SBM e IMPA anunciam equipe feminina que disputará EGMO

A Sociedade Brasileira de Matemática (SBM) e o Instituto de Matemática Pura e Aplicada (IMPA) anunciaram, na semana em que se comemora o Dia Internacional da Mulher (8 de março), os nomes das integrantes da equipe que representará o Brasil na European Girls’ Mathematical Olympiad (EGMO). Este ano, a competição será de 9 a 15 de abril, em Florença (Itália). Será a segunda participação da equipe feminina brasileira.

A seleção nacional será formada pelas estudantes Ana Beatriz Cavalcante Pires de Castro Studart, de Fortaleza (CE); Débora Tami Yamato, de São Paulo (SP); Mariana Bigolin Groff, de Frederico Westphalen (RS); e Mariana Quirino de Oliveira, de Brasília (DF). Todas cursam o Ensino Médio. A equipe será liderada por Deborah Barbosa Alves, de São Paulo (SP), e vice-liderada por Luíze Mello d’Urso Vianna, do Rio de Janeiro (RJ).

Como em 2017, a SBM e o IMPA vão financiar a participação do Brasil na 7ª edição da EGMO, com o objetivo de apoiar cada vez mais a presença feminina na Ciência, especificamente na Matemática.

“A atual diretoria da SBM colocou no topo de sua lista de prioridades o estudo de questões de gênero na Matemática. Quando foi proposta uma parceria com o IMPA para apoiar a participação da equipe brasileira na EGMO, aprovamos sem hesitação, na convicção de que ações concretas são muito importantes para incentivar a presença da mulher na Matemática”, diz Paulo Piccione, presidente da SBM.

Para Marcelo Viana, diretor-geral do IMPA, “o apoio da SBM e do IMPA à participação da equipe brasileira na EGMO se insere no âmbito de uma discussão mais ampla, da presença da mulher na Matemática, que as duas organizações vêm promovendo ativamente”.

Equipe feminina do Brasil

O bom desempenho do Brasil nas olímpiadas internacionais de Matemática fez com que o país fosse convidado a participar com uma equipe feminina na EGMO em 2017. No ano passado, o Brasil conquistou duas medalhas de bronze. Uma das medalhistas foi a gaúcha Mariana Bigolin Groff, que volta ao time em busca de novos prêmios.

“A EGMO é uma competição diferenciada, em que o cenário típico de grande maioria masculina desaparece. Se reúnem meninas do mundo inteiro interessadas em Matemática, que têm a chance de conviver e conversar uma com as outras por uma semana. Assim, é possível ver culturas totalmente diferentes, que acabam se parecendo tão iguais ao se unir pelo interesse comum a ciência. Portanto posso dizer que fico muito feliz em ter a oportunidade de participar novamente dessa competição. Creio que a nossa equipe se esforçará ao máximo para representar bem o nosso país”.

A pouca presença de meninas nas equipes internacionais pode desmotivar aquelas que se desdobram nos estudos da Matemática, como diz Débora Yamato.

“Houve um tempo que desanimei de estudar Matemática por ter medo de falhar, de não conseguir ganhar uma medalha, mas agora vejo as olimpíadas de uma forma diferente, uma oportunidade de aprender o que eu gosto e desenvolver determinação para trabalhar pelos meus sonhos. Estou muito feliz por participar da EGMO. Acho muito interessante ter uma olímpiada para incentivar a participação de meninas em olimpíadas de Matemática”.

Para Mariana Quirino, a participação na EGMO poderá atrair mais meninas para o estudo da Matemática. “Representar o Brasil na EGMO é um meio de incentivar que mais meninas se dediquem à Matemática, já que elas terão maior perspectiva de ir para uma olimpíada internacional.”

Já Ana Beatriz Studart, sustenta que a participação do Brasil na competição será “de suma importância para a motivação das meninas mais jovens e para encurtar os abismos entre a participação masculina e feminina”.

“São esses diferenciais que nos fazem ter esperança na igualdade entre indivíduos e assim ter o que comemorar na semana em que se comemora o Dia da Mulher”, comenta ela.

Conheça a equipe:

Reprodução: IMPA
Link: https://impa.br/page-noticias/sbm-e-impa-anunciam-equipe-feminina-que-disputara-a-egmo/

Documentos de identidade em Portugal foram emitidos com erros matemáticos

Quase todos os números que usamos no dia a dia (RG, CPF, contas bancárias, cartões de crédito, boletos, códigos de barras etc) vêm com um misterioso “dígito verificador”. Verificador do quê?

O meu amigo Jorge Buescu, professor da Universidade de Lisboa e atual presidente da Sociedade Portuguesa de Matemática, conta em um de seus artigos que esse questionamento era comum em Portugal anos atrás (talvez ainda seja), a respeito do número do bilhete de identidade —que é como chamam a carteira de identidade lá.

Entre outras lendas urbanas, dizia-se que o misterioso dígito serviria para distinguir homônimos.

Se o seu dígito fosse 6, por exemplo, isso significaria que cinco pessoas com exatamente o mesmo nome haviam sido registradas antes. Jorge sabia que isso não tinha pé nem cabeça. No caso dele, o dígito era 9 e ele tem certeza que ninguém mais no mundo inteiro se chama Jorge Buescu!

