Como a matemática moldou a minha vida

Foi minha primeira viagem a trabalho. Do Porto, onde acabara a graduação, a Paris, para visitar o matemático Adrien Doaudy. Na chegada, a polícia exigiu meu visto: brasileiros precisavam, na época, mas ninguém tinha me dito. Filho de portugueses, nascido no Brasil, eu vivia desde os 3 meses em Portugal —sentia-me português.

Percebi algo errado quando a mulher da imigração consultou baixinho o colega: “Será que ele é perigoso?”. Na polícia, tomei coragem para perguntar o que estava havendo. “A França é uma mãe, aceita qualquer m…, mas há limites, monsieur”, foi a resposta, esclarecedora.

Retido no aeroporto, fiquei amigo de um traficante de maconha do Marrocos. Quando a polícia veio para me expulsar, o marroquino intercedeu: “Deixa o garoto, ele é gente boa, não fez nada errado!”. Foi o pior momento.

Aterrissei em Portugal determinado a regressar. Comprei outra passagem, pedi visto no consulado francês, e dias depois estava de volta. Desta vez, deu certo e passei uma semana aprendendo matemática e conhecendo Paris. Isso fez tudo valer a pena.

Doaudy propôs dois problemas para eu trabalhar. Nos meses seguintes resolvi um (o outro continua sem solução). Meu orientador de graduação sugeriu que fizesse uma palestra sobre esse trabalho numa conferência na Universidade de Coimbra.

Inscrição de última hora, a palestra ficou para sexta-feira às 20h. Respirei aliviado: nesse horário certamente ninguém iria! Mas o astro da conferência, o matemático Jacob Palis, do renomado Impa do Rio de Janeiro, decidiu assistir. O interesse dele atraiu outros e na hora a sala estava cheia! Nunca mais fiquei nervoso como nesse dia.

Leia na íntegra: Coluna Marcelo Viana – Folha de S. Paulo

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A Global Approach to the Gender Gap in Mathematical, Computing, and Natural Sciences: How to Measure It, How to Reduce It?

Está em curso uma pesquisa com o objetivo de quantificar e qualificar o “gender gap” – a discrepância da participação de mulheres e de homens nas áreas de ciências da natureza, matemática, computação, história e filosofia da ciência e tecnologia, tanto nas carreiras acadêmicas quanto fora destas. Esta pesquisa é parte de um projeto global sobre a questão de gênero, chamado ICSU Project Gender Gap in Science — A Global Approach to the Gender Gap in Mathematical, Computing, and Natural Sciences: How to Measure It, How to Reduce It? Trata-se de um esforço internacional massivo, financiado por um grant do ICSU (International Council for Science), efetivado através de uma colaboração estabelecida entre onze instituições parceiras, todas elas uniões científicas internacionais, organizações não-governamentais e a UNESCO. A pesquisa tem como base uma iniciativa de 2010 da IUPAP (International Union for Pure and Applied Physics), cujo questionário foi respondido por 15000 pessoas de 130 países diferentes. O objetivo é de, pelo menos, triplicar o número de questionários respondidos. Entende-se que os dados obtidos, evidentemente anônimos e confidenciais, serão extremamente importantes para compreender melhor a questão do gênero das áreas do tipo “STEM” (Science-Technology-Engineering-Math).

Ao longo do segundo semestre de 2017 houve reuniões ao redor do mundo para discutir e ajustar o questionário de 2010, que havia sido distribuido apenas entre físicos, para que se adequasse a todas as áreas mencionadas. Em particular houve uma reunião na Colômbia para adequar o questionário à realidade Latino-Americana, com representantes indicados pelas diferentes uniões científicas internacionais. Estive nessa reunião como representante indicada pelo ICIAM (International Council for Industrial and Applied Mathematics). Nesta capacidade faço um apelo para que todas as pessoas, mulheres e homens, que tenham feito graduação em alguma das áreas de interesse dessa pesquisa, ou que trabalhem em alguma dessas áreas, dentro e fora do mundo acadêmico, respondam ao questionário. O questionário é longo e demanda até 45 minutos para completar, mas pode ser salvo incompleto, quantas vezes for necessário, e seu preenchimento pode ser continuado num momento posterior. É importante propagar o questionário de modo mais amplo possível, usando todos os meios de comunicação disponíveis. Por favor não hesitem em compartilhar por e-mail, redes sociais, verbalmente, etc.

