SNCT – Faculdade de Formação de Professores FFP -UERJ

A Semana Nacional de Ciência e Tecnologia – SNCT  na Faculdade de Formação de Professores FFP -UERJ será realizada nos dia 17 e 18 de outubro.

Organizadores do evento na FFP: Rosa García Márquez e Jorge Corrêa de Araújo

Público Alvo: Pesquisadores, professores, estudantes e demais interessados em ciência e tecnologia.

Inscrições: de 10 de setembro até 10 de outubro de 2018.

Endereço:
Rua Dr. Francisco Portela, 1470 – Patronato
CEP: 24435-005 – São Gonçalo – RJ

Para maiores informações acesse o site do evento: http://www.ffp.uerj.br/index.php/informacoes/noticias/199-evento-snct

Nota de falecimento: Prof. Darlan Rabelo Girão

O Prof. Darlan Rabelo Girão, do Departamento de Matemática da Universidade Federal do Ceará, faleceu nesta segunda-feira (17), em Fortaleza. O velório ocorre na Funerária Ethernus (Rua Padre Valdevino, 1688, Aldeota), a partir das 14h. Nesta terça-feira (18) será celebrada missa de corpo presente, no mesmo local, às 9h30min. Não haverá sepultamento, mas cremação.

Professor adjunto do Departamento de Matemática da UFC, Darlan Rabelo Girão cursou graduação e mestrado na área pela Universidade, concluídos em 2002 e 2004, respectivamente. Tinha ainda doutorado pela Universidade do Texas em Austin, nos Estados Unidos, concluído em 2011.

A atuação do professor era nas áreas de topologia de dimensões baixas, geometria hiperbólica e teoria de grupos. Ele foi coordenador do Curso de Matemática na UFC.

 

Reprodução: Portal da UFC

Condorcet levou matemática à Justiça e às eleições

Marie Jean Antoine Nicolas de Cantat, marquês de Condorcet, nasceu na França em 1743. Defensor das ideias liberais do Iluminismo —igualdade de direitos para todos, voto feminino, educação pública e gratuita, abolição da escravatura e da pena de morte, governo constitucional—, morreu na prisão aos 50 anos de idade.

Seu talento científico foi reconhecido desde cedo, o que o levou a se tornar matemático e não militar, como a família esperava.

Publicou trabalhos sobre cálculo, probabilidade e estatística, correspondeu-se com cientistas de renome na França e no exterior e alcançou destaque internacional, sendo eleito para várias academias de ciências.

A partir dos 30 anos, assumiu diversas funções administrativas e políticas e se interessou cada vez mais pelas aplicações da matemática às ciências sociais.

Trabalhos que publicou em 1785 contêm algumas de suas descobertas mais marcantes.

Partindo da hipótese de que as pessoas têm propensão, ainda que pequena, a tomar decisões baseadas nos fatos, Condorcet demonstrou matematicamente que o resultado de uma votação é tanto melhor quanto maior for o número de eleitores.

Com base nesse teorema, defendeu os julgamentos por júri popular, no lugar daqueles por um único magistrado. Ainda que a sua hipótese possa parecer questionável nos dias de hoje –no Brasil só homicídios são julgados por júri popular—, o pioneirismo dessas observações impressiona.

O que é ainda mais impactante, Condorcet apontou que o resultado de uma votação uninominal —cada eleitor vota em um só candidato— em geral não representa os reais desejos do eleitorado. Essa descoberta esteve na origem de importantes avanços no século 20, incluindo o famoso teorema da impossibilidade de Arrow.

Voltarei ao tema na próxima coluna.

 

 

Leia na íntegra: Coluna Marcelo Viana – Folha de S. Paulo

A Folha de S. Paulo não autoriza a reprodução do seu conteúdo na íntegra para quem não é assinante. No entanto, é possível fazer um cadastro rápido que dá direito a um determinado número de acessos

 

OBMEP chega aos alunos do 4º e 5º anos do Fundamental

Maior competição científica do país, a Olimpíada Brasileira de Matemática das Escolas Públicas (OBMEP) amplia seu alcance. A competição nacional que reúne 18,2 milhões de crianças e jovens chega, agora, aos alunos dos 4º e 5º anos do Ensino Fundamental de escolas públicas municipais, estaduais e federais.

Proposta pelo Instituto de Matemática Pura e Aplicada (IMPA), com apoio da Sociedade Brasileira de Matemática (SBM), do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC) e do Ministério da Educação (MEC), a iniciativa expande o potencial de participantes da OBMEP em mais 5,2 milhões de estudantes de 87 mil unidades de ensino. Com 20 questões objetivas, as provas serão aplicadas em 30 de outubro nas próprias escolas em todo o país.

Assim como a competição realizada anualmente desde 2005, a 1ª Olimpíada Brasileira de Matemática das Escolas Públicas – Nível A (OBMEP Nível A 2018) pretende estimular o estudo da Matemática, contribuir para a melhoria da qualidade da Educação Básica, identificar jovens talentos e promover a inclusão social.

