Serie de lives: “Conhecendo as áreas de pesquisa em Matemática”

A partir do dia 27/06, a SBM promoverá uma série de lives chamada “Conhecendo as áreas de pesquisa em Matemática”. A série contará com 5 lives sobre algumas áreas de Pesquisa em Matemática. Convidamos pesquisadores da área de Álgebra, Análise, Probabilidade e Estatística, Geometria e Sistemas Dinâmicos, para um bate-papo com nossos associados e seguidores.

A primeira Live (27/06 às 11h) será com o Presidente da SBM e professor da USP, Paolo Piccione,conversando sobre Geometria.

Confira o dia e horário das próximas:

📌01/07 às 11h – Sistemas Dinâmicos com Marcelo Viana, diretor do IMPA.

📌08/07 às 17h – Probabilidade e Estatística com Roberto Imbuzeiro, pesquisador do IMPA e Florencia Leonardi, professora da USP.

📌15/07 às 11h – Álgebra com Luciane Quoos, professora da UFRJ e Guilherme Tizziotti, professor da UFU

📌22/07 às 11h – Análise com Liliane Maia e Jaqueline Mesquita,ambas da UnB.

Anotem na agenda e inscrevam-se no nosso canal do Youtube( www.youtube.com/sbmatematica), não esquecendo de ativar as notificações.

Aguardamos todos vocês!

Antirracismo? Matemáticas Negras na pauta

Vivemos um momento em que a emblemática frase da ativista negra norte americana Angela Davis “Não basta não ser racista, é preciso ser antirracista” se tornou pano de fundo de uma (pseudo) bandeira internacional de combate ao racismo. A popularização da pauta em várias partes do mundo ganhou força após o assassinato do norte americano negro George Floyd, covardemente sufocado por um policial branco nos EUA, que desencadeou uma onda de protestos em todo o mundo contra o genocídio negro.

No Brasil, a violência policial contra a população negra não é novidade. Nomes como João Pedro Matos Pinto (14 anos), Kauan Peixoto (12 anos), Jenifer Silene Gomes (11 anos) e Ágatha Vitória Sales Félix (8 anos) fazem parte das estatísticas da violência policial diária sofrida por muitos “outros” e “outras” que tiveram seus nomes e sobrenomes camuflados por estatísticas que não surpreendem mais. Não é só a brutalidade policial que mata. A morte se inicia muito antes da morte física. Se inicia com o olhar de desumanização e descaso muitas vezes não dado a um animal de estimação. Miguel Otávio Santana da Silva (5 anos) morreu ao
despencar do 9o andar de um prédio em Recife, depois de ter sido abandonado a própria sorte dentro de um elevador pela patroa branca da mãe – empregada doméstica que, trabalhando, andava com os cachorros da casa. Pessoas negras em espaços predominantemente brancos são bem vistas quando estão caladas, comportadas, subservientes. Marielle Franco (38 anos),
vereadora eleita do Rio de Janeiro, mulher, negra, lésbica, mãe, e com muitas identidades que a definem mas não a resumem, pagou com a própria vida o preço por não se calar.

Mas, apesar da comoção e sentimentos de solidariedade serem importantes, é preciso entendermos criticamente como nosso posicionamento individual e coletivo – como comunidade matemática – perpetua estruturas, instituições e práticas que normalizam o
racismo, o patriarcado, a homofobia e outros sistemas de opressão que açoitam vidas negras.

Iniciamos nossa reflexão pela invisibilidade – uma forma de violência – imposta a nós mulheres negras na matemática (e em outras áreas das ciências exatas). Guiada por valores da branquitude que posicionam o homem branco como único criador legítimo de conhecimento, a comunidade matemática em geral não reconhece as diversas maneiras que mulheres negras contribuem ativamente para o avanço dessa ciência. Contribuição essa que se dá não apenas através da pesquisa, mas também da dedicação ao ensino, extensão e cargos administrativos. Não podemos deixar de mencionar as mulheres negras babás, empregadas domésticas e secretárias, que historicamente subjugadas a servitude, trabalham nos bastidores cuidando das crianças, das casas e escritórios, permitindo assim que membros da comunidade matemática cumpram com uma longa jornada de trabalho e dedicação exclusiva à academia – demandas que estão baseadas, historicamente, nas possibilidades da elite branca masculina.

Para as poucas de nós que passamos por sistemas de seleção e ingressamos nos espaços matemáticos seja na graduação ou pós-graduação, enfrentamos o racismo, o sexismo, o elitismo, a homofobia, a intolerância religiosa, e tantas outras formas de
discriminação que existem nas salas de aula, nas reuniões, nos laboratórios, nos congressos, nas decisões de bolsas e na insistência em marginalizar as nossas vozes. Pesquisas recentes indicam que professor@s, estudantes, colegas, e funcionári@s perpetuam, conscientemente ou não, essas práticas discriminatórias que para além de reduzirem nossas possibilidades de permanência e avanço profissional, interferem no nosso direito de viver plenamente[1]. Hoje, graças ao trabalho incessante de feministas negras como Lélia Gonzalez, Sueli Carneiro, Nilma Lino Gomes e tantas outras (ver Santana, 2019)[2], temos ferramentas teóricas e metodológicas para entender que tais práticas são normalizadas por sistemas que nos desumanizam e protegem pessoas privilegiadas pela branquitude.