A pesquisa ficará aberta até 31 de outubro de 2018.

https://statisticalresearchcenter.aip.org/cgi-bin/global18.pl

Maiores informações sobre a pesquisa da Física podem ser obtidas em https://www.aip.org/statistics/reports/global-survey-physicists

O projeto ICSU pode ser encontrado em https://icsugendergapinscience.org/

Atenciosamente,

Helena J Nussenzveig Lopes (representante ICIAM)

Criptografia moderna é matemática

É uma das questões mais antigas da civilização: como transmitir informações a outros sem que terceiros fiquem sabendo? Os gregos inventaram a palavra —criptografia vem de “kryptos” (secreto) e “graphein” (escrita)— mas a prática é antiga. Temos textos criptografados no Egito 4.000 anos atrás.

Um usuário famoso foi Júlio César. Em suas cartas confidenciais, o general romano substituía cada letra por outra três posições depois no alfabeto: A por D, B por E etc. Os destinatários invertiam a troca para lerem o texto.

Outro truque clássico é transpor a posição das letras, por exemplo, inverter a ordem dentro de cada palavra (“mob aid” no lugar de “bom dia”) ou cada frase.

Até recentemente, os métodos de criptografia eram combinações mais ou menos sofisticadas de substituição e transposição. As técnicas usadas na Segunda Guerra Mundial, incluindo o famoso enigma da marinha alemã, ainda eram desse tipo.

A invenção do cálculo eletrônico aposentou esses métodos —substituição e transposição não são páreo para um computador. Ao mesmo tempo, o desenvolvimento da tecnologia da informação tornou a criptografia mais necessária do que nunca.

A criptografia atual é baseada em algo que computadores têm dificuldade para fazer: fatorizar números. Dados dois números primos p e q é fácil calcular o produto n = p x q. Mas, se conhecemos apenas o produto n, é difícil encontrar os fatores p e q, sobretudo se forem grandes —digamos com mais de 100 dígitos.

Leia na íntegra: Coluna Marcelo Viana – Folha de S. Paulo

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Concurso para professor visitante – IFMG Campus Formiga

Concurso para professor visitante do Instituto Federal de Minas Gerais – Campus Formiga

As inscrições estarão abertas de 07/06/2018 a 18/06/2018 e é necessário título de doutor, no mínimo, há 2 (dois) anos, em Educação ou Educação Matemática, ou Ensino de Ciências e Matemática ou Modelagem Matemática ou Matemática Aplicada, ou no caso de não possuir o título de Doutor, possua comprovada competência em ensino, pesquisa e extensão tecnológicos ou reconhecimento da qualificação profissional pelo mercado de trabalho, atestados pela Comissão de Seleção deste edital.

O salário total para quem for detentor do título de doutor é de R$ 6.200,14.

O edital do concurso está disponível em: https://www.formiga.ifmg.edu.br/concursos

CNPq amplia regras para bolsas PQ Sênior

A partir de agora, todos os bolsistas de Produtividade em Pesquisa (PQ) com 20 anos de bolsa em qualquer um dos níveis 1 podem solicitar alteração para a modalidade PQ Sênior (PQ-Sr). A alteração normativa definida pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) mantém também a condição de 15 anos como 1A e 1B, que até então regia a bolsa PQ-Sr.

A ampliação dos critérios para essa modalidade visa valorizar pesquisadores que se destacaram entre seus pares, atuando como referências em suas áreas.

Atualmente, são 151 bolsas PQ-Sr ativas no CNPq. Acredita-se que, com a adoção da proposta aqui apresentada, esse número pode mais que dobrar. Importante ressaltar que isso não implica em aumento de gastos, pois, ao se tornar PQ-Sr, deixa-se de receber o adicional de bancada. “Esta decisão do CNPq visa, por um lado, fortalecer e dar segurança aos pesquisadores que já demonstraram seu valor e contribuição para a ciência brasileira e, por outro, abrir espaço para a nova geração poder apresentar sua contribuição – ampliando o espectro de bolsistas em quantidade e reconhecimento”, esclarece o presidente do CNPq, Mario Neto Borges.