Em entrevista nesta terça-feira (11), o diretor-geral do IMPA, Marcelo Viana, contou que a ampliação da OBMEP é um sonho antigo. Hoje, a OBMEP alcança praticamente toda a população estudantil do 6º ano do Ensino Fundamental ao último ano do Ensino Médio. Desde 2017, inclui escolas particulares.

“Nossa visão, apoiada em estudos, é que há uma evolução da criança durante o ciclo inicial do Fundamental. Gradualmente, o interesse que a criança tem pela Matemática quando é bem pequenininha vai sendo perdido ao longo dos anos. Acreditamos que a olimpíada tem a possiblidade de combater esse efeito e manter na criança aquele gosto natural pela Matemática”, disse Viana.

O crescimento segue um modelo novo de organização, em colaboração com as redes municipais e estaduais de ensino, detalhou o diretor-adjunto do IMPA, Claudio Landim, coordenador-geral da OBMEP.

O IMPA continua responsável pela parte acadêmica, com a elaboração das provas e do gabarito. Caberá às secretarias oferecer a logística de aplicação, correção das provas e eventuais premiações que venham a instituir.

O modelo já foi testado no município de Nova Iguaçu (RJ), que realizou em 30 de agosto uma olimpíada com a participação de 16,3 mil estudantes dos 4º e 5º anos do Fundamental. “Foi uma experiência bem-sucedida”, relatou Landim.

A secretária de Educação de Nova Iguaçu, Maria Virgínia Andrade, acompanhou o lançamento da expansão da OBMEP. Ela anunciou que os estudantes da rede municipal participarão da OBMEP Nível A. “Na prova-piloto, o desempenho dos nossos alunos e o entusiasmo em resolver as questões foi fantástico”, comemorou.

Além da OBMEP Nível A, o diretor-adjunto anunciou que o IMPA iniciou hoje a divulgação de material didático para as séries iniciais do Ensino Fundamental, disponíveis no Portal do Saber da OBMEP. São quebra-cabeças e desafios, que podem ser baixados diretamente da internet para uso das crianças com as famílias. “Uma Matemática que seja instigante, que seja divertida, tentando estimular o ensino em todo o país”, disse ele.

Inscrições gratuitas

Gratuitas, as inscrições para a OBMEP Nível A são feitas exclusivamente pelas secretarias municipais, estaduais e por representantes das escolas federais pelo link www.obmep.org.br. A ficha de inscrição estará disponível até 10 de outubro.

O conteúdo das provas segue os Parâmetros Curriculares Nacionais para alunos dos 4º e 5º anos do Fundamental. As questões estimularão o raciocínio lógico e a criatividade, marcas tradicionais da OBMEP. A diferença é que ela será realizada em uma só fase.

Na entrevista, Landim lembrou que, neste sábado (15), haverá a segunda fase da OBMEP, com a participação de 1 milhão de alunos. “São 9 mil centros de aplicação e 47 mil fiscais em todo o Brasil. A prova será corrigida por mil professores.”

Reprodução: IMPA

Prêmio SBM 2019

O Prêmio SBM tem como objetivo distinguir o melhor artigo original de pesquisa em Matemática publicado recentemente por jovem pesquisador residente no Brasil. O julgamento é baseado nos seguintes parâmetros: originalidade, relevância, profundidade e potencial de impacto no desenvolvimento da respectiva área.

Poderão ser indicados ao Prêmio artigos publicados nos anos de 2016 a 2019 por pesquisadores ou docentes que tenham obtido o seu doutorado no ano 2004, ou posterior.

As indicações deverão ser enviadas para o e-mail premiosbm@sbm.org.br até o dia 28 de fevereiro de 2019.

Para acessar o regulamento clique aqui.

Para saber mais sobre o ​histórico do ​Prêmio SBM​,​ acesse: http://www.sbm.org.br/premio-sbm

John Graunt, o comerciante que inventou a estatística

Em espanhol, estatística diz-se “estadística”, o que ajuda a lembrar que se trata da “ciência de governar”, dedicada a todas as questões de interesse do estado. Seria de se esperar que fosse ciência antiga, mas remonta apenas ao século 17.

Ela foi inaugurada por John Graunt, comerciante de Londres, por meio de seu livrinho “Observações naturais e políticas sobre as listas de mortalidade”. Foi a primeira tentativa, bastante simples, de analisar fenômenos biológicos e sociais a partir de dados numéricos.

Graunt nasceu em 1620. Seu pai tinha um armarinho, vendia agulhas e botões. O filho juntou-se ao negócio, com sucesso, o que lhe permitiu dedicar parte do seu tempo a interesses intelectuais pouco comuns a um pequeno comerciante. Segundo o biógrafo John Aubrey, “era pessoa dedicada e trabalhadora, que acordava cedo para realizar seus estudos antes de abrir a loja”.

Nas “Observações” analisou as tabelas de nascimentos e mortes em Londres, divulgadas semanalmente pelas 122 paróquias da capital. Graunt começa por indagar por que se publicam tais informações, com indicação das causas de morte. “A razão que me parece mais óbvia é para que o estado de saúde da cidade possa ser conhecido a todo o momento”, responde, com notável senso comum.

