Estudantes representam a Ufal em Simpósio Nacional de Matemática

A Universidade Federal de Alagoas (Ufal) foi representada pelo curso de Licenciatura e o Mestrado Profissional em Matemática (Profmat) no 3º Simpósio Nacional da Formação do Professor de Matemática, realizado no Colégio Militar do Rio de Janeiro entre os dias 17 e 19 de novembro. O Simpósio tem como objetivo debater propostas e possibilidades de melhorias na qualidade do ensino, além de contribuir para a formação de estudantes e profissionais ligados à Matemática, para uma melhor qualificação dos profissionais da área e dos professores atuantes nos primeiros anos da educação básica.

Onze estudantes da Ufal apresentaram trabalhos no evento, sendo dois discentes do Profmat, três do Programa Institucional de Bolsas de Iniciação Científica (Pibic) e seis do Programa Círculos Comunitários de Atividades Extensionistas (Proccaext). Também estiveram presentes na organização do evento os professores Hilário Alencar e Viviane Oliveira, ambos do Instituto de Matemática (IM) da Ufal.

Projetos

O projeto Sem mais nem menos que integra o Proccaext, foi finalizado em agosto deste ano e os bolsistas permanecem divulgando os resultados alcançados. Foi criado um jogo chamado Geocampo, no qual são trabalhadas as formas geométricas no campo de futebol, e também um livrinho com atividades para trabalhar a matemática nas profissões, com desafios de lógica, palavras cruzadas e caça palavras.

O projeto do Pibic A álgebra geométrica ao longo da história da matemática, orientado pela professora Viviane Oliveira, teve início em agosto de 2017 e está em andamento. Todos os participantes são alunos do curso de Matemática Licenciatura.

Os trabalhos apresentados no 3º Simpósio Nacional foram: Desafios de lógica: Matemática nas Profissões; Do concreto ao abstrato; Palavras cruzadas: matemática nas profissões; Geocampo: o jogo das formas; Um histórico dos elementos de Euclides e do Papiro de Rhind; A álgebra geométrica nos elementos de euclides; A álgebra geométrica do Papiro de Rhind; e A manutenção na docência do egresso do Profmat.

Fonte: UFAL
Link da Noticia: http://www.ufal.edu.br/estudante/noticias/2017/11/estudantes-representam-a-ufal-em-simposio-nacional-de-matematica

Professor de Matemática concorre a prêmio nacional

Reprodução da Veja

À primeira vista, a hora do recreio na Escola Augustinho Brandão é igual a qualquer outra: crianças e adolescentes correm, jogam bola na quadra e conversam pelos corredores do pequeno colégio estadual de Cocal dos Alves, cidade de 5.000 habitantes a 300 quilômetros de Teresina, no Piauí. A diferença aparece nos pequenos grupos com papel e caneta na mão — eles estão debatendo possíveis resoluções para complexos problemas matemáticos. Na hora do recreio? Pois é: na Augustinho Brandão, matemática é a matéria preferida da esmagadora maioria dos 325 alunos. Mesmo quem não gosta muito não faz feio. Em consequência, a escola, situada em um município pobre e carente de infraestrutura, acumula 131 medalhas na Olimpíada Brasileira da disciplina e teve mais de 70% dos formandos do ensino médio aprovados em universidades federais em 2016.

Todos os dezoito professores se empenham para motivar a criançada, mas o motor da excelência matemática é Antônio Amaral, que divide com um colega as aulas da matéria em todos os níveis. Formado em matemática pela Universidade Estadual do Piauí e filho de agricultores analfabetos que sempre insistiram que o melhor caminho para vencer na vida são os estudos, ele resolveu ser professor porque achava que seria fácil arrumar emprego. Lecionou pela primeira vez aos 20 anos, em uma turma de alfabetização de adultos, e ainda se lembra com carinho da primeira aluna que aprendeu com ele a ler e escrever. Tomou gosto pelo ensino e, aos 21, ingressou na escola em que trabalha até hoje para dar aulas de matemática a turmas desinteressadas e acostumadas a notas baixas.

