Pelo aumento da diversidade na ciência brasileira

É fundamental reconhecer a importância da diversidade para a ciência. Uma persistente sub-representação de certos grupos sociais na comunidade científica representa uma perda de talento que certamente é prejudicial para a resolução de problemas. Estudos (por exemplo Opinion: Gender diversity leads to better science ) indicam que incluir e manter pessoas de diferentes identidades sociais (raça, gênero, etc.) na carreira científica contribui, entre outros, para desencadear novas descobertas, ampliar pontos de vista, perguntas e áreas de pesquisa. Daí a importância das políticas de inclusão como forma de cultivar talentos e da relevância de se considerar a diversidade em processos seletivos.

A maternidade desempenha um papel considerável na desigualdade de gênero na ciência. É notável a desproporcionalidade do impacto da parentalidade na produtividade de mulheres e de homens cientistas ( Parent in Science: The Impact of Parenthood on the Scientific Career in Brazil – IEEE Conference Publication ). Reconhecer e acolher a descontinuidade na carreira científica provocada pela maternidade é de fundamental importância. Diversas instituições científicas já vem desenvolvendo estratégias para levar em conta essas intermitências nos processos seletivos. Por exemplo, fora do Brasil o edital para Advanced Grant do European Research Council de 2020 prevê uma extensão de 18 meses no período de avaliação da produtividade de candidatas mulheres para cada filho ou filha nascida durante ou anteriormente ao intervalo de 10 anos considerado na avaliação do pesquisador (página 26/27 do edital 1 | Page (European Commission Decision C(2019) 4904 of 2 July 2019) ). No Brasil existem editais que levam em consideração a maternidade tais como o Programa de Apoio a Ciência do Serrapilheira , o Programa Jovem Cientista do Nosso Estado da FAPERJ , o Auxílio Recém-Doutor da FAPERGS e os editais para Bolsas de Iniciação Científica da UFRGS , FAPERGS , UFF , UNIPAMPA , UFRPE , UFPel.

A fim de se fomentar a diversidade na ciência brasileira, são imprescindíveis ações institucionais que considerem a maternidade e outros fatores excludentes nos processos seletivos. Em março de 2019, o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) comprometeu-se em incluir um campo para a licença-maternidade no Currículo Lattes (após pedido de cientistas, CNPq irá incluir período de licença maternidade e paternidade no currículo Lattes ). Ressaltamos a importância desse mecanismo, que infelizmente ainda não está disponível.

Recomendamos que, a exemplo do que já é feito por outras entidades brasileiras, o CNPq inclua em seus próximos editais cláusulas que reconheçam e acolham a descontinuidade na carreira científica das mulheres, provocada pela maternidade. Esse apoio institucional é indispensável para o enfrentamento à discrepância de gênero na ciência.

Comissão de Gênero SBM/SBMAC
com a colaboração de Carolina Araujo – IMPA

Webinar SBM e SBMAC: Modelos Matemáticos para Epidemias

Diante do cenário mundial, onde todos estão voltados para a pandemia pelo covid-19, a Sociedade Brasileira de Matemática – SBM e a Sociedade Brasileira de Matemática Aplicada e Computacional – SBMAC vão debater no webinar Modelos Matemáticos para Epidemias sobre como a Matemática pode contribuir na prática para estudos de epidemias e pandemias.
Essa iniciativa é uma excelente oportunidade de levar a todos informações relevantes sobre a aplicação da Matemática na vigilância epidemiológica – investigação e controle de doenças.

Informações
Webinar – Modelos Matemáticos para Epidemias 28/07/2020 às 18h no canal do YouTube da SBM e SBMAC

Links
SBM – https://www.youtube.com/sbmatematica
SBMAC – https://www.youtube.com/channel/UC0mr0jG9ZYb3ADbvNrXO5pQ

Convidados e Temas
Pedro Peixoto ( USP) – Modelagem da dinâmica espacial-temporal da COVID19 considerando dados de celulares georreferenciados Claudia Mazza (UFRRJ) – Avaliando estratégias de relaxamento do distanciamento social
Claudia Sagastizábal (Unicamp) – Projetos Vidas Salvas e Robot Dance

Moderador
Tiago Pereira (ICMC/USP)

Certificado
Para requerer o certificado, o participante deverá preencher o formulário de solicitação no site da SBM,logo após a transmissão do webinar( https://www.sbm.org.br/lives-sbm).

