Prêmio Gutierrez edição 2019

Estão abertas as inscrições para o Prêmio Gutierrez edição 2019.
O prêmio foi criado pelo Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação, da Universidade de São Paulo(Icmc Usp) com parceria da SBM e tem por objetivo outorgar distinção à melhor tese defendida e aprovada em cursos reconhecidos pelo MEC na área de Matemática, considerando os quesitos originalidade e qualidade.
O prazo de inscrição termina dia 01 de abril de 2019.
Mais informações em http://conteudo.icmc.usp.br/Portal/conteudo/1426/237/premio-gutierrez

Chamada à Organização de Colóquios de Matemática das Regiões Sudeste, Centro-Oeste e Sul.

A Sociedade Brasileira de Matemática convida todas as instituições interessadas a apresentarem propostas para a organização de Colóquios de Matemática das Regiões Sudeste, Centro-Oeste e Sul.

As regras para apresentação de propostas estão definidas no website da SBM:

Ler maisChamada à Organização de Colóquios de Matemática das Regiões Sudeste, Centro-Oeste e Sul.

Concurso Público para Professor Efetivo – UFCG

Estão abertas de 10 a 20 de dezembro as inscrições do Concurso Público para Professor Efetivo na área de Álgebra da a Unidade Acadêmica de Matemática (UAMat) da Universidade Federal de Campina Grande.

Mais informações podem ser encontradas no site da instituição ou no edital:

http://mat.ufcg.edu.br/2018/12/06/concurso-publico-para-professor-efetivo-da-uamat-area-algebra/

http://mat.ufcg.edu.br/wp-content/uploads/2018/12/EDITAL-CCT-N%C2%B0-13-DE-29-DE-NOVEMBRO-DE-2018.pdf

Quem quer ser um matemático milionário?

Quando eu era aluno de doutorado, circulava um rumor de que, no início da carreira, o famoso jogador norte-americano de basquete Magic Johnson teria recebido o seguinte conselho de um professor bem-intencionado: “Esqueça o esporte e aprenda matemática, você ganhará muito mais dinheiro!”

Nunca consegui confirmar esse rumor, mas é fato que Magic Johnson sempre foi um grande fã da matemática. Aposentado das quadras e empresário de sucesso, continua muito ativo em iniciativas que visam estimular o gosto da disciplina entre os mais jovens.

Por muito que me custe, tenho que admitir que matemáticos com muito dinheiro são raros, certamente mais difíceis de encontrar do que milionários que gostam de matemática e a apoiam – os quais, também são muito apreciados, evidentemente.

Entre estes últimos, destaca-se o empresário norte-americano London T. Clay (1926 – 2017) que, 20 anos atrás, criou o Instituto Clay de Matemática, organização privada sem fins lucrativos “dedicada a aumentar e disseminar o conhecimento matemático”.

O Instituto Clay organiza conferências e escolas, dá prêmios científicos e concede bolsas de estudo muito disputadas, particularmente para jovens brilhantes de todo o mundo: o brasileiro Artur Avila, ganhador da medalha Fields em 2014, foi bolsista Clay no início de sua carreira.

Mas sua iniciativa mais mediática, lançada no ano 2000, são os prêmios milionários que o Instituto Clay oferece pela resolução de sete problemas famosos da matemática: é US$ 1 milhão para cada um desses sete “Problemas do Milênio”.

O problema mais antigo na lista é a Hipótese de Riemann. Trata-se de uma afirmação sobre os zeros de uma certa função, chamada função zeta, formulada em 1859 pelo alemão Bernhard Riemann (1826 – 1886) em seus estudos em teoria dos números.