Na verdade, o dígito verificador serve apenas para conferir se os demais dígitos foram escritos corretamente.

O problema é que o ser humano não é muito bom em decorar números com muitos dígitos e reproduzi-los corretamente. Dá para entender por quê.

Esse talento não era muito útil aos nossos antepassados das cavernas, cuja maior preocupação era encontrar comida e não virar refeição de predador. Também não creio que ajudasse muito a arrumar namorado(a) —trogloditas bons de dígitos provavelmente não deixaram descendentes…

Mas hoje em dia dependemos cada vez mais de números para nossas atividades. Por isso precisamos de ferramentas capazes de verificar, a cada vez que informamos um número (de documento, conta bancária etc), se ele está correto.

 

Leia na íntegra: Colunista Marcelo Viana – Folha de S. Paulo

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Paolo Piccione: Matemática no sangue e na tradição

Ao desembarcar no Brasil, em 1996, o italiano Paolo Piccione protagonizou uma espécie de déjà vu que remonta aos primórdios da história da Matemática nacional: assim como o conterrâneo Luigi Fantappiè (1901-1956), contratado em 1934 para lecionar no primeiro curso de graduação de Matemática do país, na recém-criada Universidade de São Paulo (USP), ele chegou à cidade para ser professor da área na mesma instituição.

Fantappiè veio às cegas. Como integrante da chamada Missão Italiana – formada por especialistas como Gleb Wataghin (1899-1986) e Giàcomo Albanese (1890-1948) -, chegou ao país para formar os primeiros quadros de docentes e pesquisadores, que mais adiante ocupariam as cátedras da USP. Já Piccione encontrou um caminho bem pavimentado pelos pioneiros na área. Ele estivera no Brasil em outras ocasiões antes de passar pelo processo seletivo que o fez instalar-se de forma definitiva no país, aos 32 anos de idade.

“Em comparação com a posição que na época ocupava na Itália, minha impressão, confirmada nos fatos, foi de que a USP poderia me oferecer um ambiente mais dinâmico e estimulante. Até hoje eu a considero a minha segunda casa, um lugar bonito, talvez o lugar mais bonito de São Paulo, que proporciona excelentes condições de trabalho, em um ambiente intelectualmente desafiador”, elogia Piccione, professor do Instituto de Matemática e Estatística (IME).

Mas não só a USP o fez sentir vontade de ficar de vez no Brasil. “Além disso, achei incrivelmente acolhedor o ambiente da Matemática, em particular do grupo de Geometria, sempre genuinamente aberto a estudantes e pesquisadores do mundo inteiro. Minhas primeiras idas ao IMPA, um centro de pesquisa em Matemática entre os mais importantes que já visitei na vida, me deixaram entusiasmado sobre a possibilidade de realmente me radicar dentro desta maravilhosa comunidade científica, que abriu suas portas para mim.”

Naqueles primeiros contatos com o IMPA, Piccione nem imaginava que, muitos anos depois, em agosto do ano passado, vivenciaria lá um momento importante não só para a sua trajetória profissional como para a comunidade científica nacional: a posse na presidência da Sociedade Brasileira de Matemática (SBM), instituição criada em 1969 com o objetivo de reunir matemáticos e professores de Matemática, estimular a divulgação científica na área e promover o intercâmbio entre profissionais do Brasil e do exterior.

Parceria com o IMPA

Desde então, Piccione tem como desafio conjugar o trabalho como professor à função de presidente da instituição. Embora tenha sido conselheiro e vice-diretor da SBM durante a última gestão do antecessor Hilário Alencar, ele observa que eram funções com responsabilidades mais limitadas. Para administrar com propriedade, até 2019, uma sociedade formada por cerca de 2 mil associados, Piccione destaca a excelência da equipe técnica da SBM, formada ao longo das últimas gestões. “É uma estrutura muito funcional, que facilita enormemente meu trabalho.”

Das atividades realizadas pela SBM, Piccione cita especialmente a produção e edição de livros e revistas, o gerenciamento do programa de Mestrado Profissional em Matemática em Rede Nacional (PROFMAT), o engajamento na formação de professores de Matemática e a colaboração com a Associação Nacional dos Professores de Matemática na Educação Básica (ANPmat) na realização dos Simpósios da Formação do Professor de Matemática.

Ele destaca também a organização de eventos, observando que, em parceria com o IMPA, coordena o Biênio da Matemática 2017-2018. “A expectativa de todos nós é a de atrair atenção e interesse para a nossa disciplina. Não há dúvida de que o ano de 2018 será um marco importante para a Matemática brasileira, pelas inúmeras atividades que serão realizadas no país.”

SBM e IMPA têm trabalhado numa parceria muito estreita, enfatiza o matemático, lembrando que, não por acaso, a Sociedade nasceu durante o VII Colóquio Brasileiro de Matemática, realizado pelo Instituto, em Poços de Caldas (MG).