Observa que há mais funerais de homens do que mulheres. “A razão de ser disso não tentaremos conjecturar, apenas desejamos que viajantes indaguem se o mesmo acontece em outros países”.

 

 

Leia na íntegra: Coluna Marcelo Viana – Folha de S. Paulo

A Folha de S. Paulo não autoriza a reprodução do seu conteúdo na íntegra para quem não é assinante. No entanto, é possível fazer um cadastro rápido que dá direito a um determinado número de acessos

Chamada para Seleção de Artigos do Profmat

Está aberta a chamada para a seleção de artigos relativos ao Trabalho de Conclusão dos egressos do Mestrado Profissional em Matemática em Rede Nacional – Profmat.

Esta chamada tem como objetivo proporcionar maior visibilidade e reconhecer o mérito dos trabalhos acadêmicos finais no âmbito dos PROEBs  Mestrados Profissionais para Docentes das Escolas Públicas, e encontra-se amparada por meios dos Ofícios Circulares nº 17 e 19/2018 CGPC/DED/CAPES.

Clique aqui para acessar a chamada.

Nicolas Bourbaki, o matemático que não existiu

Em 1934, os jovens matemáticos franceses André Weil e Henri Cartan eram professores de cálculo na Universidade de Estrasburgo. Insatisfeitos com o livro de texto, optaram por escrever eles mesmos um Tratado de Análise.

Formou-se um grupo e foi decidido que o trabalho seria coletivo, sem menção aos autores individuais: para assinar a obra foi inventado um pseudônimo, Nicolas Bourbaki, homenagem jocosa a um general pouco conhecido.

O grupo inicial incluía Claude Chevalley, Jean Delsarte e Jean Dieudonné, além de Cartan e Weil. Ao longo do tempo, entraram outros, como Jean-Pierre Serre, Laurent Schwartz, Alexander Grothendieck, Alain Connes e Jean-Christophe Yoccoz, todos ganhadores da medalha Fields.

A composição do Bourbaki era secreta, mas a identidade ficava conhecida quando cada membro se aposentava do grupo, o que devia acontecer até os 50 anos. Membros proeminentes tiveram relações com o Brasil: Weil, Dieudonné e Grothendieck visitaram a USP por períodos longos, e este último colaborou com Leopoldo Nachbin, um dos fundadores do Impa (Instituto de Matemática Pura e Aplicada).

O objetivo de Bourbaki era deduzir a matemática de forma rigorosa a partir de ideias fundamentais, os axiomas. Transformou-se numa tarefa imensa, nunca completada, apesar dos inúmeros livros. No processo, o grupo tornou-se muito influente, para bem ou para mal.

Nos anos 1950, houve importantes avanços na topologia algébrica, geometria algébrica e analítica e análise funcional, que se beneficiaram da reorganização da matemática promovida por Bourbaki.

Ao mesmo tempo, a ênfase do grupo no rigor e na generalidade, sem espaço para a intuição, foi muito criticada: não é assim que ideias matemáticas são descobertas, para muitos. “Bourbakista” virou uma espécie de insulto, sinônimo de preciosista e abstrato demais.

 

Leia na íntegra: Coluna Marcelo Viana – Folha de S. Paulo

A Folha de S. Paulo não autoriza a reprodução do seu conteúdo na íntegra para quem não é assinante. No entanto, é possível fazer um cadastro rápido que dá direito a um determinado número de acessos

 

Chamada: propostas de cursos para o 32º CBM

Caros colegas,

Já se encontra aberta a chamada de cursos introdutórios e avançados para o 32o. Colóquio Brasileiro de Matemática, a ser realizado no IMPA, de 29 de julho a 02 de agosto de 2019.

Mais informações podem ser obtidas em

https://impa.br/wp-content/uploads/2018/07/32CBM_Prop-Cursos-PT.pdf

Tenho certeza de que com a contribuição de todos teremos, como sempre, um grande evento no próximo ano.

Desde já agradeço.

Nancy Garcia
pelo Comitê Organizador 32o. CBM

Pedro Nunes, matemático entre dois mundos

Anos atrás visitei o promontório de Sagres, na costa sul de Portugal, celebrizado por Luís de Camões em “Os Lusíadas”. De lá saíram, meio milênio atrás, as embarcações portuguesas que descobriram para os europeus tantas novas terras na África, Ásia e América, incluindo o Brasil.

Como muitos outros visitantes um pouco ingênuos, busquei vestígios da famosa “escola de Sagres”, que teria sido criada pelo príncipe D. Henrique, o Navegador (1394–1460).

Tal escola nunca existiu fisicamente, mas é fato que Henrique se cercou dos melhores matemáticos, astrônomos, cosmógrafos e cartógrafos do seu tempo, e nesse ambiente de intensa curiosidade fomentado pelo príncipe floresceu uma escola de pensamento que buscava o conhecimento na experiência direta, e não mais nos livros antigos.

