nomes dos matemáticos alagoanos, como forma de homenageá-los pelas contribuições prestadas às ciências.

Os polos de atividade terão programação gratuita, com palestras, oficinas, jogos, brincadeiras e atividades lúdicas, na capital Maceió e em três municípios interioranos: Arapiraca, Penedo e Rio Largo.

O secretário da Ciência, Tecnologia e Inovação (Secti) de Alagoas, Regis Cavalcante, explica que as ações pretendem explorar o raciocínio lógico e abstrato, estimulando crianças, jovens e adultos a conheceram um pouco mais sobre o universo da Matemática, tão presente no cotidiano.

Sobre os homenageados, o secretário afirma que “são grandes estudiosos da área e nos orgulham por levar o nome do nosso Estado para o mundo, além de contribuírem conosco na popularização da ciência, inovando nas teorias e expandindo conhecimento. Merecem muito esse reconhecimento”.

Fernando Codá Marques

Nasceu em São Carlos (SP), mas passou a infância em Maceió (AL), por isso é considerado alagoano. Em 2012, com André Neves, provou a conjectura de Willmore, problema famoso em geometria diferencial aberto desde 1965. Graduado em Matemática pela Universidade Federal de Alagoas (1999), mestre pelo IMPA (1999), doutor pela Cornell University (2003) e pós-doutor pela Stanford University (2006), é Pesquisador Titular da Universidade de Princeton (EUA).

Manfredo Perdigão
Um dos primeiros brasileiros a se dedicar à pesquisa em geometria diferencial, escreveu artigos de pesquisa e livros sobre o tema. Traduzidas para vários idiomas, suas obras foram usadas em cursos de Harvard e Columbia. Obteve doutorado na Universidade da Califórnia, em Berkeley (1963), orientado por Shiing-Shen Chern. Recebeu a Ordem Nacional do Mérito Científico em 1995 e é membro da American Mathematical Society (AMS). Desde 1966 é pesquisador Titular do IMPA.

Elon Lages Lima
Mestre e doutor pela Universidade de Chicago (EUA), foi pesquisador titular do IMPA até sua morte (maio de 2017) e dirigiu a entidade em três períodos distintos (1969-71, 1979-80 e 1989-93). Autor de 25 livros sobre Matemática, seis dos quais destinados à formação e aperfeiçoamento de professores do Ensino Médio, ganhou duas vezes o Prêmio Jabuti. Destacou-se pelas pesquisas em topologia diferencial, topologia algébrica e geometria diferencial. Coordenou o projeto IMPA-VITAE que, de 1990 a 1995, realizou cursos de aperfeiçoamento para professores de Matemática em 11 cidades de oito estados brasileiros.

Edmilson Pontes
Engenheiro, professor, matemático e ator. É doutor em Geometria Diferencial pelo IMPA (1974), professor catedrático de Matemática do Colégio Estadual de Alagoas e professor de Hidráulica na Escola de Engenharia e de Matemática na Universidade Federal de Alagoas (Ufal). Desde 2002, dá nome ao Liceu Alagoano, que passou a se chamar Escola Estadual Professor Edmilson de Vasconcelos Pontes, em sua homenagem.

Benedito Moraes
Estudou no Liceu Alagoano no primeiro e segundo graus e formou-se em Filosofia pela Universidade Federal da Bahia (UFBA). Aos 17 anos, foi morar no Rio de Janeiro, onde continuou os estudos e serviu ao Exército. Regressou a Alagoas e começou a lecionar Português e Matemática em sua residência, para poucos alunos. A fama de bom professor se espalhou e sua casa se transformou em uma escola.

Fonte: IMPA
Link da noticia: https://impa.br/page-noticias/matematicos-sao-homenageados-pelo-governo-de-alagoas/

A olimpíada de matemática no Brasil e por que o rabo não abana o cachorro

Um colega, professor da New York University, escreveu-me para parabenizar o IMPA e a SBM pelo êxito da Olimpíada Internacional de Matemática (IMO, na sigla em inglês), em julho, no Rio de Janeiro.

Contou que a delegação norte-americana voltou elogiando a realização impecável. Cidadãos de países desenvolvidos não costumam pensar no Brasil como modelo de organização. Um cartoon que vi uma vez no exterior explicava por que o inferno é tão ruim: “Lá os amantes são suíços e os administradores são brasileiros”.

Nos dias que precederam a IMO, jornalistas queriam saber por que ter um evento como este no Brasil. Sempre listei duas razões: consolidar a reputação do país no palco internacional e, ainda mais importante, contribuir para melhorar o cenário da matemática no Brasil.