“Trata-se de uma colaboração que funcionou muito bem até agora, e da qual ambas as instituições se beneficiam”, diz o pesquisador da USP, citando, por exemplo, contrato assinado em fevereiro do ano passado, que garantiu à SBM a exclusividade na comercialização e distribuição de todas as publicações científicas do IMPA.

Mais recentemente, relembra, IMPA e SBM foram responsáveis pela produção e lançamento do documento “Brazilian Mathematics 2018”, apresentado também na solicitação de promoção do Brasil ao Grupo 5 da União Matemática Internacional (IMU), constituído pelos países com maior excelência em pesquisa na área.

“A própria organização do ICM (Congresso Internacional de Matemáticos) será resultado da colaboração estreita entre a SBM e o IMPA. Sem dúvida, durante minha gestão procurarei consolidar esta parceria, em busca de benefícios para toda a comunidade matemática do país”, diz, referindo-se ao principal evento mundial da área, a ser realizado pela primeira vez no Hemisfério Sul, em agosto no Rio.

Sobre as dificuldades de administrar em um período de recursos escassos, especialmente na Ciência, Piccione avalia que, graças às gestões anteriores da SBM, as atividades na Sociedade não sofreram impacto significativo.

“O trabalho fenomenal feito pelos meus antecessores na diretoria da Sociedade a tornaram uma organização autônoma e saudável financeiramente”, relata, observando que a publicação e distribuição de coleções de livros de alta qualidade e preços acessíveis, com grande procura no mercado da educação e da pesquisa, garantem uma renda sólida e contínua. Além disso, diz que as anuidades dos associados sempre contribuíram para manter a SBM em situação financeira estável e segura: “Os recursos são gerenciados de forma competente e cristalina, e o orçamento geral sempre foi aprovado de acordo com os mais exigentes padrões de controle.”

Quanto à política científica no Brasil, o presidente da SBM tem muito claro seus dois objetivos principais: o debate sobre a questão de gênero na Matemática e o fortalecimento da área nos programas de financiamento das agências públicas. “Iniciativas específicas sobre estas duas questões estão sendo discutidas na diretoria da SBM, e espero poder relatar algo mais concreto em breve”, adianta.

Mãe; astrônoma; pai engenheiro

A origem de seu interesse pela Matemática, Piccione desconhece. Sabe, no entanto, que a decisão de seguir um curso superior na área não veio de um raciocínio, “mas diretamente do coração”. É provável que as relações afetivas também ajudem a explicar o gosto pela disciplina, considerando que a mãe, astrônoma, e o pai, engenheiro, tinham um vínculo estreito com a Matemática. Tanto que, em casa, era mais fácil uma ajudinha em Trigonometria ou Geometria Analítica do que em História ou Filosofia, recorda.

“Não me lembro de um período da minha vida escolar em que para mim não fosse extremamente mais agradável aprender algo novo de Matemática, ou resolver um problema de Geometria, do que estudar qualquer outra coisa, com a possível exceção de uma boa tradução do latim ou do grego clássico nos últimos anos do Liceo, que são matérias tão entusiasmantes quanto a Matemática”, relata Piccione, que tem duas irmãs.

Nascido em Roma, em 24 de abril de 1964, numa família genuinamente italiana – o avô paterno era da Sicília; e o materno, da Itália central –, de uma classe social “sem particular destaque”, embora tenha usufruído dos importantes avanços da sociedade italiana no pós-guerra, Piccione conta ter conseguido uma educação em escolas públicas de ótimo nível. Assim como os pais, três décadas antes dele, formou-se na mesma Università La Sapienza, em Roma, onde obteve Laurea in Matematica.

Na USP, onde leciona desde 1996 e concluiu a livre docência, após um PhD em Matemática na Pennsylvania State University (EUA), Piccione desenvolve pesquisas que tratam de temas com possíveis aplicações à Física. Os principais resultados alcançados na área de Geometria Lorentziana possuem uma interpretação dentro da Relatividade Geral, diz ele, dando detalhes sobre trabalhos que realizou:

“A Teoria de Morse para geodésica de tipo luz, que estudei em vários dos meus artigos, é utilizada para modelar o chamado fenômeno das lentes gravitacionais num espaço-tempo relativístico. Outros resultados na área da Geometria sub-Riemanniana possuem aplicações e interpretações na mecânica de sistemas com vínculos não holonômicos. Mais resultados sobre soluções de sistemas Hamiltonianos mostram a existência de muitas possíveis trajetórias periódicas, ou seja, que se repetem infinitamente ao longo tempo, para uma grande classe de sistemas físicos sujeitos a forças conservativas.”

Ao comparar com a educação recebida na Itália, Piccione avalia que o ambiente universitário brasileiro é mais informal e, por isso, mais adequado à própria personalidade. “Gosto da forma amigável como os alunos brasileiros tratam os professores e da forma cordial com que os professores se relacionam com os alunos. Também tive a sorte de encontrar e orientar vários excelentes alunos de pós-graduação. Isto me motivou muito a me dedicar às atividades de pós-graduação”, afirma, mostrando que a adaptação ao modo de vida brasileiro não foi um problema.

Além das portas profissionais, o país abriu o coração para Piccione. Pouco tempo após chegar ao Brasil, casou-se e se tornou pais de dois filhos. “Além de muitas satisfações profissionais, o país me deu a oportunidade de criar uma família, que é outro motivo de orgulho para mim.”