Os pesquisadores que desejarem solicitar a mudança para a categoria PQ-Sr deverão enviar a proposta por meio da Plataforma Carlos Chagas. O prazo para essa solicitação é até 31 de julho.

 

Reprodução CNPq

Alagoano referência em geometria diferencial será homenageado em evento

Manfredo do Carmo, doutor honoris causa da Ufal, faleceu em abril deste ano

Um grande pesquisador, considerado “pai da geometria diferencial moderna”, expoente internacional na comunidade científica. Assim era Manfredo do Carmo, cientista alagoano, que faleceu no dia 30 de abril, aos 89 anos. Ele será homenageado durante o 5º Encontro Regional de Matemática Aplicada e Computacional (Ermac), sediado em Maceió, entre 25 e 27 de julho.

O professor Isnaldo Isaac Barbosa (IM-Ufal) está na comissão organizadora do evento, e adianta que pesquisadores, estudantes e professores das áreas das ciências exatas e das engenharias do nordeste vão presenciar as homenagens. “Certamente, o professor Manfredo será lembrado neste encontro. Ele era um grande colaborador em pesquisas científicas. Destaco a pesquisa com o professor Gregório Manoel da Silva Neto, em uma oportunidade, e com o professor Hilário Alencar em vários trabalhos de grande impacto na pesquisa em Matemática”, conta.

Hilário também organiza um evento especial promovido pelo Instituto Nacional de Matemática Pura e Aplicada (Impa) e pela Sociedade Brasileira de Matemática, no Rio de Janeiro. Vão participar como palestrantes da Jornada que leva o nome do homenageado, o professor Fernando Codá Marques, ex-aluno da Ufal e hoje professor na Universidade de Princeton; e os professores Keti Tenenblat (UnB), Harold Rosenberg (Impa), João Lucas Barbosa (UFC), Renato Tribuzy (UFAM) e Walcy Santos (UFRJ).

Os professores Hilário Alencar, Manfredo do Carmo e Fernando Codá

Manfredo do Carmo era doutor honoris causa da Universidade Federal de Alagoas (Ufal), desde 1991, e pesquisador emérito do Instituto Nacional de Matemática Pura e Aplicada (Impa). Na Ufal , deixou uma relevante contribuição, participando de eventos científicos, referenciando pesquisas e como orientador das teses de doutorado de três professores do Instituto de Matemática (IM): Hilário Alencar da Silva, pesquisador nível 1B do CNPq, Marcos Petrúcio de Almeida Cavalcante, pesquisador nível 1D do CNPq, e Márcio Henrique Batista da Silva, pós-doutor pela Princeton University.

Hilário Alencar (IM-Ufal), titular da Academia Brasileira de Ciências, refere-se ao amigo Manfredo do Carmo como um apaixonado pela ciência e colaborador generoso da Ufal. “Sua paixão por Alagoas, em especial pela Ufal, foi marcada pela inestimável e marcante contribuição ao IM no tocante ao desenvolvimento da pesquisa e pós-graduação na área de Matemática”, destaca Hilário.

O professor ressalta que Manfredo, além de ter contribuído de forma notável com seus artigos de pesquisa, publicados em excelentes revistas internacionais, no desenvolvimento da Geometria Diferencial, também influenciou várias gerações pelo mundo com seu livros. “Notadamente o livro Geometria Diferencial de Curvas e Superfícies – publicado em inglês, espanhol, alemão, chinês, russo e grego. Outrossim, destaco que muito além da perda científica para Matemática, temos a perda do brilhante e bem-humorado ser humano”, relata Hilário Alencar.

O professor Fernando Codá faz questão de ressaltar a importância de Manfredo na sua formação e de tantos outros cientistas. “Tive o privilégio de ter sido seu aluno no início de meus estudos, e de ter usufruído ao longo do tempo de seus sábios e bem-humorados conselhos. Tenho imenso orgulho, como alagoano, de seu legado científico e desejo que a trajetória singular do professor Manfredo continue como elemento inspirador para os nossos jovens”, sugere Codá.

