Latin American Week on Coding and Information (LAWCI)

A Latin American Week on Coding and Information (LAWCI), será realizada na Universidade de Campinas, de 22 a 27 de Junho de 2018.

A semana é um evento satélite oficial do Congresso Internacional de Matemáticos (ICM 2018), e terá apoio da FAPESP e da Sociedade de Teoria da Informação (IEEE ITSoC).

O evento consiste de uma escola de três dias seguida de um workshop de três dias. A escola busca atrair especialmente alunos de mestrado e doutorado na área ou em áreas correlatas. No workshop serão apresentadas contribuições originais na área. Mais informações, incluindo a chamada oficial para submissão de trabalhos e as datas importantes encontram-se em: http://www.dev.ime.unicamp.br/lawci/

Meninas na Ciência Matemática e Computação – 25/11/2017

O Instituto de Matemática da Universidade Federal Fluminense está organizando um ciclo de palestras para estudantes do ensino fundamental e médio.

Evento: Meninas na Ciência Matemática e Computação
Data: 25/11/2017
Público alvo: Meninas do Ensino Médio
Local: Auditório do Instituto de Física/UFF
Endereço: Av. Milton Tavares de Souza, s/n – Praia Vermelha, Niterói – RJ

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Evento no Rio reúne professores para troca de experiências

É possível produzir material didático de forma colaborativa? Como abordar o estudo das probabilidades de forma inovadora? Quais atividades podem ser desenvolvidas para tratar de estatística com alunos do Ensino Médio? Em busca de respostas para questões relacionadas à prática no ensino da matemática, cerca de 500 profissionais da área, dos quatro cantos do país, participam desde sexta-feira (17) do III Simpósio Nacional da Formação do Professor de Matemática, no Colégio Militar do Rio.

Realizado pelo IMPA e pela Sociedade Brasileira de Matemática (SBM), o simpósio, trouxe ao Rio profissionais experientes e também estudantes de graduação e pós-graduação que atuam na área, especialmente egressos do Profmat (Mestrado Profissional em Matemática em Rede Nacional). Palestras, oficinas, mesa-redonda e minicursos fazem parte dos três dias de programação.

Há 22 anos professor da rede estadual de ensino de São Paulo, Josimar Bispo de Souza solicitou uma pausa no trabalho para acompanhar o simpósio porque, segundo ele, é uma oportunidade para um contato mais prolongado com experiências exitosas e também para uma troca sobre problemas que afligem mais frequentemente os profissionais da área.

“Todos estamos aqui porque queremos buscar a melhoria da qualidade do ensino”, diz ele, que participou do primeiro do simpósio, em 2013. Assim como Josimar, Rebeca Doury de Oliveira também já esteve em uma edição anterior do evento, realizado em Brasília. Aluna de licenciatura em Matemática, da Unicamp, ela conta que a interação com professores que já estão no batente é muito importante. Envolvida em um projeto de ensino de Matemática para surdos, ela tem especial interesse no debate sobre Matemática e inclusão, tema de uma mesa-redonda realizada neste domingo.

E num espaço onde o compartilhamento é palavra fundamental, o professor da Unirio e doutor em Geometria Riemanniana pelo IMPA, Fábio Simas, fez uma palestra sobre o projeto Livro Aberto em Matemática, uma maneira inovadora de repensar o ensino da disciplina por meio de ação aberta e colaborativa. “A gente espera que ele seja uma maneira de conectar a sala de aula com o que é produzido em pesquisa nessa área. É um desafio”, observa.

Para participar, basta acessar a página do projeto, conhecer a plataforma e começar a colaborar com a iniciativa, que objetiva desenvolver livros didáticos de Matemática com excelência acadêmica, passível de ser reproduzido, distribuído e modificado por meio de licença aberta.

Aproximar a Matemática da Sociedade

Na cerimônia de abertura, realizada na sexta-feira, o diretor-geral do Impa, Marcelo Viana, contou que o simpósio surgiu há quatro anos e tem como foco a realidade do professor em sala de aula.”Foi uma ideia que a gente teve de promover uma série de eventos que fossem dedicados à prática do ensino de Matemática mais do que à pesquisa”, afirmou.

