A olimpíada de matemática no Brasil e por que o rabo não abana o cachorro

Um colega, professor da New York University, escreveu-me para parabenizar o IMPA e a SBM pelo êxito da Olimpíada Internacional de Matemática (IMO, na sigla em inglês), em julho, no Rio de Janeiro.

Contou que a delegação norte-americana voltou elogiando a realização impecável. Cidadãos de países desenvolvidos não costumam pensar no Brasil como modelo de organização. Um cartoon que vi uma vez no exterior explicava por que o inferno é tão ruim: “Lá os amantes são suíços e os administradores são brasileiros”.

Nos dias que precederam a IMO, jornalistas queriam saber por que ter um evento como este no Brasil. Sempre listei duas razões: consolidar a reputação do país no palco internacional e, ainda mais importante, contribuir para melhorar o cenário da matemática no Brasil.

Organizar a IMO 2017 foi resultado do trabalho sério feito partir da criação da Olimpíada Brasileira de Matemática, em 1978. Desde 2005, também temos a maior competição escolar do mundo, a Olimpíada Brasileira de Matemática das Escolas Públicas, com 18 milhões de participantes.

Leia na íntegra: Colunista Marcelo Viana – Folha de S. Paulo

A Folha de S. Paulo não autoriza a reprodução do seu conteúdo na íntegra para quem não é assinante. No entanto, é possível fazer um cadastro rápido que dá direito a um determinado número de acessos

ABC e Finep | Seminário internacional de promoção, desenvolvimento, apoio e avaliação da inovação | 28-29 agosto

Nos dias 28 e 29 de agosto, a ABC em parceria com a Financiadora de Estudos e Projetos (Finep) promovem o “International Seminar on the Promotion, Development, Support and Evaluation of Innovation”. O encontro, gratuito e aberto ao público, visa discutir a inovação no Brasil. O evento acontece na sede da ABC e contará com a presença dos presidentes da Academia e da Finep, Luiz Davidovich e Marcos Cintra, respectivamente, além de especialistas convidados.

A dificuldade encontrada pelas agências de financiamento em avaliar os resultados tangíveis e intangíveis dos programas de inovação desenvolvidos com recursos públicos motivou a organização do encontro. O seminário tem, assim, como objetivo a criação de um espaço de diálogo em que será possível analisar e discutir metodologias e experiências de organizações governamentais e empresas privadas, nacionais e internacionais, de programas de promoção e financiamento da inovação. A intenção dos organizadores é suscitar um denso debate nos itens que auxiliarão na formulação e consolidação de uma plataforma de avaliação a ser utilizada por agências como a Finep.

O encontro abordará questões cruciais para o estabelecimento de uma cultura de inovação. As sessões foram organizadas de forma a trazer múltiplos olhares sobre o tema, incluindo não só conferencistas que são referência no país, como também a participação de especialistas estrangeiros, cujas experiências acrescentarão e enriquecerão o debate local.

Ao final das conferências, o membro titular da ABC e professor da Coppe/UFRJ Edmundo Albuquerque de Souza e Silva conduzirá sessão especial, onde serão apresentadas as conclusões e sugestões metodológicas que poderão ser úteis no aprimoramento das plataformas de avaliação de inovação no Brasil.

O seminário conta com o apoio do Instituto de Pós-Graduação e Pesquisa em Engenharia da Universidade Federal do Rio de Janeiro (Coppe/UFRJ) e do Programa de Engenharia de Sistemas e Computação da instituição (Pesc/Coppe).

Para participar do evento, é preciso se inscrever previamente.
A programação completa do seminário e o link para inscrição estão disponíveis neste link: http://www.abc.org.br/centenario/?ABC-e-Finep-Seminario-internacional-de-promocao-desenvolvimento-apoio-e
A ABC vai emitir certificado de participação a quem solicitar.

Serviço:
Data: 28 e 29 de agosto de 2017
Local: Sede da Academia Brasileira de Ciências – Rua Anfilófio de Carvalho, 29, 3º andar, Centro – Rio de Janeiro/RJ (próximo ao metrô Cinelândia).
Mais informações: Marcia Graça-Melo: mmelo@abc.org.br ou em (21) 3907-8119

Segunda constante matemática mais famosa, número ‘e’ só perde para o Pi

A querida leitora Cândida juntou R$ 1.000, fruto de muito trabalho, e agora quer investir. Fala com o gerente bancário, que lhe propõe aplicação financeira por um ano com juros de 100%. Isto é, daqui a um ano ela terá mais R$ 1.000, totalizando R$ 2.000. Uma proposta muito tentadora, sem dúvida.