 

Leia na íntegra: Coluna Marcelo Viana – Folha de S. Paulo

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Pitágoras não é o autor do teorema matemático que carrega seu nome

Embora seja o matemático mais conhecido do público, pouco se sabe sobre a vida e a obra de Pitágoras. Pior, as escassas informações de que dispomos são contraditórias. Foi pioneiro genial que deu os primeiros passos na transformação da matemática em ciência rigorosa? Ou místico obcecado com temas esotéricos, como reencarnação e regras peculiares, como a proibição de comer feijões? Parte da confusão se deve aos seus partidários terem se dividido com sua morte, transmitindo visões antagônicas de suas ideias.

Ao que sabemos, Pitágoras nasceu na ilha grega de Samos, por volta de 560 a.C., e morreu no sul da Itália, cerca de 480 a.C.. Na juventude, viajou por Egito e Babilônia, absorvendo conhecimento matemático. Por volta de 530 a.C., fixou-se na colônia grega de Crotona, onde fundou uma sociedade filosófica e religiosa que exerceu influência política considerável na Magna Grécia, o conjunto das colônias gregas no sul da Itália.

Pitágoras dividia seus seguidores em “akousmatikoi” (ouvintes), que estavam proibidos de falar e só podiam memorizar as palavras do mestre; e “mathematikoi” (matemáticos, ou aprendizes), os mais avançados, que podiam perguntar e até expressar opiniões. Só transmitia seus princípios com clareza aos últimos. Os “akousmatikoi” recebiam só esboços vagos e misteriosos.

Depois que morreu, os dois grupos teriam evoluído para facções rivais, transmitindo versões distintas dos ensinamentos: mística e esotérica, pelos “akousmatikoi”, racional e científica, para os “mathematikoi”. Mas é possível que a distinção não fosse tão estrita.

O alicerce da filosofia pitagórica era a ideia de que tudo é número. Ela estava baseada na descoberta de que as harmonias musicais podem ser expressas mediante números. Harmonias mais bonitas são dadas por notas cujas frequências estão em relações simples, tais como (2:1) ou (3:2).

Outro fundamento de sua crença estava na astronomia, que Pitágoras aprendera com os babilônios. Acreditava que os movimentos periódicos dos planetas estariam relacionados de alguma forma com os intervalos musicais, sugerindo que o movimento dos corpos celestes produz uma espécie de harmonia nos céus, a “música das estrelas”.

Sua contribuição científica mais conhecida é o teorema de Pitágoras: num triângulo retângulo, a soma dos quadrados dos catetos é igual ao quadrado da hipotenusa.

 

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Emmy Noether, ‘pai’ da álgebra moderna

Foi meu primeiro Congresso Internacional de Matemáticos (ICM, na sigla em inglês) e foi incrível.

O ICM 1990, na bela cidade japonesa de Kyoto, estava cheio de novidades. Foi o primeiro na Ásia. Num centro de convenções espetacular, onde a estética japonesa veste o concreto. E tinha uma mulher dando uma palestra plenária, a de nível mais alto.

A norte-americana Karen Uhlenbeck começou contando que, ao receber o convite, comentara com um colega que seria a primeira mulher plenarista no ICM desde Emmy Noether, em 1932. O rapaz respondera que não sabia que “ele” (Noether!) tivesse sido plenarista: reconhecera o nome de matemático importante e presumira que fosse homem.

Amalie Emmy Noether nasceu em 1882, filha do matemático judeu alemão Max Noether. Estudou na universidade de Erlangen, onde o pai lecionava e onde havia apenas duas mulheres entre cerca de mil estudantes. Ao final do doutorado, lecionou por sete anos na universidade, sem salário.

Em 1915, foi convidada pelos grandes David Hilbert e Felix Klein a integrar o departamento de matemática da famosa universidade de Göttingen. Professores da faculdade de história e filosofia se opuseram à contratação. “Seria inaceitável que os soldados voltassem [da guerra] para a universidade e encontrassem uma mulher dando aulas.” Hilbert retorquiu: “Não vejo como o sexo da candidata possa ser um argumento contra sua admissão como docente. Estamos em uma universidade, não em uma casa de banhos.”