O maior expoente da tradição iniciada em Sagres foi o matemático e cosmógrafo português Pedro Nunes (1502–1578), uma das maiores figuras científicas de seu tempo. Tempo de transição entre a tradição medieval, respeitosa da autoridade, e a cultura do Renascimento, voltada para o mundo empírico.

Pedro Nunes foi o último grande matemático que contribuiu para melhorar o sistema astronômico geocêntrico de Ptolomeu, que logo seria desbancado pelo sistema heliocêntrico, de Copérnico e Galileu.

Mas foi também um inventor de instrumentos práticos para uso na navegação. O mais famoso é o nônio, engenhoso sistema de réguas deslizantes com graduações distintas, que aumenta muito a precisão da medição.

 

Leia na íntegra: Coluna Marcelo Viana – Folha de S. Paulo

A Folha de S. Paulo não autoriza a reprodução do seu conteúdo na íntegra para quem não é assinante. No entanto, é possível fazer um cadastro rápido que dá direito a um determinado número de acessos

Problemas matemáticos: o fácil pode ser muito difícil

Há um exemplo espetacular de como um problema matemático pode ser facílimo de formular e dificílimo de resolver.

Funciona assim: considere um inteiro positivo N qualquer. Se for par, divida por 2. Se for ímpar, multiplique por 3 e some 1. Substitua N pelo resultado obtido e siga repetindo esse procedimento. Por exemplo, se começar com N=7 obterá, sucessivamente, 22, 11, 34, 17, 52, 26, 13, 40, 20, 10, 5, 16, 8, 4, 2, 1 e, a partir daí, a sequência só repete os números 4, 2, 1, ciclicamente.

Se começar com outro valor de N, a sequência será diferente, claro, porém mais cedo ou mais tarde chegará ao número 1. O número de operações até isso acontecer, chamado tempo de paragem, depende de maneira complicada do número inicial N. Mas cedo ou tarde sempre acontece.

Pelo menos foi assim para todos os números testados até hoje. Com o advento dos computadores, tornou-se possível testar números cada vez maiores; hoje em dia sabemos que a propriedade de chegar ao número 1 vale, pelo menos, para todos os números N com menos de 21 dígitos.

Mas ninguém conseguiu ainda dar uma prova matemática rigorosa de que ela valha para todos os inteiros, apesar de todos os esforços feitos desde que o problema foi levantado, em 1928, pelo matemático alemão Lothar Collatz (1910–1990). Na verdade, houve pouquíssimos avanços.

O famoso matemático húngaro Paul Erdös (1993 –1996) disse uma vez que “talvez a matemática não esteja pronta para problemas como este”, querendo dizer que não existem ferramentas para atacá-lo. Ele também ofereceu US$ 500 pela solução, e esse prêmio continua valendo.

 

Leia na íntegra: Coluna Marcelo Viana – Folha de S. Paulo

A Folha de S. Paulo não autoriza a reprodução do seu conteúdo na íntegra para quem não é assinante. No entanto, é possível fazer um cadastro rápido que dá direito a um determinado número de acessos

Brasil sedia a 29ª Olimpíada de Matemática do Cone Sul

Após sediar a Olimpíada Internacional de Matemática (IMO) em 2017 e o Congresso Internacional de Matemáticos (ICM) em 2018, o Brasil será a casa da 29ª edição da Olimpíada de Matemática do Cone Sul.

A competição acontecerá de 22 a 29 de agosto nas cidades de Maceió e Barra de São Miguel, em Alagoas, com equipes de oito países: Argentina, Bolívia, Brasil, Chile, Equador, Paraguai, Peru e Uruguai. Cada time será formado por quatro estudantes de até 16 anos e dois professores líderes.

No principal torneio de Matemática da América do Sul, o Brasil será representado pelos estudantes Pablo Barros, de Teresina (PI), Pedro Cabral, Enzo Moraes e Gabriel Paiva, todos de Fortaleza (CE). Eles foram premiados na 39ª Olimpíada Brasileira de Matemática (OBM) de 2017. Serão liderados por Israel Franklin Dourado Carrah, de Fortaleza, e Rafael Filipe dos Santos, do Rio de Janeiro.

A equipe brasileira se preparou para a competição internacional com treinamentos intensivos promovidos pelo Instituto de Matemática Pura e Aplicada (IMPA), em parceria com instituições privadas.

Realizada desde 1988, a competição tem como objetivo propiciar aos jovens a oportunidade de demonstrar suas habilidades em Matemática, além de possibilitar a troca de conhecimentos e reforçar os contatos interculturais no Ensino Médio. O Brasil participa do torneio desde a primeira edição e contabiliza 26 ouros, 47 pratas e 32 bronzes.

Workshop Internacional

Como parte das atividades prévias à olimpíada, acontecerá nos dias 20 e 21 de agosto o Workshop Internacional em Competições Lúdicas de Matemática. O evento, aberto ao público, é voltado aos professores do Ensino Fundamental e visa a troca de experiências entre os participantes.