Mas Cândida tem dúvidas, quer pensar mais, e o gerente fica com receio de perder a freguesa. Então, propõe uma alternativa: dividir o ano em dois períodos iguais, com juros de 50% em cada um. A primeira reação dela é achar que o gerente está tentando lhe passar a perna, trocando seis por meia dúzia: duas vezes 50% é o mesmo que 100%, certo?

Mas não é bem assim, explica o gerente. A partir do investimento inicial de R$ 1.000, em seis meses Cândida ganharia 50% (a metade) desse montante, ou seja, ficaria com mais R$ 500. Em seguida, mantendo esses R$ 1.500 investidos por mais meio ano, ganharia mais 50% desse montante, R$ 750. Desta forma, concluiria o ano com R$ 1.500 mais R$ 750, ou R$ 2.250. É bem melhor do que na opção anterior, constata, satisfeita.

O gerente tenta convencê-la a assinar o contrato logo, mas agora ela está com a pulga atrás da orelha: se foi vantagem dividir o período de investimento em dois semestres, como será se dividirem em três quadrimestres, cada um com juro de 33,33%? O resultado final será R$2.370. Muito bom!

Leia na íntegra: Colunista Marcelo Viana – Folha de S. Paulo

A Folha de S. Paulo não autoriza a reprodução do seu conteúdo na íntegra para quem não é assinante. No entanto, é possível fazer um cadastro rápido que dá direito a um determinado número de acessos

Marcelo Viana recebe a Cruz da Referência Nacional

O diretor-geral do IMPA, Marcelo Viana, conquistou um novo prêmio em reconhecimento por seu trabalho em prol da Matemática: a Cruz da Referência Nacional, concedida pela Agência Nacional de Cultura, Empreendedorismo e Comunicação (ANCEC) e entregue, na noite desta segunda-feira, em cerimônia realizada na Mansão Carioca, no Alto da Boa Vista. É a terceira distinção conquistada pelo matemático carioca desde que assumiu a instituição de pesquisa, em janeiro de 2016.

“Estou muito sensibilizado com o fato de a ANCEC ter decidido homenagear a área de Educação e Ciência. Todas as iniciativas que o IMPA vem desenvolvendo visam ao ensinamento da matemática no Brasil”, declarou Marcelo Viana, cuja indicação foi referendada por membros da agência e personalidades anteriormente homenageadas, entre empresários, artistas e comunicadores.

Nesta edição, a comenda também foi outorgada aos cantores e compositores Gilberto Gil, Evandro Mesquita e Nelson Sargento e ao atleta Robson Caetano, entre outros homenageados. Além da Cruz da Referência Nacional, a ANCEC reconhece as artes cênicas, a música, o esporte e a comunicação com as medalhas Nelson Gonçalves e Renato Russo e os troféus Chico Xavier, Nelson Rodrigues e Mário Filho.  Premiados por sua atuação, as atrizes Malu Mader e Deborah Evelyn e o ator Caio Castro, entre outros nomes da área artística, participaram da cerimônia da Mansão Carioca.

Maior prêmio científico da França

Em 2016, Marcelo Viana recebeu duas destacadas distinções. Em junho, foi a Paris receber o Grande Prêmio Louis D., a mais prestigiosa láurea científica da França, por suas realizações na área de sistemas dinâmicos e teoria do caos. Pela primeira vez, um brasileiro e também matemático foi agraciado com tamanha honraria concedida, desde 2000, pelo renomado Institut de France.  Viana dividiu o prêmio de 450 mil euros com o francês e matemático François Labourie, da Universidade de Nice. Os recursos vão financiar um projeto de colaboração entre os dois países, na área de sistemas dinâmicos.

Quatro meses após receber uma das mais importantes comendas científicas do mundo, Marcelo Viana foi um dos agraciados com o Prêmio Anísio Teixeira de Educação Básica, da Coordenação de Apoio ao Pessoal de Nível Superior (Capes), por ter contribuído de modo relevante para o desenvolvimento da pesquisa e formação de recursos humanos no país.

Fonte: IMPA
Link: https://impa.br/page-noticias/marcelo-viana-recebe-a-cruz-da-referencia-nacional/

Quando gênios conversam: Poincaré e a origem dos 23 problemas de Hilbert

A matemática do final do século 19 e início do século 20 foi dominada por duas figuras gigantescas: o francês Jules Henri Poincaré (1854 – 1912) e o alemão David Hilbert (1862 – 1943). Como pensadores e cientistas, os dois não poderiam ser mais diferentes.

Poincaré era o intuitivo curioso, com interesses universalistas. Trabalhou na maioria das áreas da matemática, bem como em física, engenharia, filosofia e muito mais. Para ele, a descoberta sempre foi muito mais importante que o rigor. Deixou vários resultados sem demonstração e também algumas “demonstrações” não convincentes.

