Karen Uhlenbeck é a primeira mulher a ganhar o Prêmio Abel de Matemáticas.

Professora da Universidade de Austin, no Texas e defensora da igualdade de gênero na ciência, seus trabalhos estabeleceram as bases para modelos geométricos contemporâneos em física e matemática.

Karen Uhlenbeck recebe o Prêmio Abel 2019 por seu trabalho fundamental em análise geométrica e teoria de calibre, que transformou dramaticamente o cenário matemático”, afirmou o presidente da comissão Abel, Hans Munthe-Kaas, em um comunicado.

“Suas teorias revolucionaram nossa compreensão de superfícies mínimas, como a formada por bolhas de sabão, e problemas de minimização gerais em dimensões mais altas”, acrescentou.

Nenhuma lei científica leva o nome do descobridor, nem a de Murphy

Algum tempo atrás escrevi que não é de Pitágoras o teorema que leva o seu nome. Isso causou desconforto, e leitores me acusaram de “revisionismo histórico” e “destruição de reputação”. Exageros à parte, acho ótimo que a matemática desperte paixões normalmente reservadas a arbitragens de futebol ou novelas.

No entanto, eu só contei uma “novidade” conhecida dos historiadores há mais de um século a partir de achados arqueológicos na Babilônia e que não diminui em nada o papel dos pitagóricos no desenvolvimento do pensamento ocidental.

Além disso, são muitos os avanços científicos atribuídos erroneamente. Citarei alguns casos em que o erro é fortuito e não resultado de má-fé ou viés.

Já dei aqui outro exemplo: o teorema de Stokes do cálculo vetorial —descoberto pelo físico Lord Kelvin, apresentado ao colega George Stokes. Anos depois, Stokes incluiu a questão numa prova na Universidade de Cambridge e acabou levando a fama, dando o nome ao teorema. Não há registro de que Kelvin, alçado à grande nobreza do reino, tenha se sentido prejudicado.

Outro exemplo, menos científico. Após um teste fracassado com equipamento de sua autoria, o engenheiro aeroespacial Edward Murphy colocou a culpa no assistente. “Se tem um jeito de fazer dar errado, esse cara consegue.” A frase antipática foi convertida no disparate “tudo que pode dar errado dará”, a famosa “lei de Murphy” que o próprio detestava. Mas não precisamos ter pena: será que a frase original o teria feito tão famoso?

Existe até uma “teoria” sobre o assunto. Em 1997, o matemático russo Vladimir Arnold, grande gozador, proclamou: “Princípio de Arnold: se um conceito tem o nome de alguém, essa pessoa não é a descobridora”. Claro que, segundo Arnold, esse princípio fora descoberto por outra pessoa, no caso o físico Michael Berry. Portanto: “Princípio de Berry: o princípio de Arnold pode ser aplicado a si mesmo”.

 

 

Leia o texto na íntegra: Coluna Marcelo Viana – Folha de S. Paulo

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1st Joint Meeting Brazil-France in Mathematics

O primeiro Encontro Conjunto Brasil-França em Matemática (1st Joint Meeting Brazil-France in Mathematics) acontecerá no Impa, Rio de Janeiro, de 15 a 19 de julho de 2019.

Já nos anos 50, matemáticos franceses como André Weil e Laurent Schwartz passaram longos períodos como visitantes na Universidade de São Paulo. A cooperação matemática entre os dois países tornou-se intensa na década de 1970 quando brilhantes jovens matemáticos franceses realizaram seu serviço militar como coopérants no Impa.

A cooperação bilateral cresceu substancialmente ao longo dos anos, tanto que é justo afirmar que cada um dos países é agora um importante parceiro científico do outro no campo da matemática. Um grande sinal dessa parceria é a Medalha Fields concedida em 2014 a Artur Avila em nomeação conjunta do Impa e a Universidade de Paris.