Reprodução: UFAL
Link: https://ufal.br/ufal/noticias/2018/6/alagoano-referencia-em-geometria-diferencial-sera-homenageado-em-evento

Aprender matemática pode e deve ser prazeroso

A pesquisa em neurologia mostra que o cérebro humano é muito flexível e pode ser moldado de diversas formas por meio do aprendizado. Ninguém nasce “de exatas” ou “de humanas”, são rótulos gerados pela educação. Então, por que tantos manifestam temor pela matemática, inclusive pessoas de sucesso? Como desenvolver o potencial matemático com que todos nascemos?

Em seu famoso trabalho “Fluência sem medo: pesquisas mostram as melhores formas de aprender fatos matemáticos”, a professora Jo Boaler, da Universidade Stanford, nos Estados Unidos, dá diversas pistas. Algumas motivações estão ligadas ao ensino nos países anglo-saxões, mas suas ideias também são relevantes para nossa realidade.

Fluência em matemática se adquire pela experimentação com situações ricas em conteúdo, que desenvolvem o senso de padrões, como o número, a forma, o volume ou a estrutura. “É útil guardar algumas coisas na memória”, afirma a professora Boaler, mas é importante que isso ocorra por meio do raciocínio em diferentes contextos, não da repetição sem compreensão.

É fundamental que o processo educativo seja livre de tensão. “Quando submetemos os alunos a situações que geram ansiedade, eles fecham as portas para a matemática”, afirma Boaler. Ironicamente, a ansiedade matemática ocorre especialmente entre os alunos com melhor desempenho, e também entre as meninas.

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Eventos IMPA – Jornada Manfredo do Carmo

No dia 22 de agosto o IMPA realizará em sua sede uma série de palestras em homenagem a Manfredo do Carmo, Pesquisador Emérito do IMPA, recentemente falecido.

As palestras acontecerão no auditório Ricardo Mañé com abertura a partir das 9:50 e serão transmitidas ao vivo através do site do IMPA no link: https://www.youtube.com/impabr

Para se inscrever acesse:  https://impa.br/en_US/eventos-do-impa/eventos-2018/jornada-manfredo-do-carmo/

Maiores informações através do e-mail: eventos@impa.br.

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ICM 2018 abre inscrições para visitas de escolas

Maior e mais importante evento mundial da Matemática, o Congresso Internacional de Matemáticos (ICM, na sigla em inglês), realizado a cada quatro anos desde 1897, acontecerá pela primeira vez no Hemisfério Sul e na América Latina. O 28º ICM será no Rio de Janeiro, entre 1º e 9 de agosto de 2018, no Riocentro. Além da programação científica, restrita aos inscritos, o ICM 2018 terá atividades dirigidas a alunos de escolas públicas e particulares a partir de 14 anos. As inscrições começam nesta quarta-feira (30).

O ICM apresenta os mais importantes e significativos avanços na Matemática e premia pesquisadores que se destacaram nos últimos quatro anos. São concedidos os quatro prêmios mais importantes da área, entre eles a Medalha Fields, informalmente conhecido como o “prêmio Nobel da Matemática”.

Aos estudantes das redes de ensino privada e estatal, haverá quatro palestras públicas, com os renomados matemáticos Ingrid Daubechies (EUA), Cédric Villani​ (França), Tadashi Tokieda (Japão) e Rogério Martins (Portugal). Os visitantes poderão participar de atividades educativas e conhecer o hall de exposição, com mostras de cerca de 40 instituições, editoras e empresas do setor.

Para os alunos, o evento representará oportunidade única para conhecer um pouco mais sobre o universo dos matemáticos e as novidades da área, bem como assistir a palestras exclusivas com importantes pesquisadores internacionais.

As escolas interessadas em visitar o evento podem checar a programação e se inscrever no site www.icm2018.org. As vagas são limitadas. Em caso de dúvida, entre em contato pelo e-mail visitas@icm2018.org.