O III Simpósio Nacional de Formação do Professor de Matemática aconteceu nessa sexta-feira (17/11) no Colégio Militar, que fica na Tijuca, zona norte da cidade. Foto: Ilan Pellenberg

Na cerimônia de abertura, realizada na sexta-feira, o diretor-geral do Impa, Marcelo Viana, contou que o simpósio surgiu há quatro anos e tem como foco a realidade do professor em sala de aula.”Foi uma ideia que a gente teve de promover uma série de eventos que fossem dedicados à prática do ensino de Matemática mais do que à pesquisa”, afirmou.

Viana destacou que o simpósio integra o Biênio de Matemática 2017-2018 e fez um chamamento para que os cerca de 500 professores presentes participem de forma ainda mais ativa do Biênio, por meio da realização de atividades que tragam benefícios para o ensino da Matemática no país.

“Estão acontecendo entre 15 e 25 eventos todo mês dentro da programação do Biênio. É bom, mas podemos fazer melhor. Quero convidá-los a promover atividades em suas escolas. Para aproximar a Matemática da sociedade”, disse,

Participaram também da cerimônia de abertura o comandante Aroldo Cursino, diretor do Colégio Militar; Hilário Alencar, presidente da Sociedade Brasileira de Matemática (SBM) até julho deste ano; Walcy Santos, diretora da SBM; Vanderlei Horita, coordenador da Comissão Acadêmica Nacional do Profmat; e Raquel Bodart, presidente da Associação Nacional de Professores de Matemática.

Fonte: IMPA
Link da noticia: https://impa.br/page-noticias/evento-no-rio-reune-professores-para-troca-de-experiencias/

A matemática molda trajetórias de vida

O cearense Ricardo Oliveira nasceu em 17 de fevereiro de 1989 em Várzea Alegre, a mais de 400 km de Fortaleza. Ainda bebê, foi diagnosticado com amiotrofia espinhal, doença neurológica que afeta a medula. Numa extraordinária trajetória de superação da enfermidade e das dificuldades inerentes a sua origem humilde, Ricardo tornou-se sete vezes medalhista da Olimpíada Brasileira de Matemática das Escolas Públicas (OBMEP), o que também lhe abriu o caminho para o ensino superior: ao final de 2016 formou-se no curso de Tecnologia em Mecatrônica Industrial, com excelentes notas.

Filho de agricultores da zona rural de Várzea Alegre, até o acesso à educação era um problema. Além de morar longe da escola, era quase impossível uma cadeira de rodas trafegar pelas esburacadas estradas de terra batida: muitas vezes o pai teve que levá-lo em um carrinho de mão. Por essa razão, seus pais, Francisca e Joaquim, acabaram optando por educarem o filho em casa, apesar de eles próprios terem poucos anos de escolaridade. Foi Francisca que alfabetizou Ricardo, além de lhe ter ensinado as operações fundamentais da matemática.

Em 2005, a professora Erileuza Jerônimo, diretora da escola municipal Joaquim Alves de Oliveira, soube da sua situação e empenhou-se para que Ricardo pudesse ter acesso ao ensino formal. A solução para vencer o problema do deslocamento foi que os professores dessem aulas na casa dele. Foi assim que, aos 17 anos de idade, Ricardo se tornou aluno do 6º ano do ensino fundamental, depois de ter sido aprovado numa prova de validação de conhecimento.

Leia na íntegra: Colunista Marcelo Viana – Folha de S. Paulo

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Fibonacci ensinou europeus a contar

Viveu na cidade italiana de Pisa, aproximadamente entre 1170 e 1250 e foi o maior matemático da Europa medieval. Os contemporâneos o conheceram como Leonardo Pisanus –não confundir com o Leonardo Fiorentino, ou da Vinci, que viria quase trezentos anos depois– e ele mesmo assinava Leonardo Bigollo, que significa “viajante” no dialeto da Toscana.

Mas, em livro publicado em 1838, o historiador da matemática Guillaume Libri referiu-se a ele como Leonardo Fibonacci –”filius Bonacci”, ou seja, filho da família Bonacci– e o apelido pegou.

Entre as muitas contribuições de Fibonacci à matemática, a de maior impacto foi certamente ter introduzido na Europa o “sistema indiano” de numeração, isto é, o sistema posicional decimal que utilizamos até hoje.