Organizar a IMO 2017 foi resultado do trabalho sério feito partir da criação da Olimpíada Brasileira de Matemática, em 1978. Desde 2005, também temos a maior competição escolar do mundo, a Olimpíada Brasileira de Matemática das Escolas Públicas, com 18 milhões de participantes.

Leia na íntegra: Colunista Marcelo Viana – Folha de S. Paulo

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ABC e Finep | Seminário internacional de promoção, desenvolvimento, apoio e avaliação da inovação | 28-29 agosto

Nos dias 28 e 29 de agosto, a ABC em parceria com a Financiadora de Estudos e Projetos (Finep) promovem o “International Seminar on the Promotion, Development, Support and Evaluation of Innovation”. O encontro, gratuito e aberto ao público, visa discutir a inovação no Brasil. O evento acontece na sede da ABC e contará com a presença dos presidentes da Academia e da Finep, Luiz Davidovich e Marcos Cintra, respectivamente, além de especialistas convidados.

A dificuldade encontrada pelas agências de financiamento em avaliar os resultados tangíveis e intangíveis dos programas de inovação desenvolvidos com recursos públicos motivou a organização do encontro. O seminário tem, assim, como objetivo a criação de um espaço de diálogo em que será possível analisar e discutir metodologias e experiências de organizações governamentais e empresas privadas, nacionais e internacionais, de programas de promoção e financiamento da inovação. A intenção dos organizadores é suscitar um denso debate nos itens que auxiliarão na formulação e consolidação de uma plataforma de avaliação a ser utilizada por agências como a Finep.

O encontro abordará questões cruciais para o estabelecimento de uma cultura de inovação. As sessões foram organizadas de forma a trazer múltiplos olhares sobre o tema, incluindo não só conferencistas que são referência no país, como também a participação de especialistas estrangeiros, cujas experiências acrescentarão e enriquecerão o debate local.

Ao final das conferências, o membro titular da ABC e professor da Coppe/UFRJ Edmundo Albuquerque de Souza e Silva conduzirá sessão especial, onde serão apresentadas as conclusões e sugestões metodológicas que poderão ser úteis no aprimoramento das plataformas de avaliação de inovação no Brasil.

O seminário conta com o apoio do Instituto de Pós-Graduação e Pesquisa em Engenharia da Universidade Federal do Rio de Janeiro (Coppe/UFRJ) e do Programa de Engenharia de Sistemas e Computação da instituição (Pesc/Coppe).

Para participar do evento, é preciso se inscrever previamente.
A programação completa do seminário e o link para inscrição estão disponíveis neste link: http://www.abc.org.br/centenario/?ABC-e-Finep-Seminario-internacional-de-promocao-desenvolvimento-apoio-e
A ABC vai emitir certificado de participação a quem solicitar.

Serviço:
Data: 28 e 29 de agosto de 2017
Local: Sede da Academia Brasileira de Ciências – Rua Anfilófio de Carvalho, 29, 3º andar, Centro – Rio de Janeiro/RJ (próximo ao metrô Cinelândia).
Mais informações: Marcia Graça-Melo: mmelo@abc.org.br ou em (21) 3907-8119

Segunda constante matemática mais famosa, número ‘e’ só perde para o Pi

A querida leitora Cândida juntou R$ 1.000, fruto de muito trabalho, e agora quer investir. Fala com o gerente bancário, que lhe propõe aplicação financeira por um ano com juros de 100%. Isto é, daqui a um ano ela terá mais R$ 1.000, totalizando R$ 2.000. Uma proposta muito tentadora, sem dúvida.

Mas Cândida tem dúvidas, quer pensar mais, e o gerente fica com receio de perder a freguesa. Então, propõe uma alternativa: dividir o ano em dois períodos iguais, com juros de 50% em cada um. A primeira reação dela é achar que o gerente está tentando lhe passar a perna, trocando seis por meia dúzia: duas vezes 50% é o mesmo que 100%, certo?

Mas não é bem assim, explica o gerente. A partir do investimento inicial de R$ 1.000, em seis meses Cândida ganharia 50% (a metade) desse montante, ou seja, ficaria com mais R$ 500. Em seguida, mantendo esses R$ 1.500 investidos por mais meio ano, ganharia mais 50% desse montante, R$ 750. Desta forma, concluiria o ano com R$ 1.500 mais R$ 750, ou R$ 2.250. É bem melhor do que na opção anterior, constata, satisfeita.

O gerente tenta convencê-la a assinar o contrato logo, mas agora ela está com a pulga atrás da orelha: se foi vantagem dividir o período de investimento em dois semestres, como será se dividirem em três quadrimestres, cada um com juro de 33,33%? O resultado final será R$2.370. Muito bom!