Em praticamente todos os casos, as demonstrações acabaram sendo dadas ou corrigidas posteriormente por outra pessoa, provando que a fantástica intuição de Poincaré estava correta.

Hilbert era o formalista metódico, para quem o rigor era prioritário. Liderou o esforço realizado nas primeiras décadas do século 20 para assentar os raciocínios matemáticos em bases lógicas sólidas, evitando as contradições e paradoxos que surgiam em áreas como a teoria dos conjuntos.

Leia na íntegra: Colunista Marcelo Viana – Folha de S. Paulo

A Folha de S. Paulo não autoriza a reprodução do seu conteúdo na íntegra para quem não é assinante. No entanto, é possível fazer um cadastro rápido que dá direito a um determinado número de acessos

Posse da nova Diretoria da SBM – biênio 2017/2019

A cerimônia de posse da nova diretoria da Sociedade Brasileira de Matemática para o biênio 2017/2019 foi realizada durante o 31º Colóquio Brasileiro de Matemática no Instituto de Matemática Pura e Aplicada no dia 01 de agosto de 2017.

O novo presidente da Sociedade Brasileira de Matemática (SBM), o italiano Paolo Piccione, da Universidade de São Paulo (USP), destacou, ao tomar posse, que o cargo recém-assumido é uma oportunidade para retribuir a forma calorosa como foi recebido pela comunidade matemática quando chegou ao Brasil. Ele é professor do Instituto de Matemática e Estatística da USP desde 1996.

“É uma forma de retribuir, colocando meus serviços à disposição da comunidade matemática”, declarou, durante a cerimônia de posse da nova diretoria, realizada na tarde desta terça-feira, no IMPA (Instituto de Matemática Pura e Aplicada), no Rio.

A nova diretoria é composta pelos seguintes membros:

Presidente:
Paolo Piccione (USP);
Vice-presidente:
Nancy Garcia (UNICAMP);
Diretores:
Gregório Pacelli (UFC)
João Xavier (UFPI)
Marcio Gomes Soares (UFMG);
Walcy Santos (UFRJ)

Foram empossados também os novos membros do Conselho Diretor, Conselho Fiscal e Secretários Regionais:

Conselho Diretor:
Carlos Gustavo Moreira (IMPA);
Cydara Cavendon Ripoll (UFRGS);
Jorge Herbert Soares Lira (UFC);
Ronaldo Alves Garcia (UFG).

Conselho Fiscal:
Marco Antonio Teixeira (UNICAM);
Paulo Cordaro (USP);
Sebastião Firmo (UFF).

Secretarias Regionais:
Região NO: Roberto Cristovão Mesquita Silva (UFAM);
Região NE: Paulo Alexandre Araújo Sousa (UFPI);
Região MG + CO: Jaqueline Godoy Mesquita (UNB);
Região RJ + ES: José Maria Espinar Gárcia (IMPA);
Região SP: Fernando Manfio (USP);
Região SU: Daniel Gonçalves (UFSC).

Robert Morris, do IMPA, recebe o Prêmio SBM 2017

O pesquisador do IMPA Robert Morris foi o grande vencedor do Prêmio Sociedade Brasileira de Matemática 2017. A cerimônia de entrega encerrou o segundo dia de atividades do 31º Colóquio Brasileiro de Matemática (CBM), realizado na sede do IMPA (Instituto de Matemática Pura e Aplicada), no Rio de Janeiro, até a próxima sexta (4).

Os últimos cinco dias foram de celebração para Morris. Especialista na área de Combinatória e Probabilidade, Morris ganhou na quinta-feira (27) o Prêmio MCA no Congresso de Matemática das Américas, no Canadá, por seu trabalho na área. O reconhecimento da SBM se dá pelo artigo “Independent sets in hypergraphs”, publicado em 2015 no Journal of the American Mathematical Society. Além da distinção, o matemático receberá R$ 20 mil e o convite para fazer uma palestra no CBM.

“É uma honra muito grande receber este prêmio tão importante. Ele me faz sentir mais brasileiro”, disse Morris, que é americano e, desde 2010 é pesquisador no IMPA.

Criado em 2013, o Prêmio SBM é concedido a cada dois anos no Colóquio e tem como objetivo distinguir o melhor artigo original de pesquisa em Matemática publicado recentemente por um jovem pesquisador residente no Brasil. Morris escreveu o artigo com outros dois pesquisadores, mas ambos são estrangeiros e não trabalham no país: József Balogh e Wojciech Samotij.