Reprodução: IMPA
Link: https://impa.br/page-noticias/paolo-piccione-matematica-no-sangue-e-na-tradicao/

Marcelo Viana recebe medalha de Mérito Educativo

O diretor-geral do IMPA, Marcelo Viana, recebeu na tarde desta quarta-feira (7), no Palácio do Planalto, em Brasília, a medalha da Ordem Nacional do Mérito Educativo. A honraria é concedida a personalidades nacionais e estrangeiras que tenham contribuído de “maneira excepcional” para o desenvolvimento da Educação. A cerimônia teve o comando do presidente da República, Michel Temer, e a participação de ministros, governadores, parlamentares e educadores.

Após a solenidade, o diretor-geral do IMPA agradeceu ter sido admitido no grau de Comendador da Ordem Nacional do Mérito Educativo.

“É uma honra ser julgado digno de integrar este grupo de pessoas, homens e mulheres, com tantas contribuições no avanço da educação em nosso país”, disse o matemático.

Entre os 110 contemplados com a medalha da Ordem Nacional do Mérito Educativo estão os governadores Paulo Hartung (ES), Camilo Santana (CE) e Raimundo Colombo (SC); os ministros José Mendonça Filho (Educação), Hélder Barbalho (Integração Nacional) e Osmar Terra (Desenvolvimento Social e Agrário); o presidente do Tribunal de Contas da União, Raimundo Carreiro; o desenhista e escritor Mauricio de Sousa; e a empresária Viviane Senna, irmão do piloto Ayrton Senna, tricampeão mundial de Fórmula 1.

Também foram agraciados o deputado federal Alex Canziani (PTB-PR), autor do projeto de lei que instituiu o Biênio da Matemática 2017-2018, e a biomédica e professora da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) Helena Nader, que presidiu a Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC) até julho de 2017.

Em breve discurso de encerramento, o presidente Michel Temer valorizou a atuação dos professores em todas as regiões brasileiras.

“Trago aqui a minha palavra de reconhecimento a quem se dedica à formação de nossos jovens”, afirmou o presidente, segundo quem os recém-admitidos na Ordem Nacional do Mérito Educativo prestam “serviços excepcionais à educação brasileira”.

A secretária-executiva do MEC, Maria Helena Guimarães de Castro, ao lado de Marcelo Viana

“Investir nos nossos jovens é investir em um futuro com mais dignidade e cidadania”, concluiu Temer, ladeado pelo presidente do Senado, Eunício Oliveira (PMDB-CE), e pelo ministro Eliseu Padilha, da Casa Civil.

Criada em 1955 e modificada em 2003, a Ordem Nacional do Mérito Educativo é proposta pelo ministro da Educação. Fazem parte do processo de escolha o próprio ministro e seu chefe de gabinete, o titular da Secretaria-Executiva e os presidentes do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), do Fundo Nacional do Desenvolvimento da Educação (FNDE), da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) e do Conselho Nacional de Educação (CNE). As medalhas entregues possuem cinco graus: grã-cruz, grande oficial, comendador, oficial e cavaleiro.

A Ordem Nacional do Mérito Educativo é mais um reconhecimento do trabalho desenvolvido pelo diretor geral do IMPA. No passado, ele foi um dos agraciados com o Prêmio Anísio Teixeira de Educação Básica, da Capes, por ter contribuído de modo relevante para o desenvolvimento da pesquisa e formação de recursos humanos no país.

Graduado em Matemática pela Universidade do Porto (1984) e doutorado em Sistemas Dinâmicos pelo IMPA (1990), Viana foi vice-presidente da União Internacional de Matemática, presidente da Sociedade Brasileira de Matemática (SBM) e membro do Conselho Deliberativo do CNPq. É membro titular da Academia Brasileira de Ciências e detentor de muitas outras distinções acadêmicas, entre as quais o Prêmio Louis D., do Institut de France, uma das mais importantes comendas científicas do mundo, recebido em 2016.

Na cerimônia no Planalto, o presidente Temer entregou a insígnia da Ordem Nacional do Mérito em memória à professora Heley de Abreu Silva Batista, morta ao salvar crianças em incêndio criminoso na creche Gente Inocente, em Janaúba (MG), no ano passado. O viúvo Luiz Carlos Batista recebeu a condecoração, que homenageia cidadãos que tenham prestado serviços relevantes à nação brasileira.

Ao discursar, o ministro da Educação, Mendonça Filho, enalteceu a atuação dos premiados e definiu o que considera ser os objetivos da educação.

“Educar é abrir oportunidades, abrir horizontes, é fazer com que crianças e jovens tenham de fato assegurado um futuro digno, decente”, discursou ele.