A Olimpíada de Matemática mudou tudo: em 2005, ele montou uma equipe de 25 alunos que mergulharam em cálculos e aprenderam a gostar da matéria. Três deles voltaram com medalhas e revolucionaram o ambiente escolar. Hoje, em véspera de Olimpíada, até a casa de Amaral vira sala de estudo. “Como vou dizer não a um grupo que chega no sábado pedindo ajuda com exercícios? Seria como se eu me negasse a melhorar meu país”, diz o professor, pai de gêmeos de 15 anos que, claro, adoram matemática. Embora ele participe intensamente da preparação dos adolescentes para a competição, seu maior prazer mesmo é apresentar os números às crianças dos primeiros anos. “A qualidade mais bonita de Antônio é não desistir de ninguém”, diz Aurilene de Brito, diretora da escola, que trabalha junto com o professor há dezessete anos. “Ele fica extremamente incomodado quando um aluno não aprende. Insiste, insiste e acaba envolvendo até os menos aplicados.”

Votação segue até dia 12 de dezembro

O Prêmio Veja-se busca valorizar as histórias inspiradoras de cidadãos excepcionais que, muitas vezes longe dos holofotes, se destacaram em 2017 como agentes de mudança na sociedade brasileira.

São três finalistas em cada categoria, escolhidos pela equipe de VEJA com base em indicações feitas por especialistas de todas as regiões do Brasil. Os critérios para a seleção são o impacto social, o alcance e a originalidade de atuação dos candidatos.

As categorias são: Educação, Saúde, Diversidade, Políticas Públicas, Inovação e Cultura.

A votação popular, por meio do site de VEJA, e um corpo de notáveis escolherão os vencedores, que serão revelados em cerimônia de premiação no dia 12 de dezembro, em São Paulo.

Acesse o link e vote.

Fonte: IMPA
Link: https://impa.br/page-noticias/professor-de-matematica-concorre-a-premio-nacional/

Concurso para Professor – Instituto Federal do Sul

As inscrições serão feitas exclusivamente pela Internet, no endereço eletrônico http://concursos.ifsul.edu.br/

Período de inscrição: 24/11/2017  ao dia 26/12/2017

Vagas ofertadas para Professor de Matemática:

CIDADE DE CHARQUEADAS – 01 vaga

CIDADE DE JAGUARÃO – 02 vagas

CIDADE DE PELOTAS – 02 vagas

Para maiores informações consulte o Edital: http://concursos.ifsul.edu.br/efetivo/edital-191-2017

A matemática pode ajudar a combater o crime

O grande naturalista inglês Charles Darwin (1809 – 1882) lamentava não ter estudado matemática na juventude pois, dizia, “pessoas com esse conhecimento parecem ter um sentido extra”, veem coisas que mais ninguém vê.

Anos atrás tive um aluno de doutorado que encontrou uma aplicação prática para essa ideia: dizia aos colegas que estavam acabando a tese que só com o olhar ele já conseguia descobrir os erros, não precisava nem ler o trabalho.

Era mito, claro, mas deixava os outros nervosos –será que era essa a intenção?– e quero crer que os terá motivado a escrever com mais cuidado.

Mas é um fato que matemáticos conseguem mesmo descobrir erros e fraudes em documentos sem precisar lê-los com atenção.

Foi isso que descobriu em 1993, da pior maneira, o funcionário Wayne J. Nelson da secretaria de fazenda estadual do Arizona. Ele vinha desviando dinheiro por meio de notas frias e era muito bom nisso: todas as contas estavam corretas e ele só falsificava valores pequenos, para passarem despercebidos.

Assim mesmo, quando os matemáticos olharam os valores dos cheques dele perceberam na hora que algo estava errado. O assunto foi investigado: descobriu-se que Nelson tinha roubado mais de US$ 2 milhões. Ele foi julgado e condenado.

A mágica que os matemáticos usaram é chamada lei de Benford, em homenagem ao engenheiro e físico americano Frank A. Benford (1883 – 1948), embora tenha sido descoberta bem antes pelo astrônomo e matemático canadense Simon Newcomb (1835 – 1909).

