Jornada em homenagem a Manfredo do Carmo

Convidamos todos a participar na Jornada em homenagem a Manfredo do Carmo, no IMPA, no dia 22 de agosto
(https://impa.br/eventos-do-impa/eventos-2018/jornada-manfredo-do-carmo/ )

Aqueles que não puderem estar presentes e queiram fazer um depoimento sobre o Manfredo, podem fazê-lo enviando um vídeo, de não mais que 120 segundos, no máximo até 10 de agosto, para o endereço eventos@impa.br
Indicar o Assunto: vídeo para Jornada Manfredo do Carmo.

Alguns vídeos serão selecionados para apresentação durante a Jornada.

 

Relatório PROFMAT: Avaliação de possíveis impactos

Está disponível para acesso o relatório PROFMAT: Avaliação de possíveis impactos. O documento tem como objetivo identificar as contribuições do Mestrado Profissional em Matemática em Rede Nacional para a melhoria da educação básica através do relato dos discentes e coordenadores do programa, além de entrevistas com os diretores das escolas onde lecionam seus egressos.
Este estudo foi solicitado pela Sociedade Brasileira de Matemática – SBM, em complemento ao primeiro relatório publicado – Profmat: Uma reflexão e alguns resultados-, como parte do processo de acompanhamento do Programa, sendo realizado pelo escritório Spineti Consultoria, Ensino e Pesquisa sob a coordenação das consultoras Dra. Flavia Carneiro da Cunha Oliveira e Dra. Cristina P. de M. Spineti Luz.

Acesse aqui

Concurso para pesquisador – IMPA

O Instituto de Matemática Pura e Aplicada (IMPA) abriu concurso para preenchimento de uma vaga de pesquisador. As inscrições irão até 31 de outubro.

Será dada preferência a especialistas em Sistemas Dinâmicos, mas a disputa está aberta a profissionais de todos os campos da Matemática. Por incentivar a diversidade em todas as formas, o instituto encoraja a candidatura de pesquisadoras.

Para maiores informações acesse: https://impa.br/page-noticias/impa-abre-concurso-para-contratar-pesquisador/

Olimpíada de Matemática promove justiça social

Rodrigo Gonçalves do Nascimento, 19, de Capela do Alto (SP), é hexacampeão da Olimpíada Brasileira de Matemática das Escolas Públicas (Obmep) e um dos 999 alunos beneficiários do Bolsa Família que já ganharam medalhas na competição.

Um interessante levantamento do Ministério do Desenvolvimento Social (MDS) constatou que 2.717 alunos premiados pela Obmep nos últimos sete anos são de famílias de baixa renda, inscritas no Cadastro Único para Programas Sociais do governo federal. Só os beneficiários do Bolsa Família já conquistaram 1.288 medalhas.

Mais impressionantes ainda são os testemunhos desses meninos e meninas, o relato emocionante de suas lutas e conquistas e do que a Obmep representa em suas vidas e de suas famílias.

Agora, essas histórias estão contadas na publicação “Talentos Escondidos: os Beneficiários do Bolsa Família Medalhistas das Olimpíadas de Matemática”, da Secretaria de Avaliação e Gestão da Informação do MDS, lançada no fim de junho.

A Obmep é a maior competição escolar do mundo, realizada pelo Impa (Instituto de Matemática Pura e Aplicada) desde 2005 com a colaboração da Sociedade Brasileira de Matemática e apoio do MEC e do MCTIC. Em 2018, estão inscritos 18,2 milhões de alunos, do 6º ano ao final do ensino médio, de praticamente todas as cidades do país. Desde 2017, participam as escolas particulares.

Leia na íntegra: Coluna Marcelo Viana – Folha de S. Paulo

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Inscrições para Pós-Doutorado – UFRJ

O Programa de Pós-Graduação em Matemática do Instituto de Matemática da Universidade Federal do Rio de Janeiro (PPGM – UFRJ) está abrindo inscrições para quatro posições de Pós-Doutorado com Bolsas PNPD/CAPES.

O prazo para o envio das candidaturas é até o dia 25 de agosto de 2018.