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Marcelo Viana recebe a Cruz da Referência Nacional

O diretor-geral do IMPA, Marcelo Viana, conquistou um novo prêmio em reconhecimento por seu trabalho em prol da Matemática: a Cruz da Referência Nacional, concedida pela Agência Nacional de Cultura, Empreendedorismo e Comunicação (ANCEC) e entregue, na noite desta segunda-feira, em cerimônia realizada na Mansão Carioca, no Alto da Boa Vista. É a terceira distinção conquistada pelo matemático carioca desde que assumiu a instituição de pesquisa, em janeiro de 2016.

“Estou muito sensibilizado com o fato de a ANCEC ter decidido homenagear a área de Educação e Ciência. Todas as iniciativas que o IMPA vem desenvolvendo visam ao ensinamento da matemática no Brasil”, declarou Marcelo Viana, cuja indicação foi referendada por membros da agência e personalidades anteriormente homenageadas, entre empresários, artistas e comunicadores.

Nesta edição, a comenda também foi outorgada aos cantores e compositores Gilberto Gil, Evandro Mesquita e Nelson Sargento e ao atleta Robson Caetano, entre outros homenageados. Além da Cruz da Referência Nacional, a ANCEC reconhece as artes cênicas, a música, o esporte e a comunicação com as medalhas Nelson Gonçalves e Renato Russo e os troféus Chico Xavier, Nelson Rodrigues e Mário Filho.  Premiados por sua atuação, as atrizes Malu Mader e Deborah Evelyn e o ator Caio Castro, entre outros nomes da área artística, participaram da cerimônia da Mansão Carioca.

Maior prêmio científico da França

Em 2016, Marcelo Viana recebeu duas destacadas distinções. Em junho, foi a Paris receber o Grande Prêmio Louis D., a mais prestigiosa láurea científica da França, por suas realizações na área de sistemas dinâmicos e teoria do caos. Pela primeira vez, um brasileiro e também matemático foi agraciado com tamanha honraria concedida, desde 2000, pelo renomado Institut de France.  Viana dividiu o prêmio de 450 mil euros com o francês e matemático François Labourie, da Universidade de Nice. Os recursos vão financiar um projeto de colaboração entre os dois países, na área de sistemas dinâmicos.

Quatro meses após receber uma das mais importantes comendas científicas do mundo, Marcelo Viana foi um dos agraciados com o Prêmio Anísio Teixeira de Educação Básica, da Coordenação de Apoio ao Pessoal de Nível Superior (Capes), por ter contribuído de modo relevante para o desenvolvimento da pesquisa e formação de recursos humanos no país.

Fonte: IMPA
Link: https://impa.br/page-noticias/marcelo-viana-recebe-a-cruz-da-referencia-nacional/

Quando gênios conversam: Poincaré e a origem dos 23 problemas de Hilbert

A matemática do final do século 19 e início do século 20 foi dominada por duas figuras gigantescas: o francês Jules Henri Poincaré (1854 – 1912) e o alemão David Hilbert (1862 – 1943). Como pensadores e cientistas, os dois não poderiam ser mais diferentes.

Poincaré era o intuitivo curioso, com interesses universalistas. Trabalhou na maioria das áreas da matemática, bem como em física, engenharia, filosofia e muito mais. Para ele, a descoberta sempre foi muito mais importante que o rigor. Deixou vários resultados sem demonstração e também algumas “demonstrações” não convincentes.

Em praticamente todos os casos, as demonstrações acabaram sendo dadas ou corrigidas posteriormente por outra pessoa, provando que a fantástica intuição de Poincaré estava correta.

Hilbert era o formalista metódico, para quem o rigor era prioritário. Liderou o esforço realizado nas primeiras décadas do século 20 para assentar os raciocínios matemáticos em bases lógicas sólidas, evitando as contradições e paradoxos que surgiam em áreas como a teoria dos conjuntos.

Leia na íntegra: Colunista Marcelo Viana – Folha de S. Paulo

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Posse da nova Diretoria da SBM – biênio 2017/2019

A cerimônia de posse da nova diretoria da Sociedade Brasileira de Matemática para o biênio 2017/2019 foi realizada durante o 31º Colóquio Brasileiro de Matemática no Instituto de Matemática Pura e Aplicada no dia 01 de agosto de 2017.

O novo presidente da Sociedade Brasileira de Matemática (SBM), o italiano Paolo Piccione, da Universidade de São Paulo (USP), destacou, ao tomar posse, que o cargo recém-assumido é uma oportunidade para retribuir a forma calorosa como foi recebido pela comunidade matemática quando chegou ao Brasil. Ele é professor do Instituto de Matemática e Estatística da USP desde 1996.