A SBM e a SBMAC juntamente com as sociedades matemáticas da França (SMF e SMAI) decidiram reunir matemáticos dos dois países, especialmente jovens pesquisadores, para consolidar e renovar a cooperação estabelecida ao longo dos anos.

O encontro acontecerá no Impa, Rio de Janeiro, de 15 a 19 de julho de 2019.

Informações sobre inscrição e programação acesse aqui: https://impa.br/eventos-do-impa/eventos-2019/1st-joint-meeting-brazil-france-in-mathematics/

Prorrogação do prazo de indicações para o Prêmio SBM 2019

Foi estendido até 28 de março o prazo para apresentação de candidaturas ao Prêmio Sociedade Brasileira de Matemática, o qual distinguirá (com R$20 mil reais e uma placa comemorativa) o melhor artigo de pesquisa em Matemática publicado entre 2016 a 2019 por pesquisador trabalhando no Brasil e que tenha terminado o seu doutorado do ano 2004 para cá.

As indicações deverão ser enviadas para o e-mail premiosbm@sbm.org.br até o dia 28 de março de 2019.

O regulamento está disponível em: https://www.sbm.org.br/wp-content/uploads/2018/09/Premio_SBM_2019.pdf

Para saber mais sobre o ​histórico do ​Prêmio SBM​,​ acesse: http://www.sbm.org.br/premio-sbm

Por que mulheres são menos valorizadas na ciência?

No livro “Sapiens – Uma breve história da humanidade”, Yuval Harari questiona por que as sociedades humanas são majoritariamente patriarcais, pelo menos desde a invenção da agricultura. Há várias teorias, mas nenhuma explica convincentemente por que nossas culturas valorizam mais os homens do que as mulheres.

Em ciência, esse fenômeno tem nome: “efeito Matilda”, em homenagem à ativista norte-americana Matilda Gage (1826-1898), defensora do sufrágio universal e da abolição da escravatura. No ensaio “Woman as an inventor” (A mulher enquanto inventora), publicado em 1883, ela elenca contribuições femininas à ciência e à tecnologia e mostra como, ao longo da história, muitas delas foram atribuídas a homens.

Muitas vezes isso está associado ao “efeito Mateus”, ou seja, cientistas renomados que recebem crédito excessivo em detrimento de seus colegas mais jovens, de qualquer gênero. O nome faz referência ao Evangelho de Mateus (“àquele que tem, mais será dado e ele terá abundância, mas, daquele que não tem, mesmo o que possui será tirado”).

O mais antigo caso registrado diz respeito a Trota, que viveu na cidade italiana de Salerno na primeira metade do século 12 e se notabilizou na área de medicina da mulher.

Seus tratamentos foram coletados em um texto em latim intitulado “Trotula”, que alcançou fama em toda a Europa. Mas a ideia de que fosse obra de uma mulher era demasiado estranha para os monges copistas que reproduziram o texto na Idade Média. Após sua morte, a autoria foi atribuída a seu marido ou filho. Com o tempo, os confusos monges chegaram a “converter” Trota num homem chamado Trotula. A verdade só veio à tona no século 20.

No tempo de Matilda, a injustiça estava sacramentada na lei: “Se uma mulher casada conseguir uma patente, ela poderá usar como entender? De modo algum. Ela não terá qualquer direito sobre o fruto de sua mente. Seu marido pode dar seu próprio nome à invenção e fazer com ela o que quiser”.

As leis mudaram, na maior parte dos países, mas pressupostos culturais são muito resistentes. Tomei consciência disso, de modo contundente, durante reunião de preparação do projeto “Meninas Olímpicas do Impa”, iniciativa apoiada pelo CNPq (Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico) que visa agir na educação básica para incentivar a permanência de meninas nas áreas de ciências exatas e tecnologia.

 

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Os marcianos já caminharam na Terra

Na imensidão do Universo há incontáveis galáxias, cada uma com bilhões de estrelas, rodeadas por ainda mais planetas. Entre tantos, não há como duvidar de que muitos têm vida inteligente. Certamente, muitos planetas já alcançaram a era espacial: seus habitantes circulam entre os astros, explorando novos mundos. Não é possível que não encontrem um lugar lindo como a Terra.