Reprodução: IMPA
Link: https://impa.br/page-noticias/marcelo-viana-e-comendador-da-ordem-nacional-do-merito-educativo/

V ENCONSMAT

O V ENCOSMAT – Encontro Sul Mato Grossense de Matemática será realizado de 04 a 08 de junho de 2018 na UFMS – Universidade Federal de Mato Grosso do Sul – Campus de Aquidauana/MS

Inscrição: De 19/03 a 04/06
Submissão de trabalhos: 19/03 a 30/04

Maiores Informações podem ser encontradas no site www.encosmat.ufms.br ou por e-mail com o Coordenador do Evento, Profº Leandro Lima leandro.lima@ufms.br

 

Quatro cores bastam para colorir qualquer mapa

Conjectura das quatro cores foi o 1º teorema importante provado com ajuda de computadores.

Em cena do livro “Tom Sawyer abroad”, do escritor Mark Twain, os amigos Tom e Huck estão perdidos enquanto sobrevoam os Estados Unidos em um balão. “Estamos em Illinois, ainda não avistamos Indiana”, sustenta Huck, explicando: “eu sei pela cor”.

“Pela cor?” espanta-se Tom, “O que a cor tem a ver?”.

“Tudo a ver!”, responde Huck. “Indiana é rosa e Illinois é verde. E lá em baixo é tudo verde.”

“Indiana é rosa?! Que bobagem!”, indigna-se Tom.

“Bobagem não senhor”, retruca Huck, “eu vi no mapa, é rosa sim!”

Mal-humorado, Tom tenta explicar que a cor no mapa não quer dizer nada, mas Huck não se deixa convencer…

A regra básica ao colorir um mapa é que regiões adjacentes, ou seja, que têm algum segmento de fronteira comum, devem ser assinaladas com cores diferentes, para distingui-las. Em 1852, o matemático e botânico sul-africano Francis Guthrie (1831-1899) estava colorindo o mapa dos condados da Inglaterra e notou que três cores não eram suficientes, mas quatro cores sim. Ficou curioso de saber se todo mapa, natural ou inventado, poderia ser colorido com apenas quatro cores.

Intrigado, levou a questão ao grande lógico britânico Augustus De Morgan (1806-1871), o qual não soube responder e, inclusive, acreditava que não houvesse resposta matemática: “estou plenamente convencido de que não é suscetível de demonstração e deve ser aceito como um postulado”.

O problema foi popularizado por De Morgan e por Guthrie, tornando-se conhecido como “conjectura das quatro cores”.

Alguns anos depois, parecia que o assunto ia ser encerrado. Em 1879, o britânico Alfred Kempe (1849-1922) publicou uma prova matemática de que quatro cores realmente bastam para todo mapa e, no ano seguinte, o escocês Peter Tait (1831-1901) deu uma prova alternativa.

Só que, em 1890, o também britânico Percy Heawood (1861-1955) encontrou um erro grave no argumento de Kempe, e o dinamarquês Julius Petersen (1839-1910) fez o mesmo com a prova de Tait no ano seguinte. De volta à estaca zero!

Leia na íntegra: Colunista Marcelo Viana – Folha de S. Paulo

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Abertas as inscrições para participar do POTI 2018

Começaram as inscrições para participar do Programa Polos Olímpicos de Treinamento Intensivo (POTI 2018). Os estudantes interessados em frequentar o curso podem se inscrever pelo site do programa (http://poti.impa.br/) até as 23h59 do dia 18 de março.
O início das aulas está previsto para o período compreendido entre os dias 25 e 30 de março e devem se estender até o mês de outubro. As inscrições são gratuitas.

Este ano serão oferecidas aulas presenciais voltadas preferencialmente para alunos matriculados no 8º ou 9º ano do Ensino Fundamental (nível 2), que tenham interesse em realizar um treinamento intensivo preparatório para as provas da OBM ou OBMEP.

O curso incluirá conteúdos de Álgebra, Combinatória, Geometria Plana e Teoria dos Números. O programa consiste em quatro horas de aula por semana, sendo cada semana dedicada a dois dos tópicos mencionados acima.

As aulas presenciais serão ministradas apenas nos polos previamente selecionados (http://poti.impa.br/index.php/site/polos), onde as vagas são limitadas.

Para os alunos de cidades ou municípios, onde não há polos com encontros presenciais, assim como para os estudantes que desejam se preparar para os níveis 1 (6º ou 7º ano do Ensino Fundamental) e 3 (Ensino Médio), existe a opção de participar no POTI Virtual, onde o estudante terá acesso a uma plataforma de ensino a distância. Além disso, no site do POTI, os alunos encontram diverso material teórico, além de vídeos das aulas.

Outras informações sobre o programa POTI 2018 podem ser obtidas pelo e-mail: poti@impa.br

Projeto ‘A Menina que Calculava’ aproxima meninas da matemática

O estudo “Expectativas de brilho determinam distribuição de gênero nas diferentes disciplinas” (em tradução livre do inglês), publicado em janeiro na revista “Science”, afirma que mulheres estão menos presentes nas áreas do conhecimento em que se acredita que brilho e talento inato sejam mais importantes do que trabalho e esforço.

É comum dizer que homens vão para ciências e mulheres para humanidades. Mas a realidade é mais complexa: existem fortes variações dentro dos dois campos.

Há poucas mulheres em matemática, física e computação, muitas em biologia e neurociência. Mulheres são maioria em psicologia e história, e raridade em filosofia e economia.