Inscrições abertas para o Prêmio Shell de Educação Científica 2020

O Prêmio Shell de Educação Científica é uma iniciativa que valoriza e premia professores de Ciências, Biologia, Química, Física e Matemática da rede pública de ensino.

Desde 2014, a premiação incentiva o desenvolvimento de experiências educativas inovadoras entre docentes das redes municipais, estaduais e federal no Rio de Janeiro e Espírito Santo. Se você é professor ou conhece alguém que seja, ajude a reconhecer esses profissionais pelo seu trabalho e contribua com a transformação da educação em nosso país. Além disso, os ganhadores receberão prêmios em dinheiro e uma viagem educacional para Londres!

Nesta edição, além das premiações regulares, a categoria Premiação Especial 2020 vai reconhecer professores que ao longo do ano trabalharam com a temática da pandemia COVID-19.

Saiba mais em http://psec.shell.com.br e inscreva-se!

Bolsa de Pós-doutorado – NeuroMat

O Centro de Pesquisa, Inovação e Difusão de Neuromatemática (NeuroMat), sediado na Universidade de São Paulo, e financiado pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP), oferece três bolsas de pós-doutorado para recém-doutores com destacado potencial de pesquisa para desenvolvimento de atividades de pesquisa na área de interface entre Probabilidade, Estatística, Computação, Engenharia Biomédica e Neurociência.

A pesquisa envolverá colaborações com grupos e laboratórios experimentais e teóricos associados à NeuroMat. A pesquisa a ser desenvolvida pelos bolsistas do pós-doutorado deve estar estritamente relacionada às linhas de pesquisa em andamento desenvolvidas pela equipe do NeuroMat. O projeto pode ser desenvolvido na USP de São Paulo, na USP de Ribeirão Preto ou na Universidade de Campinas (Unicamp).

Os candidatos devem fazer suas inscrições até 16 de agosto de 2020.

Para maiores informações acesse: https://neuromat.numec.prp.usp.br/content/postdoctoral-fellowships-in-neuromathematics-and-stochastic-modeling-of-the-brain-s%C3%A3o-paulo-brazil/

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Pós-doutorado em Teoria de Singularidades – UFSCar

O Programa de Pós-Graduação em Matemática da Universidade Federal de São Carlos-PPGM-UFSCar, SP, Brasil, está recebendo inscrições para uma bolsa de pós-doutorado em Teoria de Singularidades com a duração de um ano, com possibilidade de renovação para mais um ano.
As atividades de pesquisa estão relacionadas ao Projeto Temático da FAPESP “Teoria de singularidades e suas aplicações à geometria diferencial, equações diferenciais e visão computacional” (processo 2019/07316-0), cuja sede é o Instituto de Ciências Matemáticas e Computação da USP (ICMC-USP) em São Carlos.
A pesquisa de pós-doutorado, a ser supervisionada pelo professor da UFSCar João Nivaldo Tomazella, se concentrará no estudo da equisingularidade de famílias de superfícies com singularidades não isoladas.
As solicitações devem ser enviadas ao professor Farid Tari (faridtari@icmc.usp.br), pesquisador responsável do Projeto Temático FAPESP, incluindo os seguintes documentos:
1. Carta de apresentação;
2. Curriculum vitae;
3. Proposta de pesquisa;
4. Nomes e endereços de e-mail de duas referências;
5. Documento comprovativo de doutorado.