A Pisa em que nasceu era uma próspera cidade portuária –desde então, a costa italiana deslocou-se e agora o mar fica a mais de dez quilômetros– que comerciava com todo o mundo conhecido.

Às margens do rio Arno, a cidade também ostentava uma indústria pujante: couros e peles, metais, construção de navios. A famosa Torre de Pisa inclinada começou a ser construída em sua juventude. Filho de um homem de negócios e funcionário do governo, o jovem Leonardo Fibonacci cresceu num meio vibrante em que catalogar mercadorias e preços era uma atividade constante e fazer contas uma necessidade cotidiana.

 

Leia na íntegra: Colunista Marcelo Viana – Folha de S. Paulo

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Heidelberg Laureate Forum 2018

The 6th Heidelberg Laureate Forum (HLF), see  http://www.heidelberg-laureate-forum.org,  will take place in Heidelberg, Germany during September 23 – 28, 2018.

At HLF all winners of the Fields Medal, the Abel Prize, the ACM A.M. Turing Award, the Nevanlinna Prize, and the ACM Prize in Computing are invited to attend. In addition, young and talented computer scientists and mathematicians are invited to apply for participation. The previous HLFs have been an exceptional success. The HLF serves as a great platform for interaction between the masters in the fields of mathematics and computer science and young talents.

Applications for participation at the 6th HLF are open in three categories: Undergraduates, PhD Candidates, and PostDocs. See the webpage
 www.application.heidelberg-laureate-forum.org for the online application and further information. The deadline for application is February 9, 2018.

The HLF was initiated by the late German entrepreneur Klaus Tschira, and is supported by the Klaus Tschira Foundation, The Norwegian Academy of Science and Letters, The Association for Computing Machinery, as well as The International Mathematical Union.

A produção de boa cerveja revolucionou a estatística matemática

Pesquisas eleitorais são feitas por meio de entrevistas a eleitores. Sejam pessoalmente, por telefone, e-mail ou outro meio, essas enquetes custam tempo e dinheiro. Está fora de questão entrevistar todo mundo, os pesquisadores precisam se contentar com uma pequena amostra de 1.000 ou 2.000 pessoas ou até menos. Como escolher esse grupo, de modo que o resultado seja representativo? E como avaliar quão representativo ele é, para um dado tamanho da amostra, como determinar a margem de erro da pesquisa?

Problemas semelhantes surgem o tempo todo nas mais diversas áreas de atividade. Ao longo de pouco mais de cem anos, foram desenvolvidas diversas ideias e técnicas que fazem desta área da estatística uma ferramenta poderosa, com aplicações bilionárias em todo o setor produtivo: controle de qualidade industrial, desenho eficaz de testes e muito mais. O que poucos sabem é que tudo começou motivado pelo nobre objetivo de produzir boa cerveja.

Ao final do século 19, a famosa Guiness, de Dublin, capital da Irlanda, era a maior cervejaria do mundo. Era também um fantástico local de trabalho: contratava os mais brilhantes jovens cientistas e lhes dava total liberdade para desenvolver suas ideias em proveito da empresa. Era a Google da época. Foi assim que William S. Gosset (1876 – 1937), recém-formado da Universidade de Oxford, foi contratado em 1889.

 

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Não há matemática que explique orçamento irrisório para a ciência

Fui à Fundação Oswaldo Cruz quarta-feira dar uma palestra a meninas e meninos de escolas da periferia do Rio de Janeiro. O Museu da Vida da Fiocruz comemora a Semana Nacional de Ciência e Tecnologia e o que vi lá foi comovedor: crianças de todas as idades, com uniformes das redes municipais e estadual de ensino, sorrisos nos lábios e brilho no olhar, descobrindo segredos do Universo, da vida e do homem que só a ciência pode revelar.

No prédio da antiga cavalariça da Fundação, no meio de tantas atividades e animação, vi o futuro do Brasil sendo tecido.

Mas o futuro é, na melhor das hipóteses, incerto.

Apenas algumas décadas atrás, o Brasil era um país cronicamente subdesenvolvido, vítima da baixa produtividade e das doenças da pobreza, e condenado a importar o conhecimento e a tecnologia necessários a sua subsistência.