Enrico Fermi (1901-1954), o grande físico ítalo-americano que liderou o projeto nuclear dos EUA, não estava convencido. “Esses seres superiores já deveriam ter chegado. Onde estão eles?” A resposta, descarada, veio do físico e biólogo húngaro Leo Szilard (1898″”1964): “Eles já estão entre nós, só que se denominam húngaros”. Assim nasceu a lenda dos marcianos.

Nos anos em torno da 2ª Guerra Mundial, emigrou para os EUA um grupo impressionante de cientistas húngaros, especialmente matemáticos e físicos de origem judaica.

Além de Szilard, estavam Theodore von Kárman (1881-1963), Eugene Wigner (1902-1995), John von Neumann (1903-1957), Edward Teller (1908-2003), Paul Erdös (1913-1996), Peter Lax (nascido em 1926) e muitos outros.

Com seu talento sobre-humano —e o sotaque do Drácula nos velhos filmes protagonizados pelo húngaro Bela Lugosi —, eram um grupo à parte. Ficava fácil acreditar que não eram deste mundo.

Dizia-se que uma nave marciana pousara em Budapeste por volta de 1900. Após a conclusão de que a Terra não lhes interessava, os alienígenas foram embora mas não sem antes gerarem os famosos cientistas. Estes contribuíam para enfeitar e propagar a lenda, adicionando “evidências”. Edward Teller, que se orgulhava das iniciais E.T., fingia preocupação: “A história está se espalhando, aposto que von Kármán anda falando demais!”

 

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Encontro Brasileiro de Mulheres Matemáticas

O primeiro Encontro Brasileiro de Mulheres Matemáticas acontecerá no IMPA nas vésperas do 32º Colóquio Brasileiro de Matemática, nos dias 27 a 28 de julho de 2019.

A sub-representação de mulheres na área de Ciências Exatas, Tecnologia, Engenharia e Matemática (CETEM) é um fenômeno mundial preocupante para a ciência, dado que a diversidade está no cerne da pesquisa e da inovação. É importante portanto uma reflexão sobre a discrepância de gênero em CETEM, em particular em matemática, suas causas, desafios e possíveis iniciativas para diminuí-la.

O Encontro Brasileiro de Mulheres Matemáticas visa estimular a inclusão e permanência das mulheres na carreira científica em matemática. A programação prevê palestras científicas de alto nível, apresentações de jovens pesquisadoras, sessões de tutoria, apresentações de pôsteres e mesas redondas.

Para mais detalhes, incluindo a programação completa, consulte o link: https://impa.br/eventos-do-impa/eventos-2019/encontro-brasileiro-de-mulheres-matematicas/

 

Rigor de Flexner levou medicina americana ao topo

Escrevi há um mês sobre o livro “A utilidade do conhecimento inútil”, do norte-americano Abraham Flexner. O autor merece que falemos mais dele. Flexner nasceu em Louisville, Kentucky, em 1866. Na época, o ensino no sul dos Estados Unidos era muito ruim, mas ele se autoeducou na biblioteca local. Dessa forma, conseguiu acesso à Universidade Johns Hopkins, então recém-criada e que se tornaria a primeira universidade de alto nível científico no país, com cursos de doutoramento no sentido moderno.

Após a graduação, Flexner voltou ao Kentucky para ser professor. Ao final do primeiro ano, insatisfeito com o desempenho, reprovou a turma inteira. Protestos dos pais levaram a um inquérito: após ouvir os fatos, a direção da escola validou a decisão de Flexner.

Seu trabalho como docente acabou quando Flexner decidiu fazer mestrado. O tema foi a análise do sistema educacional do seu país. A conclusão, uma crítica devastadora, tornou Flexner persona non grata na comunidade dos educadores, mas também atraiu a atenção da Fundação Carnegie para o Avanço da Educação, que lhe encomendou um estudo sobre o ensino de medicina.