 

Leia na íntegra: Colunista Marcelo Viana – Folha de S. Paulo

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Latin American Week on Coding and Information (LAWCI)

A Latin American Week on Coding and Information (LAWCI), será realizada na Universidade de Campinas, de 22 a 27 de Junho de 2018.

A semana é um evento satélite oficial do Congresso Internacional de Matemáticos (ICM 2018), e terá apoio da FAPESP e da Sociedade de Teoria da Informação (IEEE ITSoC).

O evento consiste de uma escola de três dias seguida de um workshop de três dias. A escola busca atrair especialmente alunos de mestrado e doutorado na área ou em áreas correlatas. No workshop serão apresentadas contribuições originais na área. Mais informações, incluindo a chamada oficial para submissão de trabalhos e as datas importantes encontram-se em: http://www.dev.ime.unicamp.br/lawci/

Meninas na Ciência Matemática e Computação – 25/11/2017

O Instituto de Matemática da Universidade Federal Fluminense está organizando um ciclo de palestras para estudantes do ensino fundamental e médio.

Evento: Meninas na Ciência Matemática e Computação
Data: 25/11/2017
Público alvo: Meninas do Ensino Médio
Local: Auditório do Instituto de Física/UFF
Endereço: Av. Milton Tavares de Souza, s/n – Praia Vermelha, Niterói – RJ

Ler maisMeninas na Ciência Matemática e Computação – 25/11/2017

Evento no Rio reúne professores para troca de experiências

É possível produzir material didático de forma colaborativa? Como abordar o estudo das probabilidades de forma inovadora? Quais atividades podem ser desenvolvidas para tratar de estatística com alunos do Ensino Médio? Em busca de respostas para questões relacionadas à prática no ensino da matemática, cerca de 500 profissionais da área, dos quatro cantos do país, participam desde sexta-feira (17) do III Simpósio Nacional da Formação do Professor de Matemática, no Colégio Militar do Rio.

Realizado pelo IMPA e pela Sociedade Brasileira de Matemática (SBM), o simpósio, trouxe ao Rio profissionais experientes e também estudantes de graduação e pós-graduação que atuam na área, especialmente egressos do Profmat (Mestrado Profissional em Matemática em Rede Nacional). Palestras, oficinas, mesa-redonda e minicursos fazem parte dos três dias de programação.

Há 22 anos professor da rede estadual de ensino de São Paulo, Josimar Bispo de Souza solicitou uma pausa no trabalho para acompanhar o simpósio porque, segundo ele, é uma oportunidade para um contato mais prolongado com experiências exitosas e também para uma troca sobre problemas que afligem mais frequentemente os profissionais da área.

“Todos estamos aqui porque queremos buscar a melhoria da qualidade do ensino”, diz ele, que participou do primeiro do simpósio, em 2013. Assim como Josimar, Rebeca Doury de Oliveira também já esteve em uma edição anterior do evento, realizado em Brasília. Aluna de licenciatura em Matemática, da Unicamp, ela conta que a interação com professores que já estão no batente é muito importante. Envolvida em um projeto de ensino de Matemática para surdos, ela tem especial interesse no debate sobre Matemática e inclusão, tema de uma mesa-redonda realizada neste domingo.

E num espaço onde o compartilhamento é palavra fundamental, o professor da Unirio e doutor em Geometria Riemanniana pelo IMPA, Fábio Simas, fez uma palestra sobre o projeto Livro Aberto em Matemática, uma maneira inovadora de repensar o ensino da disciplina por meio de ação aberta e colaborativa. “A gente espera que ele seja uma maneira de conectar a sala de aula com o que é produzido em pesquisa nessa área. É um desafio”, observa.

Para participar, basta acessar a página do projeto, conhecer a plataforma e começar a colaborar com a iniciativa, que objetiva desenvolver livros didáticos de Matemática com excelência acadêmica, passível de ser reproduzido, distribuído e modificado por meio de licença aberta.