É à ciência, acima de tudo, que devemos o avanço alcançado. Instituições como o Observatório Nacional –que comemora 190 anos– a Fiocruz, a Escola de Agricultura Luiz de Queiroz, o Instituto Butantã, entre outras introduziram o Brasil na era do conhecimento. Embrapa, Petrobrás, Embraer e suas congêneres mostraram como o conhecimento científico pode ser incorporado aos processos produtivos, e mudaram o país.

Todo esse investimento com evidentes contribuições ao país corre sério perigo. O orçamento do MCTIC aprovado na Lei do Orçamento Anual 2017 era de R$ 5 bilhões. Mas esse valor foi reduzido para R$ 2,8 bilhões, o mais baixo na série histórica, com impacto brutal nas ações do ministério, de suas agências –como o CNPq e a Finep– e de seus institutos, entre os quais o Impa, que dirijo.

Alguns dirão que é uma consequência lógica do estado da nossa economia, da mera falta de recursos. Mas esse argumento não se sustenta face à desproporção entre os relativamente pequenos valores de que necessita a ciência brasileira –e o comprovado retorno econômico e social do investimento– e o tamanho do gasto do estado nacional.

 

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Jacob Palis recebe homenagem do MCTIC em Brasília

O Pesquisador Emérito do IMPA Jacob Palis será homenageado pelo Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC) na próxima segunda-feira (23), às 11h, durante a abertura da 14ª Semana Nacional de Ciência e Tecnologia (SNCT 2017) em Brasília (DF).

A SNCT, de 23 a 29 de outubro, acontecerá em todo o Brasil, inclusive no IMPA, e terá como tema “A matemática está em tudo”, como apoio à agenda positiva firmada pelo Biênio da Matemática 2017-2018.

Anualmente, a SNCT homenageia um profissional dedicado ao desenvolvimento científico do país. Em 2017, o matemático Jacob Palis foi o escolhido. Professor titular do IMPA desde 1968, Palis atua principalmente na área de sistemas dinâmicos. Foi diretor-geral do instituto de 1993 a 2003. Presidiu ainda a Academia Brasileira de Ciências (ABC), a Academia de Ciências para o Mundo em Desenvolvimento (Twas) e a União Internacional de Matemática (IMU).

Participarão do evento o secretário de Políticas e Programas de Pesquisa e Desenvolvimento do MCTIC, Jailson de Andrade; e o diretor-geral do IMPA, Marcelo Viana, além de autoridades ligadas ao MCTIC.

Palis receberá de Jailson de Andrade uma placa comemorativa pela contribuição à ciência no Brasil. O matemático ainda dará nome ao centro de convivência do Pavilhão de Exposições do Parque da Cidade, que receberá as atividades da SNCT 2017 em Brasília.

Fonte: IMPA

Impa celebra 65 anos de contribuições à matemática e ao Brasil

“O Presidente do Conselho Nacional de Pesquisas, usando das atribuições que lhe confere o artigo 8o da Lei 1.310, RESOLVE criar o Instituto de Matemática Pura e Aplicada”. Com esta fórmula simples, em portaria datada de 15 de outubro de 1952, o contra-almirante Álvaro Alberto (1889-1976), cientista e presidente fundador do CNPq, deu existência a uma das instituições mais destacadas da ciência brasileira, que tenho o privilégio de dirigir.

À época, o Impa não tinha sede: foi alojado temporariamente numa sala do Centro Brasileiro de Pesquisas Físicas, fundado três anos antes. E seu corpo científico era diminuto: além do diretor, o astrônomo Lélio Gama (1892-1981), também responsável pelo Observatório Nacional, o novíssimo instituto contava apenas com os jovens matemáticos Leopoldo Nachbin (1922-1993) e Maurício Peixoto, nascido em 1921 e, aos 96 anos, pesquisador emérito do Impa.

Eram poucos, mas bons: Nachbin e Peixoto viriam a ser os primeiros brasileiros convidados a proferir palestras no Congresso Internacional de Matemáticos, uma das maiores distinções na carreira de um matemático. Os pesquisadores do Impa também não tinham salário: a remuneração permaneceu precária até os anos 1970, quando a carreira foi regulamentada.