A implementação da bolsa está sujeita à aprovação do candidato selecionado pela FAPESP. Se aprovado pela FAPESP, o candidato selecionado receberá uma bolsa no valor de R$ 7.373,10, mensal e reserva técnica no valor de 15% do valor anual da bolsa, que deverá ser gasto em itens diretamente relacionados à atividade de pesquisa.

O prazo para apresentação de propostas é 31 de julho de 2020

Serie de lives: “Conhecendo as áreas de pesquisa em Matemática”

A partir do dia 27/06, a SBM promoverá uma série de lives chamada “Conhecendo as áreas de pesquisa em Matemática”. A série contará com 5 lives sobre algumas áreas de Pesquisa em Matemática. Convidamos pesquisadores da área de Álgebra, Análise, Probabilidade e Estatística, Geometria e Sistemas Dinâmicos, para um bate-papo com nossos associados e seguidores.

A primeira Live (27/06 às 11h) será com o Presidente da SBM e professor da USP, Paolo Piccione,conversando sobre Geometria.

Confira o dia e horário das próximas:

📌01/07 às 11h – Sistemas Dinâmicos com Marcelo Viana, diretor do IMPA.

📌08/07 às 17h – Probabilidade e Estatística com Roberto Imbuzeiro, pesquisador do IMPA e Florencia Leonardi, professora da USP.

📌15/07 às 11h – Álgebra com Luciane Quoos, professora da UFRJ e Guilherme Tizziotti, professor da UFU

📌22/07 às 11h – Análise com Liliane Maia e Jaqueline Mesquita,ambas da UnB.

Anotem na agenda e inscrevam-se no nosso canal do Youtube( www.youtube.com/sbmatematica), não esquecendo de ativar as notificações.

Aguardamos todos vocês!

Antirracismo? Matemáticas Negras na pauta

Vivemos um momento em que a emblemática frase da ativista negra norte americana Angela Davis “Não basta não ser racista, é preciso ser antirracista” se tornou pano de fundo de uma (pseudo) bandeira internacional de combate ao racismo. A popularização da pauta em várias partes do mundo ganhou força após o assassinato do norte americano negro George Floyd, covardemente sufocado por um policial branco nos EUA, que desencadeou uma onda de protestos em todo o mundo contra o genocídio negro.

No Brasil, a violência policial contra a população negra não é novidade. Nomes como João Pedro Matos Pinto (14 anos), Kauan Peixoto (12 anos), Jenifer Silene Gomes (11 anos) e Ágatha Vitória Sales Félix (8 anos) fazem parte das estatísticas da violência policial diária sofrida por muitos “outros” e “outras” que tiveram seus nomes e sobrenomes camuflados por estatísticas que não surpreendem mais. Não é só a brutalidade policial que mata. A morte se inicia muito antes da morte física. Se inicia com o olhar de desumanização e descaso muitas vezes não dado a um animal de estimação. Miguel Otávio Santana da Silva (5 anos) morreu ao
despencar do 9o andar de um prédio em Recife, depois de ter sido abandonado a própria sorte dentro de um elevador pela patroa branca da mãe – empregada doméstica que, trabalhando, andava com os cachorros da casa. Pessoas negras em espaços predominantemente brancos são bem vistas quando estão caladas, comportadas, subservientes. Marielle Franco (38 anos),
vereadora eleita do Rio de Janeiro, mulher, negra, lésbica, mãe, e com muitas identidades que a definem mas não a resumem, pagou com a própria vida o preço por não se calar.

Mas, apesar da comoção e sentimentos de solidariedade serem importantes, é preciso entendermos criticamente como nosso posicionamento individual e coletivo – como comunidade matemática – perpetua estruturas, instituições e práticas que normalizam o
racismo, o patriarcado, a homofobia e outros sistemas de opressão que açoitam vidas negras.