Assim mesmo, em seus primeiros anos em Göttingen, Emmy Noether não tinha salário nem posição oficial: suas turmas eram atribuídas a Hilbert, mas era ela que aparecia para dar as aulas.

Noether é autora de muitos trabalhos matemáticos importantes, especialmente na área de álgebra. O famoso “teorema de Noether” explica a conservação de grandezas físicas, como a energia ou o momento, por meio de simetrias das leis da natureza. É uma ideia profunda, que teve enorme influência na física do século 20, particularmente na teoria da relatividade e na mecânica quântica.

Quando ela proferiu sua palestra plenária no ICM 1932, em Zurique, já se tornara uma das maiores matemáticas do seu tempo. Foi o primeiro Congresso sem boicote aos perdedores da 1ª guerra mundial, e o último antes que a sombra do nazismo se abatesse sobre a Europa.

 

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1º Encontro do PROFMAT- UFCA

O 1º Encontro do PROFMAT- UFCA acontecerá no dia 27/11/2018 na Universidade Federal do Cariri, campus do Juazeiro do Norte, e contará com os palestrantes Prof. Dr. Hilário Alencar e Prof. Dr. Krerley Oliveira, ambos da Universidade Federal de Alagoas.
O evento ainda terá uma sessão técnica composta por ex-alunos do Profmat que já defenderam suas dissertações contando um pouco de suas experiências e como o Profmat refletiu em suas vidas.

A inscrição é gratuita e irá até dia 27/11.

Mais informações em https://www.even3.com.br/iencontroprofmatufca

Maior de todos os cientistas, Newton não foi um grande ser humano

Anos atrás foi moda publicar livros com listas das “100 pessoas mais importantes” ou “mais influentes” de todos os tempos. Ultimamente não tenho visto, mas basta uma busca rápida na internet para ver que a mania não passou. Em geral, os primeiros lugares são ocupados pelos fundadores das grandes religiões: Moisés, Cristo, Buda e Maomé. Em seguida vem um cientista: Isaac Newton.

Nascido em 1642 e falecido em 1726, pelo calendário juliano então vigente, de Newton foi dito que “fez avançar todas as áreas da matemática que existiam”. Sua maior obra, “Princípios Matemáticos da Filosofia Natural”, publicada em 1687, lançou as bases de uma nova concepção do mundo, científica e racional. Um mundo cujo dia a dia não precisa ser gerido pela divindade, pois está perfeitamente determinado por leis matemáticas.

Não que Newton partilhasse dessa visão. Religioso, acreditava que o universo necessita intervenção divina regular para permanecer estável. Teria ficado chocado se ouvisse um de seus maiores seguidores, o francês Pierre-Simon Laplace (1749-1827), responder “Não precisei dessa hipótese” quando Napoleão Bonaparte questionou por que seu “Tratado de Mecânica Celeste” não mencionava Deus.

Newton foi uma figura paradoxal em mais do que um aspecto: o maior cientista de todos os tempos esteve longe de ser um grande ser humano.

Descobriu o cálculo matemático, extraordinária ferramenta a serviço da ciência. Mas demorou três décadas para publicar, deixando que o alemão Gottfried Leibnitz (1646-1716) se antecipasse.

O motivo da demora é controverso. Newton teria buscado evitar polêmicas, segundo os defensores. Estava escondendo o jogo, para colher sozinho os frutos do novo método, afirmam os detratores.

Seja como for, a disputa sobre a prioridade da descoberta explodiu e envenenou as vidas dos dois. Quando a Real Sociedade Britânica decidiu estudar a questão, Newton, que a presidia, manobrou para a conclusão lhe ser favorável. Ele mesmo escreveu o relatório final, declarando que Leibnitz era uma fraude.

 

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Cientistas mulheres pedem inclusão de período de licença-maternidade no currículo Lattes

Cientistas argumentam que meses após o parto têm menor fluxo de publicações e acabam perdendo competitividade frente a pesquisadores homens.