A conclusão do estudo é que uma crença generalizada, e não fundamentada, de que mulheres não dispõem desse talento inato faz com que elas evitem as disciplinas em que se supõe, certo ou errado, que brilho intelectual seja indispensável.

Como acabar com um estereótipo cultural que priva muitas áreas da ciência da contribuição de metade da humanidade?

Os autores chegam a sugerir que o jeito de atrair mulheres para as disciplinas “difíceis” seria valorizar menos o brilho intelectual, enfatizando mais a importância do trabalho duro. Não acho que seja por aí.

Em artigo publicado no jornal “The New York Times”, minha colega Amie Wilkinson, professora titular na Universidade de Chicago, destacou a importância dos exemplos (“role models”): a melhor forma de assegurar a uma jovem interessada em ciência que ela está no lugar certo é por meio de outras mulheres, bem-sucedidas e felizes na carreira científica.

 

Leia na íntegra: Colunista Marcelo Viana – Folha de S. Paulo

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Inscrições para a OBMEP 2018 já estão abertas

A sua escola integra a rede pública de um município muito pequeno? Ou funciona em uma metrópole? Trata-se de um colégio particular de grande porte? É uma escola indígena? Não importa a resposta: todas as instituições de ensino do país estão convidadas para a OBMEP (Olimpíada Brasileira de Matemática das Escolas Públicas), que, a partir desta quarta-feira (21), recebe inscrições para a sua 14ª edição.

Escolas municipais, estaduais, federais e privadas, que atuem do 6º ao 9º anos dos Ensinos Fundamental e Médio, podem participar da maior competição científica do Brasil, realizada pelo Instituto de Matemática Pura e Aplicada (IMPA). No ano passado, 18,2 milhões de estudantes de 99,6% dos municípios brasileiros se inscreverem na OBMEP, que, pela primeira vez, foi aberta também para os colégios particulares.

A inscrição deve ser realizada pelas escolas, por meio do preenchimento da Ficha de Inscrição disponível exclusivamente na página da OBMEP (www.obmep.org.br). O prazo se encerra em 2 de abril, mas não deixe para a última hora. As provas serão aplicadas nos dias 5 de junho (1ª fase) e 15 de setembro (2ª fase). A divulgação dos vencedores também já tem data: 21 de novembro. Premiados com medalha de ouro, prata ou bronze garantem o ingresso em programas de iniciação científica.

Criada pelo IMPA em 2005 e realizada com apoio da Sociedade Brasileira de Matemática (SBM), a competição é promovida com recursos do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC) e do Ministério da Educação (MEC) e integra as atividades do Biênio da Matemática Gomes de Sousa 2017-2018.

Para quem não sabe, a OBMEP contribui para estimular o estudo da Matemática no Brasil, identificar jovens talentosos e promover a inclusão social pela difusão do conhecimento. Estudos independentes já revelaram o impacto efetivo da olimpíada nos resultados de Matemática. Escolas que participaram ativamente da competição, aponta trabalho do ex-presidente do INEP Chico Soares, apresentam melhora no desempenho dos alunos de 26 pontos na Prova Brasil, o equivalente a 1,5 ano de escolaridade extra.

Fonte: IMPA
Link da noticia original: https://impa.br/page-noticias/inscricoes-para-a-obmep-2018-ja-estao-abertas/

A matemática pode tornar eleições mais justas

Anos atrás, coorganizei uma conferência em Chicago para matemáticos de todo o mundo. Entre eles, um estudante iraniano do Impa cujo pedido de visto para os Estados Unidos foi sumariamente negado, apesar de ter toda a documentação, inclusive uma carta abonadora da direção do Instituto de Matemática Pura e Aplicada.

Chateado, informei a minha colega em Chicago sobre o ocorrido e então aconteceu algo que eu não previ: ela enviou um e-mail ao deputado do seu distrito, que contatou o consulado no Rio de Janeiro. Pouco depois, o estudante recebeu um telefonema pedindo para voltar ao local e, em menos de 48h, a questão do visto estava resolvida.

O episódio me tornou fã do sistema eleitoral norte-americano, em que o território está dividido em distritos, e cada um elege um deputado. Dessa forma o eleitor sabe quem é o seu representante no parlamento e em quem votar na próxima eleição, ou não, dependendo do trabalho realizado.

Mas o sistema distrital também tem dificuldades. Para garantir isonomia, a lei exige que todos os distritos contenham praticamente o mesmo número de eleitores. Para isso, os distritos precisam ser redesenhados a cada dez anos, a partir dos dados do censo. O problema é que a tarefa fica a cargo dos estados, onde o partido dominante costuma aproveitar para tirar vantagem. Eis um exemplo simples de como isso pode ser feito.

 

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‘Google’, ou como ideia de infinito sempre intrigou a humanidade

Por volta de 1920, o matemático norte-americano Edward Kasner (1878-1955) estava buscando um nome para um número muito grande —10100, ou seja, 1 seguido de 100 zeros— que despertasse a atenção das crianças. O sobrinho Milton, de 9 anos, propôs chamar “googol” e esse nome foi popularizado por Kasner em seu livro “Matemática e imaginação”.