Iniciamos nossa reflexão pela invisibilidade – uma forma de violência – imposta a nós mulheres negras na matemática (e em outras áreas das ciências exatas). Guiada por valores da branquitude que posicionam o homem branco como único criador legítimo de conhecimento, a comunidade matemática em geral não reconhece as diversas maneiras que mulheres negras contribuem ativamente para o avanço dessa ciência. Contribuição essa que se dá não apenas através da pesquisa, mas também da dedicação ao ensino, extensão e cargos administrativos. Não podemos deixar de mencionar as mulheres negras babás, empregadas domésticas e secretárias, que historicamente subjugadas a servitude, trabalham nos bastidores cuidando das crianças, das casas e escritórios, permitindo assim que membros da comunidade matemática cumpram com uma longa jornada de trabalho e dedicação exclusiva à academia – demandas que estão baseadas, historicamente, nas possibilidades da elite branca masculina.

Para as poucas de nós que passamos por sistemas de seleção e ingressamos nos espaços matemáticos seja na graduação ou pós-graduação, enfrentamos o racismo, o sexismo, o elitismo, a homofobia, a intolerância religiosa, e tantas outras formas de
discriminação que existem nas salas de aula, nas reuniões, nos laboratórios, nos congressos, nas decisões de bolsas e na insistência em marginalizar as nossas vozes. Pesquisas recentes indicam que professor@s, estudantes, colegas, e funcionári@s perpetuam, conscientemente ou não, essas práticas discriminatórias que para além de reduzirem nossas possibilidades de permanência e avanço profissional, interferem no nosso direito de viver plenamente[1]. Hoje, graças ao trabalho incessante de feministas negras como Lélia Gonzalez, Sueli Carneiro, Nilma Lino Gomes e tantas outras (ver Santana, 2019)[2], temos ferramentas teóricas e metodológicas para entender que tais práticas são normalizadas por sistemas que nos desumanizam e protegem pessoas privilegiadas pela branquitude.

Nós, mulheres negras matemáticas, estamos confiantes que para que a luta antirracista seja efetiva precisamos refletir criticamente sobre os privilégios que a branquitude produz e como beneficia – quer queiramos ou não – muit@s membros da comunidade matemática. Não estamos falando somente do privilégio de ocupar majoritariamente as posições de poder dentro e fora da matemática. Esse pacote de vantagens inumeráveis inclui o privilégio de negar o racismo mesmo com tantos índices sociais que nos mostram o contrário; o privilégio de ser vist@ como vítimas e não criminos@s; o privilégio de encontrar, sem nenhuma dificuldade,
livros para suas crianças que representam positivamente seu grupo racial e cultural; o privilégio de ir e vir sem temer uma abordagem policial; o privilégio de ter um bom relacionamento com a polícia; o privilégio de se desracializar e aprender sobre raça e racismo por terceir@s;o privilégio de consumir mídia – TV, revista – que promovem padrões eurocêntricos brancos de
comportamento, beleza, e cultura; o privilégio de entrar numa sala de aula e não se sentir, e nem ser vist@, como um@ impostor@; o privilégio de escapar dos estereótipos negativos que inferem na individualidade; o privilégio de correr na rua com tranquilidade; o privilégio de fazer compras sem ser seguid@; o privilégio de usar o cabelo natural sem medo das repercussões; o
privilégio de praticar suas religiões; o privilégio de expressar emoções sem ser estigmatizad@; o privilégio de deixar suas crianças no cuidado de mulheres negras sabendo que estarão bem cuidadas e vivas quando retornarem; o privilégio de ser, em primeiro lugar, considerad@ um ser human@. Sabemos que muitos dos privilégios citados acima são na verdade direitos. Mas também sabemos que, dentro de uma sociedade fundada na branquitude, tais direitos se tornam privilégios de poucos.

Concordamos que o posicionamento discursivo das comunidades matemáticas contra o descaso com vidas negras é necessário, mas insuficiente para demonstrar compromisso verdadeiro contra o racismo e outros sistemas de opressão. Precisamos de práticas, políticas e estruturas que demonstrem tal compromisso. Precisamos de passos concretos que nos guie em direção a justiça racial – dentro e fora da matemática. Nós, mulheres negras na matemática, estamos dispostas em participar desses esforços. Nesse sentido, oferecemos a seguir algumas possibilidades de ação sem a pretensão de que elas resolvam todos os problemas mas como um alerta de que não podemos mais nos esconder atrás da ilusão de ‘que não sabemos o que fazer para mudar’.