Nós, mulheres negras matemáticas, estamos confiantes que para que a luta antirracista seja efetiva precisamos refletir criticamente sobre os privilégios que a branquitude produz e como beneficia – quer queiramos ou não – muit@s membros da comunidade matemática. Não estamos falando somente do privilégio de ocupar majoritariamente as posições de poder dentro e fora da matemática. Esse pacote de vantagens inumeráveis inclui o privilégio de negar o racismo mesmo com tantos índices sociais que nos mostram o contrário; o privilégio de ser vist@ como vítimas e não criminos@s; o privilégio de encontrar, sem nenhuma dificuldade,
livros para suas crianças que representam positivamente seu grupo racial e cultural; o privilégio de ir e vir sem temer uma abordagem policial; o privilégio de ter um bom relacionamento com a polícia; o privilégio de se desracializar e aprender sobre raça e racismo por terceir@s;o privilégio de consumir mídia – TV, revista – que promovem padrões eurocêntricos brancos de
comportamento, beleza, e cultura; o privilégio de entrar numa sala de aula e não se sentir, e nem ser vist@, como um@ impostor@; o privilégio de escapar dos estereótipos negativos que inferem na individualidade; o privilégio de correr na rua com tranquilidade; o privilégio de fazer compras sem ser seguid@; o privilégio de usar o cabelo natural sem medo das repercussões; o
privilégio de praticar suas religiões; o privilégio de expressar emoções sem ser estigmatizad@; o privilégio de deixar suas crianças no cuidado de mulheres negras sabendo que estarão bem cuidadas e vivas quando retornarem; o privilégio de ser, em primeiro lugar, considerad@ um ser human@. Sabemos que muitos dos privilégios citados acima são na verdade direitos. Mas também sabemos que, dentro de uma sociedade fundada na branquitude, tais direitos se tornam privilégios de poucos.

Concordamos que o posicionamento discursivo das comunidades matemáticas contra o descaso com vidas negras é necessário, mas insuficiente para demonstrar compromisso verdadeiro contra o racismo e outros sistemas de opressão. Precisamos de práticas, políticas e estruturas que demonstrem tal compromisso. Precisamos de passos concretos que nos guie em direção a justiça racial – dentro e fora da matemática. Nós, mulheres negras na matemática, estamos dispostas em participar desses esforços. Nesse sentido, oferecemos a seguir algumas possibilidades de ação sem a pretensão de que elas resolvam todos os problemas mas como um alerta de que não podemos mais nos esconder atrás da ilusão de ‘que não sabemos o que fazer para mudar’.

  • Engajamento genuíno e constante em reflexões individuais e discussões coletivas para entendermos o nosso papel na perpetuação do racismo, patriarcado, elitismo, homofobia, e outros sistemas de opressão;
  • Eliminar processos de seleção nos mais diversos níveis que ignoram a realidade coletiva da população negra no Brasil;
  • Implementar serviços de suporte acadêmico, financeiro, social, e emocional para atender as necessidades específicas de estudantes negr@s;
  • Implementar programas de desenvolvimento profissional e estudantil para educar professor@s, estudantes, e funcionári@s na vasta literatura que denuncia o racismo, o sexismo, e os outros “ismos” do Brasil;
  • Viabilizar a denúncia de assédio moral e sexual de estudantes negr@s (de forma anônima), assim como um atendimento e suporte psicológico especializado;
  • Implementar sistemas de punição para tod@s aquel@s que perpetuam violência racial, de gênero, etc;
  • Utilizar conhecimentos matemáticos como ferramenta contra a opressão – econômica, física, social, e outras – de pessoas negras seja desenvolvendo tecnologias, ensinando matemática para justiça social, entre outros;
  • Utilizar conhecimentos matemáticos como ferramenta de preservação das vidas negras na área da saúde, trabalho, educação, lazer e outros.

Declaramos, sem hesitar, que Vidas Negras Importam! Continuaremos a lutar e unir forças com quem estiver comprometid@ com nossa causa, para que nossas crianças tenham como direito o que hoje é tido como privilégio, e para que possam ter vidas plenas, dentro e fora da matemática.

Grupo de Matemáticas Negras
14 de Junho de 2020


Referências:

Silva, G. H. G., & Powell, A. B. (2017). Microagressões no ensino superior nas vias da educação matemática. Revista Latinoamericana de Etnomatemática, 9(3), 44-76.

Rodrigues, V.; & Sito, L. (2019). “Eu, cientista?”: trajetórias negras e ações afirmativas na UFRGS. Revista da Associação Brasileira de Pesquisadores Negros, 11(edição especial), 207-230.

