A escola e seus problemas começaram há milênios

A civilização da Suméria prosperou no terceiro milênio a.C. na região da Mesopotâmia, onde agora é o sul do Iraque. Entre os seus grandes centros estava, por exemplo, a cidade de Ur, de onde sairia muito mais tarde o patriarca bíblico Abraão para dar início à saga dos hebreus. Há consenso de que os sumérios foram os primeiros inventores da escrita, cerca de 3.300 a.C.. Foi tal o brilho da Suméria que, muitos séculos depois de sua língua ter deixado de ser falada, continuou sendo usada por acadianos, assírios e babilônios como idioma de prestígio, da ciência, do direito e da diplomacia, um pouco como aconteceu com o latim na Idade Média europeia.

Mas a poeira do tempo tudo cobriu, e os sumérios foram esquecidos. Sua existência foi redescoberta no século 19. Primeiro de forma indireta, a partir do estudo das línguas dos sucessores mesopotâmicos –um pouco como o planeta Netuno foi encontrado a partir do seu efeito no movimento de outros planetas. Depois, a partir de 1880, escavações arqueológicas trouxeram à luz dezenas de milhares de documentos (tábuas de argila e inscrições em monumentos), que comprovaram não só a existência dos sumérios como a antiguidade de sua escrita.

Leia na íntegra: Colunista Marcelo Viana – Folha de S. Paulo

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