Aproximar a Matemática da Sociedade

Na cerimônia de abertura, realizada na sexta-feira, o diretor-geral do Impa, Marcelo Viana, contou que o simpósio surgiu há quatro anos e tem como foco a realidade do professor em sala de aula.”Foi uma ideia que a gente teve de promover uma série de eventos que fossem dedicados à prática do ensino de Matemática mais do que à pesquisa”, afirmou.

O III Simpósio Nacional de Formação do Professor de Matemática aconteceu nessa sexta-feira (17/11) no Colégio Militar, que fica na Tijuca, zona norte da cidade. Foto: Ilan Pellenberg

Na cerimônia de abertura, realizada na sexta-feira, o diretor-geral do Impa, Marcelo Viana, contou que o simpósio surgiu há quatro anos e tem como foco a realidade do professor em sala de aula.”Foi uma ideia que a gente teve de promover uma série de eventos que fossem dedicados à prática do ensino de Matemática mais do que à pesquisa”, afirmou.

Viana destacou que o simpósio integra o Biênio de Matemática 2017-2018 e fez um chamamento para que os cerca de 500 professores presentes participem de forma ainda mais ativa do Biênio, por meio da realização de atividades que tragam benefícios para o ensino da Matemática no país.

“Estão acontecendo entre 15 e 25 eventos todo mês dentro da programação do Biênio. É bom, mas podemos fazer melhor. Quero convidá-los a promover atividades em suas escolas. Para aproximar a Matemática da sociedade”, disse,

Participaram também da cerimônia de abertura o comandante Aroldo Cursino, diretor do Colégio Militar; Hilário Alencar, presidente da Sociedade Brasileira de Matemática (SBM) até julho deste ano; Walcy Santos, diretora da SBM; Vanderlei Horita, coordenador da Comissão Acadêmica Nacional do Profmat; e Raquel Bodart, presidente da Associação Nacional de Professores de Matemática.

Fonte: IMPA
Link da noticia: https://impa.br/page-noticias/evento-no-rio-reune-professores-para-troca-de-experiencias/

A matemática molda trajetórias de vida

O cearense Ricardo Oliveira nasceu em 17 de fevereiro de 1989 em Várzea Alegre, a mais de 400 km de Fortaleza. Ainda bebê, foi diagnosticado com amiotrofia espinhal, doença neurológica que afeta a medula. Numa extraordinária trajetória de superação da enfermidade e das dificuldades inerentes a sua origem humilde, Ricardo tornou-se sete vezes medalhista da Olimpíada Brasileira de Matemática das Escolas Públicas (OBMEP), o que também lhe abriu o caminho para o ensino superior: ao final de 2016 formou-se no curso de Tecnologia em Mecatrônica Industrial, com excelentes notas.

Filho de agricultores da zona rural de Várzea Alegre, até o acesso à educação era um problema. Além de morar longe da escola, era quase impossível uma cadeira de rodas trafegar pelas esburacadas estradas de terra batida: muitas vezes o pai teve que levá-lo em um carrinho de mão. Por essa razão, seus pais, Francisca e Joaquim, acabaram optando por educarem o filho em casa, apesar de eles próprios terem poucos anos de escolaridade. Foi Francisca que alfabetizou Ricardo, além de lhe ter ensinado as operações fundamentais da matemática.

Em 2005, a professora Erileuza Jerônimo, diretora da escola municipal Joaquim Alves de Oliveira, soube da sua situação e empenhou-se para que Ricardo pudesse ter acesso ao ensino formal. A solução para vencer o problema do deslocamento foi que os professores dessem aulas na casa dele. Foi assim que, aos 17 anos de idade, Ricardo se tornou aluno do 6º ano do ensino fundamental, depois de ter sido aprovado numa prova de validação de conhecimento.

Leia na íntegra: Colunista Marcelo Viana – Folha de S. Paulo

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Fibonacci ensinou europeus a contar

Viveu na cidade italiana de Pisa, aproximadamente entre 1170 e 1250 e foi o maior matemático da Europa medieval. Os contemporâneos o conheceram como Leonardo Pisanus –não confundir com o Leonardo Fiorentino, ou da Vinci, que viria quase trezentos anos depois– e ele mesmo assinava Leonardo Bigollo, que significa “viajante” no dialeto da Toscana.

