Projeto ‘A Menina que Calculava’ aproxima meninas da matemática

Projeto ‘A Menina que Calculava’ aproxima meninas da matemática

O estudo “Expectativas de brilho determinam distribuição de gênero nas diferentes disciplinas” (em tradução livre do inglês), publicado em janeiro na revista “Science”, afirma que mulheres estão menos presentes nas áreas do conhecimento em que se acredita que brilho e talento inato sejam mais importantes do que trabalho e esforço.

É comum dizer que homens vão para ciências e mulheres para humanidades. Mas a realidade é mais complexa: existem fortes variações dentro dos dois campos.

Há poucas mulheres em matemática, física e computação, muitas em biologia e neurociência. Mulheres são maioria em psicologia e história, e raridade em filosofia e economia.

A conclusão do estudo é que uma crença generalizada, e não fundamentada, de que mulheres não dispõem desse talento inato faz com que elas evitem as disciplinas em que se supõe, certo ou errado, que brilho intelectual seja indispensável.

Como acabar com um estereótipo cultural que priva muitas áreas da ciência da contribuição de metade da humanidade?

Os autores chegam a sugerir que o jeito de atrair mulheres para as disciplinas “difíceis” seria valorizar menos o brilho intelectual, enfatizando mais a importância do trabalho duro. Não acho que seja por aí.

Em artigo publicado no jornal “The New York Times”, minha colega Amie Wilkinson, professora titular na Universidade de Chicago, destacou a importância dos exemplos (“role models”): a melhor forma de assegurar a uma jovem interessada em ciência que ela está no lugar certo é por meio de outras mulheres, bem-sucedidas e felizes na carreira científica.

 

Leia na íntegra: Colunista Marcelo Viana – Folha de S. Paulo

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