Os trabalhos são analisados por um júri que avalia parâmetros como originalidade, relevância, profundidade e potencial de impacto no desenvolvimento da área. A comissão julgadora é composta por nomes de grande prestígio internacional: Artur Avila (IMPA), Carlos Kenig (Universidade de Chicago), Noga Alon (Universidade de Tel Aviv), Richard Schoen (Universidade de Stanford) e Shigefumi Mori (Presidente da União Internacional de Matemática e Universidade de Kyoto).

Antes de entregar a premiação, Avila, que presidiu o júri, revelou ter sido prazeroso, mas difícil avaliar os trabalhos submetidos ao prêmio, por causa do nível de excelência dos papers. “Não foi fácil porque era necessário escolher apenas um. E os trabalhos apresentados são de muita qualidade”, declarou, destacando a diversidade de temas abordados e de origem dos autores, oriundos de várias regiões do país.

Prestígio

Diretor-geral do IMPA, Marcelo Viana quebrou o protocolo para fazer uma observação: “Todos os ganhadores deste prêmio foram conferencistas convidados no ICM. É um sinal de que estamos em boa direção.”

É fato. Extremamente rigoroso e competitivo, o Prêmio SBM tem muito prestígio no meio científico. O pesquisador extraordinário do IMPA Artur Avila foi o primeiro vencedor, em 2013, pelo artigo “On the regularization of conservative maps”, publicado na Acta Mathematica, em 2010. No ano seguinte, ganhou a Medalha Fields, em Seul.

Umberto Hryniewicz (UFRJ) e Pedro Salomão (USP) foram os vencedores da segunda edição do Prêmio SBM pelo artigo “A Poincaré-Birkhoff theorem for tight Reeb flows on S3”, divulgado em 2015 na Inventiones Mathematicae 199. Ambos farão palestra sobre Geometria no Congresso Internacional de Matemáticos de 2018, no Rio de Janeiro. Ganhador em 2017, Robert Morris também será palestrante do ICM 2018 em sessão sobre Combinatória.

Fonte: IMPA
Link original: https://impa.br/page-noticias/robert-morris-ganha-o-premio-sbm-2017/

INSCRIÇÕES ABERTAS – EXAME NACIONAL DE ACESSO AO PROFMAT 2018

Estão abertas as inscrições para o Exame Nacional de Acesso ao PROFMAT – ENA 2018.

As inscrições podem ser feitas até o dia 15 de setembro de 2017.

Clique aqui para acessar o sistema de inscrição.

O PROFMAT é uma pós-graduação stricto sensu para aprimoramento da formação profissional de professores da educação básica.

Para mais informações acesse: www.profmat-sbm.org.br

Clique aqui para acessar o edital 2018.

Chamada à Organização do 5º Colóquio de Matemática da Região Norte

A Sociedade Brasileira de Matemática convida todas as instituições interessadas a apresentarem propostas para a organização do 5º Colóquio de Matemática da Região Norte.

As regras para apresentação de propostas estão definidas no website da SBM:
(https://www.sbm.org.br/wp-content/uploads/2016/01/Regimento_Coloquio.pdf)

O período de realização recomendado é:

  • Colóquio da Região Norte – segundo quadrimestre de 2018;

No entanto esta recomendação é flexível, em função da conveniência local dos organizadores.

Todas as propostas devem ser enviadas por e-mail para diretoria@sbm.org.br até 06 de outubro de 2017;

Cordialmente,

Diretoria da SBM

Umberto Hryniewicz é premiado no Congresso das Américas

O brasileiro Umberto Hryniewicz, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), também foi contemplado este ano com o Prêmio MCA, pelo trabalho na área de dinâmica simplética.

Umberto Leone Hryniewicz obteve título de Bacharel em Matemática em 2002 pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Também em 2002 obteve título de Mestre em Ciências pelo programa de Mestrado em Matemática Aplicada da UFRJ sob orientação do Prof. Felipe Acker. Em 2015 dividiu o prêmio da Sociedade Brasileira de Matemática (Prêmio SBM 2015) com o Prof. Pedro A. S. Salomão (IME-USP) pelo artigo “A Poincaré-Birkhoff theorem for tight Reeb flows on S3”, em co-autoria com Al Momin. Foi convidado como palestrante na sessão de geometria do International Congress of Mathematicians (ICM) a ser realizado no Rio de Janeiro em 2018.

Os outros quatro vencedores do premio são: Robert Morris, do Instituto de Matemática Pura e Aplicada (IMPA); Héctor H. Pastén Vásquez, da Universidade de Harvard (EUA); Vlad Vicol, da Universidade de Princeton (EUA); e Pablo Shmerkin, da Universidade de Torcuato Di Tella e doConsejo Nacional de Investigaciones Científicas y Técnicas (Conicet), da Argentina.