Rosa, K. (2019). Race, Gender, and Sexual Minorities in Physics: Hashtag Activism in Brazil. In Pietrocola, M. (Ed), Upgrading Physics Education to Meet the Needs of Society (pp. 221-238). Cham: Springer.

Silva, G. H. G. (2019). Ações afirmativa no ensino superior brasileiro: caminhos para a permanência e o progresso acadêmico de estudantes da área das ciências exatas. Educação em Revista, 35, 1-29.

Souza, C. R., da Cruz, A. C. J., Pierson, A. H. C., & Verrangia, D. (2019). Identidades, pertencimentos e as ciências exatas e tecnológicas. Revista da Associação Brasileira de Pesquisadores Negros, 11(edição especial), 252-282.


[1]Ver referências.
[2]Vozes insurgentes de mulheres negras: do século XVIII à primeira década do século XXI, organizado por Bianca Santana.


Reprodução do manifesto antirracista escrito pelo Grupo de Matemáticas Negras.

Inscrições abertas para o Prêmio Gutierrez 2020

Estão abertas, até 31 de julho, as inscrições para o Prêmio Professor Carlos Teobaldo Gutierrez Vidalon 2020. A iniciativa reconhece a melhor tese de doutorado na área de matemática defendida no Brasil no ano anterior, considerando os quesitos originalidade e qualidade. A premiação concede R$ 3 mil ao vencedor e é organizada pelo Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC) da USP, em São Carlos, em parceria com a Sociedade Brasileira de Matemática (SBM).

Para se inscrever, o autor ou orientador do trabalho deve preencher o formulário disponível neste link: icmc.usp.br/e/161bb
O edital completo pode ser obtido no site: premiogutierrez.icmc.usp.br.

A cerimônia de premiação será realizada no dia 10 de novembro, às 14 horas, no auditório Fernão Stella Rodrigues Germano do ICMC ou por meio de um evento online, caso a cerimônia presencial não possa ser realizada devido a medidas de isolamento social por causa da pandemia do novo coronavírus.

Sobre Carlos Gutierrez – O Prêmio Gutierrez foi criado para homenagear o pesquisador peruano Carlos Teobaldo Gutierrez Vidalon (1944-2008), que chegou ao Brasil em 1969 para estudar no IMPA, onde se titulou mestre e doutor em matemática. Nessa instituição, na qual trabalhou até 1999, começou como professor assistente e chegou à posição de titular.

Durante esse período, visitou vários importantes centros em matemática como a University of California, em Berkeley, e o California Institute of Technology. Após deixar o IMPA, Gutierrez atuou como professor titular no ICMC, contribuindo com a fundação e organização do grupo de pesquisa em sistemas dinâmicos. Em sua carreira, publicou mais de 70 artigos, orientou sete alunos de doutorado e 20 de mestrado.

Texto: Assessoria de Comunicação do ICMC-USP

Marcelo Viana preside Conselho Científico do Serrapilheira

O diretor-geral do IMPA, Marcelo Viana, é o novo presidente do Conselho Científico, agora denominado Scientific Advisory Board (SAB), do Instituto Serrapilheira. Ao ocupar esta posição, ele também passa a integrar o Conselho Administrativo do instituto, dedicado ao fomento à pesquisa científica. Renovado após um mandato de três anos, o SAB conta com especialistas de diferentes áreas e vai contribuir para o planejamento estratégico de novas ações do instituto na promoção de uma ciência brasileira de excelência, transparente e diversa.

“O Instituto Serrapilheira é a melhor novidade no cenário científico brasileiro nos últimos anos, e estou honrado por poder contribuir. O objetivo do Serrapilheira de promover a ciência e a cultura científica da nossa sociedade dialoga de modo muito profícuo com a missão do IMPA”, afirma Viana.

Além de Viana, integram o conselho a matemática (Sun-Yung) Alice Chang (Universidade de Princeton), o imunologista Antonio Coutinho (Fundação Champalimaud), a imunologista Faith Osier (Hospital Universitário de Heidelberg), o ecologista Simon Levin (Universidade de Princeton), o biólogo Thomas Lovejoy (Universidade George Mason), o físico Luiz Davidovich, presidente da Academia Brasileira de Ciências (ABC); a física Marcela Carena, chefe do Departamento de Física Teórica no Fermilab; a química Vanderlan Bolzani (Unesp) e a jornalista especializada em ciência Deborah Blum.

Os pesquisadores do IMPA Vinícius Ramos e Luna Lomonaco recebem apoio do Serrapilheira. 

Instituto Serrapilheira

Lançado em 2017, o Instituto Serrapilheira é primeira instituição privada e sem fins lucrativos de fomento à ciência no Brasil. Seu objetivo é valorizar o conhecimento científico e aumentar sua visibilidade e, para tal, ele atua em duas frentes: Ciência e Divulgação Científica. No âmbito da Ciência, o Serrapilheira identifica e apoia pesquisas de excelência de jovens cientistas, e promove treinamentos e eventos de integração. Quanto à Divulgação Científica, o instituto mapeia e apoia projetos das diferentes áreas, além de sugerir estratégias e propor espaços de formação e colaboração entre os divulgadores brasileiros. Desde sua criação, o Serrapilheira já apoiou 98 projetos de pesquisa e 34 projetos de divulgação científica.