 

Reprodução: IMPA

ICMC anuncia tese de doutorado vencedora do Prêmio Gutierrez 2018

Quando o colombiano Plinio Murillo, 28 anos, deixou o país natal atraído pela excelência do ensino no Instituto de Matemática Pura e Aplicada (IMPA), onde fez mestrado e doutorado, repetiu a trajetória de outro matemático latino-americano, o peruano Carlos Gutierrez (1944-2008). Os dois não se conheceram, mas, simbolicamente, os caminhos deles acabam de se cruzar: Plínio Murillo é o vencedor do Prêmio Professor Carlos Teobaldo Gutierrez Vidalon 2018, destinado à melhor tese em matemática defendida no Brasil no ano anterior à premiação, nos quesitos originalidade e qualidade.

Criado em 2009 pelo Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC) da USP, em São Carlos, a distinção homenageia Gutierrez, que trabalhou no IMPA até 1999. Depois, ele atuou como professor no ICMC, onde contribuiu com a criação e consolidação do grupo de pesquisa em sistemas dinâmicos. Das dez edições do prêmio, que é apoiado pela Sociedade Brasileira de Matemática (SBM), o IMPA conquistou oito.

Murillo foi reconhecido pelo trabalho On arithmetic manifolds with large systole, sob orientação do professor Mikhail Belolipetsky. Na tese, foram estudados dois elementos geométricos – os cumprimentos de curvas e o volume – em espaços que têm forte ligação com teoria dos números, chamados variedades aritméticas. “O resultado principal é calcular a relação explícita entre o volume e o menor comprimento de uma curva fechada num tipo particular desses espaços”, detalha Murillo, contando que, desde cedo, gostou de combinar geometria e álgebra.

A notícia da premiação surpreendeu o pesquisador: “Foi uma grata surpresa! Fico muito feliz e agradecido aos responsáveis do prêmio por me conceder tamanha honra, que não é somente minha, mas de muitas outras pessoas que, de uma ou outra forma, tem me ajudado ao longo desses anos.

O professor Belolipetsky também foi surpreendido pela notícia e observou que, apesar de saber que a tese de Murillo é muito boa, ele disputava com outros trabalhos de excelência. Para o professor, prêmios como o Gutierrez são importantes por contribuir com a divulgação e a visibilidade do trabalho acadêmico e também podem ser úteis para a carreira de jovens pesquisadores.

“O prêmio Gutierrez já se tornou uma das principais distinções de nosso cenário acadêmico. Estamos muito contentes com esse importante reconhecimento da qualidade do trabalho realizado pelo Plínio na sua tese, orientado pelo Misha Belolipetsky”, ressalta o diretor-geral do IMPA, Marcelo Viana.

Como não esperava ser premiado, Murillo, que está no Rio de Janeiro participando do Congresso Internacional de Matemáticos (ICM) 2018, precisou adiar o retorno para Suíça, onde faz pós-doutorado. Ele participará da cerimônia de premiação, que acontece no próximo dia 27 de agosto, às 14 horas, no auditório Fernão Stella de Rodrigues Germano, no ICMC. Gratuito e aberto a todos os interessados, o evento marca também o início do Workshop de Teses e Dissertações em Matemática do ICMC.

Para maiores informações acesse: https://www.icmc.usp.br/pos-graduacao/ppgmat/premio-gutierrez

Texto: Assessoria de Comunicação do IMPA em parceria com a Assessoria de Comunicação do ICMC/USP

Jornalistas recebem Prêmio IMPA-SBM

“Um dos muitos legados do Congresso Internacional dos Matemáticos (ICM 2018) foi termos nos aproximado dos nossos colegas de Comunicação.” Assim o diretor-geral do IMPA, Marcelo Viana, anunciou a entrega da primeira edição do Prêmio IMPA-SBM de Jornalismo, que aconteceu durante a cerimônia de encerramento do ICM 2018. A ação pretende contribuir de modo significativo para a disseminação da cultura científica na sociedade brasileira.

Inscreveram-se na disputa 72 trabalhos nas categorias Matemática (31) e Divulgação Científica (41). As produções vieram de dez Estados do país, publicados, exibidos e transmitidos em jornais, revistas, portais, blogs e emissoras de televisão e rádio. A seleção dos finalistas considerou os critérios de relevância jornalística do tema, originalidade, profundidade, clareza e qualidade na execução do material jornalístico.

“Nunca tive grande relação com Matemática e precisei pesquisar bastante para fazer a reportagem, conversei com várias crianças que participam das Olimpíadas e a, partir daí, percebi que a Matemática não é um bicho de sete cabeças”, disse a repórter Isabela Izidro, que ganhou o primeiro lugar na categoria Matemática em parceria com Maria Clara Vieira pela reportagem “Esta turma só pensa naquilo”, publicada na revista “Veja”.

Gabriel Alves, repórter da “Folha de S.Paulo”, foi o primeiro colocado na categoria Divulgação Científica, com o texto “Há 50 anos o Brasil fazia seu primeiro transplante cardíaco”. Alves comemorou o prêmio e disse ter apreciado a oportunidade de conversar com cientistas que fizeram história no país para escrever a reportagem. “O Brasil entrou, naquele momento, na elite mundial da cirurgia cardíaca”, afirmou Alves.