Um grupo de pesquisadoras enviou ao Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) uma carta com diferentes reivindicações para trazer mais igualdade de acesso e concorrência das mulheres às bolsas e financiamentos científicos no Brasil. Um dos pedidos é a inclusão do período de licença-maternidade no currículo Lattes, uma forma de sinalizar um possível “buraco” na produção durante o período pós-parto e evitar qualquer comparação injusta com os homens cientistas em processos seletivos.

O documento foi assinado pela professora Pâmela Mello Carpes, da Unipampa, que chamou a atenção dos colegas ao colocar a seguinte frase no Lattes: “Mãe de um filho de 14 anos, é atuante na causa das mulheres na ciência”.

A pesquisadora faz parte de um grupo de mulheres cientistas que está tentando chamar a atenção para uma queda iminente na produção científica durante o período de licença-maternidade – e como isso pode influenciar negativamente na carreira de pesquisadoras.

Eloah Rabello Suarez fez pós-doutorado na Universidade Harvard. Pesquisa uma das áreas mais promissoras no tratamento de câncer no mundo: a terapia genética. Isso não foi o suficiente porque ela tem um “buraco” na publicação de artigos científicos. Essa queda na produção coincide com outra parte importante de sua vida: ela é mãe de primeira viagem e, para os órgãos de financiamento de projetos, o tempo em que não produziu para cuidar do bebê interfere na hora de concorrer com outros pesquisadores, mesmo que sejam homens.

Pamela, a pesquisadora que chamou a atenção por colocar sua licença no Lattes, acabou sendo modelo para outras cientistas. Elas viraram um grupo que passou a acrescentar o período de licença-maternidade no currículo Lattes – a primeira tentativa de sinalizar para órgãos de financiamento porque há uma queda nas publicações por seis meses.

Em palestra sobre o assunto em setembro deste ano, Pamela lembra outros dados do IBGE de 2017 sobre as horas de trabalho doméstico de homens e mulheres no Brasil. Independente da renda e da idade, as mulheres cuidam mais da casa que os companheiros, pais, irmãos. São tarefas como cozinhar, lavar, cuidar das roupas, limpar, fazer compras. Quando a renda não chega a R$ 1 mil, elas chegam a trabalhar mais de 10 horas por dia.

E com a chegada da maternidade, manter a rotina científica fica ainda mais difícil.

Pesquisa inédita

Uma pesquisa inédita, ainda com resultados preliminares, analisou o impacto da maternidade na produção de mães cientistas: 81% delas dizem que ter um filho causa um impacto negativo ou muito negativo na carreira acadêmica.

O estudo brasileiro foi liderado pela pesquisadora Fernanda Staniscuaski, que apresentou dados preliminares em um simpósio no início do ano e, mais recentemente, no evento anual da Federação de Sociedades de Biologia Experimental (Fesbe). Ela chamou o projeto de “Parent in Science”.

Outro dado apresentado por Fernanda é o de que 54% das mães cientistas são as únicas responsáveis por cuidar dos filhos. Em 34% dos casos, os dois pais cuidam. Foram 1.299 docentes mulheres entrevistadas, 141 docentes de pós-graduação, 21 pós-doutorandas e 88 pais (maridos/companheiros de cientistas mulheres).

 

A reportagem foi publicada no G1 (globo.com). A Sociedade Brasileira de Matemática apoiou a iniciativa assinando a carta enviada ao CNPq. 

Link da reportagem: https://g1.globo.com/ciencia-e-saude/noticia/2018/11/13/cientistas-mulheres-pedem-inclusao-de-periodo-de-licenca-maternidade-no-curriculo-lattes.ghtml

A matemática, que nada sabe de observação

O filósofo Auguste Comte (1798-1857), fundador do Positivismo, acreditava que a ciência é a “investigação da realidade”. E colocava a matemática no topo: “É pelo estudo da matemática, e somente por esse meio, que se pode formar uma ideia correta e aprofundada do que se entende por ciência”.