Mas, em livro publicado em 1838, o historiador da matemática Guillaume Libri referiu-se a ele como Leonardo Fibonacci –”filius Bonacci”, ou seja, filho da família Bonacci– e o apelido pegou.

Entre as muitas contribuições de Fibonacci à matemática, a de maior impacto foi certamente ter introduzido na Europa o “sistema indiano” de numeração, isto é, o sistema posicional decimal que utilizamos até hoje.

A Pisa em que nasceu era uma próspera cidade portuária –desde então, a costa italiana deslocou-se e agora o mar fica a mais de dez quilômetros– que comerciava com todo o mundo conhecido.

Às margens do rio Arno, a cidade também ostentava uma indústria pujante: couros e peles, metais, construção de navios. A famosa Torre de Pisa inclinada começou a ser construída em sua juventude. Filho de um homem de negócios e funcionário do governo, o jovem Leonardo Fibonacci cresceu num meio vibrante em que catalogar mercadorias e preços era uma atividade constante e fazer contas uma necessidade cotidiana.

 

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Heidelberg Laureate Forum 2018

The 6th Heidelberg Laureate Forum (HLF), see  http://www.heidelberg-laureate-forum.org,  will take place in Heidelberg, Germany during September 23 – 28, 2018.

At HLF all winners of the Fields Medal, the Abel Prize, the ACM A.M. Turing Award, the Nevanlinna Prize, and the ACM Prize in Computing are invited to attend. In addition, young and talented computer scientists and mathematicians are invited to apply for participation. The previous HLFs have been an exceptional success. The HLF serves as a great platform for interaction between the masters in the fields of mathematics and computer science and young talents.

Applications for participation at the 6th HLF are open in three categories: Undergraduates, PhD Candidates, and PostDocs. See the webpage
 www.application.heidelberg-laureate-forum.org for the online application and further information. The deadline for application is February 9, 2018.

The HLF was initiated by the late German entrepreneur Klaus Tschira, and is supported by the Klaus Tschira Foundation, The Norwegian Academy of Science and Letters, The Association for Computing Machinery, as well as The International Mathematical Union.

A produção de boa cerveja revolucionou a estatística matemática

Pesquisas eleitorais são feitas por meio de entrevistas a eleitores. Sejam pessoalmente, por telefone, e-mail ou outro meio, essas enquetes custam tempo e dinheiro. Está fora de questão entrevistar todo mundo, os pesquisadores precisam se contentar com uma pequena amostra de 1.000 ou 2.000 pessoas ou até menos. Como escolher esse grupo, de modo que o resultado seja representativo? E como avaliar quão representativo ele é, para um dado tamanho da amostra, como determinar a margem de erro da pesquisa?

Problemas semelhantes surgem o tempo todo nas mais diversas áreas de atividade. Ao longo de pouco mais de cem anos, foram desenvolvidas diversas ideias e técnicas que fazem desta área da estatística uma ferramenta poderosa, com aplicações bilionárias em todo o setor produtivo: controle de qualidade industrial, desenho eficaz de testes e muito mais. O que poucos sabem é que tudo começou motivado pelo nobre objetivo de produzir boa cerveja.

Ao final do século 19, a famosa Guiness, de Dublin, capital da Irlanda, era a maior cervejaria do mundo. Era também um fantástico local de trabalho: contratava os mais brilhantes jovens cientistas e lhes dava total liberdade para desenvolver suas ideias em proveito da empresa. Era a Google da época. Foi assim que William S. Gosset (1876 – 1937), recém-formado da Universidade de Oxford, foi contratado em 1889.

 

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Não há matemática que explique orçamento irrisório para a ciência

Fui à Fundação Oswaldo Cruz quarta-feira dar uma palestra a meninas e meninos de escolas da periferia do Rio de Janeiro. O Museu da Vida da Fiocruz comemora a Semana Nacional de Ciência e Tecnologia e o que vi lá foi comovedor: crianças de todas as idades, com uniformes das redes municipais e estadual de ensino, sorrisos nos lábios e brilho no olhar, descobrindo segredos do Universo, da vida e do homem que só a ciência pode revelar.