Um prêmio especial foi concedido à equipe da TV Globo responsável pela série “Assustadora, ela está nas coisas mais simples da vida: a Matemática”. Durante uma semana, num total de quase 30 minutos de reportagem, a disciplina foi destaque no horário nobre da televisão aberta. O repórter Pedro Bassan contou ter conhecido um pouco mais sobre a Matemática a partir de pessoas que divulgam a disciplina, como o português e palestrante no ICM 2018 Rogério Martins, e o matemático e escritor Alex Bellos. Passou, então, a ter um olhar diferente do que tinha na escola.

“Nunca tive uma relação de amor incondicional com a Matemática, sempre achei difícil, não era minha aptidão natural. Mas fui alvo de um trabalho como esse, de popularização [da disciplina], comecei a comprar livros e passei a gostar. Com a reportagem, eu quis fazer algo semelhante”.

Bassan inclui a OBMEP nas ações que fazem as crianças entenderem a Matemática com outra perspectiva. “A Olimpíada coloca a Matemática de uma forma diferente das provas das escolas tradicionais. Estimula as crianças a entender a disciplina de forma diferente”.

As premiações são idênticas nas duas categorias: R$ 10mil e troféu (vencedor); R$ 3 mil e diploma (2º lugar); R$ 2 mil e diploma (3º lugar). Para as duas menções honrosas foram concedidos diplomas.

Hors-Concours

Pedro Bassan, Lizzie Nassar, Rogério Lima, Tatiana Neves, Zeca Esperança, Renato Portronieri e Eduardo Seabra – “Ela está nas coisas mais simples da vida: a Matemática” – Jornal Nacional/TV Globo

Categoria Matemática
1º lugar – Maria Clara Vieira e Isabela Izidro – “Esta turma só pensa naquilo”, Veja
2º lugar – Paulo Saldaña – “Filhos ganham 1 ano quando os pais conhecem matemática”, Folha de S.Paulo
3º lugar – Denise Casatti – “A matemática está em tudo”, Jornal da USP
Menção Honrosa – Paula Martini – “Desafios da Matemática”, CBN
Menção Honrosa – Paulo Saldaña e Érica Fraca – “Matemática engatinha nas escolas de elite dos país/ Fórmula Piauí”, Folha de S. Paulo

Categoria Divulgação Científica
1º lugar – Gabriel Alves – “Há 50 anos, Brasil fazia seu primeiro transplante cardíaco”, Folha de S. Paulo
2º lugar – Bernardo Esteves – “O acelerador”, Piauí
3º lugar – Bárbara Souza – “Ciência de ponta a ponta”, CBN
Menção Honrosa – Mariana Lima – “Prazer, sou cientista de Humanas”, o Dia+
Menção Honrosa – Renato Grandelle – “Sem dinheiro para combater o Aedes”, O Globo

 

Reprodução: IMPA

Medalhas de ouro da OBMEP são entregues a 575 jovens

Eles formam um seleto grupo de jovens que, vindos de todos os cantos do país, têm em comum o amor pela Matemática. Hoje, esta paixão foi recompensada quando, cada um deles, recebeu a sua medalha de ouro da OBMEP.

Foram 18,2 milhões de participantes na OBMEP em 2017, dos quais 575 premiados nesta quinta-feira (2), durante o ICM 2018, no Riocentro.

A solenidade contou com a presença do ministro da Educação, Rossieli Soares da Silva. Também participaram do evento o italiano Alessio Figalli, o brasileiro Artur Avila e o francês Cédric Villani, respectivamente vencedores da Medalha Fields em 2018, 2014 e 2010.

A tarde de muita alegria foi animada pelo DJ Omulu, pelo dançarino Rodrigo Morura e pelo grupo de instrumentistas Aerolata, de Vigário Geral. Eles fabricam os próprios instrumentos de percussão com materiais reciclados.

Depois de destacar que os premiados transformarão a vida do país e as suas próprias, o ministro da Educação pediu que todas as meninas ficassem de pé e as parabenizou. Falou da necessidade que o país tem dessas futuras cientistas e disse o quanto é importante estimulá-las.

Na cerimônia, o coordenador da OBMEP, Claudio Landim, reservou mais uma surpresa. Ele anunciou que o programa será estendido, a partir do próximo ano, às 4ª e 5ª séries do ensino fundamental.

Depois, chegou a vez dos jovens receberem as medalhas. A ordem de entrega começou com os hexa, penta e tetra medalhistas.

Nesta última categoria está Larissa Cristina Bretanha, de Brasília. Aos 15 anos e quatro medalhas de ouro, a estudante do Colégio Militar já esteve no PIC e, atualmente, se dedica ao Polos Olímpicos de Treinamento Intensivo.

Se a Matemática é uma paixão desde a infância, nas horas livres ela se dedica à leitura, que também adora. “Ler é muito bom. O livro que me fez despertar para esse hábito foi Harry Potter.”