Esse ponto de vista, que faz do método matemático o modelo e objetivo de toda investigação científica, é recebido de modo distinto por cientistas. Matemáticos tendem a repeti-lo sempre que possível (como acabo de fazer); colegas de outras áreas têm menor entusiasmo.

Um dos críticos mais ferozes foi o biólogo Thomas H. Huxley (1825-1895), autodidata e debatedor temível. Tendo aderido às ideias de Charles Darwin (1809-1882) sobre a evolução, defendeu-as com tanto vigor e paixão que acabou conhecido como o “buldogue de Darwin”.

Os dois naturalistas também tinham em comum o fato de saberem quase nada de matemática. Enquanto Darwin lamentava a ignorância (“Lamento não ter avançado o suficiente para entender os grandes princípios da matemática, pois pessoas com esse conhecimento parecem possuir um sentido extra”), Huxley se irritava com menções à disciplina que não dominava.

Seu ataque a Comte foi demolidor. Em artigo na revista Fortnightly Reviews, Huxley apresentou uma visão caricatural: “O matemático começa com algumas afirmações tão óbvias que são chamadas autoevidentes, e o resto do trabalho consiste em deduções sutis a partir delas”. E ridicularizou Comte: “Quer dizer que o único estudo que pode dar ‘uma ideia correta e aprofundada do que se entende por ciência’ é justamente esse (a matemática) que não sabe nada sobre observação, experimentação, indução ou causalidade?”.

A refutação a Huxley ficou a cargo do matemático inglês James J. Sylvester (1814-1897), em palestra em 1869 perante a Sociedade Britânica para o Progresso da Ciência. Sylvester começou por afirmar a admiração por Huxley, o qual “se tivesse dedicado seus extraordinários poderes de raciocínio à matemática, teria se tornado tão grande como matemático quanto é como biólogo”. Mas pessoas inteligentes também erram ao falar do que não entendem, continuou. Sobre o artigo de Huxley, intitulado “Notas de um discurso após o jantar”, ponderou, com ironia, que talvez tivesse sido mais prudente fazer o discurso antes da refeição…

 

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I Encontro Paranaense do PROFMAT

I ENCONTRO PARANAENSE DO PROFMAT é o primeiro de uma série e tem por intuito consolidar, integrar e divulgar os projetos mantidos em cada programa junto ao público alvo: discentes do PROFMAT e do curso de graduação em Matemática/licenciatura e áreas afins, professores de Matemática e alunos da Educação.
O evento é promovido pelas seguintes Instituições Associadas ao PROFMAT do Estado do Paraná :

Universidade Estadual de Londrina – UEL (sede)
Universidade Estadual de Maringá – UEM
Universidade Estadual de Ponta Grossa – UEPG
Universidade Estadual do Oeste do Paraná – UNIOESTE (campus Cascavel)
Universidade Federal do Paraná – UFPR
Universidade Tecnológica Federal do Paraná – UTFPR (campi Cornélio Procópio, Curitiba, Toledo e Pato Branco)

O encontro busca criar um espaço de reflexão sobre a formação do profissional em ensino, levar ao estudante, professor de matemática da Educação Básica, uma gama de propostas e possibilidades didático/pedagógicas que possam impactar e colaborar com seu trabalho na sala de aula, trazendo desta forma, melhorias na qualidade do ensino.

Nesta edição o evento será sediado na Universidade Estadual de Londrina , porém, é um evento itinerante e contínuo, isto é, ocorrerá a cada ano, revezando a sede numa das instituições associadas do PROFMAT no Estado do Paraná.

Mais informações em http://twixar.me/Zvl3

Olimpíada de matemática das escolas públicas abre as portas aos pequenos

Nesta terça (30), pela primeira vez, a Olimpíada Brasileira de Matemática das Escolas Públicas (Obmep) passou a ser oferecida a crianças do 4º e 5º anos do ensino fundamental: é a Obmep nível A. É mais uma importante etapa no esforço para ampliar e aprofundar cada vez mais o papel da Olimpíada no universo escolar.

