Mensagem do Presidente da SBM

Caros amigos e colegas,

Em nome da Sociedade Brasileira de Matemática, quero desejar um feliz 2018 a todos e votos de um ano cheio de realizações matemáticas e pessoais.

O ano que acaba de iniciar traçará um marco importante na Matemática brasileira, que vive uma fase de forte crescimento. Pela primeira vez, o mais importante evento mundial da Matemática, o International Congress of Mathematicians (ICM), será realizado no hemisfério sul (do planeta), e o nosso país terá a honra de ser anfitrião deste importante congresso. O ICM2018 será realizado na cidade do Rio de Janeiro de 1 a 9 de agosto.

Além deste importante reconhecimento, a Sociedade Brasileira de Matemática acaba de solicitar, junto às autoridades da International Mathematical Union, a promoção do país ao Grupo V da IMU. Trata-se do grupo de excelência da matemática mundial, até agora acessível apenas a um restrito número de países com tradições matemáticas mais antigas que as do Brasil.

Junto com o ICM, muitas instituições acadêmicas do país realizarão importantes eventos satélites, e isso proporcionará a possibilidade de um intercâmbio científico com um número enorme de pesquisadores internacionais da nossa disciplina.

A escolha do Brasil para a realização do ICM foi baseada em diversos fatores. Em primeiro lugar, a matemática brasileira vem demonstrando um crescimento muito evidente em todos os aspectos, tanto na parte de educação como na parte de pesquisa. Todas as ações da SBM tem como objetivos estimular e acompanhar este processo de crescimento.

O segundo fator, não menos importante, é que a comunidade matemática brasileira, bem como a nossa sociedade, oferecem um ambiente genuinamente diverso e multi-cultural, capaz de proporcionar um ambiente acolhedor para pesquisadores e estudantes de todas as partes do mundo. É também um objetivo importante da SBM o de contribuir para a criação de ambientes de estudo e de trabalho respeitosos dos valores da inclusão social.

Quando a SBM decidiu apresentar a candidatura do Rio de Janeiro como sede do ICM2018, tínhamos consciência de que seria necessário um esforço monumental para a realização do evento, junto com a convicção de que seríamos capazes de enfrentar com sucesso todas as dificuldades.  A grande parte do trabalho organizativo foi já realizada nos últimos três anos, mas temos ainda desafios cruciais para os próximos meses.

A força da ação da SBM depende de forma crucial, mais que da atuação de seus dirigentes, da participação de seus associados. Hoje a Sociedade possui em torno de 2000 associados, nas várias categorias, o que coloca a SBM entre as sociedades científicas mais importantes do país e da América Latina. Nossa capacidade de obter atenção e recursos destinados às nossas atividades pelas agências nacionais e estaduais, foi sustentada também pela posição de prestígio que a Matemática soube conquistar dentro do mundo científico do país.

Nosso desejo é o de continuar atuando com objetivos desafiadores. A Sociedade Brasileira de Matemática se reconhece no princípio de que o Brasil é um país que não tem vocação para mediocridade.

Sua associação à Sociedade vai dar força à nossa ação. Entre na nossa página (www.sbm.org.br/) e descubra como ativar/renovar sua associação à SBM para o ano de 2018.

Nos últimos anos, o valor da anuidade da SBM foi reajustada bienalmente ((2012 – R$ 80,00; 2014 – R$ 100,00; 2016 – 120,00). Para este ano, o valor reajustado será de R$ 130 (R$ 65 para estudantes de graduação), com aumento abaixo de todos os índices de inflação conhecidos. Este ano, pela primeira vez, nossos associados terão a possibilidade de fazer uma doação à Sociedade. É importante esclarecer que todos os recursos arrecadados através de doações serão:

(a) colocados numa conta bancária separada da conta principal da SBM;

(b) utilizados para fins específicos, sem entrar nas despesas orçamentárias da SBM.

Em via experimental, o atual objetivo das doações será a criação de um fundo destinado a auxílio creche para participação em eventos de associados com filhos em idade pré-escolar. Trata-se de um primeiro (pequeno) passo na criação de um ambiente mais respeitoso da igualdade entre gêneros na Matemática, que atualmente é uma das prioridades nos objetivos da Sociedade. Nossa atuação nesse sentido vai incluir outras iniciativas, entre as quais a criação de uma Comissão de Gênero, que iniciará a redação de um manual de boas práticas. Espero poder relatar sobre o assunto em breve.