A informação em Português e Inglês está nos seguintes links:

http://www.pgmat.im.ufrj.br/index.php/pt-br/destaque/noticias/1129-bolsas-de-pos-doutorado

http://www.pgmat.im.ufrj.br/index.php/en/news

1º Encontro Fluminense de Mulheres em Biomatemática

O 1º Encontro Fluminense de Mulheres em Biomatemática será realizado de 15 a 17 de agosto no Auditório 5 do CEFET/RJ, localizado na Av. Maracanã, 229, Maracanã – Rio de Janeiro/RJ.

O evento propõe o debate sobre a desigualdade de gênero na matemática e divulga o trabalho realizado por pesquisadoras fluminenses em biomatemática. Com objetivo de atrair mulheres a atuar não só em Biomatemática, mas na matemática e nas ciências em geral, o evento é uma oportunidade para se conhecer o que as pesquisadoras fluminenses fazem, pensam e propõem para solucionar problemas que afetam a população de nosso Estado, como o controle de epidemias como a de febre amarela e da H1N1, controle do Aedes Aegypti, controle do HIV e combate ao câncer.

Para mais informações acesse: http://dippg.cefet-rj.br/efmb/#index.html

Se Bernard Shaw ensinasse matemática, ela seria mais popular

O escritor e ativista irlandês Bernard Shaw (1856–1950), Nobel de Literatura em 1925, tinha interesse pela ciência invulgar entre seus colegas. Seguiu com atenção o trabalho de Pavlov sobre o comportamento de cães e o experimento de Michelson-Morley sobre a velocidade da luz. Visitava laboratórios, onde gostava de “espiar bactérias no microscópio”.

Satírico, famoso por suas frases polêmicas (“Quem sabe, faz. Quem não sabe, ensina.”), Shaw via na ciência um meio para criticar a sociedade de seu tempo e escreveu sobre muitos temas de pesquisa.
Mas, ao contrário do que pensava, sua aptidão científica era medíocre, seu gosto, duvidoso, e quase todas as suas “contribuições” erradas ou disparatadas.

Desprezava a medicina, tinha ideias estranhas sobre higiene e era contra a vacinação. Não aceitava que o Sol está queimando e achava que a experimentação em laboratório é pura armação.

Só uma ciência teve a honra de que Shaw a respeitasse e não tentasse enriquecê-la: a matemática.
Reconhecia sua ignorância, que atribuía à educação: “Não me foi dita uma palavra sobre o significado e a utilidade da matemática. Só mandaram construir triângulos equiláteros intersectando dois círculos, e somar com a, b e x, em lugar de metros ou litros, deixando-me tão ignorante que eu achava que a e b era ovos e queijo, e x era coisa nenhuma”.

Assim mesmo, um de seus escritos científicos mais lúcidos é o bonito ensaio “O vício do jogo e a virtude do seguro”, em que Shaw usa a estatística e a probabilidade para atacar o jogo legalizado, que tira dinheiro da sociedade a troco de nada tangível, e defender a previdência social, que segura o cidadão contra imprevistos.

Leia na íntegra: Coluna Marcelo Viana – Folha de S. Paulo

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Mulheres na Matemática

Ainda uma aluna de graduação, a professora Cecília de Souza Fernandez, do Instituto de Matemática e Estatística da UFF, sentiu pela primeira vez a questão de gênero na Matemática. Isso foi em sua primeira ida ao IMPA (Instituto de Matemática Pura e Aplicada) com sua professora de Introdução à Topologia quando, ao olhar o quadro de docentes da instituição, não encontrou nome feminino algum. Ao questionar sua professora sobre a ausência total de mulheres no quadro da instituição, a resposta dada foi “isso eu não sei lhe responder”.

De fato, uma resposta para a questão de gênero na Matemática é difícil de ser dada, pois muitos fatores parecem contribuir para a baixa representatividade feminina na área.