Hoje, o Impa é um dos centros de pesquisa em matemática mais reconhecidos do mundo. A qualidade do trabalho realizado por seus pesquisadores está no nível das melhores instituições internacionais. Também graças a esse prestígio, conquistamos a honra de realizar o Congresso Internacional de Matemáticos de 2018, no Rio de Janeiro. Em mais de um século de história, será a primeira vez que o principal evento mundial da disciplina terá lugar ao sul do equador.

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Exposição na USP – “Ela está em tudo”

​Uma exposição para romper com o mito de que Matemática não é coisa de menina. Damos voz e rosto a mulheres que gostam de Matemática, com suas diversas personalidades e pontos de vista. Conheça um pouco dessas mulheres e encante-se com a matemática que as fascina.

Como parte da Semana Nacional de Ciência e Tecnologia (A Matemática está em tudo!) e da Semana USP de Ciência e Tecnologia.
​De 23 de outubro a 28 de outubro
Das 09h as 18:30h​
​Local: CDI – Cidade Universitária – USP campus capital​
Equipe: Ana Carolina Boero, Christina Brech, Deborah Raphael, Julia Stockler, Rodrigo Roque Dias
Fotografias: Nina Jacobi
Projeto gráfico e expositivo: Fabiana Imamura
Apoio: CNPq​, USP e UFABC​

A matemática pode contribuir para uma vida amorosa mais feliz

Todo mundo conhece: “João amava Teresa que amava Raimundo que amava Maria que amava Joaquim que amava Lili que não amava ninguém. João foi para os Estados Unidos, Teresa para o convento, Raimundo morreu de desastre, Maria ficou para tia, Joaquim suicidou-se e Lili casou com J. Pinto Fernandes que não tinha entrado na história.”

Será que a matemática poderia ter ajudado os personagens de Carlos Drummond de Andrade a terem finais mais felizes?

O problema do casamento pode ser formulado da seguinte forma, na versão clássica (mencionarei outra daqui a pouco).

Temos dois grupos de pessoas: “homens” e “mulheres”. Cada homem tem uma lista de mulheres com quem aceitaria se casar, ordenada pela sua preferência. Do mesmo modo, cada mulher tem uma lista de homens aceitáveis, elencada na ordem de sua preferência.

Como emparelhar os homens e as mulheres de modo a melhor atender essas preferências? Será que existe sempre algum emparelhamento estável (“à prova de divórcio”), que não deixe separada nenhuma dupla (formada por um homem e uma mulher) que prefeririam ficar juntos do que com seus cônjuges?

Pois bem, a resposta é sim! Mais ainda, um emparelhamento estável pode ser obtido usando o seguinte método.

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Outros animais têm o sentido do número, mas só a humanidade conta

No grande clássico “Número, a linguagem da ciência”, publicado pela primeira vez em 1930, o historiador da matemática Tobias Dantzig (1884 – 1956) conta o seguinte episódio.

Um proprietário estava determinado a matar um corvo que fizera o ninho numa torre da sua casa. O problema é que de cada vez que entrava na torre o pássaro fugia, ficava observando e só voltava depois que o homem saía da torre.

O dono recorreu a um estratagema: entraram dois homens juntos na torre e só saiu um. Mas o pássaro não se deixou enganar: só voltou ao ninho depois que o segundo homem saiu. Nos dias seguintes repetiram o truque, sucessivamente com dois, três e até quatro homens, mas sempre sem sucesso.

Finalmente, entraram cinco homens na torre e saíram quatro. Dessa vez deu certo: incapaz de distinguir entre quatro e cinco o corvo voltou ao ninho.

Existem outras evidências de que algumas espécies de animais têm um “sentido do número”. Dantzig também menciona um inseto, a vespa solitária, que põe os ovos em células individuais nas quais armazena, para cada ovo, lagartas vivas que servirão de alimento ao recém-nascido.

O que é notável é que o número de lagartas em cada célula é sempre exatamente o mesmo, embora varie segundo a espécie da vespa: algumas espécies colocam 5 lagartas em cada célula, outras 12, algumas chegam a colocar 24.

Como é que a vespa faz? Mais incrível ainda, existe uma espécie em que o macho é bem menor que a fêmea. De algum modo, a mãe adivinha se nascerá um macho ou uma fêmea e coloca 10 lagartas para os ovos femininos e apenas 5 para os masculinos.

