Quando um planeta foi descoberto na ponta de uma caneta

O movimento dos astros nos céus é um dos enigmas mais antigos e intrigantes na história da humanidade. Mesopotâmicos, egípcios, chineses, persas, gregos, maias, todas as grandes civilizações do passado buscaram dar um sentido a esse movimento, entender e prever a evolução do firmamento. Quase sempre apelando para a religião e o misticismo, na falta de outros instrumentos.

Na Idade Média europeia, as esporádicas visitas de cometas eram vistas como prenúncio de desgraças. Com o Renascimento, vem um passo fundamental: o abandono da hipótese geocêntrica –a ideia de que os corpos celestes giram em torno da Terra– em proveito da heliocêntrica, que afirma que os planetas, incluindo a Terra, giram em torno do Sol. Não que a segunda fosse mais correta que a primeira (não é!): mas torna as equações dos movimentos celestes mais simples e, por isso, mais transparentes para serem entendidas. Assim, a contribuição de Nicolau Copérnico, Giordano Bruno e Galileo Galilei não é tanto a de descobrir “a verdade” e sim a de facilitar o caminho para uma melhor compreensão do universo.

Leia na íntegra: Colunista Marcelo Viana – Folha de S. Paulo

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