Reprodução: IMPA

Todo ser humano nasce apto para a matemática

Semana passada, dei entrevista a uma TV do Rio de Janeiro, sobre a promoção do Brasil ao grupo 5 da União Matemática Internacional e o panorama do ensino de matemática. Simpática e competente, a entrevistadora apressou-se a avisar que não era uma “pessoa de matemática”. A maioria dos presentes fez coro, explicando: “eu sou de humanas”.

Que algumas pessoas nascem “de exatas” e outras “de humanas” é uma das ideias mais difundidas da civilização ocidental. E é também um disparate, com consequências graves para o desempenho escolar de crianças e jovens. Essa foi a mensagem central do seminário “Mentalidades matemáticas”, do qual participei em São Paulo.

O seminário foi dedicado às ideias da professora Jo Boaler, da Universidade Stanford, nos Estados Unidos. A partir de avanços recentes na pesquisa sobre o cérebro e de sua experiência como educadora, a pesquisadora defende que todo ser humano saudável pode dominar os conteúdos de matemática na educação básica.

Progressos na neurologia mostram que o cérebro é uma estrutura extremamente plástica, que pode ser moldada de forma profunda. O cérebro do nascimento importa muito menos do que o modo como ele é reorganizado, por meio da aprendizagem, ao longo de nossa infância e juventude.

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Inscrições abertas para Pós-graduação em Matemática e Informática na PUC-Rio

Matemática – Inscrições até o dia 22/06/2018 – Conceito 7 na CAPES

Com área de concentração em Matemática Pura e Matemática Aplicada, a pós-graduação do Departamento de Matemática do Centro Técnico Científico da PUC-Rio (CTC/PUC-Rio) oferece oito linhas de pesquisa e está com inscrições abertas até o dia 22/06/18. Na última avaliação CAPES 2013-2016, a pós-graduação ganhou um ponto a mais, chegando à nota máxima e passando a integrar a elite acadêmica na área da matemática. O Departamento conta com professores de diferentes nacionalidades, que desenvolvem pesquisa matemática moderna de alta qualidade.

Mais informações: http://www.mat.puc-rio.br/posgraduacao.htm.

 

Informática – Inscrições até 08/06/2018 – Conceito 7 na CAPES

O Departamento de Informática do Centro Técnico Científico da PUC-Rio (CTC/PUC-Rio), nota máxima em todas as avaliações CAPES desde 2001, está com inscrições abertas para Mestrado e Doutorado até 08/06/18. Pioneiro na pós-graduação no País, sendo o primeiro mestrado do Brasil e um dos primeiros doutorados, o programa oferece as seguintes linhas de pesquisa: Banco de Dados, Computação Gráfica, Engenharia de Software, Hipertexto e Multimídia, Interação Humano-Computador, Linguagens de Programação, Otimização e Raciocínio Automático, Redes de Computadores e Sistemas Distribuídos ou Teoria da Computação.

Mais informações: http://www.inf.puc-rio.br/pos-graduacao/.

IMPA estreia Blog Ciência & Matemática no site de O Globo

O site do jornal O Globo publica pela primeira vez, nesta quinta-feira (24), o Blog Ciência & Matemática, do matemático Claudio Landim, diretor-adjunto do IMPA. A proposta é ajudar a reverter um cenário nacional em que a Matemática e a Ciência circulam ainda timidamente fora dos espaços especializados.

“O blog publicará artigos de divulgação científica, resenhas sobre os progressos das ciências exatas e humanas e análises de políticas públicas na área do ensino e da ciência”, afirma Landim, também coordenador-geral da Olimpíada Brasileira de Matemática das Escolas Públicas (OBMEP), maior competição científica do país, realizada pelo IMPA e pela Sociedade Brasileira de Matemática (SBM) desde 2005, com cerca de 18 milhões de estudantes.

O compromisso do Ciência & Matemática é “dar a palavra aos especialistas para que comuniquem ao grande público o interesse e a importância de suas pesquisas”, escreve Landim na estreia do blog.

Os textos serão publicados às terças e quintas-feiras. Às segundas-feiras, o internauta terá a oportunidade de elucidar um quebra-cabeça matemático.

Na próxima semana, o Ciência & Matemática trará artigos do presidente da Academia Brasileira de Ciências (ABC), Luiz Davidovich, e do presidente da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), Ildeu de Castro Moreira, ambos professores do Instituto de Física da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).