As Olimpíadas começaram em 2005 com 10 milhões de alunos e já chegaram a mais de 18 milhões. A quantidade só tende a crescer com o entusiasmo de jovens como Luigi Monteiro Santos Rangel, do Rio de Janeiro, que ganhou a primeira medalha de ouro aos 11 anos e, hoje, aos 14, até se perde ao contar quantas já têm. Ele participa não só da OBMEP, como de todas as outras competições.

De onde veio toda essa paixão? “Eu já gostava e minha ex-professora na Escola Municipal Ceará, Maria Isabel, formou um grupo de estudo e me incluiu. Daí para a frente o interesse só cresceu. Quero ser matemático. Assistir, ontem, à história dos premiados com a Medalha Fields só me fez pensar em quanto mais tenho que me dedicar.”

 

Reprodução: IMPA

Artur Avila recebe comenda do Ministério da Educação

O pesquisador extraordinário do Impa Artur Avila recebeu nesta quinta-feira (2) a Medalha da Ordem Nacional do Mérito Educativo das mãos do ministro da Educação, Rossieli Soares da Silva. A comenda foi entregue durante a premiação dos 575 alunos medalhistas de ouro nas Olimpíada Brasileira de Matemática das Escolas Públicas (OBMEP), que aconteceu no mesmo pavilhão do Riocentro onde, na véspera, quatro dos mais importantes matemáticos do mundo foram laureados com a Medalha Fields no ICM 2018.

Avila, único brasileiro a ganhar a Medalha Fields (2014), comemorou o reconhecimento do MEC. “Mesmo sem trabalhar convencionalmente como um educador, já que meu trabalho se concentra em pesquisa, há outras maneiras de ter efeito educativo sobre a população. Neste caso, como uma inspiração”, afirmou.

O matemático contou que gosta de participar das cerimonias de premiação da OBMPEP e valorizou a conquista dos jovens medalhistas da OBMEP. “É muito especial o que está sendo feito no Brasil. Eles estão no caminho certo, a primeira coisa é se encantar com a Matemática, é um processo. Se já chegaram até aqui, as coisas funcionaram em parte, mas ainda há um caminho longo a ser percorrido e não necessariamente na Matemática. Essas medalhas certamente farão diferença na vida deles.”

 

Reprodução: IMPA

Vencedores da Medalha Fields

O iraniano Caucher Birkar, o italiano Alessio Fegalli, o alemão Peter Scholze e o indiano Akshay Venkatesh são os vencedores da Medalha Fields, entregues na manhã desta quarta-feira (1º) na cerimônia de abertura do Congresso Internacional de Matemáticos (ICM 2018), no Rio de Janeiro.

Mais importante prêmio da Matemática mundial, a Medalha Fields é entregue a cada quatro anos, sempre durante o ICM, a notáveis e promissores matemáticos, com até 40 anos de idade. Concedida pela primeira vez em 1936, a láurea é um reconhecimento a trabalhos de excelência e um estímulo a novas realizações.

O Pavilhão 6 do centro de convenções e eventos Riocentro foi tomado pelos cerca de 2.500 congressistas de todos os continentes que vieram ao Rio participar do ICM 2018. O anúncio dos medalhistas foi o ponto alto da solenidade. No mundo acadêmico, costuma-se comparar a Medalha Fields a uma espécie de Prêmio Nobel da Matemática.

 

Caucher Birkar

Primeiro a ser anunciado, Caucher Birkar, nascido em 1978 em uma família de fazendeiros no Irã, na fronteira com o Iraque, testemunhou a guerra entre os dois países. Apesar do conflito e das dificuldades econômicas, ele se interessou por Matemática. Aprendeu com o irmão mais velho conteúdos avançados e fez do saber, profissão.

Após o bacharelado em Matemática na Universidade de Teerã, Birkar mudou-se para o Reino Unido. Concluiu o PhD com a tese “Topics in modern algebraic geometry”. Sua principal área de interesse é a geometria birracional. Dedicou-se a aspectos fundamentais de problemas-chave na Matemática moderna – como modelos mínimos, variedades de Fano e singularidades. Seus trabalhos solucionaram conjecturas antigas.

Professor da Cambridge University há 12 anos, Birkar recebeu a Fields pela prova da /limitação das variedades Fano e pela contribuição ao Programa de Modelo Mínimo. Ele tem outras premiações. Em 2010, recebeu o Philip Leverhulme.Prize e foi laureado pela Fondation Sciences Mathématiques de Paris – em conjunto com Paolo Cascini (Imperial College London), Christopher Hacon (Universidade de Utah) e James McKernan (Universidade da Califórnia, San Diego) – pelo artigo “Existence of minimal models for varieties of log general type”, considerado revolucionário para a área. Pelo trabalho, o quarteto recebeu o Prêmio Moore 2016, da American Mathematical Society.