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A criptografia moderna não existiria sem os números primos

Em 1770, o matemático inglês Edward Waring (1736-1798) escreveu o livro “Meditationes Algebricae” (“Meditações sobre a Álgebra”), onde se lê a seguinte afirmação: “Se p é um número primo, a quantidade 1 x 2 x 3 x … x (p-1) + 1 dividida por p dá um número inteiro. Esta elegante propriedade dos números primos foi descoberta pelo eminente John Wilson, um homem muito versado em assuntos matemáticos”.

Esta homenagem entusiasmada não é para ser tomada a sério: além de ser amigo e ex-aluno, Wilson apoiara a controversa escolha de Waring como sucessor de Isaac Newton na Universidade de Cambridge. Havia um favor político a pagar…

Essa propriedade dos primos já havia sido mencionada pelo matemático e filósofo muçulmano Ibn al-Haytham, que viveu no Egito em torno do ano 1000. Outro que fizera a descoberta antes de Wilson foi Gottfried Wilhelm Leibniz (1646-1716), embora não a tivesse publicado. Mas nenhum deles provou a sua veracidade, eles apenas verificaram alguns casos.

Waring tentou justificar: “Teoremas deste gênero serão muito difíceis de provar por causa da falta de uma notação para representar números primos”. Ao ler isso, o grande Carl Friedrich Gauss (1777-1855) exclamou depreciativamente “Notationes versus notiones!”, querendo dizer que em matemática as noções são muito mais importantes que as notações.

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Divulgação de Evento: A Matemática está em tudo. Em particular, na alma feminina!

O evento será realizado no dia 23 de outubro de 2017 no Instituto de Matemática e Estatística da UFF e é atividade integrante da Agenda Acadêmica UFF de 2017.

Inscrições gratuitas
De 18 de setembro até 20 de outubro de 2017.
Inscrições pelo e-mail: mulheresnamatematica.uff@gmail.com

Clique aqui para acessar a programação do evento.

Formação é calcanhar de Aquiles dos professores de matemática do Brasil

Acabo de receber material muito interessante do meu colega Humberto Bortolossi, da Universidade Federal Fluminense, intitulado “Formação de professores de matemática: O que é realmente necessário e prioritário?”, que recomendo vivamente aos leitores.

Humberto fez mestrado no Impa (Instituto de Matemática Pura e Aplicada) e doutorado em matemática na PUC-Rio, com uma excelente tese sobre otimização de redes de produção e distribuição energia.

Ele combina cultura acadêmica e tecnológica fora de série com uma diversidade de interesses de estudo igualmente invulgar: educação em matemática, popularização da ciência, formação de professores e muito mais. Humberto tem mais uma grande qualidade: ao contrário de tantos teóricos da educação que “pesquisam” o tema em seus gabinetes sem jamais chegarem perto da sala de aula, ele põe a mão na massa e submete suas ideias e experiências ao duro julgamento da realidade.

A formação de professores é o calcanhar de Aquiles da nossa educação básica. O professor é elemento crucial da cadeia educativa e, no entanto, a formação oferecida na maior parte das nossas licenciaturas em matemática é totalmente inadequada, além de obsoleta. No Brasil, a esmagadora maioria dos licenciados da área é egressa de faculdades particulares com controles de qualidade duvidosos. Muitas dessas instituições não têm jeito, precisam ser fechadas. Para outras, um efetivo controle por parte das autoridades poderia fazer uma grande diferença. Mas nossas melhores universidades públicas também não estão isentas de críticas.

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Segunda fase da OBMEP terá quase 1 milhão de estudantes

Quase um milhão de alunos de escolas públicas e privadas de todo o Brasil farão a segunda fase da OBMEP (Olimpíada Brasileira de Matemática das Escolas Públicas) no sábado, 16 de setembro, às 14h30 (horário de Brasília).

Este ano, a competição nacional para estudantes do 6º ano do Ensino Fundamental ao 3º ano do Ensino Médio bateu novo recorde: 18,2 milhões de inscritos, de 53.230 instituições de ensino, atingindo 99,6% dos municípios brasileiros. Pela primeira vez, conta com estudantes de 4.472 colégios particulares.