Para ler a coluna inaugural do Blog Ciência & Matemática, clique aqui.

 

Reprodução: IMPA

Problema matemático intriga a humanidade há 276 anos

Em 7 de junho de 1742, o matemático alemão Christian Goldbach (1690-1764) escreveu ao colega suíço Leonhard Euler propondo a seguinte conjectura: todo número par maior que 2 é a soma de dois números primos. Por exemplo, 18 é a soma de 7 com 11, ambos primos.

Euler respondeu no dia 30 do mesmo mês: “Que todo inteiro par é a soma de dois primos eu considero um teorema completamente certo, embora não consiga provar”. Ninguém conseguiu até hoje: apesar de muitas tentativas, ainda não existe demonstração aceita pela comunidade matemática como correta.

Com a ajuda de computadores, não é difícil verificar se a afirmação é verdadeira ou falsa para um dado número, embora possa ser demorado se ele for grande. Assim, sabemos que todo inteiro par com menos de 19 dígitos é a soma de dois primos. O desafio é provar matematicamente que o mesmo vale em todos os casos.

Há diversos avanços parciais. Em 1930, o matemático russo Lev Schnirelmann mostrou que existe um número N tal que todo inteiro par maior que 2 é a soma de não mais que N primos. Hoje, sabemos que podemos tomar N=4.

Na mesma década, os matemáticos Chudakov, van der Korput e Estermann provaram que a conjectura de Goldbach é verdadeira para “quase todo” número par: se houver exceções, elas irão ficando mais raras à medida que os números crescem.

 

Leia na íntegra: Coluna Marcelo Viana – Folha de S. Paulo

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Inscrição pra Mestrado e Doutorado no IME-UFRGS -2018/2

Estão abertas as inscrições para o Processo Seletivo de Admissão 2018/2 ao Mestrado e Doutorado do Programa de Pós Graduação em Matemática da UFRGS.

Ao todo são 10 vagas para o mestrado e 9 para o doutorado distribuídas entre as seguintes áreas Álgebra, Geometria Diferencial, Probabilidade e Sistemas Dinâmicos.

O período de inscrições é de 1 a 25 de junho.

Para maiores informações acesse o site: www.mat.ufrgs.br/~ppgmat

Processo Seletivo Doutorado UFSC 2018.2

Estão abertas as inscrições para o processo seletivo de ingresso em 2018-2 no curso de Doutorado do Programa de Pós Graduação em Matemática Pura e Aplicada da UFSC.

O período de inscrições vai de 16/05/2018 até 29/06/2018.

Para participar do processo de seleção os candidatos deverão apresentar à Secretaria do Programa ou enviar através do e-mail (ppgmtm@contato.ufsc.br) os documentos exigidos no item “C” do Anexo deste Edital, exceto as cartas de recomendação, que deverão ser enviadas assinadas diretamente pelo professor que recomenda (Somente via correio eletrônico para: ppgmtm@contato.ufsc.br).

Todas as informações podem ser obtidas através da nossa página http://ppgmtm.posgrad.ufsc.br/ingresso/

IMPA e SBM lançam prêmio nacional de Jornalismo

Movidos pelo desejo de aproximar a matemática da sociedade e ampliar a divulgação científica no país, o Instituto de Matemática Pura e Aplicada (IMPA) e a Sociedade Brasileira de Matemática (SBM) criaram o Prêmio IMPA-SBM de Jornalismo. A primeira edição acontecerá em 2018 e as inscrições estão abertas. Envie seus trabalhos!

O prêmio é destinado a reportagens que apresentem a Matemática e as Ciências de maneira interessante e original, provoquem reflexão sobre essas áreas do conhecimento e estimulem a sua popularização no Brasil. A distinção será concedida em duas categorias: Matemática e Divulgação Científica.

Podem concorrer matérias veiculadas em qualquer meio de comunicação – como jornal, revista, portal, blog, televisão, entre outros – que tenham sido publicadas/exibidas entre 1º de janeiro de 2017 e 15 de maio de 2018. As reportagens podem revelar práticas exemplares, talentos e inovações, assim como ter caráter investigativo, apontando problemas a serem resolvidos. No julgamento, serão considerados, principalmente, os critérios de relevância jornalística do tema, originalidade, profundidade, clareza e qualidade na execução da matéria.