No início do século 20, a grande maioria das faculdades norte-americanas de medicina funcionava como certos cursos de moda, serviço social, estética e outros tópicos nos nossos dias: pegavam o dinheiro dos alunos, davam um par de aulas, e outorgavam um lindo diploma. Só em Chicago eram 14.

Flexner fez cursos rápidos de medicina na Johns Hopkins e no Rockefeller Institute e partiu para visitar todas as 155 faculdades de medicina dos Estados Unidos e Canadá. Muitas vezes teve que apelar para a astúcia. Numa faculdade em Des Moines, Iowa, todos os laboratórios – marcados Anatomia, Patologia, Fisiologia etc –estavam trancados e não foi possível encontrar o zelador.

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Inscrições abertas para a OBMEP 2019

Estão abertas as inscrições para a 15ª Olimpíada Brasileira de Matemática das Escolas Públicas (OBMEP). Realizada pelo Instituto de Matemática Pura e Aplicada (IMPA), a maior competição científica do país é destinada a estudantes dos Ensinos Fundamental (6º ao 9º ano) e Médio.

Escolas municipais, estaduais, federais e privadas podem participar da olimpíada, que, no ano passado, reuniu 18,2 milhões de estudantes de 99,4% dos municípios brasileiros.

A inscrição deve ser realizada pelas escolas, por meio do preenchimento da Ficha de Inscrição disponível exclusivamente na página da OBMEP (www.obmep.org.br). O prazo se encerra em 15 de março.

As provas serão aplicadas nos dias 21 de maio (1ª fase) e 28 de setembro (2ª fase) e distribuídas de acordo com o grau de escolaridade do aluno: nível 1 (6º e 7º anos), nível 2 (8º e 9º anos) e nível 3 (qualquer ano do ano do Ensino Médio).

A OBMEP premia separadamente alunos de escolas públicas e privadas. Aos primeiros serão concedidas 6.500 medalhas (500 ouros, 1.500 pratas e 4.500 bronzes) e até 46.200 certificados de Menção Honrosa. Estudantes de instituições particulares receberão 975 medalhas (75 ouros, 225 pratas e 675 bronzes) e até 5.700 certificados de Menção Honrosa.

A divulgação dos vencedores está marcada para 3 de dezembro. Premiados com medalha de ouro, prata ou bronze garantem o ingresso em programas de iniciação científica.

Estímulo ao estudo da Matemática

Criada pelo IMPA em 2005 e realizada com apoio da Sociedade Brasileira de Matemática (SBM), a competição é promovida com recursos do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC) e do Ministério da Educação (MEC). Ela contribui para estimular o estudo da Matemática no Brasil, identificar jovens talentosos e promover a inclusão social pela difusão do conhecimento.

Estudos independentes já revelaram o impacto efetivo da olimpíada nos resultados de Matemática. Escolas que participaram ativamente da competição, aponta trabalho do ex-presidente do INEP Chico Soares, apresentam melhora no desempenho dos alunos de 26 pontos na Prova Brasil, o equivalente a 1,5 ano de escolaridade extra.

Apoio da UNESCO

Com o tema povos indígenas, a OBMEP 2019 tem o apoio da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO). Além do selo da organização, todo o material de divulgação da olimpíada tem a logo do Ano Internacional das Línguas Indígenas, iniciativa da UNESCO. Os cartazes da OBMEP 2019 são ilustrados pela matemática nos desenhos simétricos dos povos indígenas.

Reprodução: IMPA

Mulher semilendária, Hipátia foi a primeira matemática

É celebrada como a primeira matemática da História. Mulher de forte personalidade que, numa sociedade masculinizada, reuniu à sua volta um círculo brilhante de discípulos que a admiravam. Quem foi Hipátia de Alexandria?

As fontes históricas são escassas. Pior, sua vida e as trágicas circunstâncias de sua morte fizeram dela ícone de causas diversas, até contraditórias, nas quais ela, provavelmente, não se reconheceria. A lenda ocultou os fatos.