Reprodução IMPA

Comunicado à Comunidade Matemática Nacional e Internacional

Hoje, dia 28 de maio de 2020 às 04:15 horas, acordamos e recebemos com imensa tristeza a notícia do falecimento do matemático, escritor, mentor, colega,
professor, orientador, supervisor, mas, sobretudo, amigo Fernando Eduardo Torres Orihuela, conhecido no mundo matemático como Fernando Torres, aos 58 anos. É impossível descrever por meio de palavras os sentimentos que nos envolvem neste instante.

Fernando Torres nasceu no dia 22 de junho de 1961 na cidade de Tarma, departamento de Junin, no Peru, tendo completado naquela cidade o seu ensino
fundamental nas escolas Niño Jesús de Praga e San Vicente de Paúl. Posteriormente, já na capital Lima, concluiu o ensino médio na escola Santo Tomás de Aquino, bem como a graduação (1985) e o mestrado (1988) em Matemática na Pontificia Universidad Católica del Perú. Mudando-se para o Brasil, concluiu o doutorado (1993) no Instituto Nacional de Matemática Pura e Aplicada (IMPA), sob a orientação do professor Arnaldo Garcia. Ingressou como docente (1998) no Instituto de Matemática, Estatística e Computação Científica da Universidade Estadual de Campinas (IMECC/UNICAMP), tornando-se Professor Titular nessa instituição em setembro de 2015. Dedicou grande parte da sua vida à pesquisa na área de Geometria Algébrica, principalmente em temas relacionados às Curvas Algébricas sobre Corpos Finitos, deixando à comunidade científica um enorme legado.

Expressamos nossa profunda gratidão por cada um dos instantes que pudemos conviver com esse que foi, e certamente continua sendo, um grande exemplo para todos nós.

Ao Fernando, que onde quer que se encontre possa receber de cada um de nós os pensamentos do mais sincero e eterno reconhecimento.

Atenciosamente: Familiares, amigos, alunos e ex-alunos do Fernando.

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Visgraf lança projeto sobre visualização de dados da Covid

Desde que a situação da Covid-19 se agravou no Brasil e no mundo, gráficos sobre a evolução da doença e seus desdobramentos têm sido divulgados em massa à população, interessada em vislumbrar possíveis cenários para a pandemia. Quando bem executada, a visualização de dados sobre o novo coronavírus pode auxiliar autoridades na criação de políticas públicas e conscientizar a sociedade, influenciando seu comportamento. 

Reconhecendo a função essencial que ela executa na comunicação, o Visgraf (Laboratório de Computação Gráfica do IMPA) lança o “Coronaviz: visualização em tempos de Coronavírus”, iniciativa tratará o tema sob a perspectiva da matemática e do design de informação através de um portal, relatórios técnicos e artigos científicos.

“Praticamente a maior parte do conteúdo que está nas mídias atualmente é sobre esta situação, porque ela afeta o mundo inteiro. Fui percebendo que a forma como mostram evolução da doença às vezes causa confusão nas pessoas. Como no Visgraf temos colaboradores de diferentes formações, especializados em mídia, designer etc, pensei que tínhamos que fazer alguma iniciativa neste sentido”, conta Luiz Velho, pesquisador-líder do laboratório.

Conduzido junto à pesquisadora assistente do Visgraf Júlia Giannella, o projeto se destaca por ser um dos primeiros a criar conteúdo em português sobre visualização de dados da Covid-19. “A maior parte da literatura que se tem disponível hoje é em inglês”, observa a designer. 

Figura 1: gráfico publicado na revista The Economist.

Nesta primeira etapa, os pesquisadores se dedicaram a esclarecer alguns conceitos matemáticos importantes, como crescimento exponencial e sistemas dinâmicos; e analisaram exemplos bem-sucedidos de visualização de dados, como os gráficos do jornal The New York Times e da revista The Economics (Figura 1) que viralizaram, popularizando o termo achatamento de curva e alertando a sociedade sobre a possibilidade de colapso das redes hospitalares. 

“A pandemia deixou mais evidente a dificuldade da população de interpretar certos tipos de visualização. Uma visualização mal feita gera desconfiança no leitor, enquanto os bons exemplos ajudam a incentivar uma prática cívica na sociedade e incentivam o isolamento social, medida que a ciência considera até então a mais efetiva para frear os casos”, comenta Júlia.

O uso recorrente da função exponencial nos gráficos que estimam casos de infectados pelo vírus é contestado pela dupla, que recomenda a função logarítmica para uma melhor visualização. “Quando o público leigo olha um gráfico com aquela linha subindo para o céu, ele sabe que é algo que está crescendo rápido e é perigoso, mas não entende bem. Usando a função logarítmica ao invés da exponencial, fazemos uma linearização dos dados, de mais fácil entendimento”, pontua o pesquisador-líder do laboratório.