Cordialmente,

Paolo Piccione

IMPA e SBM lançam documento sobre a Matemática no Brasil

Em meio às atividades do Biênio da Matemática 2017-2018 e a oito meses da realização do Congresso Internacional de Matemáticos (ICM 2018), o IMPA (Instituto de Matemática Pura e Aplicada) e a SBM (Sociedade Brasileira de Matemática) lançam o documento “Brazilian Mathematics 2018”.

O texto tem por objetivo traçar um panorama da Matemática brasileira  e de sua evolução ao longo das últimas décadas, mostrando o progresso alcançado na pesquisa, pós-graduação e cooperação internacional.

O documento discorre ainda sobre a situação da educação no país, ao abordar o papel das olimpíadas de Matemática, o tema da participação feminina e os esforços crescentes para popularizar a Matemática na sociedade.

Trata-se de um documento essencial àqueles que estão de malas prontas para vir ao Rio de Janeiro durante o ICM 2018, mas que não têm a real dimensão do papel do Brasil no cenário da Matemática mundial. Ajuda a compreender com clareza porque o país foi anfitrião da Olimpíada Internacional de Matemática (IMO), em 2017, e se prepara para ser a primeira sede do ICM no Hemisfério Sul.

Para ler o documento, acesse Brazilian_Mathematics_2018

Fonte: Instituto Nacional de Matemática Pura e Aplicada – Impa

Olimpíada de matemática também descobre professores de excelência – 2

A mineira Maria Botelho deu aulas por mais de 30 anos na rede pública, a maior parte na escola Messias Pedreiro, em Uberlândia (MG), e foi premiada em todas as edições da Obmep (Olimpíada Brasileira de Matemática das Escolas Públicas) em que participou.

Foram 303 medalhas e menções honrosas de 2005 a 2014. Após se aposentar, passou a comandar um grupo de resolução de problemas no Facebook e promove aulas e encontros entre antigos e atuais alunos do Ensino Médio do colégio, aos sábados. “A Obmep fez a escola abrir as portas e janelas das salas de aula, aprendendo a valorizar as interações aluno-aluno, aluno-professor e aluno-pais-escola”, diz.

A partir de 2012, motivado pelos resultados do colégio, um grupo empresarial da cidade criou o projeto “Maratona de Aprendizagem”, oferecendo bolsas de estudo para que os alunos envolvidos na Obmep deixassem de trabalhar para se dedicar exclusivamente à escola. Desde então, a iniciativa se estendeu a outros colégios da região.

Criada pelo IMPA em 2005 para incentivar o estudo da matemática e descobrir talentos, a Obmep tem contribuído substancialmente para o ensino da disciplina no país. Como escrevi semana passada, o impacto da Olimpíada e de seus programas de formação sobre os estudantes já foi comprovado em estudos, mas seu efeito como inspiração para os professores tem tido menos destaque.

E são eles, na maioria das vezes, que criam e multiplicam iniciativas de êxito pelo Brasil. Citei aqui Antônio Amaral (Cocal dos Alves, Piauí) e Geraldo Amintas (Dores do Turvo, MG) e hoje conto a história de Maria Botelho e mais dois professores com contribuições igualmente notáveis.

Leia na íntegra: Colunista Marcelo Viana – Folha de S. Paulo

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Olimpíada de matemática também descobre professores de excelência

A Olimpíada Brasileira de Matemática das Escolas Públicas (Obmep), criada pelo Impa em 2005, movimenta a cada ano mais de 18 milhões de jovens em praticamente 100% dos municípios brasileiros. Isso faz dela a maior competição escolar do mundo. Em 2017 ficou ainda maior, com a adesão das escolas particulares.

A Obmep tem como metas incentivar o estudo da matemática e descobrir talentos, em todo o território nacional e em todos os estratos sociais.

O impacto da Olimpíada e dos programas de formação que a acompanham –Programa de Iniciação Científica (PIC), Programa de Iniciação Científica e Mestrado (Picme), Polos Olímpicos de Treinamento Intensivo (Poti) e Obmep na Escola– nos estudantes está amplamente comprovado por estudos independentes.