  • Engajamento genuíno e constante em reflexões individuais e discussões coletivas para entendermos o nosso papel na perpetuação do racismo, patriarcado, elitismo, homofobia, e outros sistemas de opressão;
  • Eliminar processos de seleção nos mais diversos níveis que ignoram a realidade coletiva da população negra no Brasil;
  • Implementar serviços de suporte acadêmico, financeiro, social, e emocional para atender as necessidades específicas de estudantes negr@s;
  • Implementar programas de desenvolvimento profissional e estudantil para educar professor@s, estudantes, e funcionári@s na vasta literatura que denuncia o racismo, o sexismo, e os outros “ismos” do Brasil;
  • Viabilizar a denúncia de assédio moral e sexual de estudantes negr@s (de forma anônima), assim como um atendimento e suporte psicológico especializado;
  • Implementar sistemas de punição para tod@s aquel@s que perpetuam violência racial, de gênero, etc;
  • Utilizar conhecimentos matemáticos como ferramenta contra a opressão – econômica, física, social, e outras – de pessoas negras seja desenvolvendo tecnologias, ensinando matemática para justiça social, entre outros;
  • Utilizar conhecimentos matemáticos como ferramenta de preservação das vidas negras na área da saúde, trabalho, educação, lazer e outros.

Declaramos, sem hesitar, que Vidas Negras Importam! Continuaremos a lutar e unir forças com quem estiver comprometid@ com nossa causa, para que nossas crianças tenham como direito o que hoje é tido como privilégio, e para que possam ter vidas plenas, dentro e fora da matemática.

Grupo de Matemáticas Negras
14 de Junho de 2020


Referências:

Silva, G. H. G., & Powell, A. B. (2017). Microagressões no ensino superior nas vias da educação matemática. Revista Latinoamericana de Etnomatemática, 9(3), 44-76.

Rodrigues, V.; & Sito, L. (2019). “Eu, cientista?”: trajetórias negras e ações afirmativas na UFRGS. Revista da Associação Brasileira de Pesquisadores Negros, 11(edição especial), 207-230.

Rosa, K. (2019). Race, Gender, and Sexual Minorities in Physics: Hashtag Activism in Brazil. In Pietrocola, M. (Ed), Upgrading Physics Education to Meet the Needs of Society (pp. 221-238). Cham: Springer.

Silva, G. H. G. (2019). Ações afirmativa no ensino superior brasileiro: caminhos para a permanência e o progresso acadêmico de estudantes da área das ciências exatas. Educação em Revista, 35, 1-29.

Souza, C. R., da Cruz, A. C. J., Pierson, A. H. C., & Verrangia, D. (2019). Identidades, pertencimentos e as ciências exatas e tecnológicas. Revista da Associação Brasileira de Pesquisadores Negros, 11(edição especial), 252-282.


[1]Ver referências.
[2]Vozes insurgentes de mulheres negras: do século XVIII à primeira década do século XXI, organizado por Bianca Santana.


Reprodução do manifesto antirracista escrito pelo Grupo de Matemáticas Negras.

Inscrições abertas para o Prêmio Gutierrez 2020

Estão abertas, até 31 de julho, as inscrições para o Prêmio Professor Carlos Teobaldo Gutierrez Vidalon 2020. A iniciativa reconhece a melhor tese de doutorado na área de matemática defendida no Brasil no ano anterior, considerando os quesitos originalidade e qualidade. A premiação concede R$ 3 mil ao vencedor e é organizada pelo Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC) da USP, em São Carlos, em parceria com a Sociedade Brasileira de Matemática (SBM).