Alessio Figalli

Segundo a ser anunciado, Alessio Figalli é italiano de Nápoles, nascido em 2 de abril de 1984. Ele foi premiado pelas contribuições à teoria do transporte ideal e suas aplicações em equações diferenciais parciais, geometria métrica e probabilidades.

A Olimpíada Internacional de Matemática (IMO) o despertou para o tema e, ao ingressar na Scuola Normale Superiore di Pisa, escolheu a Matemática. Concluiu em 2007 o doutorado na École Normale Supérieure de Lyon (França), sob orientação de Cédric Villani, também distinguido com a Medalha Fields.

Em 2010, foi pesquisador do Centro Nacional de Pesquisa Científicas da École Polytechnique e da Universidade do Texas (EUA). Hoje leciona na Escola Técnica Federal (ETH) de Zurique (Suíça). Figalli foi palestrante convidado no ICM 2014, em Seul (Coreia do Sul). Conquistou os prêmios Peccot-Vimont (2011), EMS (2012), Cours Peccot (2012), Medalha Stampacchia (2015) e Feltrinelli (2017).

Peter Scholze

Peter Scholze foi o terceiro vencedor da Fields anunciado na cerimônia. Aos 30 anos, o alemão de Dresden é um dos matemáticos mais influentes do mundo. Aos 24 anos, já se tornara professor titular da Universidade de Bonn.

Scholze foi contemplado com a Fields, entre outras razões, pelas contribuições ao desenvolvimento de novas teorias cosmológicas e pelo trabalho de excelência desenvolvido na área de geometria aritmética algébrica.

O matemático concluiu a graduação e o mestrado em cinco semestres. Começou a ganhar notoriedade aos 22 anos, ao sintetizar em 37 páginas as 288 de uma prova complexa da teoria dos números. Especialista em geometria algébrica aritmética, ele se destaca pela capacidade de enxergar com profundidade a natureza dos fenômenos matemáticos e simplificá-los em apresentações.

Palestrante convidado do ICM 2014, Scholze acumula prêmios importantes: European Mathematical Society (2016), Leibniz (2016), Fermat (2015), Ostrowski (2015), Cole (2015), Clay Research Fellowship (2014), SASTRA Ramanujan (2013) e Prix and Cours Peccot (2012).

Akshay Venkatesh

Akshay Venkatesh ganhou aos 12 anos a primeira medalha em uma Olimpíada Internacional de Matemática. Nascido em 1981 na Índia, criado na Austrália, encantou-se pela Teoria dos Números. Ingressou no Bacharelado em Matemática e Física na Universidade de Western Australia, ainda adolescente. Aos 20 anos, terminou o PhD na Universidade Princeton. Sete anos depois, tornou-se professor da Universidade Stanford e do Institute of Advanced Study (IAS), em Princeton.

Vekatesh ganhou a Medalha Fields por sua síntese da teoria analítica dos números, dinâmica homogênea, topologia, e teoria da representação, que resolveu problemas de longa data em áreas como a da equidistribuição de objetos aritméticos.

Já foi reconhecido com prêmios destacados, como Ostrowisk (2017), Infosys (2016), SASTRA Ramanujan (2008) e Salem (2007).

Comitê selecionado pela IMU

Idealizada pelo matemático canadense John Charles Fields para celebrar os grandes feitos na área, a medalha já foi conquistada por 56 pesquisadores das mais diversas nacionalidades. Um deles é o brasileiro Artur Avila, pesquisador extraordinário do IMPA, agraciado em 2014.

Os vencedores da Medalha Fields são selecionados por um comitê de especialistas nomeados pela União Matemática Internacional (IMU, na sigla em inglês), a organização supranacional patrocinadora dos ICMs. A cada quatro anos, são escolhidos até quatro pesquisadores de até 40 anos de idade. Além da medalha, há um prêmio em dinheiro no valor de 15 mil dólares canadenses.

Reprodução: IMPA

INSCRIÇÕES ENCERRADAS – EXAME NACIONAL DE ACESSO AO PROFMAT 2019

Estão abertas as inscrições para o Exame Nacional de Acesso ao PROFMAT – ENA 2019.

As inscrições podem ser feitas até as 17 horas do dia 17 de setembro de 2018.

Clique aqui para acessar o sistema de inscrição.

O PROFMAT é uma pós-graduação stricto sensu para aprimoramento da formação profissional de professores da educação básica.

Para mais informações acesse: www.profmat-sbm.org.br

Clique aqui para acessar o edital.

Novo prazo para submissão de propostas de minicursos e oficinas – V Colóquio de Matemática da Região Centro-Oeste

Está reaberto o prazo para submissão de propostas de minicursos e oficinas no V Colóquio de Matemática da Região Centro-Oeste.

Cada minicurso terá duração de 6h, em quatro encontros de uma hora e meia, e as oficinas terão 1,5 ou 3 três horas de duração, um ou dois encontros de uma hora e meia.

O novo prazo para submissão de propostas se encerra em 20 de agosto de 2018.

Mais informações no site http://eventos.ifg.edu.br/v-coloquio-matematica-centro-oeste ou pelo email vcmco.ifg@gmail.com.