O googol é um número enorme. Para dar uma ideia, estima-se que o número de átomos em todo o universo observável seja 1080, quer dizer, 1 seguido de “apenas” 80 zeros. O googol é 100 bilhões de bilhões de vezes maior!

Mas o pequeno Milton sabia bem que há números ainda maiores, e até propôs um nome para um deles: “googolplex” é 10googol, ou seja, 1 seguido de um googol de zeros.

O googolplex é tão colossalmente grande que não é possível escrevê-lo por extenso: não há espaço suficiente no universo para todos esses zeros!

Muitos anos depois, em 1997, os criadores de um novo site de buscas decidiram chamar seu produto “Googol”, para dizer que ele seria capaz de processar enormes quantidades de informação. Só que alguém se enganou na hora de escrever e acabou ficando “Google”.

Aliás, é um exagero: mesmo hoje em dia, a quantidade total de informação armazenada na internet não alcança 1023 bytes —cem trilhões de gigabytes—, o que não chega nem perto de um googol. Mesmo assim, a sede da empresa na Califórnia é chamada Googleplex…

 

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10 questões para professores de matemática

Este livro é um guia para professores sobre ensino e aprendizado de Matemática. Aborda tópicos como: “quanto eu devo encorajar meus estudantes a serem responsáveis pelos seus próprios aprendizados em matemática?” ou “como professor de matemática, quão importante é a relação que tenho com meus alunos?” Isso dá aos professores dados oportunos e relevantes, além de análises que podem ajudá-los a refletir sobre suas estratégias de ensino e sobre como os estudantes aprendem.

Faça o download gratuito clicando aqui.

Titulo: 10 Questões para Professores de Matemática…e como o PISA Pode Ajudar a Respondê-las
Páginas : 104
Publicação : OCDE/IMPA
ISBN: 978-85-244-0444-3
1ª edição

PROFMAT fornece treinamento aprofundado para professores

O relatório PISA 2012 (Programa de Avaliação Internacional de Estudantes) destacou o Brasil como “o país com maiores ganhos de desempenho [no teste de matemática] desde 2003”. O relatório também enfatizou que durante esse período “o Brasil também expandiu a matrícula nas escolas primárias e secundárias”. Embora as classificações tenham diminuído um pouco no último teste, o ganho líquido de 356 pontos em 2003 para 377 pontos em 2015 permanece muito significativo. No entanto, o Brasil ainda se localiza significativamente abaixo da média da OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico) e é claro que ainda há muito a ser feito.

Cerca de 40% dos estudantes das escolas brasileiras não atingiram o nível 1 em matemática, o que significa que não dominam as quatro operações com números inteiros.

A continuar assim, seria muito prejudicial para as perspectivas de desenvolvimento da nação: por um lado, o nível de alfabetização matemática da sociedade como um todo é claramente inadequado; além disso, há uma falta de profissionais para ocupar cargos-chave em profissões baseadas em matemática.

Dados oficiais adicionais sobre o desempenho dos alunos que acabam de ser divulgados pelo Ministério da Educação mostram que o progresso ficou paralisado no nível do ensino médio, embora tenha havido alguma melhoria significativa no nível do ensino fundamental.

Esses fatos levaram o governo federal a propor uma reforma do ensino médio que atualmente está sendo implementada. Existe um consenso de que um fator-chave para a melhoria da educação escolar reside no treinamento de professores da escola.

Vários educadores, tanto no Brasil como em outros lugares, apontaram a existência de um conjunto de conhecimentos matemáticos específicos do ensino como profissão e que não podem ser considerados como uma versão simplificada do conhecimento matemático per se.

Assim, houve apelos vigorosos para o desenvolvimento de modelos educacionais de professores baseados no conhecimento necessário para a prática em sala de aula. Ao mesmo tempo, a alienação entre o pré-serviço dos professores e o treinamento em serviço, por um lado, e a prática em sala de aula, por outro, foi amplamente denunciada.

Em resposta a tal cenário, várias instituições e organizações, incluindo as sociedades científicas SBM, SBEM e SBMAC, têm promovido ativamente iniciativas cujo objetivo é melhorar a formação dos professores, pré-serviço e em serviço. Um destaque é o programa de mestrado profissional nacional PROFMAT.

O PROFMAT é oferecido por uma rede de 71 instituições de ensino superior (universidades e institutos), em 100 campi localizados nos 26 estados brasileiros e no Distrito Federal. A SBM é responsável pela supervisão geral do programa de mestrado, definindo suas diretrizes, nomeando seus principais diretores e monitorando sua execução em toda a rede. As instituições associadas oferecem os cursos, bem como a supervisão de pesquisas e dissertações, além de conceder o diploma final.

O PROFMAT fornece treinamento matemático aprofundado para professores de escolas, desde o ensino fundamental até o ensino médio, e é financiado pela agência federal CAPES. Iniciado em 2011, já entregou diploma de mestrado a mais de 3.500 professores de escolas que agora assumem um papel de liderança na mudança da paisagem educacional no país. Certamente, o PROFMAT tornou-se um modelo para programas similares em muitos outros campos acadêmicos, como português, física, química, história, geografia e artes.