Para os filósofos pagãos da fase final do império romano, representou a resistência ao cristianismo. Na Idade Média, foi convertida em símbolo do cristianismo: aspectos de sua vida foram incorporados à lenda de Santa Catarina de Alexandria (que dá nome ao estado brasileiro). Para os pensadores do Iluminismo, simbolizou a oposição ao cristianismo. No século 20, foi reinventada como precursora do feminismo.

Hipátia foi assassinada em 415, mas o ano do seu nascimento não é conhecido: estima-se que tenha sido por volta de 355. Era filha de Téon de Alexandria, matemático e astrônomo de renome e diretor do Mouseion, prestigiosa escola de elite onde era ensinada a filosofia neoplatônica.

Boa parte do pouco que sabemos sobre Hipátia chegou pelos escritos de seus discípulos. Ela atraía admiração generalizada, tanto pelos ensinamentos quanto pela autoridade moral, inclusive a frugalidade de sua vida e vestimenta, e a virgindade que teria mantido durante toda a vida.

Não há evidências de que alguma vez tenha deixado Alexandria. Não era um ambiente democrático: em consonância com o pensamento de Platão, professores e alunos do Mouseion evitavam contato com as massas, que consideravam incapazes de compreender o conhecimento elevado.

Acredita-se que parte do “Almagesto” do astrônomo Ptolomeu que chegou até nós é de autoria de Hipátia. Ela também escreveu comentários à “Aritmética” de Diofanto e aos trabalhos de Apolônio de Perga sobre seções cônicas, que se perderam.

 

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Assembleia Geral da SBM – 21 de março a 23 de maio de 2019

Em nome do Conselho Diretor, nos termos do Artigo 11 e seu Parágrafo Único do Estatuto da SBM, convoco todos os Associados em dia com o pagamento de suas anuidades a participarem na Assembleia Geral que será realizada, exclusivamente por via eletrônica, na página da SBM na internet (www.sbm.org.br), de 21 de março a 23 de maio de 2019, com a seguinte ordem do dia:

1 – Apreciação e aprovação do parecer do Conselho Fiscal sobre o exercício anterior

2 – Eleição da Diretoria, 4 membros do Conselho Diretor, Conselho Fiscal e Secretários Regionais

Cordialmente,
Paolo Piccione
Presidente

Chamada de Candidaturas – 01 de fevereiro a 07 de março de 2019

Em nome da Diretoria da SBM, convido todos os Associados em dia com o pagamento da anuidade a apresentarem candidaturas para os seguintes órgãos da Associação:

Diretoria – candidatura em chapa, composta por Presidente, Vice-Presidente e 4 Diretores, precisa estar acompanhada de plano de trabalho para o biênio agosto 2019 a julho 2021

Conselho Diretor – candidatura individual, para 4 vagas disponíveis

Conselho Fiscal – candidatura individual, para 3 vagas disponíveis

Secretarias Regionais – candidatura individual, para uma das seguintes regiões

  • Norte (AC, RR, RO, AM, PA, AP, TO)
  • Nordeste (MA, PI, CE, RN, PB, PE, AL, SE, BA)
  • Minas Gerais  e Centro-Oeste (MG, MT, MS, DF, GO)
  • Rio de Janeiro e Espírito Santo (RJ, ES)
  • São Paulo (SP)
  • Sul (PR, SC, RS)

Todas as candidaturas devem conter apresentação sucinta do(s) candidato(s) e serão submetidas por e-mail, para o endereço eleicao@sbm.org.br até o dia 07 de março de 2019.

Nos termos do Estatuto, as candidaturas apresentadas serão analisadas pelo Conselho Diretor, com vista a sua eventual homologação. A Assembleia Geral para eleição dos novos órgãos está convocada para o período de 21 de março a 23 de maio de 2019.