O projeto também alerta para o uso responsável da visualização de dados em um momento em que a técnica está em voga. “Nunca se produziu tantos gráficos. As pessoas às vezes acabam fazendo mais do mesmo, e não de uma forma muito responsável”, pontua Júlia. Gráficos de comparação entre países e municípios são recorrentes, mas precisam respeitar parâmetros básicos de normalização dos dados, usando uma mesma unidade de comparação. “O uso responsável da visualização de dados é um papel de todos: das autoridades, da imprensa e da ciência”, esclarece a designer.

Diante do cenário de constante mudança trazido pelo vírus, o projeto está em aberto, mas já tem definido seu próximo tema de divulgação, que será a coleta de dados. “Como se coleta? Como armazenar? Como identificar um dado confiável? Estas são algumas das perguntas que vamos responder”, conta o pesquisador do Visgraf, que já está conversando com possíveis colaboradores para a iniciativa. 

Apesar da incerteza em relação ao futuro ser um grande desafio neste momento, Luiz Velho está otimista. “Cientistas vão fazer novas maneiras de ciência, governantes vão aprender novas formas de gestão, a mídia vai aprender novas formas de comunicação. Se lidarmos com a situação de uma maneira inteligente, podemos aprender muito como seres humanos.” 

Reprodução IMPA

Alteração no cronograma do Prêmio Elon Lages Lima

A SBMAC e a SBM têm monitorado com atenção as notícias sobre a evolução da pandemia de COVID-19 no mundo e, em particular, no Brasil. A situação de incerteza gerada pelo atual cenário e pela possibilidade de que um retorno à normalidade seja lento mesmo após o fim dessa fase crítica levaram à decisão da SBMAC de adiar o XL CNMAC para 2021. Pelos mesmos motivos e considerando que o Prêmio Elon Lages Lima, na sua segunda edição, seria concedido durante o referido evento, os Conselhos de ambas Sociedades decidiram alterar o cronograma da segunda edição conforme as seguintes datas:

Recebimento das obras pelo sistema – até 20/05/2021,
Análise e julgamento das obras – de 21/05 a 28/06/2021,
Publicação do Resultado nos sites da SBM e SBMAC – Até 22/07/2021,
Premiação: durante o XL Congresso Nacional de Matemática Aplicada e Computacional (13 a 17 de Setembro, 2021).

Sendo assim, o calendário da segunda edição do Prêmio Elon Lages Lima será transferido em um ano, prevendo a concessão do Prêmio durante o XL CNMAC (Campo Grande-MS) em setembro de 2021. Contudo, em razão da imprevisibilidade dessa pandemia e da necessidade premente de adiamento dessa edição, salientamos que os critérios de avaliação das propostas permanecem inalterados, ficando o período para inscrição de obras mantido, ou seja, receberemos obras inscritas no período compreendido entre 2016 e 2019, inclusive.

Observamos que as obras já submetidas e que satisfazem os requisitos previstos no Regulamento para o Prêmio em 2020 serão consideradas. No entanto, a partir do dia 31 de maio de 2020 o recebimento de propostas será suspenso e o sistema de submissão temporariamente bloqueado, sendo reaberto no dia 04/01/2021 para novas inclusões.

Reforçamos o pedido para que, com responsabilidade, sejam seguidas as recomendações das autoridades de saúde pública para enfrentar essa pandemia.

Atenciosamente.
Pablo Rodriguez (Presidente da SBMAC) e Paolo Piccione (Presidente da SBM)

SBPC, instituições e sociedades científicas pedem solidariedade às populações vulneráveis

Diante da pandemia do novo coronavírus, a SBPC se junta a diversas instituições e sociedades científicas para pedir que todos colaborem com as populações vulneráveis, dentre eles, as comunidades das favelas e indígenas

A Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC) e outras instituições e sociedades científicas estão apoiando iniciativas meritórias que buscam angariar apoio financeiro (doação) às populações vulneráveis como as comunidades de favelas e indígenas que estão passando por uma situação de muita ameaça ao bem mais precioso que temos, a própria vida.

Diversos estudos do perfil das mortes pela covid-19 no Brasil mostram que diferentemente da Europa, que o CEP (endereço) é também um forte determinante das situações de morte. Muitos jovens e adultos abaixo de 60 anos estão morrendo nas comunidades. Tomamos então a iniciativa de listar um conjunto de ações de abrangência nacional que apoiam favelas e comunidades pobres no território nacional.

Quanto à população indígena, a SBPC reitera a situação de vulnerabilidade desse grupo é muito anterior à covid-19, como invasão de terras, desmatamento, grilagem, garimpo, etc..

Colaborem com iniciativas de apoio financeiro para essa população.