Uma avaliação conduzida em 2014, por Francisco Soares (UFMG e ex-presidente do Inep), comprovou que escolas com envolvimento ativo na Obmep apresentam uma melhora média de 26 pontos na Prova Brasil.

É como se oferecessem a seus alunos 1,5 ano extra de escolaridade!

O mais importante: esta melhora diz respeito a todos os alunos dessas escolas, não apenas aos premiados.

Esse mesmo ponto é ressaltado na tese de doutorado defendida recentemente na renomada Universidade Harvard pela professora Diana Moreira, da Universidade da Califórnia.

 

Leia na íntegra: Colunista Marcelo Viana – Folha de S. Paulo

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Prêmio Bessel – Prof. Pedro Salomão

O Prof. Pedro Antonio Santoro Salomão do Departamento de Matemática do IME-USP, foi agraciado com o prestigioso prêmio “Friedrich Wilhelm Bessel Research Award” da fundação Alexander von Humboldt (Alemanha), em decorrência das suas realizações na pesquisa e no ensino da Matemática.

A descrição do prêmio encontra-se na página:

https://www.humboldt-foundation.de/web/bessel-award.html

Desde 2013, aproximadamente 20 prêmios são concedidos todos os anos para pesquisadores de todas as áreas do conhecimento. O Prof. Pedro é o terceiro brasileiro a receber o prêmio, os dois que o antecederam são: Prof. João Marcos de Almeida da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (Lógica e Filosofia) e Prof. Fábio Armando Tal do Departamento de Matemática Aplicada do IME-USP (Sistemas Dinâmicos).

Profmat da Universidade Federal do Ceará é homenageado pelo Governo do Ceará

O Mestrado Profissional em Matemática em Rede Nacional (Profmat) da Universidade Federal do Ceará é homenageado pelo Governo do Estado do Ceará pela nota 5 (nota máxima) nos programas de pós-graduação brasileira.

Leia mais em:

http://www.sct.ce.gov.br/index.php/noticias/62358-destaques-da-educacao-superior-do-ceara-2017-instituicoes-recebem-homenagem

II Encontro Conjunto Brasil-Espanha (RSME-SEMA-SBM-SBMAC)

II Joint Meeting Brazil-Spain (RSME-SEMA-SBM-SBMAC)

Data: de 11 a 14 de dezembro de 2018.
Lugar: Universidade de Cádiz, Cádiz-Espanha.

A segunda reunião das sociedades Brasileira de Matemática (SBM e SBMAC) e espanhola (RSME e SEMA) será realizada na Universidade de Cádiz nos dias 11-14 dezembro 2018.

A comissão organizadora é presidida por Francisco Ortegón (SEMA) e Enrique Pardo (CSER), e composta por Ignacio García, Bartolomé López, Maria de los Angeles Moreno, Victoria Redondo e Rafael Rodríguez.

O Comité Científico é composto por representantes de cada uma das sociedades participantes:
Pela SBM: Lorenzo Diaz Casado (Pontifícia Universidade Católica do Rio), Ruy Exel (Universidade Federal de Santa Catarina), Ivan Chestakov (Universidade de São Paulo) e G. Pacelli Bessa (Universidade Federal do Ceará).
Pela SBMAC: Regina C. C. Almeida (Laboratório Nacional de Computação Científica), Sandra M. C. Malta, (Laboratório Nacional de Computação Científica) e Paul F. A. Mancera (UNESP).
Pela RSME: Luis Alias ​​(Universidade de Murcia), Laura Costa (Universidade de Barcelona), Marco Antonio López-Cerdá (Universidade de Alicante) e Antonio Viruel (Universidade de Málaga).
Pela SEMA: Sergio Amat (Universidade Politécnica de Cartagena), Tomás Caraballo (Universidade de Sevilha) e Carlos Vazquez Cendón (Universidade de A Coruña).