No prédio da antiga cavalariça da Fundação, no meio de tantas atividades e animação, vi o futuro do Brasil sendo tecido.

Mas o futuro é, na melhor das hipóteses, incerto.

Apenas algumas décadas atrás, o Brasil era um país cronicamente subdesenvolvido, vítima da baixa produtividade e das doenças da pobreza, e condenado a importar o conhecimento e a tecnologia necessários a sua subsistência.

É à ciência, acima de tudo, que devemos o avanço alcançado. Instituições como o Observatório Nacional –que comemora 190 anos– a Fiocruz, a Escola de Agricultura Luiz de Queiroz, o Instituto Butantã, entre outras introduziram o Brasil na era do conhecimento. Embrapa, Petrobrás, Embraer e suas congêneres mostraram como o conhecimento científico pode ser incorporado aos processos produtivos, e mudaram o país.

Todo esse investimento com evidentes contribuições ao país corre sério perigo. O orçamento do MCTIC aprovado na Lei do Orçamento Anual 2017 era de R$ 5 bilhões. Mas esse valor foi reduzido para R$ 2,8 bilhões, o mais baixo na série histórica, com impacto brutal nas ações do ministério, de suas agências –como o CNPq e a Finep– e de seus institutos, entre os quais o Impa, que dirijo.

Alguns dirão que é uma consequência lógica do estado da nossa economia, da mera falta de recursos. Mas esse argumento não se sustenta face à desproporção entre os relativamente pequenos valores de que necessita a ciência brasileira –e o comprovado retorno econômico e social do investimento– e o tamanho do gasto do estado nacional.

 

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Jacob Palis recebe homenagem do MCTIC em Brasília

O Pesquisador Emérito do IMPA Jacob Palis será homenageado pelo Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC) na próxima segunda-feira (23), às 11h, durante a abertura da 14ª Semana Nacional de Ciência e Tecnologia (SNCT 2017) em Brasília (DF).

A SNCT, de 23 a 29 de outubro, acontecerá em todo o Brasil, inclusive no IMPA, e terá como tema “A matemática está em tudo”, como apoio à agenda positiva firmada pelo Biênio da Matemática 2017-2018.

Anualmente, a SNCT homenageia um profissional dedicado ao desenvolvimento científico do país. Em 2017, o matemático Jacob Palis foi o escolhido. Professor titular do IMPA desde 1968, Palis atua principalmente na área de sistemas dinâmicos. Foi diretor-geral do instituto de 1993 a 2003. Presidiu ainda a Academia Brasileira de Ciências (ABC), a Academia de Ciências para o Mundo em Desenvolvimento (Twas) e a União Internacional de Matemática (IMU).

Participarão do evento o secretário de Políticas e Programas de Pesquisa e Desenvolvimento do MCTIC, Jailson de Andrade; e o diretor-geral do IMPA, Marcelo Viana, além de autoridades ligadas ao MCTIC.

Palis receberá de Jailson de Andrade uma placa comemorativa pela contribuição à ciência no Brasil. O matemático ainda dará nome ao centro de convivência do Pavilhão de Exposições do Parque da Cidade, que receberá as atividades da SNCT 2017 em Brasília.

Fonte: IMPA

Impa celebra 65 anos de contribuições à matemática e ao Brasil

“O Presidente do Conselho Nacional de Pesquisas, usando das atribuições que lhe confere o artigo 8o da Lei 1.310, RESOLVE criar o Instituto de Matemática Pura e Aplicada”. Com esta fórmula simples, em portaria datada de 15 de outubro de 1952, o contra-almirante Álvaro Alberto (1889-1976), cientista e presidente fundador do CNPq, deu existência a uma das instituições mais destacadas da ciência brasileira, que tenho o privilégio de dirigir.