Passados quase 30 anos, Cecília, junto com sua colega e amiga, a professora Ana Maria Luz Fassarella do Amaral, também do Instituto de Matemática e Estatística da UFF, desenvolvem o projeto extensionista “Mulheres na Matemática. Uma das ações do projeto é a criação do site, http://mulheresnamatematica.sites.uff.br, que busca promover a divulgação do trabalho acadêmico-científico realizado por matemáticas; em especial, por matemáticas brasileiras. Essa ação, que dá visibilidade ao trabalho de matemáticas, é uma tentativa de criar modelos a serem seguidos por tantas meninas, que se veem desestimuladas a seguir a carreira de matemático ou carreiras em áreas afins, como engenharia ou ciência da computação, por falta da identificação nessas áreas.

É o primeiro site brasileiro que conta com entrevistas e biografias de matemáticas e que divulga diversos eventos sobre a questão da representatividade de mulheres na Matemática e áreas afins, como Engenharia e Ciência da Computação.

Mega-Sena ilustra os mistérios do acaso

De todas as áreas da matemática, a probabilidade é a que mais desafia a nossa intuição. Como pode a ciência da exatidão lidar com a incerteza?

Os primeiros avanços motivados por jogos de azar remontam aos séculos 16 e 17, mas a teoria só se consolidou no século 20, com os trabalhos do grande matemático soviético Andrey Kolmogorov (1903-1987).

A matemática da probabilidade baseia-se no fato de que, mesmo quando o resultado é incerto, muitas coisas interessantes podem ser ditas se o experimento for repetido muitas vezes.

Quando lançamos uma moeda não há como sabermos qual face vai dar. Mas pode estar certo de que se fizer isso mil vezes ou mais haverá pelo menos 49% de caras e 49% de coroas.

Tudo isso vem a propósito do resultado peculiar da Mega-Sena desta semana: as seis dezenas sorteadas começam com o dígito 5. Mas será que isso é tão surpreendente quanto parece?

Existem 50.063.860 combinações na Mega-Sena e todas são igualmente prováveis: a chance de sair 50, 51, 56, 57, 58, 59, como aconteceu, é exatamente a mesma de qualquer combinação “sem graça”.

Além disso, são 1.134 combinações em que as seis dezenas começam com o mesmo dígito. Com isso, tal resultado tem probabilidade de 0,0023%, ou seja, ele deverá ocorrer uma vez a cada 44.184 sorteios.

 

 

Leia na íntegra: Coluna Marcelo Viana – Folha de S. Paulo

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Como a matemática moldou a minha vida

Foi minha primeira viagem a trabalho. Do Porto, onde acabara a graduação, a Paris, para visitar o matemático Adrien Doaudy. Na chegada, a polícia exigiu meu visto: brasileiros precisavam, na época, mas ninguém tinha me dito. Filho de portugueses, nascido no Brasil, eu vivia desde os 3 meses em Portugal —sentia-me português.

Percebi algo errado quando a mulher da imigração consultou baixinho o colega: “Será que ele é perigoso?”. Na polícia, tomei coragem para perguntar o que estava havendo. “A França é uma mãe, aceita qualquer m…, mas há limites, monsieur”, foi a resposta, esclarecedora.

Retido no aeroporto, fiquei amigo de um traficante de maconha do Marrocos. Quando a polícia veio para me expulsar, o marroquino intercedeu: “Deixa o garoto, ele é gente boa, não fez nada errado!”. Foi o pior momento.

Aterrissei em Portugal determinado a regressar. Comprei outra passagem, pedi visto no consulado francês, e dias depois estava de volta. Desta vez, deu certo e passei uma semana aprendendo matemática e conhecendo Paris. Isso fez tudo valer a pena.

Doaudy propôs dois problemas para eu trabalhar. Nos meses seguintes resolvi um (o outro continua sem solução). Meu orientador de graduação sugeriu que fizesse uma palestra sobre esse trabalho numa conferência na Universidade de Coimbra.

Inscrição de última hora, a palestra ficou para sexta-feira às 20h. Respirei aliviado: nesse horário certamente ninguém iria! Mas o astro da conferência, o matemático Jacob Palis, do renomado Impa do Rio de Janeiro, decidiu assistir. O interesse dele atraiu outros e na hora a sala estava cheia! Nunca mais fiquei nervoso como nesse dia.