Seguem abaixo algumas iniciativas para as comunidades pobres e de favelas:

A listagem abaixo foi extraída do site www.paraquemdoar.com.br , onde também é possível encontrar outras iniciativas locais.

#FamiliaApoiaFamilia
#favelacontraovirus
#SOSPrecisamosContinuar
ActionAid no combate ao coronavírusAção contra o coronavirus
ACNUR
Criança Segura no combate à pandemia
Doações Emergências para o Fundo Baobá
Fraternidade Sem Fronteiras
Fundo de Amparo aos Profissionais do Audiovisual Negro
Fundo ELAS na Emergência do Futuro
Fundo Emergencial para a saúde – Coronavírus Brasil
Fundo ÉditodosJuntos pelo melhorJuntos somos mais forte contra o coronavirus
Mães de Favela (exceto Alagoas)Matchfunding ENFRENTE
Matchfunding: Salvando Vidas
Não espalhe o vírus, #EspalheSolidariedade
Observatório de Favelas
Por uma quarentena mais justa
PROJETO ISOLARRedes de Apoio
Transforma Brasil
UNICEF no Brasil
Unidos Contra a COVID-19: Fundação Oswaldo Cruz

Seguem abaixo algumas iniciativas para a população indígena:

Mobilização Nacional Indígena e com instituições índigenistas:  http://quarentenaindigena.info/.

A Confederação das Organizações  Indígenas da Amazônia Brasileira está divulgando o Fundo de Emergência da Amazônia: https://coiab.org.br/conteudo/1588794565571×337957052781428740.

O Instituto Socioambiental organizou muitas informações e tem feito um acompanhamento da questão da covid-19 (https://covid19.socioambiental.org/) e mapearam 51 iniciativas para apoiar os povos indígenas: https://covid19.socioambiental.org/banco-de-iniciativas.

O Conselho Indigenistas Missionário (CIMI) tem a contribuição pelo site:  https://cimi.org.br/campanhascovid/.

Manifesto realizado por Sebastião Salgado e a Lélia Wanick Salgado  – https://secure.avaaz.org/po/community_petitions/presidente_do_brasil_e_aos_lideres_do_legislativo__ajude_a_proteger_os_povos_indigenas_da_amazonia_do_covid19/?aWCicbb&lgpdname=Oscar

Doações para o povo Kambeba da aldeia Três Unidos podem ser feitas neste link.

Reprodução Jornal da Ciência

Noticiário Eletrônico Edição Especial

Em comemoração ao Dia da Mulher na Matemática, lançamos uma edição especial  do noticiário com a temática. Esta edição é resultado do trabalho conjunto da Comissão de Gênero da SBM/SBMAC com a colaboração de Priscila Pereira – University of Illinois, Chicago, EUA.
A data foi escolhida para homenagear a matemática iraniana Maryam Mirzakhani, a primeira mulher ganhadora da medalha Fields em 2014 e falecida precocemente em 2017 (may12). Faz parte da iniciativa incentivar a criação de ambientes de trabalho acolhedores e inclusivos para todas as pessoas.

Acesse: https://www.sbm.org.br/noticiario-eletronico

Inscrições foram PRORROGADAS para o 15º Prêmio “Para Mulheres na Ciência” da L’Oreal-UNESCO e Academia Brasileira de Ciências

As inscrições para a 15ª edição do programa Para Mulheres na Ciência foram prorrogadas até o dia 22/05/2020. A iniciativa, que é realizada desde 2006 pela L’Oréal Brasil em parceria com a UNESCO e a Academia Brasileira de Ciências, tem o objetivo de incentivar a entrada de mulheres no universo científico para favorecer o empoderamento feminino e a igualdade de gênero no cenário brasileiro. Por isso, todos os anos, sete pesquisadoras promissoras das áreas de Ciências da Vida, Ciências Físicas, Ciências Matemáticas e Ciências Químicas são escolhidas e premiadas com uma bolsa auxílio de R$50 mil cada para darem prosseguimento aos estudos e contribuírem cada vez mais com o desenvolvimento da ciência no país.

As inscrições devem ser feitas através do site do programa até o dia 22 de maio de 2020, e as vencedoras serão anunciadas a partir de agosto. Para maiores informações, acesse: https://www.paramulheresnaciencia.com.br/

Marcha Virtual pela Ciência – 7 de maio

A Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), junto a suas Secretarias Regionais e Sociedades Científicas Afiliadas, somam forças a entidades de todo o País ligadas à CT&I para a realização da Marcha Virtual pela Ciência no Brasil nesta quinta-feira, dia 07 de maio. Com atividades transmitidas pelas redes sociais ao longo do dia, o objetivo da manifestação é chamar a atenção para a importância da ciência no enfrentamento da pandemia de covid-19 e de suas implicações sociais, econômicas e para a saúde das pessoas.

Confira a programação no site: http://portal.sbpcnet.org.br/marcha-virtual-pela-ciencia/programacao/

Para mais informações acesse: http://portal.sbpcnet.org.br/noticias/participe-da-marcha-virtual-pela-ciencia-no-brasil/

COVID-19 Resource Website

A pandemia em curso do COVID-19 afetou a sociedade moderna globalmente.