Os plenaristas serão os professores
Henrique Bursztyn, (Instituto de Matemática Pura e Aplicada, Rio de Janeiro, Brasil)
Enrique Fernández-Cara (Universidade de Sevilha),
Miguel Ángel javaloyes (Universidade de Murcia),
Rosa María Miró-Roig (Universitat de Barcelona ),
Luis Gustavo Nonato (Universidade de São Paulo, campus de São Carlos, Brasil),
Rosana Rodriguez Lopez (Universidade de Santiago de Compostela),
Sandra Augusta Santos (Unicamp, São Paulo, Brasil) e
Pavel Shumyatsky (Universidade de Brasília, Brasil ).

Os interessados ​​em organizar seção especial deverão apresentar suas propostas até 26 de Janeiro de 2018 em um documento PDF, segundo a convocatória (documento para download) e enviar para o e-mail: spa-braz-math-cadiz2018@uca.es

Matemática dos cassinos resolve muitos problemas práticos

Suponha a leitora que é proprietária de um terreno retangular com 80 metros de comprimento e 40 metros de largura. Aprendemos na escola que a área do retângulo é igual ao produto do comprimento pela largura: neste caso, 80 vezes 40 igual a 3200 metros quadrados.

Agora, nesse terreno há um lago, que valoriza a propriedade, pelo que seria útil conhecer a sua área também. O problema é que lagos costumam ter formas complicadas, muito diferentes daquelas que vimos na escola: fórmulas de área da aula de geometria não vão ajudar. Mas isso não quer dizer que a matemática não possa resolver o problema.

Aqui vai uma ideia um pouco mirabolante.

Pode-se experimentar lançar um monte de pedrinhas ao acaso em todo o terreno. Algumas cairão no lago e estarão perdidas.

Suponhamos que lance 1000 pedrinhas e ao final consiga recuperar 750, que caíram em terra. Então 250 pedrinhas, um quarto do total, terão caído no lago. Supondo que o lançamento realmente tenha sido ao acaso, isso sinalizaria que a área do lago é um quarto da área do terreno, ou seja, 3200/4 = 800 metros quadrados.

Certo, esta ideia não parece fácil de executar (nem muito ecológica). Mas com alguns ajustes é realmente possível transformá-la numa solução prática muito eficaz para o problema.

Por exemplo, no lugar de ir ao terreno, a leitora pode mandar fazer uma foto aérea, fornecê-la a um computador e fazer com que este simule o lançamento de pedrinhas, escolhendo 1000 pixels ao acaso na foto: se o pixel for azul então “a pedrinha caiu no lago”.

Isso é um exemplo de uma técnica matemática chamada método de Monte Carlo, que hoje é utilizada nas mais diversas situações. Por exemplo, ela está na base do modo como o Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais) monitora o desmatamento da Amazônia a partir de fotos de satélite: queimadas podem ser identificadas pela mudança de cor e, apesar de terem formas complicadas, as suas áreas podem ser estimadas do jeito que descrevi.

 

Leia na íntegra: Colunista Marcelo Viana – Folha de S. Paulo

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Artur Avila recebe prêmio Personalidade França-Brasil

O matemático Artur Avila, pesquisador extraordinário do IMPA, foi homenageado na noite desta terça-feira (5) pela Câmara de Comércio França-Brasil (CCIFB). Medalha Fields em 2014, Avila recebeu o Prêmio Personalidade. Na solenidade, realizada no Rio de Janeiro, o matemático brasileiro participou de um bate-papo sobre a história e os rumos da Matemática com o cineasta e jornalista João Moreira Salles.

O Prêmio Personalidade França-Brasil, em sua 17ª edição, foi criado com o objetivo de homenagear brasileiros e franceses que tenham contribuído para o fortalecimento das relações entre os dois países em setores variados.

A solenidade teve a participação do embaixador da França no Brasil, Michel Miraillet. Em discurso, ele saudou o matemático brasileiro, o primeiro de países em desenvolvimento a receber a Medalha Fields com os estudos realizados fora dos grandes centros de pesquisa da Europa e dos Estados Unidos. Avila concluiu mestrado e doutorado no IMPA.

A conversa entre João Moreira Salles e Artur Avila teve como temas principais os processos de produção matemática, o impacto da Matemática na sociedade e na tecnologia e os desafios do ensino matemático, da escola básica à pesquisa de ponta.