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A Global Approach to the Gender Gap in Mathematical, Computing, and Natural Sciences: How to Measure It, How to Reduce It?

Está em curso uma pesquisa com o objetivo de quantificar e qualificar o “gender gap” – a discrepância da participação de mulheres e de homens nas áreas de ciências da natureza, matemática, computação, história e filosofia da ciência e tecnologia, tanto nas carreiras acadêmicas quanto fora destas. Esta pesquisa é parte de um projeto global sobre a questão de gênero, chamado ICSU Project Gender Gap in Science — A Global Approach to the Gender Gap in Mathematical, Computing, and Natural Sciences: How to Measure It, How to Reduce It? Trata-se de um esforço internacional massivo, financiado por um grant do ICSU (International Council for Science), efetivado através de uma colaboração estabelecida entre onze instituições parceiras, todas elas uniões científicas internacionais, organizações não-governamentais e a UNESCO. A pesquisa tem como base uma iniciativa de 2010 da IUPAP (International Union for Pure and Applied Physics), cujo questionário foi respondido por 15000 pessoas de 130 países diferentes. O objetivo é de, pelo menos, triplicar o número de questionários respondidos. Entende-se que os dados obtidos, evidentemente anônimos e confidenciais, serão extremamente importantes para compreender melhor a questão do gênero das áreas do tipo “STEM” (Science-Technology-Engineering-Math).

Ao longo do segundo semestre de 2017 houve reuniões ao redor do mundo para discutir e ajustar o questionário de 2010, que havia sido distribuido apenas entre físicos, para que se adequasse a todas as áreas mencionadas. Em particular houve uma reunião na Colômbia para adequar o questionário à realidade Latino-Americana, com representantes indicados pelas diferentes uniões científicas internacionais. Estive nessa reunião como representante indicada pelo ICIAM (International Council for Industrial and Applied Mathematics). Nesta capacidade faço um apelo para que todas as pessoas, mulheres e homens, que tenham feito graduação em alguma das áreas de interesse dessa pesquisa, ou que trabalhem em alguma dessas áreas, dentro e fora do mundo acadêmico, respondam ao questionário. O questionário é longo e demanda até 45 minutos para completar, mas pode ser salvo incompleto, quantas vezes for necessário, e seu preenchimento pode ser continuado num momento posterior. É importante propagar o questionário de modo mais amplo possível, usando todos os meios de comunicação disponíveis. Por favor não hesitem em compartilhar por e-mail, redes sociais, verbalmente, etc.

A pesquisa ficará aberta até 31 de outubro de 2018.

https://statisticalresearchcenter.aip.org/cgi-bin/global18.pl

Maiores informações sobre a pesquisa da Física podem ser obtidas em https://www.aip.org/statistics/reports/global-survey-physicists

O projeto ICSU pode ser encontrado em https://icsugendergapinscience.org/

Atenciosamente,

Helena J Nussenzveig Lopes (representante ICIAM)

Criptografia moderna é matemática

É uma das questões mais antigas da civilização: como transmitir informações a outros sem que terceiros fiquem sabendo? Os gregos inventaram a palavra —criptografia vem de “kryptos” (secreto) e “graphein” (escrita)— mas a prática é antiga. Temos textos criptografados no Egito 4.000 anos atrás.

Um usuário famoso foi Júlio César. Em suas cartas confidenciais, o general romano substituía cada letra por outra três posições depois no alfabeto: A por D, B por E etc. Os destinatários invertiam a troca para lerem o texto.

Outro truque clássico é transpor a posição das letras, por exemplo, inverter a ordem dentro de cada palavra (“mob aid” no lugar de “bom dia”) ou cada frase.

Até recentemente, os métodos de criptografia eram combinações mais ou menos sofisticadas de substituição e transposição. As técnicas usadas na Segunda Guerra Mundial, incluindo o famoso enigma da marinha alemã, ainda eram desse tipo.

A invenção do cálculo eletrônico aposentou esses métodos —substituição e transposição não são páreo para um computador. Ao mesmo tempo, o desenvolvimento da tecnologia da informação tornou a criptografia mais necessária do que nunca.