Para se inscrever, o autor ou orientador do trabalho deve preencher o formulário disponível neste link: icmc.usp.br/e/161bb
O edital completo pode ser obtido no site: premiogutierrez.icmc.usp.br.

A cerimônia de premiação será realizada no dia 10 de novembro, às 14 horas, no auditório Fernão Stella Rodrigues Germano do ICMC ou por meio de um evento online, caso a cerimônia presencial não possa ser realizada devido a medidas de isolamento social por causa da pandemia do novo coronavírus.

Sobre Carlos Gutierrez – O Prêmio Gutierrez foi criado para homenagear o pesquisador peruano Carlos Teobaldo Gutierrez Vidalon (1944-2008), que chegou ao Brasil em 1969 para estudar no IMPA, onde se titulou mestre e doutor em matemática. Nessa instituição, na qual trabalhou até 1999, começou como professor assistente e chegou à posição de titular.

Durante esse período, visitou vários importantes centros em matemática como a University of California, em Berkeley, e o California Institute of Technology. Após deixar o IMPA, Gutierrez atuou como professor titular no ICMC, contribuindo com a fundação e organização do grupo de pesquisa em sistemas dinâmicos. Em sua carreira, publicou mais de 70 artigos, orientou sete alunos de doutorado e 20 de mestrado.

Texto: Assessoria de Comunicação do ICMC-USP

Mestrado em Matemática Pura e Aplicada da UNIFESP

Está aberto o processo seletivo para ingresso no Mestrado em Matemática Pura e Aplicada da UNIFESP, campus São José dos Campos.

As inscrições serão recebidas em fluxo contínuo, mas serão avaliadas em três períodos.

Para participar do primeiro período de avaliação (para quem deseja se matricular nas disciplinas que se iniciam em agosto), as inscrições devem ser feitas até 13/07/2020.

As disciplinas do segundo semestre de 2020 ocorrerão em modo não presencial, pelo menos até outubro de 2020, devido à pandemia de COVID-19.

Link para o edital: http://ppgmat.sites.unifesp.br/admissao/PS2020_2.pdf

Mais informações sobre o programa, podem ser encontradas no site: http://ppgmat.sites.unifesp.br/

Contato: ppgmat@unifesp.br

Funpresp-Jud seleciona Supervisor de Empréstimo

A Fundação de Previdência Complementar do Servidor Público Federal do Poder Judiciário (Funpresp-Jud), com sede em Brasília, abriu processo seletivo nacional para o emprego em comissão de Supervisor de Empréstimo, cujo salário é de R$ 10.786,64. A jornada de trabalho é de 40 horas. Os interessados terão até 14 de junho para se inscrever pelo endereço http://www.funprespjud.com.br/processoseletivo. É necessário realizar login para o preenchimento do formulário e envio de cópia da documentação comprobatória exigida. O edital completo está disponível aqui.

Para se candidatar, é obrigatório ter curso superior completo, preferencialmente em Ciências Econômicas, Contábeis ou Atuariais, Matemática, Estatística, Engenharia, Administração ou Tecnologia da Informação, devidamente reconhecido pelo MEC. Também é desejável ter especialização em Finanças, Mercado de Capitais, Economia, Previdência ou Gestão de Projetos. 

Outra exigência é a comprovação de, no mínimo, quatro anos de experiência em área de gestão comercial de produtos e serviços relativos à empréstimo em entidade fechada de previdência complementar e/ou instituição financeira. É desejável ter conhecimento e experiência profissional em desenvolvimento de projetos e modelagem de processos, além dascertificações exigidas pela Previc, conforme Portaria nº 560/2019.

Dentre os conhecimentos técnicos atribuídos ao emprego em comissão, estão conhecimento avançado do pacote Office (Excel, PowerPoint e Word), noções de Business Intelligence (BI), programação e matemática financeira. Serão considerados como diferenciais na análise curricular os seguintes itens: Normas do Sistema Financeiro e BACEN; Conhecimentos sobre gestão de contratos terceirizados; Política de Crédito; Gestão de carteira de empréstimos e financiamentos.