Para Avila, “cada matemático vê o universo de uma maneira” e “tenta passar o entusiasmo de um para o outro”. “E progredir”, acrescentou.

O matemático contou que, sem o IMPA, não teria cursado Matemática. “Talvez engenharia”, comentou. Ele disse que, embora o IMPA já tivesse um trabalho com jovens, só ao participar da Olimpíada de Matemática das Escolas Públicas (OBMEPs) soube de sua existência.

“Fortuitamente, a premiação se dava no IMPA. Nunca tinha ouvido falar. Fiquei curioso. Quem trabalhava lá?“, lembrou Avila sobre o início de seu vínculo com o Instituto de Matemática Pura e Aplicada.

Fonte: IMPA
Link da noticia: https://impa.br/page-noticias/avila-recebe-premio-personalidade-franca-brasil/

Lógica matemática para compreender as famílias deste mundo e de outros

Lentamente, dolorosamente, a consciência vai voltando. Abrir um olho, depois o outro, esforço hercúleo. As luzinhas LED piscando na penumbra do quarto. O barulho insuportável do despertador iônico. Os robôs domésticos olhando em silêncio, com expressões de censura. A dor aguda comprimindo as têmporas, extinguindo toda alegria de viver…

A adaptação à vida fora da Terra não tem sido fácil para Lauralina, nossa embaixadora no planeta X314, e seu companheiro Valeriano. É fundamental que se relacionem com os habitantes locais, os Gödelianos, mas estes falam uma língua complicada e são muito susceptíveis: quando se sentem ofendidos, cospem ácido sulfúrico no interlocutor. Todo cuidado é pouco!

Por outro lado, quando estão felizes os Gödelianos gostam de comemorar com os amigos tomando muitos drinques perfumados à base de silicato de lítio. Ontem à noite, de mãos dadas à luz das sete luas coloridas de X314, até que pareceu uma boa ideia. Mas agora pela manhã, ressaca de silicato de lítio ninguém merece!

Mas difícil mesmo é compreender a cultura local. Os Gödelianos têm quatro sexos: os Verdadeiros, que sempre dizem a verdade; os Mentirosos, que sempre mentem; os Inconstantes, que tanto mentem quanto dizem a verdade; e os Doidos, que não seguem as regras da lógica. Assim, a maioria das famílias consiste de quatro progenitores e um número variável de filhos. O direito de Família em X314 não é brincadeira. E os casos de divórcio são os mais complexos da galáxia!

Lauralina e Valeriano não medem esforços para aprender o mais rápido possível. Além de diversos cursos de ciências gödelianas, eles fazem tudo que podem para interagir com os nativos. Hoje mesmo, serão babás de uma encantadora família com dezenove filhos, todos adoravelmente adolescentes.

Leia na íntegra: Colunista Marcelo Viana – Folha de S. Paulo

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Estudantes representam a Ufal em Simpósio Nacional de Matemática

A Universidade Federal de Alagoas (Ufal) foi representada pelo curso de Licenciatura e o Mestrado Profissional em Matemática (Profmat) no 3º Simpósio Nacional da Formação do Professor de Matemática, realizado no Colégio Militar do Rio de Janeiro entre os dias 17 e 19 de novembro. O Simpósio tem como objetivo debater propostas e possibilidades de melhorias na qualidade do ensino, além de contribuir para a formação de estudantes e profissionais ligados à Matemática, para uma melhor qualificação dos profissionais da área e dos professores atuantes nos primeiros anos da educação básica.

Onze estudantes da Ufal apresentaram trabalhos no evento, sendo dois discentes do Profmat, três do Programa Institucional de Bolsas de Iniciação Científica (Pibic) e seis do Programa Círculos Comunitários de Atividades Extensionistas (Proccaext). Também estiveram presentes na organização do evento os professores Hilário Alencar e Viviane Oliveira, ambos do Instituto de Matemática (IM) da Ufal.

Projetos

O projeto Sem mais nem menos que integra o Proccaext, foi finalizado em agosto deste ano e os bolsistas permanecem divulgando os resultados alcançados. Foi criado um jogo chamado Geocampo, no qual são trabalhadas as formas geométricas no campo de futebol, e também um livrinho com atividades para trabalhar a matemática nas profissões, com desafios de lógica, palavras cruzadas e caça palavras.