As inscrições poderão ser feitas de 16 de maio a 25 de junho de 2018, pelo website: www.sbm.org.br/premiodejornalismo

As premiações serão idênticas nas duas categorias, Matemática e Divulgação Científica: 10 mil reais e troféu (vencedor); 3 mil reais e diploma (2º lugar); 2 mil reais e diploma (3º lugar). Para as menções honrosas, até duas por categoria, serão concedidos diplomas.

A Comissão Julgadora poderá propor um prêmio Hors-Concours, em reconhecimento a jornalistas ou órgãos de comunicação, não necessariamente inscritos no concurso, que tenham contribuído excepcionalmente na divulgação da Matemática, Ciência e Tecnologia. O vencedor será premiado com R$ 10 mil e um troféu.

A cerimônia de premiação de 2018 será em 9 de agosto, durante o Congresso Internacional de Matemáticos (ICM 2018), no Riocentro, no Rio. A lista dos cinco finalistas em cada categoria será divulgada nos websites e redes sociais do IMPA e da SBM até 15 dias antes da data da solenidade. Os vencedores serão anunciados apenas durante a cerimônia.

Para mais informações, confira o regulamento.

Processo seletivo para mestrado e doutorado na UFRJ – 2018/2

Estão abertas as inscrições para o Processo Seletivo de Admissão 2018/2 ao Mestrado e Doutorado do Programa de Pós Graduação em Matemática da UFRJ.

O período de inscrições é de 16/05 a 06/06.

As informações sobre o Processo encontram-se nos links

http://www.pgmat.im.ufrj.br/index.php/pt-br/

ou

http://www.pgmat.im.ufrj.br/index.php/pt-br/informacoes-academicas/noticias-academicas/1110-processo-seletivo-2018-1-admissao-ao-mestrado-e-doutorado-3

Quando viveu Isaac Newton, afinal?

Um leitor alertou que eu teria errado na coluna de 13 de abril, ao escrever que Isaac Newton viveu de 1642 a 1726: o correto seria 1643 a 1727. O assunto é complicado…

O problema é que um ano —tempo em que a Terra dá uma volta ao Sol— não é um número inteiro de dias: são 365 e uns quebrados.

Na república romana, não havia regra para resolver isso: a duração de cada ano civil era definida por decreto. E, como o fim do ano marcava o fim dos mandatos políticos, havia abusos.

Em 46 a.C., Júlio César criou um calendário fixo, com 365 dias e mais um inserido a cada 4 anos (ano bissexto). Isso funcionaria perfeitamente se o ano tivesse 365,25 dias, mas são apenas 365,2425 dias. Assim, o calendário juliano foi se deslocando com relação aos eventos astronômicos, o que causava mudança dos feriados religiosos.

Em 1582, o papa Gregório XIII criou uma regra que continua valendo: o dia extra não é mais inserido nos anos múltiplos de 100 que não sejam múltiplos de 400. Por exemplo, 1900 não foi bissexto e 2100
também não será.

As datas também foram adiantadas em dez dias, para recolocar as estações na posição certa com relação a equinócios e solstícios.

E o início do ano foi mudado para 1º de janeiro: antes era em 25 de março, o equinócio da primavera. É por isso que setembro se chama assim: era o sétimo mês do ano.

Muitos países demoraram a seguir a recomendação do papa. A Rússia só viria a fazê-lo no século 20, e é por isso que a revolução soviética de 7 de novembro de 1917 é chamada “revolução de outubro”. E a Inglaterra só adotou o calendário gregoriano em 1752.

Assim, Newton nasceu em 25 de dezembro de 1642, ou seja, 4 de janeiro de 1643 no calendário gregoriano. E morreu em 31 de março de 1727, pelo calendário gregoriano: pelo calendário vigente à época, era 20 de março e faltavam 4 dias para o final de 1726!

 

Leia na íntegra: Coluna Marcelo Viana – Folha de S. Paulo

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