À época, o Impa não tinha sede: foi alojado temporariamente numa sala do Centro Brasileiro de Pesquisas Físicas, fundado três anos antes. E seu corpo científico era diminuto: além do diretor, o astrônomo Lélio Gama (1892-1981), também responsável pelo Observatório Nacional, o novíssimo instituto contava apenas com os jovens matemáticos Leopoldo Nachbin (1922-1993) e Maurício Peixoto, nascido em 1921 e, aos 96 anos, pesquisador emérito do Impa.

Eram poucos, mas bons: Nachbin e Peixoto viriam a ser os primeiros brasileiros convidados a proferir palestras no Congresso Internacional de Matemáticos, uma das maiores distinções na carreira de um matemático. Os pesquisadores do Impa também não tinham salário: a remuneração permaneceu precária até os anos 1970, quando a carreira foi regulamentada.

Hoje, o Impa é um dos centros de pesquisa em matemática mais reconhecidos do mundo. A qualidade do trabalho realizado por seus pesquisadores está no nível das melhores instituições internacionais. Também graças a esse prestígio, conquistamos a honra de realizar o Congresso Internacional de Matemáticos de 2018, no Rio de Janeiro. Em mais de um século de história, será a primeira vez que o principal evento mundial da disciplina terá lugar ao sul do equador.

Leia na íntegra: Colunista Marcelo Viana – Folha de S. Paulo

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Exposição na USP – “Ela está em tudo”

​Uma exposição para romper com o mito de que Matemática não é coisa de menina. Damos voz e rosto a mulheres que gostam de Matemática, com suas diversas personalidades e pontos de vista. Conheça um pouco dessas mulheres e encante-se com a matemática que as fascina.

Como parte da Semana Nacional de Ciência e Tecnologia (A Matemática está em tudo!) e da Semana USP de Ciência e Tecnologia.
​De 23 de outubro a 28 de outubro
Das 09h as 18:30h​
​Local: CDI – Cidade Universitária – USP campus capital​
Equipe: Ana Carolina Boero, Christina Brech, Deborah Raphael, Julia Stockler, Rodrigo Roque Dias
Fotografias: Nina Jacobi
Projeto gráfico e expositivo: Fabiana Imamura
Apoio: CNPq​, USP e UFABC​

A matemática pode contribuir para uma vida amorosa mais feliz

Todo mundo conhece: “João amava Teresa que amava Raimundo que amava Maria que amava Joaquim que amava Lili que não amava ninguém. João foi para os Estados Unidos, Teresa para o convento, Raimundo morreu de desastre, Maria ficou para tia, Joaquim suicidou-se e Lili casou com J. Pinto Fernandes que não tinha entrado na história.”

Será que a matemática poderia ter ajudado os personagens de Carlos Drummond de Andrade a terem finais mais felizes?

O problema do casamento pode ser formulado da seguinte forma, na versão clássica (mencionarei outra daqui a pouco).

Temos dois grupos de pessoas: “homens” e “mulheres”. Cada homem tem uma lista de mulheres com quem aceitaria se casar, ordenada pela sua preferência. Do mesmo modo, cada mulher tem uma lista de homens aceitáveis, elencada na ordem de sua preferência.

Como emparelhar os homens e as mulheres de modo a melhor atender essas preferências? Será que existe sempre algum emparelhamento estável (“à prova de divórcio”), que não deixe separada nenhuma dupla (formada por um homem e uma mulher) que prefeririam ficar juntos do que com seus cônjuges?

Pois bem, a resposta é sim! Mais ainda, um emparelhamento estável pode ser obtido usando o seguinte método.

Leia na íntegra: Colunista Marcelo Viana – Folha de S. Paulo

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Concurso para professor na área de Matemática e Matemática Aplicada – ITA

Concurso para professor adjunto A do Instituto Tecnológico da Aeronáutica (ITA) na área de Matemática e Matemática Aplicada com 6 vagas.