Caberá ao Supervisor de Empréstimos implantar, operacionalizar e supervisionar a carteira de empréstimo aos participantes; elaborar e propor regulamento de empréstimo aos participantes do JusMP-Prev; elaborar normativos internos, diagramas e fluxos de processos, procedimentos operacionais e documentos necessários à concessão e manutenção do empréstimo; propor e implantar sistema de gestão de empréstimo. 

A seleção será realizada em três etapas, sendo elas: análise curricular, de caráter eliminatório e classificatório; entrevista comportamental e técnica, de caráter eliminatório e classificatório; eaplicação de teste de avaliação comportamental, a critério da Comissão de Seleção. Todas as etapas serão realizadas prioritariamente por meio do uso de ferramentas tecnológicas, como medida preventiva ao Covid-19. A divulgação do resultado final está prevista para 26/6/2020.

Sobre a Funpresp-Jud. A Fundação de Previdência Complementar do Servidor Público Federal do Poder Judiciário (Funpresp-Jud) foi criada pela Resolução STF nº 496, de 25/10/2012, com a finalidade de administrar e executar planos de benefícios de caráter previdenciário para os membros e os servidores públicos titulares de cargo efetivo do Poder Judiciário da União, do Ministério Público da União e do Conselho Nacional do Ministério Público. É uma entidade fechada, sem fins lucrativos e com autonomia administrativa, financeira e gerencial, nos termos da Lei nº 12.618, de 30/4/2012.

Marcelo Viana preside Conselho Científico do Serrapilheira

O diretor-geral do IMPA, Marcelo Viana, é o novo presidente do Conselho Científico, agora denominado Scientific Advisory Board (SAB), do Instituto Serrapilheira. Ao ocupar esta posição, ele também passa a integrar o Conselho Administrativo do instituto, dedicado ao fomento à pesquisa científica. Renovado após um mandato de três anos, o SAB conta com especialistas de diferentes áreas e vai contribuir para o planejamento estratégico de novas ações do instituto na promoção de uma ciência brasileira de excelência, transparente e diversa.

“O Instituto Serrapilheira é a melhor novidade no cenário científico brasileiro nos últimos anos, e estou honrado por poder contribuir. O objetivo do Serrapilheira de promover a ciência e a cultura científica da nossa sociedade dialoga de modo muito profícuo com a missão do IMPA”, afirma Viana.

Além de Viana, integram o conselho a matemática (Sun-Yung) Alice Chang (Universidade de Princeton), o imunologista Antonio Coutinho (Fundação Champalimaud), a imunologista Faith Osier (Hospital Universitário de Heidelberg), o ecologista Simon Levin (Universidade de Princeton), o biólogo Thomas Lovejoy (Universidade George Mason), o físico Luiz Davidovich, presidente da Academia Brasileira de Ciências (ABC); a física Marcela Carena, chefe do Departamento de Física Teórica no Fermilab; a química Vanderlan Bolzani (Unesp) e a jornalista especializada em ciência Deborah Blum.

Os pesquisadores do IMPA Vinícius Ramos e Luna Lomonaco recebem apoio do Serrapilheira. 

Instituto Serrapilheira

Lançado em 2017, o Instituto Serrapilheira é primeira instituição privada e sem fins lucrativos de fomento à ciência no Brasil. Seu objetivo é valorizar o conhecimento científico e aumentar sua visibilidade e, para tal, ele atua em duas frentes: Ciência e Divulgação Científica. No âmbito da Ciência, o Serrapilheira identifica e apoia pesquisas de excelência de jovens cientistas, e promove treinamentos e eventos de integração. Quanto à Divulgação Científica, o instituto mapeia e apoia projetos das diferentes áreas, além de sugerir estratégias e propor espaços de formação e colaboração entre os divulgadores brasileiros. Desde sua criação, o Serrapilheira já apoiou 98 projetos de pesquisa e 34 projetos de divulgação científica.

Reprodução IMPA