A Obmep é realizada pelo Impa desde a sua criação, em 2005, com alunos do 6º ano do ensino fundamental ao final do ensino médio. Maior competição escolar do mundo, congrega anualmente 18,2 milhões de alunos, de 55 mil escolas em quase todos os municípios brasileiros. É organizada em duas fases e em três níveis, dependendo do ano de escolaridade.

Anualmente, 6.500 estudantes são distinguidos com medalhas de ouro, prata e bronze, e mais 46.000 recebem menções honrosas. Os medalhistas também ganham o direito de aprofundar seus estudos de matemática com bolsa de iniciação científica júnior em uma universidade pública, sob a orientação de um professor universitário.

Ao longo destes anos, a Obmep se consolidou como uma política pública com resultados positivos amplamente comprovados, tanto na identificação de jovens talentosos quanto no incentivo à aprendizagem da matemática. Uma das avaliações mais recentes do impacto da Obmep na sala de aula, realizado pela pesquisadora Diana Moreira na Universidade Harvard, aponta que bons resultados na olimpíada se traduzem em melhora do desempenho escolar, não só do vencedor como de todos os seus colegas de turma.

Ainda mais recentemente, estudo de 2018 do Ministério do Desenvolvimento Social comprova que a Olimpíada desempenha importante papel social, abrindo portas e oportunidades para jovens oriundos dos estratos mais desfavorecidos.

Apesar do êxito já alcançado, a Obmep continua a mudar para ampliar ainda mais seu escopo e seu impacto. Em 2017, pela primeira vez, foi aberta também a alunos de todas as escolas: em 2018, participaram mais de 5.500 escolas particulares, ao mesmo tempo em que o número de públicas bateu recorde pelo segundo ano consecutivo.

 

 

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Conjectura abc causa discussão no reino da matemática

Um dos problemas mais famosos e importantes da matemática se encontra numa situação estranha: a solução existe, mas ela é tão longa e abstrata que ninguém sabe dizer se está correta.

Não é incomum que problemas matemáticos tenham soluções difíceis. A prova da conjectura de Poincaré, de G. Perelman, em 2003, demorou alguns anos para ser entendida e aceita, e o mesmo aconteceu com a prova do teorema de Fermat, do britânico A. Wiles, em 1993. E a prova do teorema das quatro cores, que usa computador, até hoje não tem uma versão que possa ser entendida integralmente por um humano. Mas a situação atual da “conjectura abc” é ainda pior.

onsidere números inteiros positivos a, b e c que não tenham fatores comuns e tais que a+b=c. Por exemplo, 8+25=33 (9+12=21 está excluído porque os três números são divisíveis por 3). Multiplique todos os fatores primos dos números a, b e c. No exemplo, eles são 2, 5, 3 e 11, e o produto é 330. A conjectura abc afirma que esse produto é sempre bem maior que o número c, exceto possivelmente num número finito de casos.

A conjectura foi mencionada pela primeira vez em 1985 pelo francês J. Oeseterlé, num caso particular que logo foi generalizado pelo britânico D. Masser. Alguns anos depois, o norte-americano N. Elkies observou que a solução dessa conjectura avançaria muitíssimo a teoria das equações com números inteiros, iniciada pelo matemático helenístico Diofanto no século 3. O alemão G. Faltings, que ganhou a Medalha Fields em 1986 por trabalhos nesta área, explica: “Se abc for verdade, não saberemos apenas quantas soluções uma equação tem, nós poderemos listá-las.”

O problema é que ninguém tinha ideia de como atacar o problema. Pelo menos até 30 de agosto de 2012, quando o japonês S. Mochizuki postou na internet quatro trabalhos (mais de 500 páginas!) que conteriam uma solução.