A criptografia atual é baseada em algo que computadores têm dificuldade para fazer: fatorizar números. Dados dois números primos p e q é fácil calcular o produto n = p x q. Mas, se conhecemos apenas o produto n, é difícil encontrar os fatores p e q, sobretudo se forem grandes —digamos com mais de 100 dígitos.

Leia na íntegra: Coluna Marcelo Viana – Folha de S. Paulo

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Concurso para professor visitante – IFMG Campus Formiga

Concurso para professor visitante do Instituto Federal de Minas Gerais – Campus Formiga

As inscrições estarão abertas de 07/06/2018 a 18/06/2018 e é necessário título de doutor, no mínimo, há 2 (dois) anos, em Educação ou Educação Matemática, ou Ensino de Ciências e Matemática ou Modelagem Matemática ou Matemática Aplicada, ou no caso de não possuir o título de Doutor, possua comprovada competência em ensino, pesquisa e extensão tecnológicos ou reconhecimento da qualificação profissional pelo mercado de trabalho, atestados pela Comissão de Seleção deste edital.

O salário total para quem for detentor do título de doutor é de R$ 6.200,14.

O edital do concurso está disponível em: https://www.formiga.ifmg.edu.br/concursos

CNPq amplia regras para bolsas PQ Sênior

A partir de agora, todos os bolsistas de Produtividade em Pesquisa (PQ) com 20 anos de bolsa em qualquer um dos níveis 1 podem solicitar alteração para a modalidade PQ Sênior (PQ-Sr). A alteração normativa definida pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) mantém também a condição de 15 anos como 1A e 1B, que até então regia a bolsa PQ-Sr.

A ampliação dos critérios para essa modalidade visa valorizar pesquisadores que se destacaram entre seus pares, atuando como referências em suas áreas.

Atualmente, são 151 bolsas PQ-Sr ativas no CNPq. Acredita-se que, com a adoção da proposta aqui apresentada, esse número pode mais que dobrar. Importante ressaltar que isso não implica em aumento de gastos, pois, ao se tornar PQ-Sr, deixa-se de receber o adicional de bancada. “Esta decisão do CNPq visa, por um lado, fortalecer e dar segurança aos pesquisadores que já demonstraram seu valor e contribuição para a ciência brasileira e, por outro, abrir espaço para a nova geração poder apresentar sua contribuição – ampliando o espectro de bolsistas em quantidade e reconhecimento”, esclarece o presidente do CNPq, Mario Neto Borges.

Os pesquisadores que desejarem solicitar a mudança para a categoria PQ-Sr deverão enviar a proposta por meio da Plataforma Carlos Chagas. O prazo para essa solicitação é até 31 de julho.

 

Reprodução CNPq

Alagoano referência em geometria diferencial será homenageado em evento

Manfredo do Carmo, doutor honoris causa da Ufal, faleceu em abril deste ano

Um grande pesquisador, considerado “pai da geometria diferencial moderna”, expoente internacional na comunidade científica. Assim era Manfredo do Carmo, cientista alagoano, que faleceu no dia 30 de abril, aos 89 anos. Ele será homenageado durante o 5º Encontro Regional de Matemática Aplicada e Computacional (Ermac), sediado em Maceió, entre 25 e 27 de julho.

O professor Isnaldo Isaac Barbosa (IM-Ufal) está na comissão organizadora do evento, e adianta que pesquisadores, estudantes e professores das áreas das ciências exatas e das engenharias do nordeste vão presenciar as homenagens. “Certamente, o professor Manfredo será lembrado neste encontro. Ele era um grande colaborador em pesquisas científicas. Destaco a pesquisa com o professor Gregório Manoel da Silva Neto, em uma oportunidade, e com o professor Hilário Alencar em vários trabalhos de grande impacto na pesquisa em Matemática”, conta.