Tragicamente, milhares morreram, muitos mais perderam seus empregos e afetou as condições de trabalho de bilhões de pessoas.

A IMU – International Mathematical Union, em resposta à esta situação, lançou o site:  https://www.mathunion.org/corona que contém links uteis referentes à pandemia.

Foram considerados três aspectos:

   – sites gerais com informações sobre a pandemia de COVID-19

   – seminários on-line para um público global

   – sites que se concentram na pesquisa matemática sobre a pandemia

Para que este site seja útil, a IMU depende do feedback ativo da comunidade matemática.

Enviem sugestões de links a serem incluídos para: corona@mathunion.org

Inscrições abertas para o Prêmio Elon Lages Lima

O prêmio foi criado pela Sociedade Brasileira de Matemática – SBM, em conjunto com a Sociedade Brasileira de Matemática Aplicada e Computacional – SBMAC e tem como objetivo promover e estimular a produção bibliográfica nacional em Matemática e Aplicações.

Podem concorrer autores brasileiros ou que atuem profissionalmente no Brasil e que tenham publicado obras na forma de monografias, textos introdutórios e, preferencialmente, livros-texto, publicadas no intervalo de quatro anos anteriores ao ano da premiação que atendam às condições definidas no Regulamento do Prêmio.

As inscrições seguem até 20 de maio e podem ser feitas pelos próprios autores, ou por terceiros autorizados por eles, no site: https://premiacoes.sbm.org.br/.

O vencedor recebe diploma certificado pela SBM e SBMAC e R$ 10 mil.

Serão considerados como critérios de julgamento da obra: originalidade, relevância, e profundidade; a clareza e qualidade da exposição; o histórico de revisões, resenhas e eventuais distinções e premiações; a circulação nacional ou internacional, bem como as contribuições ao ensino e pesquisa em Matemática e Aplicações.

Para mais informações, acesse o site: www.sbm.org.br/premio-elon-lages-lima

Jacob Palis é homenageado na Academia Brasileira de Ciências

Pesquisadores, ex-alunos, amigos e colaboradores se reuniram para celebrar os 80 anos de Jacob Palis na Academia Brasileira de Ciências, na terça-feira (10). O trabalho científico desenvolvido pelo matemático e sua atuação como presidente de várias instituições foram tratados pelos palestrantes. O homenageado acompanhou as apresentações de companheiros de longa data.

“Este é um evento que dignifica a ABC”, disse Luiz Davidovich, presidente da instituição, ao abrir a conferência “Academical Bridges: celebrating Jacob Palis 80th anniversary”. Ao mostrar fotos antigas de Palis ao lado de Maurício Peixoto e Stephen Smale, Davidovich ressaltou que quando o matemático era ainda um recém-formado, já figurava como um modelo para os estudantes do ensino médio. “Jamais poderia imaginar que aquele estudante brilhante viria a se tornar meu amigo de fé.”

Pesquisador emérito do IMPA, Palis presidiu a ABC entre 2007 e 2016. Durante seus três mandatos, realizou mudanças estruturais importantes como a criação das vice-presidências regionais, da categoria de membros afiliados e de membros institucionais. “Ele tem a marca registrada de promover grandes transformações nas instituições das quais participou”, pontuou o atual presidente da ABC.

“Não há a menor chance de eu ser justo com a contribuição do Jacob na minha apresentação”, anunciou Marcelo Viana, diretor-geral do IMPA, no início de sua palestra. “São mais de 40 anos de carreira na área de sistemas dinâmicos, e seria impossível reunir isso em poucas palavras”, acrescentou.

Desde que se tornou pesquisador do IMPA, Palis orientou 41 alunos de doutorado, realizou mais de 70 publicações matemáticas e já trabalhou com 23 coautores. “Jacob é uma destas poucas pessoas cuja vida e trajetória ganham um significado histórico. A marca dele toca a ciência como um todo, em escala mundial.”

O presidente da Sociedade Brasileira de Matemática (SBM), Paolo Piccione, comentou sobre as medidas que Palis tomou como membro da SBM e da União Matemática Internacional (IMU, na sigla em inglês), como a criação das palestras de excelência e a separação de recursos para que matemáticos brasileiros pudessem participar de conferências no exterior. 

Para Jerson Lima, presidente da Fundação Carlos Chagas Filho de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro (FAPERJ), o homenageado é como um “Midas” da ciência brasileira, transformando tudo o que toca em ouro. “Durante sua presidência na Academia Mundial de Ciências (TWAS, na sigla em inglês), usou as ideias inovadoras implementadas na ABC, encorajando homens e mulheres de todas as partes do mundo a ingressar na carreira científica. Ele provou que talento não tem preferência geográfica, étnica ou de gênero.”