O projeto do Pibic A álgebra geométrica ao longo da história da matemática, orientado pela professora Viviane Oliveira, teve início em agosto de 2017 e está em andamento. Todos os participantes são alunos do curso de Matemática Licenciatura.

Os trabalhos apresentados no 3º Simpósio Nacional foram: Desafios de lógica: Matemática nas Profissões; Do concreto ao abstrato; Palavras cruzadas: matemática nas profissões; Geocampo: o jogo das formas; Um histórico dos elementos de Euclides e do Papiro de Rhind; A álgebra geométrica nos elementos de euclides; A álgebra geométrica do Papiro de Rhind; e A manutenção na docência do egresso do Profmat.

Fonte: UFAL
Link da Noticia: http://www.ufal.edu.br/estudante/noticias/2017/11/estudantes-representam-a-ufal-em-simposio-nacional-de-matematica

Professor de Matemática concorre a prêmio nacional

Reprodução da Veja

À primeira vista, a hora do recreio na Escola Augustinho Brandão é igual a qualquer outra: crianças e adolescentes correm, jogam bola na quadra e conversam pelos corredores do pequeno colégio estadual de Cocal dos Alves, cidade de 5.000 habitantes a 300 quilômetros de Teresina, no Piauí. A diferença aparece nos pequenos grupos com papel e caneta na mão — eles estão debatendo possíveis resoluções para complexos problemas matemáticos. Na hora do recreio? Pois é: na Augustinho Brandão, matemática é a matéria preferida da esmagadora maioria dos 325 alunos. Mesmo quem não gosta muito não faz feio. Em consequência, a escola, situada em um município pobre e carente de infraestrutura, acumula 131 medalhas na Olimpíada Brasileira da disciplina e teve mais de 70% dos formandos do ensino médio aprovados em universidades federais em 2016.

Todos os dezoito professores se empenham para motivar a criançada, mas o motor da excelência matemática é Antônio Amaral, que divide com um colega as aulas da matéria em todos os níveis. Formado em matemática pela Universidade Estadual do Piauí e filho de agricultores analfabetos que sempre insistiram que o melhor caminho para vencer na vida são os estudos, ele resolveu ser professor porque achava que seria fácil arrumar emprego. Lecionou pela primeira vez aos 20 anos, em uma turma de alfabetização de adultos, e ainda se lembra com carinho da primeira aluna que aprendeu com ele a ler e escrever. Tomou gosto pelo ensino e, aos 21, ingressou na escola em que trabalha até hoje para dar aulas de matemática a turmas desinteressadas e acostumadas a notas baixas.

A Olimpíada de Matemática mudou tudo: em 2005, ele montou uma equipe de 25 alunos que mergulharam em cálculos e aprenderam a gostar da matéria. Três deles voltaram com medalhas e revolucionaram o ambiente escolar. Hoje, em véspera de Olimpíada, até a casa de Amaral vira sala de estudo. “Como vou dizer não a um grupo que chega no sábado pedindo ajuda com exercícios? Seria como se eu me negasse a melhorar meu país”, diz o professor, pai de gêmeos de 15 anos que, claro, adoram matemática. Embora ele participe intensamente da preparação dos adolescentes para a competição, seu maior prazer mesmo é apresentar os números às crianças dos primeiros anos. “A qualidade mais bonita de Antônio é não desistir de ninguém”, diz Aurilene de Brito, diretora da escola, que trabalha junto com o professor há dezessete anos. “Ele fica extremamente incomodado quando um aluno não aprende. Insiste, insiste e acaba envolvendo até os menos aplicados.”

Votação segue até dia 12 de dezembro

O Prêmio Veja-se busca valorizar as histórias inspiradoras de cidadãos excepcionais que, muitas vezes longe dos holofotes, se destacaram em 2017 como agentes de mudança na sociedade brasileira.

São três finalistas em cada categoria, escolhidos pela equipe de VEJA com base em indicações feitas por especialistas de todas as regiões do Brasil. Os critérios para a seleção são o impacto social, o alcance e a originalidade de atuação dos candidatos.

As categorias são: Educação, Saúde, Diversidade, Políticas Públicas, Inovação e Cultura.