Robert Morris é premiado no Congresso das Américas

Pesquisador associado do Instituto de Matemática Pura e Aplicada (IMPA), Robert Morris recebeu na última segunda-feira (24/6) o Prêmio MCA, concedido anualmente a cinco matemáticos de destaque em países americanos. O anúncio da premiação ocorreu durante o Congresso de Matemática das Américas, realizado em Montreal, no Canadá.

Morris foi reconhecido pelo influente trabalho em combinatória e probabilidade e pela importante contribuição nas áreas de combinatória extrema, teoria de Ramsey, processos gráficos aleatórios e percolação.

Para ganhar o prêmio, o matemático precisa ter defendido tese de doutorado há, no máximo, 12 anos e ocupar posição de destaque em institutos de pesquisa em um ou mais países americanos. Os vencedores recebem ainda US$ 1 mil e realizam palestra no Congresso sobre as respectivas áreas de atuação.

O brasileiro Umberto Hryniewicz, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), também foi contemplado este ano com o Prêmio MCA, pelo trabalho na área de dinâmica simplética. Os outros três vencedores são Héctor H. Pastén Vásquez, da Universidade de Harvard (EUA); Vlad Vicol, da Universidade de Princeton (EUA); e Pablo Shmerkin, da Universidade de Torcuato Di Tella e doConsejo Nacional de Investigaciones Científicas y Técnicas (Conicet), da Argentina.

Marcelo Viana, diretor-geral do IMPA, que esteve em Montreal para divulgar o Congresso Internacional de Matemáticos (ICM), a ser realizado no Rio de Janeiro em 2018, enalteceu a conquista de Morris.

“Robert vem fazendo contribuições importantíssimas à Matemática Discreta. O prêmio do Mathematical Congress of the Americas é um reconhecimento mais do que justo da qualidade da pesquisa que pratica”, disse.

Robert Morris atua na área de Probabilidade. Foi pesquisador no Murray Edwards College, em Cambridge, Reino Unido. Fez doutorado na Universidade de Memphis (EUA) e pós-doutorado em Tel Aviv, Tóquio e no IMPA.

Fonte: IMPA
Link da noticia original: https://impa.br/page-noticias/robert-morris-e-premiado-no-congresso-de-matematica-das-americas/

Tomar decisões é difícil, mas a matemática pode ajudar

O documentário “Edifício Master”, dirigido por Eduardo Coutinho e lançado em 2002, relata o cotidiano de um prédio em Copacabana, Rio de Janeiro. Com 12 andares e 500 moradores em 276 apartamentos conjugados (23 por andar!), o Master é um microcosmo da Princesinha do Mar, com suas glórias e misérias. A equipe morou três semanas no prédio, filmando e entrevistando moradores. Alguns depoimentos são hilários, outros dramáticos. Todos são profundamente humanos.

Uma das entrevistas é com o síndico, que resgatou o prédio de um longo período de degradação. Quando perguntado como faz para gerir todos os problemas, responde com um leve sorriso: “Eu uso muito Piaget. Quando não dá certo, eu parto para o Pinochet”. São referências ao psicólogo suíço Jean Piaget (1896-1980), pioneiro do estudo do desenvolvimento da criança, e ao ditador chileno Augusto Pinochet (1915-2006), autor do pior período de repressão dos direitos humanos em seu país.

Fico imaginando como serão as reuniões de condomínio do Master, e como a matemática poderia ajudar. Suponhamos a seguinte situação, que não parece muito complicada. O condomínio precisa eleger uma comissão de três pessoas para redigir o novo regimento. Há exatamente três candidatos, o que simplifica as coisas. Mas a chapa precisa ser ordenada, porque o primeiro será o presidente da comissão –muito prestígio!–, o segundo será um mero vice-presidente, e o terceiro será o secretário –que terá todo o trabalho.

Leia na íntegra: Colunista Marcelo Viana – Folha de S. Paulo

A Folha de S. Paulo não autoriza a reprodução do seu conteúdo na íntegra para quem não é assinante. No entanto, é possível fazer um cadastro rápido que dá direito a um determinado número de acessos

3° Simpósio Nacional da Formação do Professor de Matemática – submissão de propostas para minicursos

O evento acontecerá na cidade do Rio de Janeiro, RJ, de 17 a 19 de novembro de 2017 e faz parte do calendário oficial do Biênio da Matemática 2017 – 2018.

Em breve serão divulgadas maiores informações e o site do evento.

Já estão abertas as submissões de propostas para minicursos e oficinas.

Os minicursos/oficinas terão duração de 4 horas, e tratarão de assuntos condizentes com algum dos eixos temáticos (apresentados abaixo) propostos pelo evento. O minicurso/oficina aprovado pela comissão avaliadora poderá ser apresentado em mais de um momento da programação.