Dessa forma, o programa também ajuda a unir a universidade e a escola em um diálogo que vem faltando há décadas e é fundamental para lidar com os desafios da educação. Isso se concretizou, em particular, na criação da Associação Nacional dos Professores de Matemática (ANPMat), liderada por alunos da PROFMAT e com o objetivo de proporcionar novas oportunidades para o treinamento de professores de matemática, em colaboração com as universidades e as sociedades
científicas.

Entre eles, é dada especial ênfase aos Simpósios da Formação do Professor de Matemática, um ciclo de reuniões organizadas todos os anos pela ANPMat e a SBM em todas as principais regiões do Brasil, dedicadas à discussão de todos os assuntos relevantes para o professor de matemática e que são realizados em espaço de dois anos em todas as principais regiões do Brasil.

Ademais, o Brasil produziu um sólido corpo de pesquisa em educação matemática, focalizando questões particularmente relevantes para o contexto educacional do país e mantendo um intercâmbio vigoroso com a comunidade internacional de pesquisa na área. Atualmente, existem mais de 50 programas de pós-graduação em educação matemática no país.

Fonte: IMPA
Link da noticia original: https://impa.br/page-noticias/profmat-provides-in-depth-training-for-teachers/

XIV EBEB -Encontro Brasileiro de Estatística Bayesiana

O XIV Encontro Brasileiro de Estatística Bayesiana será realizado no IMPA – Rio de Janeiro, de 5 a 9 de março de 2018.

Sobre o evento: 

O Encontro Brasileiro de Estatística Bayesiana (EBEB) vem sendo realizado com periodicidade de dois anos desde 1991, inicialmente por grupos de pesquisadores brasileiros interessados na divulgação e crescimento da pesquisa em estatística bayesiana no país. Das doze edições anteriores do EBEB, três foram realizadas em Minas Gerais. As demais edições foram organizadas nos estados do Rio de Janeiro e de São Paulo.

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Inscrições abertas para Prêmio Gutierrez 2018 de melhor tese em matemática

Estão abertas, até 31 de março, as inscrições para o Prêmio Professor Carlos Teobaldo Gutierrez Vidalon 2018. A iniciativa reconhece a melhor tese de doutorado na área de matemática defendida no Brasil no ano anterior. Organizada pelo Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC) da USP, em São Carlos, em parceria com a Sociedade Brasileira de Matemática, a premiação concede R$ 3 mil ao vencedor. A cerimônia de premiação será realizada no dia 27 de agosto, às 14 horas, no auditório Fernão Stella Rodrigues Germano do ICMC.

Para se inscrever, o autor ou orientador do trabalho deve enviar o arquivo em formato PDF da tese defendida e aprovada, bem como artigos provenientes, para o e-mail premiogutierrez@icmc.usp.br. Também é necessário enviar um texto, de até 25 linhas, que defenda e justifique, com base em padrões científicos de qualidade, por que a tese merece receber o prêmio. Clique aqui para acessar o edital completo.

O vencedor do Prêmio Gutierrez 2017 foi Felipe Ferreira Gonçalves, por sua tese Extremal Problems, Reconstruction Formulas and Approximations of Gaussian Kernels. Nascido no Rio de Janeiro, Felipe formou-se Bacharel em Matemática pela Universidade Federal do Rio de Janeiro em 2010, concluiu o mestrado no Instituto de Matemática Pura e Aplicada (IMPA) em 2012 e o doutorado em 2016, na mesma instituição, sob a orientação do professor Emanuel Carneiro. Atualmente, é professor assistente na University of Alberta, em Edmonton, Canadá.

 diretor do ICMC, Alexandre Nolasco de Carvalho, à esquerda, com Felipe Gonçalves, vencedor do Prêmio Gutierrez 2017
(crédito da imagem: Reinaldo Mizutani)

Sobre o Prêmio – o Prêmio Gutierrez foi criado para homenagear o pesquisador peruano Carlos Teobaldo Gutierrez Vidalon (1944-2008). O objetivo é reconhecer a melhor tese defendida e aprovada na área de matemática no Brasil, no ano anterior ao ano da premiação, considerando os quesitos originalidade e qualidade.

Gutierrez chegou ao Brasil em 1969 para estudar no IMPA, onde se titulou mestre e doutor em matemática. Nessa instituição, na qual trabalhou até 1999, começou como professor assistente e chegou à posição de titular. Durante o período, visitou vários importantes centros em matemática como a University of California, em Berkeley, e o California Institute of Technology. Após deixar o IMPA, ele atuou como professor titular no ICMC, contribuindo com a fundação e organização do grupo de pesquisa em Sistemas Dinâmicos. Em sua carreira, publicou mais de 70 artigos, orientou sete alunos de doutorado e 20 de mestrado.

Mais informações:

Link do edital: https://web.icmc.usp.br/SVPGRAD/portal/ppgmat/editalpremiogutierrez.pdf
Serviço de Pós-Graduação do ICMC: (16) 3373.9638
E-mail: posgrad@icmc.usp.br

 

 

Fonte: ICMC
Link: http://www.icmc.usp.br/noticias/3487-inscricoes-abertas-para-premio-gutierrez-2018-de-melhor-tese-em-matematica