A votação popular, por meio do site de VEJA, e um corpo de notáveis escolherão os vencedores, que serão revelados em cerimônia de premiação no dia 12 de dezembro, em São Paulo.

Acesse o link e vote.

Fonte: IMPA
Link: https://impa.br/page-noticias/professor-de-matematica-concorre-a-premio-nacional/

Concurso para Professor – Instituto Federal do Sul

As inscrições serão feitas exclusivamente pela Internet, no endereço eletrônico http://concursos.ifsul.edu.br/

Período de inscrição: 24/11/2017  ao dia 26/12/2017

Vagas ofertadas para Professor de Matemática:

CIDADE DE CHARQUEADAS – 01 vaga

CIDADE DE JAGUARÃO – 02 vagas

CIDADE DE PELOTAS – 02 vagas

Para maiores informações consulte o Edital: http://concursos.ifsul.edu.br/efetivo/edital-191-2017

A matemática pode ajudar a combater o crime

O grande naturalista inglês Charles Darwin (1809 – 1882) lamentava não ter estudado matemática na juventude pois, dizia, “pessoas com esse conhecimento parecem ter um sentido extra”, veem coisas que mais ninguém vê.

Anos atrás tive um aluno de doutorado que encontrou uma aplicação prática para essa ideia: dizia aos colegas que estavam acabando a tese que só com o olhar ele já conseguia descobrir os erros, não precisava nem ler o trabalho.

Era mito, claro, mas deixava os outros nervosos –será que era essa a intenção?– e quero crer que os terá motivado a escrever com mais cuidado.

Mas é um fato que matemáticos conseguem mesmo descobrir erros e fraudes em documentos sem precisar lê-los com atenção.

Foi isso que descobriu em 1993, da pior maneira, o funcionário Wayne J. Nelson da secretaria de fazenda estadual do Arizona. Ele vinha desviando dinheiro por meio de notas frias e era muito bom nisso: todas as contas estavam corretas e ele só falsificava valores pequenos, para passarem despercebidos.

Assim mesmo, quando os matemáticos olharam os valores dos cheques dele perceberam na hora que algo estava errado. O assunto foi investigado: descobriu-se que Nelson tinha roubado mais de US$ 2 milhões. Ele foi julgado e condenado.

A mágica que os matemáticos usaram é chamada lei de Benford, em homenagem ao engenheiro e físico americano Frank A. Benford (1883 – 1948), embora tenha sido descoberta bem antes pelo astrônomo e matemático canadense Simon Newcomb (1835 – 1909).

 

Leia na íntegra: Colunista Marcelo Viana – Folha de S. Paulo

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Latin American Week on Coding and Information (LAWCI)

A Latin American Week on Coding and Information (LAWCI), será realizada na Universidade de Campinas, de 22 a 27 de Junho de 2018.

A semana é um evento satélite oficial do Congresso Internacional de Matemáticos (ICM 2018), e terá apoio da FAPESP e da Sociedade de Teoria da Informação (IEEE ITSoC).

O evento consiste de uma escola de três dias seguida de um workshop de três dias. A escola busca atrair especialmente alunos de mestrado e doutorado na área ou em áreas correlatas. No workshop serão apresentadas contribuições originais na área. Mais informações, incluindo a chamada oficial para submissão de trabalhos e as datas importantes encontram-se em: http://www.dev.ime.unicamp.br/lawci/

Meninas na Ciência Matemática e Computação – 25/11/2017

O Instituto de Matemática da Universidade Federal Fluminense está organizando um ciclo de palestras para estudantes do ensino fundamental e médio.

Evento: Meninas na Ciência Matemática e Computação
Data: 25/11/2017
Público alvo: Meninas do Ensino Médio
Local: Auditório do Instituto de Física/UFF
Endereço: Av. Milton Tavares de Souza, s/n – Praia Vermelha, Niterói – RJ

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Evento no Rio reúne professores para troca de experiências

É possível produzir material didático de forma colaborativa? Como abordar o estudo das probabilidades de forma inovadora? Quais atividades podem ser desenvolvidas para tratar de estatística com alunos do Ensino Médio? Em busca de respostas para questões relacionadas à prática no ensino da matemática, cerca de 500 profissionais da área, dos quatro cantos do país, participam desde sexta-feira (17) do III Simpósio Nacional da Formação do Professor de Matemática, no Colégio Militar do Rio.