Para a submissão de propostas é necessário preencher o template disponibilizado e enviá-lo em formato .pdf para o e-mail submissao.simposio.anpmat@gmail.com até o dia 20 de agosto de 2017.

O arquivo do resumo deverá ser salvo com o nome: MC_eixo temático_nome do autor_último sobrenome.pdf

Exemplo: MC_T2_Maria_Silva.pdf.

Caso o(s) autor(es) desejem ter o material do minicurso/oficina publicado em e-Book pela SBM, devem preparar esse material em LaTeX, seguindo modelo que será fornecido no caso de aprovação.

Clique AQUI para baixar o modelo para submissão de minicursos/oficinas.

Eixos Temáticos

  • T1: Abordagens e metodologias inovadoras em Matemática na Educação Básica
  • T2: Ensino de Matemática nos anos iniciais (1º a 5º) do Ensino Fundamental
  • T3: Ensino de Matemática na Educação de Jovens e Adultos e nos cursos técnicos integrados ao ensino médio
  • T4: Formação inicial e continuada de professores de Matemática
  • T5: Desenvolvimento de materiais e recursos didáticos em Matemática
  • T6: Tecnologias digitais no ensino de Matemática
  • T7: Avaliação no ensino da Matemática
  • T8: História da Matemática e prática docente

PAPMEM homenageia o alagoano Elon Lages Lima

O IMPA (Instituto de Matemática Pura e Aplicada) homenageia o matemático alagoano Elon Lages Lima, que morreu em maio deste ano, durante a realização do Programa de Aperfeiçoamento de Professores de Matemática do Ensino Médio (PAPMEM), criado por ele em 1990. O encontro acontece nesta semana (24 a 28 de julho).

Desde a década de 1990, o PAPMEM já beneficiou mais de 20 mil professores no Brasil. O evento acontece duas vezes ao ano, sempre durante o recesso escolar — janeiro e julho —, e tem como objetivo abordar assuntos relativos ao Ensino Médio. As discussões do programa resultaram na série de livros “Coleção do Professor de Matemática”, publicada pela Sociedade Brasileira de Matemática (SBM).

Criador do PAPMEM

Elon Lages Lima foi diretor do IMPA em três períodos (1969-71, 79-80 e 1989-93), presidente da Sociedade Brasileira de Matemática (1973-75) e integrou o Conselho Nacional de Educação e o Conselho Superior da Faperj.

Matemático de ponta, o alagoano deu contribuição fundamental à literatura matemática brasileira, com mais de 40 livros, e recebeu duas vezes o Prêmio Jabuti de Ciências Exatas, da Câmara Brasileira do Livro.

Membro titular da Academia Brasileira de Ciências desde 1963,recebeu a Ordem do Mérito Científico na Classe Grã-Cruz, da Presidência da República, e o Prêmio Anísio Teixeira, do MEC.

Além disso, desempenhou o papel de mentor e inspirador de jovens matemáticos de grande destaque no país, como o ganhador da Medalha Fields Artur Avila, Carlos Gustavo Moreira, o Gugu (ambos do IMPA), Ralph Teixeira (UFF) e Nicolau Saldanha (PUC-Rio), entre outros.

31º Colóquio Brasileiro de Matemática

A importância de Lages para a Matemática também será tema do 31º Colóquio Brasileiro de Matemática. O evento que reunirá mais de mil matemáticos do Brasil na sede do IMPA, terá no dia 3 de agosto, às 16h, uma palestra especial sobre a trajetória do matemático alagoano, ministrada pelo pesquisador Carlos Gustavo Tamm Moreira, o Gugu.

Fonte: IMPA
Link da noticia original: https://impa.br/page-noticias/papmem-homenageia-elon-lages-lima/

Paradoxos estão por toda parte

A frase “Estou mentindo”, numa coluna anterior, intrigou muitos leitores. Se a pessoa estiver realmente mentindo então a frase é verdadeira, ou seja, a pessoa não está mentindo. Se a pessoa não estiver mentindo então a frase é falsa, ou seja, a pessoa está mentindo. Então, é verdadeira ou é falsa?

Muitos leitores escreveram que é um paradoxo, mas sem explicarem o que significa. Na verdade, não é fácil explicar, até porque há muitos tipos. Neste caso, trata-se de um paradoxo lógico. Nos nossos raciocínios habituais usamos uma lógica baseada em duas regras: terceiro excluído –toda afirmação é verdadeira ou falsa– e não contradição –uma afirmação não pode ser, ao mesmo tempo, verdadeira e falsa. Já a frase “Estou mentindo”, ou é simultaneamente verdadeira e falsa, ou não é nem uma coisa nem outra.