“É uma forma de retribuir, colocando meus serviços à disposição da comunidade matemática”, declarou, durante a cerimônia de posse da nova diretoria, realizada na tarde desta terça-feira, no IMPA (Instituto de Matemática Pura e Aplicada), no Rio.

A nova diretoria é composta pelos seguintes membros:

Presidente:
Paolo Piccione (USP);
Vice-presidente:
Nancy Garcia (UNICAMP);
Diretores:
Gregório Pacelli (UFC)
João Xavier (UFPI)
Marcio Gomes Soares (UFMG);
Walcy Santos (UFRJ)

Foram empossados também os novos membros do Conselho Diretor, Conselho Fiscal e Secretários Regionais:

Conselho Diretor:
Carlos Gustavo Moreira (IMPA);
Cydara Cavendon Ripoll (UFRGS);
Jorge Herbert Soares Lira (UFC);
Ronaldo Alves Garcia (UFG).

Conselho Fiscal:
Marco Antonio Teixeira (UNICAM);
Paulo Cordaro (USP);
Sebastião Firmo (UFF).

Secretarias Regionais:
Região NO: Roberto Cristovão Mesquita Silva (UFAM);
Região NE: Paulo Alexandre Araújo Sousa (UFPI);
Região MG + CO: Jaqueline Godoy Mesquita (UNB);
Região RJ + ES: José Maria Espinar Gárcia (IMPA);
Região SP: Fernando Manfio (USP);
Região SU: Daniel Gonçalves (UFSC).

Robert Morris, do IMPA, recebe o Prêmio SBM 2017

O pesquisador do IMPA Robert Morris foi o grande vencedor do Prêmio Sociedade Brasileira de Matemática 2017. A cerimônia de entrega encerrou o segundo dia de atividades do 31º Colóquio Brasileiro de Matemática (CBM), realizado na sede do IMPA (Instituto de Matemática Pura e Aplicada), no Rio de Janeiro, até a próxima sexta (4).

Os últimos cinco dias foram de celebração para Morris. Especialista na área de Combinatória e Probabilidade, Morris ganhou na quinta-feira (27) o Prêmio MCA no Congresso de Matemática das Américas, no Canadá, por seu trabalho na área. O reconhecimento da SBM se dá pelo artigo “Independent sets in hypergraphs”, publicado em 2015 no Journal of the American Mathematical Society. Além da distinção, o matemático receberá R$ 20 mil e o convite para fazer uma palestra no CBM.

“É uma honra muito grande receber este prêmio tão importante. Ele me faz sentir mais brasileiro”, disse Morris, que é americano e, desde 2010 é pesquisador no IMPA.

Criado em 2013, o Prêmio SBM é concedido a cada dois anos no Colóquio e tem como objetivo distinguir o melhor artigo original de pesquisa em Matemática publicado recentemente por um jovem pesquisador residente no Brasil. Morris escreveu o artigo com outros dois pesquisadores, mas ambos são estrangeiros e não trabalham no país: József Balogh e Wojciech Samotij.

Os trabalhos são analisados por um júri que avalia parâmetros como originalidade, relevância, profundidade e potencial de impacto no desenvolvimento da área. A comissão julgadora é composta por nomes de grande prestígio internacional: Artur Avila (IMPA), Carlos Kenig (Universidade de Chicago), Noga Alon (Universidade de Tel Aviv), Richard Schoen (Universidade de Stanford) e Shigefumi Mori (Presidente da União Internacional de Matemática e Universidade de Kyoto).

Antes de entregar a premiação, Avila, que presidiu o júri, revelou ter sido prazeroso, mas difícil avaliar os trabalhos submetidos ao prêmio, por causa do nível de excelência dos papers. “Não foi fácil porque era necessário escolher apenas um. E os trabalhos apresentados são de muita qualidade”, declarou, destacando a diversidade de temas abordados e de origem dos autores, oriundos de várias regiões do país.

Prestígio

Diretor-geral do IMPA, Marcelo Viana quebrou o protocolo para fazer uma observação: “Todos os ganhadores deste prêmio foram conferencistas convidados no ICM. É um sinal de que estamos em boa direção.”

É fato. Extremamente rigoroso e competitivo, o Prêmio SBM tem muito prestígio no meio científico. O pesquisador extraordinário do IMPA Artur Avila foi o primeiro vencedor, em 2013, pelo artigo “On the regularization of conservative maps”, publicado na Acta Mathematica, em 2010. No ano seguinte, ganhou a Medalha Fields, em Seul.