 

 

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Governo condecora 85 profissionais da ciência, tecnologia e inovação

Como homenagem ao campo da ciência e tecnologia, personalidades, pesquisadores, professores e outros promotores do conhecimento que se destacaram em sua atuação profissional receberam nesta quarta-feira (17) medalhas de Ordem Nacional do Mérito Científico e Tecnológico.

Realizada no Palácio do Planalto, a cerimônia condecorou 85 pessoas como o presidente da Sociedade Brasileira de Matemática Paolo Piccione, o engenheiro químico Pedro Wongtschowski, o cineasta João Moreira Salles, o biomédico José Nelson Onuchic, entre outros. A homenagem abrangeu profissionais de áreas como matemática, biologia, saúde, ciências sociais, entre outros setores do conhecimento.

A lista completa dos agraciados foi divulgada no dia 02 de agosto pela Academia Brasileira de Ciências: http://www.abc.org.br/2018/08/02/lista-de-novos-agraciados-da-onmc-e-divulgada/

 

Professor, escultor de almas e destinos

Recebi relatos emocionantes, plenos de admiração e apreço pelo conhecimento e orientação.

Meses atrás, pedi aos leitores que me enviassem histórias de seus professores de matemática e de como eles influenciaram suas vidas. Recebi relatos emocionantes, plenos de admiração e apreço pelo conhecimento e orientação – e também um ou outro que revelam a falta que faz um bom mestre. Partilho alguns desses relatos na semana em que celebramos o Dia do Professor.

Cesar fez direito na USP. No ensino médio, em Barra Bonita (SP), conheceu o professor de matemática que marcou sua vida: Adevaldo Colonize. De origem humilde, dedicara sua vida ao sonho de lecionar. “Era uma pessoa elétrica, contagiava todos os alunos da sala.

Durante as aulas de matemática, ele criava caráter”, conta. Morto em 2017, Adevaldo permanece vivo no pupilo. “Meu destino mudou, passei acreditar em fazer uma grande universidade. E o que veio depois foi devido ao seu incentivo, ao seu exemplo”, afirma Cesar.

Já a profissional de comunicação Maria (nome trocado a pedido) contou uma história bem diferente. Foi boa aluna em matemática até concluir o ensino fundamental. Mas, no ensino médio, teve um professor que “era muito gente boa, mas tinha sérios problemas de didática”. No lugar de questioná-lo, foi “levando, porque achava que não ia precisar disso mesmo”.

Como consequência, desenvolveu ansiedade à matemática: não consegue lidar com números e outros conceitos da matemática e da lógica – e algumas colegas suas relatam as mesmas dificuldades. Ao contrário do que imaginava, hoje sente muita falta desses conhecimentos em sua profissão.

Perguntou se, aos 50 anos de idade, ainda é possível recuperar o que perdeu. Recomendei a Academia Khan, plataforma gratuita na internet que apresenta a matemática a crianças e adultos em formatos acessíveis e instigantes. Ficou encantada!

A história de Jefferson, 51, resume a transformação que um professor especial é capaz de provocar. No primário, “era um aluno ruim, desinteressado”. Ao chegar ao atual 6º ano, na Escola Básica Professor Balduíno Cardoso, em Porto União (SC), conheceu uma professora com “fama de brava”: Dona Maria José Martins, de quem seria aluno de 1978 a 1981.

 

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1º Workshop do Mestrado Profissional em Matemática da Universidade Federal de São João Del Rei

Estão abertas as inscrições para o 1º Workshop do Mestrado Profissional em Matemática da Universidade Federal de São João Del Rei (I WPROFMAT/UFSJ). O evento é promovido pelos Departamento de Matemática e Estatística (DEMAT/Campus Santo Antônio) e do Departamento de Física e Matemática (DEFIM/Campus Alto Paraopeba) da UFSJ.
O workshop visa promover uma cooperação entre o PROFMAT da instituição com os demais polos regiões através de trocas de experiências dos polos do programa. A programação contará com palestras, minicursos, apresentações de trabalhos de conclusão de curso do PROFMAT, sessão de pôsteres e mesa redonda.