Isso mostra que o autor da frase, o Líder Supremo dos Gödelianos de X314 (citado nessa coluna anterior), não segue as regras da lógica e, portanto, é um Doido. Sorte que é só no planeta deles que o líder supremo é doido!

Neste exemplo, o paradoxo lógico resulta de que a frase contém uma autorreferência: ela fala sobre si mesma. Essa é uma ideia muita antiga, remonta pelo menos à Grécia antiga, e admite muitas variações. “Esta frase contradiz a si mesma, só que não!” O comandante no quartel: “Não faça o que eu estou mandando!” Ou até em duplas: “A próxima frase é falsa. A frase anterior é verdadeira.”

Leia na íntegra: Colunista Marcelo Viana – Folha de S. Paulo

A Folha de S. Paulo não autoriza a reprodução do seu conteúdo na íntegra para quem não é assinante. No entanto, é possível fazer um cadastro rápido que dá direito a um determinado número de acessos

II Encontro Conjunto Brasil-Espanha (RSME-SEMA-SBM-SBMAC)

II Joint Meeting Brazil-Spain (RSME-SEMA-SBM-SBMAC)

Data: de 11 a 14 de dezembro de 2018.
Lugar: Universidade de Cádiz, Cádiz-Espanha.

A segunda reunião das sociedades Brasileira de Matemática (SBM e SBMAC) e espanhola (RSME e SEMA) será realizada na Universidade de Cádiz nos dias 11-14 dezembro 2018.

A comissão organizadora é presidida por Francisco Ortegón (SEMA) e Enrique Pardo (CSER), e composta por Ignacio García, Bartolomé López, Maria de los Angeles Moreno, Victoria Redondo e Rafael Rodríguez.

O Comité Científico é composto por representantes de cada uma das sociedades participantes:
Pela SBM: Lorenzo Diaz Casado (Pontifícia Universidade Católica do Rio), Ruy Exel (Universidade Federal de Santa Catarina), Ivan Chestakov (Universidade de São Paulo) e G. Pacelli Bessa (Universidade Federal do Ceará).
Pela SBMAC: Regina C. C. Almeida (Laboratório Nacional de Computação Científica), Sandra M. C. Malta, (Laboratório Nacional de Computação Científica) e Paul F. A. Mancera (UNESP).
Pela RSME: Luis Alias ​​(Universidade de Murcia), Laura Costa (Universidade de Barcelona), Marco Antonio López-Cerdá (Universidade de Alicante) e Antonio Viruel (Universidade de Málaga).
Pela SEMA: Sergio Amat (Universidade Politécnica de Cartagena), Tomás Caraballo (Universidade de Sevilha) e Carlos Vazquez Cendón (Universidade de A Coruña).

Os plenaristas serão os professores
Henrique Bursztyn, (Instituto de Matemática Pura e Aplicada, Rio de Janeiro, Brasil)
Enrique Fernández-Cara (Universidade de Sevilha),
Miguel Ángel javaloyes (Universidade de Murcia),
Rosa María Miró-Roig (Universitat de Barcelona ),
Luis Gustavo Nonato (Universidade de São Paulo, campus de São Carlos, Brasil),
Rosana Rodriguez Lopez (Universidade de Santiago de Compostela),
Sandra Augusta Santos (Unicamp, São Paulo, Brasil) e
Pavel Shumyatsky (Universidade de Brasília, Brasil ).

Os interessados ​​em organizar seção especial deverão apresentar suas propostas até 15 de Dezembro de 2017 em um documento PDF, segundo a convocatória (documento para download) e enviar para o e-mail: spa-braz-math-cadiz2018@uca.es

ÉPOCA: “Sem matemática não há como desenvolver um país”

O matemático francês Étienne Ghys, de 63 anos, é um caso raro de pesquisador com múltiplos interesses. Ele gosta de mergulhar na matemática pura, um tipo de raciocínio abstrato, que explora conceitos sem ligação com a aplicação prática aparente e de difícil entendimento para os não iniciados. Mas ele gosta também de explorar formas de explicar conceitos matemáticos para os leigos – algo raro entre cientistas como ele. Seu interesse em popularizar conceitos matemáticos é tal que roteirizou e dirigiu duas séries de animação, com nove capítulos cada uma, para explicar a Quarta Dimensão e a Teoria do Caos para crianças. Nas palestras que profere em escolas primárias, explora a relação da matemática com a moda, o futebol e outros temas. Seus esforços para transformar a matemática num assunto pop lhe rendeu um prêmio do Instituto Clay, dos Estados Unidos.  Étienne Ghys é apaixonado pelo Brasil. Em 30 anos, morou seis vezes no país, por pequenos períodos, sempre trabalhando em projetos pelo Instituto de Matemática Pura e Aplicada (Impa), no Rio de Janeiro. Hoje, ele dirige a unidade de matemática pura e aplicada da Escola Normal Superior de Lyon, na França. Étienne está no Rio de Janeiro, onde acompanha a Olimpíada Internacional de Matemática, que ocorre até domingo (23). É a primeira vez que o país sedia a edição global do evento. Para o matemático, eventos como esse são essenciais para a divulgação do tema entre os estudantes da educação básica. 