Cordialmente,
Comissão Eleitoral de 2019

Chamada à Organização de Colóquios de Matemática das Regiões Sudeste, Centro-Oeste e Sul.

A Sociedade Brasileira de Matemática convida todas as instituições interessadas a apresentarem propostas para a organização de Colóquios de Matemática das Regiões Sudeste, Centro-Oeste e Sul.

As regras para apresentação de propostas estão definidas no website da SBM:

Ler maisChamada à Organização de Colóquios de Matemática das Regiões Sudeste, Centro-Oeste e Sul.

Prêmio SBM 2019

Está aberto o prazo para indicações ao Prêmio SBM 2019,​ ​que irá distinguir o​ ​melhor artigo original de pesquisa em Matemática publicado​ ​recentemente por jovem pesquisador residente no Brasil.

Poderão ser indicados ao Prêmio artigos publicados nos anos de 2016 a 2019 por pesquisadores ou docentes que tenham obtido o seu doutorado no ano 2004, ou posterior.

As indicações deverão ser enviadas para o e-mail premiosbm@sbm.org.br até o dia 28 de fevereiro de 2019.

O regulamento está disponível em: https://www.sbm.org.br/wp-content/uploads/2018/09/Premio_SBM_2019.pdf

Para saber mais sobre o ​histórico do ​Prêmio SBM​,​ acesse: http://www.sbm.org.br/premio-sbm

Lewis Carroll e a matemática do País das Maravilhas

“Bom”, disse Alice, “no meu país, correndo assim, teríamos chegado a algum lugar”.

“É um país muito lento!”, respondeu a Rainha. “Aqui precisamos correr o máximo para ficar no mesmo lugar. Se quiser ir a algum lugar, tem que correr o dobro!”

O universo de “Alice do Outro Lado do Espelho” e “Alice no País das Maravilhas” está cheio de paradoxos que desconcertam e fascinam crianças e adultos há gerações. E a matemática está por toda a parte. “Vejamos: 4 vezes 5 é 12 e 4 vezes 6 é 13 e 4 vezes 7 é… nossa! Desse jeito nunca chegarei a 20!”, lamenta-se Alice.

Não surpreende, pois o autor, Lewis Carroll (1832-1898), era professor de matemática. Mas não se trata de mero jogo de contradições: há razões para crer que “Alice” também é uma sátira do modo como a matemática estava ficando mais abstrata.

Charles Dodgson (Lewis Carroll era pseudônimo literário) pertencia a uma família com tradições de serviço na igreja anglicana, e ele próprio tomou ordens religiosas. Tendo provado seu talento para a matemática nos estudos em Oxford, tornou-se professor da disciplina nessa universidade.

Teve grande interesse pela fotografia. Chegaram até nós fotos que tirou, inclusive das três irmãs Liddel, as jovens filhas do decano (diretor) de sua faculdade. “Alice no País das Maravilhas” começou com uma história que contou às meninas durante um passeio de barco. A do meio, Alice Liddel, o instou a colocar por escrito.

Conta-se que os livros de “Alice” chegaram ao conhecimento da rainha Vitória. Encantada, ela escreveu parabenizando e dizendo que adoraria ler as demais obras do autor. Travesso, Carroll enviou à soberana seu “Tratado elementar da teoria dos determinantes e aplicação à teoria das equações simultâneas lineares e algébricas”. Infelizmente, não sabemos se Vitória apreciou.

Profundamente conservador em tudo, Carroll repudiava as geometrias não euclidianas, os números imaginários e outros avanços da matemática. “Alice” está repleta dessa indignação.

“Diga o que quer dizer!” exige a Lebre. “Eu quero dizer o que digo, é o mesmo!”, retorque Alice. “Totalmente diferente!”, contesta a Lebre, “Por acaso, ‘vejo o que como’ é o mesmo que ‘como o que vejo’?!” Uma paródia da álgebra abstrata e suas operações não comutativas.

 

Leia o texto na íntegra: Coluna Marcelo Viana – Folha de S. Paulo

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