Umberto Hryniewicz (UFRJ) e Pedro Salomão (USP) foram os vencedores da segunda edição do Prêmio SBM pelo artigo “A Poincaré-Birkhoff theorem for tight Reeb flows on S3”, divulgado em 2015 na Inventiones Mathematicae 199. Ambos farão palestra sobre Geometria no Congresso Internacional de Matemáticos de 2018, no Rio de Janeiro. Ganhador em 2017, Robert Morris também será palestrante do ICM 2018 em sessão sobre Combinatória.

Fonte: IMPA
Link original: https://impa.br/page-noticias/robert-morris-ganha-o-premio-sbm-2017/

EXAME NACIONAL DE ACESSO AO PROFMAT 2018

Estão abertas as inscrições para o Exame Nacional de Acesso ao PROFMAT – ENA 2018.

As inscrições podem ser feitas até o dia 15 de setembro de 2017.

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O PROFMAT é uma pós-graduação stricto sensu para aprimoramento da formação profissional de professores da educação básica.

Para mais informações acesse: www.profmat-sbm.org.br

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Umberto Hryniewicz é premiado no Congresso das Américas

O brasileiro Umberto Hryniewicz, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), também foi contemplado este ano com o Prêmio MCA, pelo trabalho na área de dinâmica simplética.

Umberto Leone Hryniewicz obteve título de Bacharel em Matemática em 2002 pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Também em 2002 obteve título de Mestre em Ciências pelo programa de Mestrado em Matemática Aplicada da UFRJ sob orientação do Prof. Felipe Acker. Em 2015 dividiu o prêmio da Sociedade Brasileira de Matemática (Prêmio SBM 2015) com o Prof. Pedro A. S. Salomão (IME-USP) pelo artigo “A Poincaré-Birkhoff theorem for tight Reeb flows on S3”, em co-autoria com Al Momin. Foi convidado como palestrante na sessão de geometria do International Congress of Mathematicians (ICM) a ser realizado no Rio de Janeiro em 2018.

Os outros quatro vencedores do premio são: Robert Morris, do Instituto de Matemática Pura e Aplicada (IMPA); Héctor H. Pastén Vásquez, da Universidade de Harvard (EUA); Vlad Vicol, da Universidade de Princeton (EUA); e Pablo Shmerkin, da Universidade de Torcuato Di Tella e doConsejo Nacional de Investigaciones Científicas y Técnicas (Conicet), da Argentina.

Robert Morris é premiado no Congresso das Américas

Pesquisador associado do Instituto de Matemática Pura e Aplicada (IMPA), Robert Morris recebeu na última segunda-feira (24/6) o Prêmio MCA, concedido anualmente a cinco matemáticos de destaque em países americanos. O anúncio da premiação ocorreu durante o Congresso de Matemática das Américas, realizado em Montreal, no Canadá.

Morris foi reconhecido pelo influente trabalho em combinatória e probabilidade e pela importante contribuição nas áreas de combinatória extrema, teoria de Ramsey, processos gráficos aleatórios e percolação.

Para ganhar o prêmio, o matemático precisa ter defendido tese de doutorado há, no máximo, 12 anos e ocupar posição de destaque em institutos de pesquisa em um ou mais países americanos. Os vencedores recebem ainda US$ 1 mil e realizam palestra no Congresso sobre as respectivas áreas de atuação.

O brasileiro Umberto Hryniewicz, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), também foi contemplado este ano com o Prêmio MCA, pelo trabalho na área de dinâmica simplética. Os outros três vencedores são Héctor H. Pastén Vásquez, da Universidade de Harvard (EUA); Vlad Vicol, da Universidade de Princeton (EUA); e Pablo Shmerkin, da Universidade de Torcuato Di Tella e doConsejo Nacional de Investigaciones Científicas y Técnicas (Conicet), da Argentina.

Marcelo Viana, diretor-geral do IMPA, que esteve em Montreal para divulgar o Congresso Internacional de Matemáticos (ICM), a ser realizado no Rio de Janeiro em 2018, enalteceu a conquista de Morris.

“Robert vem fazendo contribuições importantíssimas à Matemática Discreta. O prêmio do Mathematical Congress of the Americas é um reconhecimento mais do que justo da qualidade da pesquisa que pratica”, disse.

Robert Morris atua na área de Probabilidade. Foi pesquisador no Murray Edwards College, em Cambridge, Reino Unido. Fez doutorado na Universidade de Memphis (EUA) e pós-doutorado em Tel Aviv, Tóquio e no IMPA.

Fonte: IMPA
Link da noticia original: https://impa.br/page-noticias/robert-morris-e-premiado-no-congresso-de-matematica-das-americas/