Dos 941.594 aprovados para a segunda fase, 903.719 são de escolas públicas e 37.875 de privadas. A OBMEP classifica os 5% mais bem colocados de cada colégio na primeira etapa. O Nível 1 (6º e 7º anos do Ensino Fundamental) terá 315.538 participantes; o Nível 2 (8º e 9º anos) contará com 275.385, e o Nível 3 (Ensino Médio) 350.671.

Os estudantes classificados podem imprimir os cartões de confirmação e verificar os locais de prova no site www.obmep.org.br. A organização recomenda que os alunos cheguem aos centros de aplicação com pelo menos 30 minutos de antecedência, portando documento original de identificação (carteira de identidade, certidão de nascimento ou carteira escolar), o cartão informativo da OBMEP, lápis e borracha.

A OBMEP distribuirá o mesmo número de medalhas das edições anteriores a alunos de escolas públicas (500 de ouro, 1.500 de prata, 4.500 de bronze e até 46.200 menções honrosas). Os estudantes de escolas particulares receberão 25 medalhas de ouro, 75 de prata, 225 de bronze e até 5.700 menções honrosas.

Os vencedores serão anunciados em 22 de novembro no site da competição. As cerimônias de entrega dos prêmios da OBMEP ocorrem em 2018, em data a ser definida. Professores, escolas e secretarias de Educação também concorrem a prêmios, de acordo com o desempenho dos alunos na segunda fase (http://www.obmep.org.br/regulamento.htm).

Criada em 2005, a OBMEP é uma realização do IMPA (Instituto de Matemática Pura e Aplicada), com apoio da Sociedade Brasileira de Matemática (SBM) e recursos do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC) e do Ministério da Educação (MEC).

Fonte: IMPA
Link: https://impa.br/page-noticias/segunda-fase-da-obmep-tera-quase-1-milhao-de-estudantes/

Uma nação que pretende ser forte precisa de ciência, dizia Napoleão

Napoleão Bonaparte foi um dos maiores generais e estrategistas da história. Foi também o governante e estadista que reconstruiu o estado francês dos escombros da revolução de 1789, fazendo da França a maior potência do seu tempo. O que é menos sabido é que Napoleão também foi um matemático e cientista praticante, imerso nos avanços científicos de sua época e totalmente consciente de sua importância para o desenvolvimento do país.

As anedotas do seu tempo na escola militar o descrevem como excelente aluno e extremamente ambicioso. Uma delas conta que o professor e grande matemático Laplace passou o “Traité de mathématiques” de Bézout, com seus 4 espessos volumes, para os alunos estudarem em dois anos. Sabendo que a matemática era indispensável nos exames para promoção, Napoleão focou-se totalmente nessa tarefa, deixando de lado matérias como o latim, o alemão, a gramática e a ortografia.

Valeu a pena: apenas um ano depois, aos 16 anos, já era oficial de artilharia. Aos 24, seria general.

Napoleão manteve o interesse pela matemática e pela ciência ao longo da vida. É um raríssimo caso de governante que também foi membro da academia de ciências de seu país (o Institut de France), participando ativamente nas sessões.

 

Leia na íntegra: Colunista Marcelo Viana – Folha de S. Paulo

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Matemáticos ajudaram a ganhar a batalha do Atlântico

Detesto admitir, mas matemáticos não costumam ser pop. Atores, esportistas, cantores, líderes religiosos, até alguns políticos o são, mas, para os matemáticos, é muito mais difícil que se tornem conhecidos e apreciados pelo grande público. No entanto, há exceções.

As crianças francesas do início do século 20 colecionavam figurinhas de celebridades da época, entre as quais Henri Poincaré. Vinham nas caixas de chocolate Guérin-Boutron e o grande matemático era a figurinha 469. É comovente imaginar as negociações ansiosas no recreio da escola: “Você tem o Poincaré? Dou o almirante Makaroff e dois reis da Inglaterra pelo Poincaré!”.

É difícil conceber isso nestes nossos dias de Neymar e Cristiano Ronaldo

Os outros exemplos que vêm à mente são figuras cuja trajetória de vida foi marcada pela tragédia. O genial matemático indiano Ramanujan (1887-1920), protagonista do filme “O Homem que viu o Infinito”, morto aos 32 anos na sequência de problemas de saúde que o perseguiram durante toda a vida e que estavam muito ligados à pobreza.