Hilário também organiza um evento especial promovido pelo Instituto Nacional de Matemática Pura e Aplicada (Impa) e pela Sociedade Brasileira de Matemática, no Rio de Janeiro. Vão participar como palestrantes da Jornada que leva o nome do homenageado, o professor Fernando Codá Marques, ex-aluno da Ufal e hoje professor na Universidade de Princeton; e os professores Keti Tenenblat (UnB), Harold Rosenberg (Impa), João Lucas Barbosa (UFC), Renato Tribuzy (UFAM) e Walcy Santos (UFRJ).

Os professores Hilário Alencar, Manfredo do Carmo e Fernando Codá

Manfredo do Carmo era doutor honoris causa da Universidade Federal de Alagoas (Ufal), desde 1991, e pesquisador emérito do Instituto Nacional de Matemática Pura e Aplicada (Impa). Na Ufal , deixou uma relevante contribuição, participando de eventos científicos, referenciando pesquisas e como orientador das teses de doutorado de três professores do Instituto de Matemática (IM): Hilário Alencar da Silva, pesquisador nível 1B do CNPq, Marcos Petrúcio de Almeida Cavalcante, pesquisador nível 1D do CNPq, e Márcio Henrique Batista da Silva, pós-doutor pela Princeton University.

Hilário Alencar (IM-Ufal), titular da Academia Brasileira de Ciências, refere-se ao amigo Manfredo do Carmo como um apaixonado pela ciência e colaborador generoso da Ufal. “Sua paixão por Alagoas, em especial pela Ufal, foi marcada pela inestimável e marcante contribuição ao IM no tocante ao desenvolvimento da pesquisa e pós-graduação na área de Matemática”, destaca Hilário.

O professor ressalta que Manfredo, além de ter contribuído de forma notável com seus artigos de pesquisa, publicados em excelentes revistas internacionais, no desenvolvimento da Geometria Diferencial, também influenciou várias gerações pelo mundo com seu livros. “Notadamente o livro Geometria Diferencial de Curvas e Superfícies – publicado em inglês, espanhol, alemão, chinês, russo e grego. Outrossim, destaco que muito além da perda científica para Matemática, temos a perda do brilhante e bem-humorado ser humano”, relata Hilário Alencar.

O professor Fernando Codá faz questão de ressaltar a importância de Manfredo na sua formação e de tantos outros cientistas. “Tive o privilégio de ter sido seu aluno no início de meus estudos, e de ter usufruído ao longo do tempo de seus sábios e bem-humorados conselhos. Tenho imenso orgulho, como alagoano, de seu legado científico e desejo que a trajetória singular do professor Manfredo continue como elemento inspirador para os nossos jovens”, sugere Codá.

Reprodução: UFAL
Link: https://ufal.br/ufal/noticias/2018/6/alagoano-referencia-em-geometria-diferencial-sera-homenageado-em-evento

Aprender matemática pode e deve ser prazeroso

A pesquisa em neurologia mostra que o cérebro humano é muito flexível e pode ser moldado de diversas formas por meio do aprendizado. Ninguém nasce “de exatas” ou “de humanas”, são rótulos gerados pela educação. Então, por que tantos manifestam temor pela matemática, inclusive pessoas de sucesso? Como desenvolver o potencial matemático com que todos nascemos?

Em seu famoso trabalho “Fluência sem medo: pesquisas mostram as melhores formas de aprender fatos matemáticos”, a professora Jo Boaler, da Universidade Stanford, nos Estados Unidos, dá diversas pistas. Algumas motivações estão ligadas ao ensino nos países anglo-saxões, mas suas ideias também são relevantes para nossa realidade.

Fluência em matemática se adquire pela experimentação com situações ricas em conteúdo, que desenvolvem o senso de padrões, como o número, a forma, o volume ou a estrutura. “É útil guardar algumas coisas na memória”, afirma a professora Boaler, mas é importante que isso ocorra por meio do raciocínio em diferentes contextos, não da repetição sem compreensão.

É fundamental que o processo educativo seja livre de tensão. “Quando submetemos os alunos a situações que geram ansiedade, eles fecham as portas para a matemática”, afirma Boaler. Ironicamente, a ansiedade matemática ocorre especialmente entre os alunos com melhor desempenho, e também entre as meninas.

Leia na íntegra: Coluna Marcelo Viana – Folha de S. Paulo

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