Inscrições: de 02 de outubro a 31 de outubro de 2017

Edital pelo site: http://www.ita.br/concurso

ou diretamente no link:

http://www.ita.br/sites/default/files/pages/collection/ITA%20EDITAL%20CONCURSOS%202017%20-%20Vers%C3%A3o%20Final_0.pdf

Abaixo, segue um breve texto sobre o ITA e a cidade de São José dos Campos.
A cidade de São José dos Campos conta com outros importantes centros de pesquisa do país como a UNIFESP, o INPE, o IAE, o IEAv e o CEMADEN. Este rico meio científico propicia excelentes oportunidades de interação com pesquisadores de outras instituições. Os professores do departamento de Matemática do ITA são encorajados a participar dos diversos de programas de pós-graduação da região. Em especial, destacamos o programa de Matemática Aplicada da UNIFESP, o PROFMAT também da UNIFESP, o programa de Pesquisa Operacional da parceria ITA/UNIFESP, o programa de Física do ITA e o de Computação Aplicada do INPE, dentre outros.

Com um dos vestibulares mais concorridos do país, o ITA atrai alunos brilhantes. Muitos destes alunos são medalhistas nacionais e internacionais de Olimpíadas de Matemática, o que colabora para tornar ainda mais um desafio estimulante trabalhar na instituição. O corpo docente da área de Matemática conta com um bom ambiente de trabalho e estrutura favorável. No ITA temos muito apoio da FAPESP, do governo Federal, da prefeitura da cidade, além de uma boa carga didática, o que garante excelentes condições de trabalho.

Para entender a tradição de excelência do ITA, segue um breve resumo sobre suas raízes históricas. Em 1941, foi formado o Ministério da Aeronáutica, cabendo a Casimiro Montenegro Filho a Subdiretoria Técnica da Aeronáutica. Assim, em 1943, Casimiro viajou aos Estados Unidos com a incumbência de trazer um lote de aviões norte-americanos, tendo estendido sua visita para conhecer o MIT – Massachusets Institute of Technology. Casimiro retornou maravilhado com a ideia de criar um Instituto semelhante no Brasil, com o objetivo de formar engenheiros de excelência e desenvolver tecnologia aeronáutica.

Com a ajuda do professor e chefe do Departamento de Engenharia Aeronáutica do MIT, Richard Harbert Smith, Casimiro desenvolveu as diretrizes desta nova instituição. Assim, nos anos finais da década de 1940, Casimiro envolveu-se diretamente na construção de seu sonho, na cidade de São José dos Campos, Estado de São Paulo. Até hoje, os laços de parceria do ITA com MIT são muito fortes. Ao redor do ITA formou-se o DCTA (Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial), um complexo de pesquisa e desenvolvimento na área aeroespacial. Em 1969 foi criada no mesmo campus a empresa EMBRAER, atualmente a terceira maior fabricante mundial de aviões.

A cidade de São José dos Campos tem hoje aproximadamente 650 mil habitantes e conta com infraestrutura e qualidade de vida excelentes, fruto de ser um dos maiores polos industriais e tecnológicos do país. Além disso, a cidade está localizada em uma posição geográfica privilegiada, com fácil acesso às cidades de São Paulo e Campinas, ao sul de Minas, ao litoral norte do estado de São Paulo e a 70 km do Aeroporto Internacional de Guarulhos.

Mestrado e Doutorado do Programa de Pós-Graduação em Matemática Aplicada – IME – USP

Estão abertas as inscrições para os cursos de Mestrado e Doutorado do Programa de Pós-Graduação em Matemática Aplicada do Instituto de Matemática e Estatística da Universidade de São Paulo, campus capital, até o dia 31 de outubro.

As instruções se encontram no link: https://www.ime.usp.br/map/pos/inscricoes.

As áreas de pesquisa são: Análise Numérica, Equações Diferenciais, Física Matemática, Modelagem Matemática, Otimização e Sistemas Dinâmicos.

Além de bolsas CAPES e CNPq, alunos com alto potencial podem ser contemplados com bolsas da Fapesp de Doutorado Direto na área de Sistemas Dinâmicos (Dinâmica e Geometria em Baixas Dimensões), bastando para isto declarar o interesse por tais bolsas no campo “9. Observações” do formulário de inscrição.