ÉPOCA – Uma pesquisa mostrou que áreas ligadas à matemática respondem por 16% do PIB e por 10% das vagas de emprego no Reino Unido. O que a propagação da matemática pode fazer por um país como o Brasil?
Étienne Ghys 
– Esse tipo de levantamento faz um retrato muito parcial porque elege os tipos de atividade que parecem obviamente ligados à matemática – e ainda assim tenho minhas dúvidas sobre quanto são confiáveis. O aprendizado da matemática consiste no desenvolvimento do pensamento matemático, não se trata de aprender a fazer contas. Um país que investe no bom ensino de matemática terá o impacto dessa ação em diversas áreas de atividade: nas artes, na literatura, no governo. Sem matemática não há como desenvolver um país. O melhor exemplo, para mim, de um país com efeito difuso da matemática é o meu país depois da Revolução Francesa.

ÉPOCA – O senhor pode explicar?
Ghys
 – Napoleão Bonaparte entendeu que a reorganização da sociedade, depois da revolução, deveria se dar a partir da matemática. Antes da revolução, matemáticos eram pessoas isoladas que faziam matemática pelo prazer, demonstrando teoremas pouco úteis. Depois da revolução, a matemática virou útil e passou a ser valorizada e incentivada para além do conhecimento abstrato. A matemática foi usada para formar engenheiros, professores universitários e o próprio sistema pedagógico francês. Nessa época, foram criadas escolas famosas como a Politécnica e a Escola Normal de Educação Superior com o objetivo de trazer para Paris os melhores alunos da França para estudar com os melhores professores. Esses alunos voltavam, então, para o lugar deles para disseminar o que tinham estudado. Essa ideia foi uma ferramenta muito importante para o desenvolvimento da ciência na França. Por isso, a matemática francesa do século XIX é muito melhor que a matemática inglesa e italiana. A forma de exercer o poder político na França foi toda baseada na matemática.

ÉPOCA – Quais são os exemplos disso?
Ghys
 – Napoleão Bonaparte gostava muito de matemática. Existe até um teorema de Napoleão. Alguns historiadores suspeitam que ele tenha roubado esse teorema num dos saques que fez na Itália, durante a guerra. É uma polêmica divertida. Mas o fato é que Napoleão tinha a matemática em alta conta. Entre seus amigos estavam os maiores matemáticos da história, como Pierre-Simon Laplace, Gaspard Monge e Joseph-Louis Lagrange. Esses grandes matemáticos influenciaram diretamente a forma de organizar a nascente república francesa. Numa assembleia nacional, quantos deputados são necessários, como chegar ao número que dará representatividade justa às diferentes regiões do país? Essa definição pode variar de dez pessoas a 10 mil. Foram testados diversos modelos, com inúmeras variantes, para chegar ao formato que melhor atenderia aos interesses da maioria. A matemática foi tão importante para a organização política francesa que o filósofo e matemático marquês de Condorcet escreveu muitos livros sobre como tomar decisões políticas. Seus trabalhos discutem profundamente sistemas de votação baseados em proporcionalidade ou maioria.  Esses livros foram fundamentais na democracia – não só a francesa. Até aqui no Brasil eles são usados.

Para ler na íntegra acesse o site da revista Época: 

http://epoca.globo.com/educacao/noticia/2017/07/etienne-ghys-sem-matematica-nao-ha-como-desenvolver-um-pais.html

Concurso para Professor – UNIR

A Universidade Federal de Rondônia torna pública a abertura das inscrições para o concurso público de provas e títulos para o Professor de Magistério Superior . São 3 vagas para professor de matemática com dedicação exclusiva. O requisito é ser mestre na área.

Modalidade da inscrição:
1. A inscrição será feita exclusivamente via internet, no endereço eletrônico http://www.processoseletivo.unir.br .

2. O candidato somente poderá inscrever-se uma única vez, para uma única área, considerando que as provas poderão ser realizadas nos mesmos dias e horários.

3. Observado o horário local, a inscrição iniciar-se-á e terminará nos seguintes dias e horários:
Início: 26 de julho de 2017.
Término: 06 de agosto de 2017.

4. Não será cobrada taxa de inscrição.

Para maiores informações acesse o edital: http://www.processoseletivo.unir.br/index.php?pag=concursos&id=160