Foi na cerimônia de entrega do Prêmio para Mulheres na Ciência, que conquistou em 2011, que a pesquisadora Viviane Ribeiro Tomaz (UFMG) conheceu o professor. “Ele transmitiu um apoio que não consigo colocar em palavras, falando sobre a importância de mulheres trabalharem na ciência. Quando comecei a minha trajetória acadêmica pensei que seria professora do ensino fundamental. Esta foi a primeira vez que percebi que era uma cientista.”

Nem o surto de coronavírus impediu colegas de participarem da comemoração. Stefano Luzzatto, do Centro Internacional Abdus Salam de Física Teórica (ICTP, em inglês); e Mohamed H.A. Hassan, presidente da TWAS, participaram do evento por Skype. 

Orientado por Palis no pós-doutorado, Luzzatto destacou o que considera um dos traços mais marcantes do pesquisador brasileiro. “Jacob enxerga os alunos como seres humanos antes de matemáticos. Consegue criar uma sinergia entre os estudantes e os orientadores de forma que todos se sintam profundamente envolvidos com a pesquisa. Essa é uma das razões pela qual a escola do IMPA em sistemas dinâmicos é um sucesso mundial.”

Hassan falou sobre a extensa trajetória de Palis na TWAS, elencando três de suas maiores contribuições para a academia. “Ele deu continuidade a projetos importantes de presidentes anteriores, aumentou o suporte a jovens cientistas e transformou a TWAS em uma academia global”, mencionou.

Reprodução: IMPA

IMPA faz evento para comemorar 80 anos de Jacob Palis

Em comemoração ao aniversário de 80 anos de Jacob Palis, o IMPA realiza uma conferência especial em 11 e 12 de março. Aberto a estudantes e pesquisadores, o encontro discutirá o trabalho científico desenvolvido pelo pesquisador emérito do instituto, conhecido por ter criado novas perspectivas na área de sistemas dinâmicos. 

programa conta com apresentações de pesquisadores do IMPA e de outras instituições do Brasil e do exterior. Entre os 12 palestrantes, estão Sylvain Crovisier (Universidade Paris-Sul), Rafael Labarca (Universidad de Santiago de Chile), Carlos Gustavo Moreira, Luna Lomonaco e Enrique Pujals (IMPA) e Maria José Pacífico (UFRJ). Interessados podem se inscrever no site do IMPA

O evento faz parte da conferência internacional em comemoração ao aniversário do matemático, que acontecerá no Centro Internacional Abdus Salam de Física Teórica (ICTP, em inglês), em agosto de 2020, em Trieste. Colaboradores, antigos alunos e pesquisadores que tenham tido uma relação especial com Palis estão convidados a participar.

A Academia Brasileira de Ciências, que Palis presidiu entre 2007 e 2016, também vai comemorar os 80 anos do matemático. Na tarde da terça-feira (10), pesquisadores se reúnem na sede da ABC, no Centro do Rio de Janeiro, para discutir o legado e as pontes científicas criadas por Jacob Palis ao longo de sua carreira. O diretor-geral do IMPA, Marcelo Viana, será um dos palestrantes. As inscrições são gratuitas e a programação está disponível. 

Na sexta-feira (13), é a vez do EDAÍ, seminário de Sistemas Dinâmicos organizado pela PUC-Rio, UFF (Universidade Federal Fluminense) e UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro) celebrar a data. Organizado semanalmente desde 2008, o 88º encontro do grupo homenageia os 80 anos de Palis. Stefano Luzzatto, do ICTP, encerra as atividades do dia apresentando a conjectura de Palis e descrevendo alguns trabalhos recentes relacionados a Climenhaga e Pesin. 

Biografia

Amante da matemática desde criança, Jacob Palis, nasceu em Uberaba (MG), em 15 de março de 1940. Caçula de oito irmãos, formou-se em engenharia pela antiga Universidade do Brasil (atual Universidade Federal do Rio de Janeiro/UFRJ). Concluiu mestrado e doutorado na Universidade da Califórnia (EUA), nos anos 1960. 

No início dos anos 1990, foi membro do Conselho Científico de Centro Internacional de Física Teórica (ICTP, na sigla em inglês) e seu presidente de 2003 a 2005. Palis também foi secretário-geral da Academia Mundial de Ciências (TWAS) de 2001 a 2006 e eleito presidente da entidade de 2007 a 2012.

O pesquisador emérito presidiu a União internacional de Matemática (IMU) de 1999 a 2002 e foi diretor-geral do IMPA de 1993 a 2003. O matemático foi ainda condecorado Cavaleiro da Ordem pela Legião de Honra da França em 2005.

Em 2018, recebeu nova condecoração: a Medalha de Oficial da Legião de Honra da França, pelo trabalho de excelência realizado em prol da ciência mundial e das relações científicas entre a França e o Brasil. Conquistou o prêmio Abdus Salam Award em 2019, junto ao físico Sandro Radicella e a Biblioteca Marie Curie. Em janeiro de 2020, recebeu o Título de Pesquisador Emérito do CNPq.

Reprodução IMPA