Realizado pelo IMPA e pela Sociedade Brasileira de Matemática (SBM), o simpósio, trouxe ao Rio profissionais experientes e também estudantes de graduação e pós-graduação que atuam na área, especialmente egressos do Profmat (Mestrado Profissional em Matemática em Rede Nacional). Palestras, oficinas, mesa-redonda e minicursos fazem parte dos três dias de programação.

Há 22 anos professor da rede estadual de ensino de São Paulo, Josimar Bispo de Souza solicitou uma pausa no trabalho para acompanhar o simpósio porque, segundo ele, é uma oportunidade para um contato mais prolongado com experiências exitosas e também para uma troca sobre problemas que afligem mais frequentemente os profissionais da área.

“Todos estamos aqui porque queremos buscar a melhoria da qualidade do ensino”, diz ele, que participou do primeiro do simpósio, em 2013. Assim como Josimar, Rebeca Doury de Oliveira também já esteve em uma edição anterior do evento, realizado em Brasília. Aluna de licenciatura em Matemática, da Unicamp, ela conta que a interação com professores que já estão no batente é muito importante. Envolvida em um projeto de ensino de Matemática para surdos, ela tem especial interesse no debate sobre Matemática e inclusão, tema de uma mesa-redonda realizada neste domingo.

E num espaço onde o compartilhamento é palavra fundamental, o professor da Unirio e doutor em Geometria Riemanniana pelo IMPA, Fábio Simas, fez uma palestra sobre o projeto Livro Aberto em Matemática, uma maneira inovadora de repensar o ensino da disciplina por meio de ação aberta e colaborativa. “A gente espera que ele seja uma maneira de conectar a sala de aula com o que é produzido em pesquisa nessa área. É um desafio”, observa.

Para participar, basta acessar a página do projeto, conhecer a plataforma e começar a colaborar com a iniciativa, que objetiva desenvolver livros didáticos de Matemática com excelência acadêmica, passível de ser reproduzido, distribuído e modificado por meio de licença aberta.

Aproximar a Matemática da Sociedade

Na cerimônia de abertura, realizada na sexta-feira, o diretor-geral do Impa, Marcelo Viana, contou que o simpósio surgiu há quatro anos e tem como foco a realidade do professor em sala de aula.”Foi uma ideia que a gente teve de promover uma série de eventos que fossem dedicados à prática do ensino de Matemática mais do que à pesquisa”, afirmou.

O III Simpósio Nacional de Formação do Professor de Matemática aconteceu nessa sexta-feira (17/11) no Colégio Militar, que fica na Tijuca, zona norte da cidade. Foto: Ilan Pellenberg

Na cerimônia de abertura, realizada na sexta-feira, o diretor-geral do Impa, Marcelo Viana, contou que o simpósio surgiu há quatro anos e tem como foco a realidade do professor em sala de aula.”Foi uma ideia que a gente teve de promover uma série de eventos que fossem dedicados à prática do ensino de Matemática mais do que à pesquisa”, afirmou.

Viana destacou que o simpósio integra o Biênio de Matemática 2017-2018 e fez um chamamento para que os cerca de 500 professores presentes participem de forma ainda mais ativa do Biênio, por meio da realização de atividades que tragam benefícios para o ensino da Matemática no país.

“Estão acontecendo entre 15 e 25 eventos todo mês dentro da programação do Biênio. É bom, mas podemos fazer melhor. Quero convidá-los a promover atividades em suas escolas. Para aproximar a Matemática da sociedade”, disse,

Participaram também da cerimônia de abertura o comandante Aroldo Cursino, diretor do Colégio Militar; Hilário Alencar, presidente da Sociedade Brasileira de Matemática (SBM) até julho deste ano; Walcy Santos, diretora da SBM; Vanderlei Horita, coordenador da Comissão Acadêmica Nacional do Profmat; e Raquel Bodart, presidente da Associação Nacional de Professores de Matemática.

Fonte: IMPA
Link da noticia: https://impa.br/page-noticias/evento-no-rio-reune-professores-para-troca-de-experiencias/