Leia na íntegra: Colunista Marcelo Viana – Folha de S. Paulo

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Professor Hilário Alencar recebe homenagem do Fortec pelos serviços prestados ao Profnit

O Professor Hilário Alencar, coordenador Acadêmico Nacional do Profmat, foi homenageado pela Comunidade Brasileira de PI & TI, representada pela Associação Fórum de Gestores de Inovação e Transferência de Tecnologia (Fortec), durante o 1º Congresso Internacional do Programa de Pós-Graduação em Propriedade Intelectual e Transferência de Tecnologia para a Inovação – Profnit (ProspeCT&I), realizado no mês de agosto, em Salvador.

Ele recebeu uma comenda pelos relevantes serviços prestados para o planejamento e estruturação do Profnit. “O professor Hilário passou toda a experiência dele com o Profmat [Mestrado Profissional em Matemática]. Foi uma contribuição enorme, inestimável. Ele atuou como consultor desde o desenvolvimento do projeto do Profnit. Arrisco a dizer que, sem o professor Hilário, o curso não existiria como está hoje”, afirma o pró-reitor Nacional do Fortec/Profnit e coordenador – geral do Profnit/Ufal, Josealdo Tonholo, que representou o homenageado na ocasião.

Além de Alencar, foram homenageados os professores Robert Verhime (ex-pró-reitor da Universidade Federal da Bahia – UFBA), Lívio Amaral (ex-diretor da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior – Capes) e Eliane Britto (coordenadora da área de Administração da Capes). Todos são pesquisadores de renome nacional e foram reconhecidos pelos serviços prestados ao Profnit.

Currículo

Hilário Alencar é professor titular da Universidade Federal de Alagoas (Ufal), com experiência na área de Matemática, ênfase em Geometria Diferencial e interesse por mestrados profissionais relacionados com a Educação Básica.

O pesquisador é bolsista de Produtividade do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), coordenador do Centro de Pesquisa em Matemática Computacional (CPMAT/Ufal), membro do Conselho Técnico Científico da Educação Básica (CTC/EB/CAPES), membro do Conselho Técnico Científico do Instituto Nacional de Matemática Pura e Aplicada (IMPA), membro do Mathematical Council of the Americas, coordenador Acadêmico Nacional do Profmat, editor-executivo da Sociedade Brasileira de Matemática (SBM) e diretor da Academia Brasileira de Matemática.

Já foi pró-reitor de Pós-Graduação e Pesquisa da Ufal, presidente e vice-presidente da SBM, coordenador do Programa de Pós-Graduação em Matemática da Universidade, além de coordenar vários projetos locais e nacionais. Ele também idealizou, e lidera com Marcelo Viana, o Mestrado Profissional em Matemática em Rede Nacional (Profmat).

Sobre o Profnit

De acordo com informações disponíveis no site do Profnit, a iniciativa é um Programa de Pós-Graduação em Propriedade Intelectual e Transferência de Tecnologia para a Inovação. Na modalidade stricto sensu, é dedicado ao aprimoramento da formação profissional para atuar nas competências dos Núcleos de Inovação Tecnológica (NITs) e nos Ambientes Promotores de Inovação nos diversos setores acadêmico, empresarial, governamental e organizações sociais.

Com conceito 4 pela Capes, a sede nacional do programa é localizada no Instituto de Química e Biotecnologia (IQB) da Universidade Federal de Alagoas. Ao todo, o Profnit reúne 12 universidades públicas, 140 professores e 300 estudantes em todo território nacional.

Na Ufal, são 15 professores, 37 estudantes regulares e seis unidades acadêmicas envolvidas (IQB, Instituto de Computação – IC, Centro de Tecnologia – Ctec, Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade – Feac, Escola de Enfermagem e Farmácia – Esenfar e Campus Arapiraca).

De acordo com o pró-reitor Nacional do Fortec/Profnit e coordenador – geral do Profnit/Ufal, Josealdo Tonholo, em meados de setembro, será lançado o novo edital com vagas para o programa.

Fonte: UFAL

http://www.ufal.edu.br/servidor/noticias/2017/9/professor-hilario-alencar-recebe-homenagem-do-fortec-pelos-servicos-prestados-ao-profnit