Descobertas matemáticas nas praias do Rio

Quando o matemático americano Steve Smale comprou um iate, nos anos 1980, seu primeiro passeio não foi uma volta perto de casa, em Los Angeles, para ganhar traquejo. Saiu em um cruzeiro de milhares de milhas até o Pacífico Sul, na companhia de dois amigos, um deles o saudoso Welington de Melo. De volta à Califórnia, vendeu o iate e nunca mais velejou: o que mais se pode fazer depois de cruzar o maior oceano do planeta?

Esse é também o jeito como Smale faz matemática: visa o grande objetivo, prova o teorema (quase sempre) e passa para outro tema, bem diferente. Desta forma, já deu contribuições importantíssimas em topologia, sistemas dinâmicos, economia matemática, análise global, mecânica, teoria dos circuitos elétricos, programação matemática e teoria da computação.

 

Leia na íntegra: Colunista Marcelo Viana – Folha de S. Paulo

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Oferta de cursos de mestrado profissional na educação quintuplicou entre 2012 e 2016

Maior aproximação entre teoria e prática tem favorecido escolha para aperfeiçoamento da formação de gestores educacionais e professores

A Escola Estadual Ayres de Moura, na zona oeste de São Paulo, substituiu as tradicionais reuniões de pais e mestres por assembleias participativas que têm atraído cada vez mais gente. Em vez das habituais acusações de indisciplina contra os alunos, criou-se um espaço para compartilhar a gestão escolar. A iniciativa partiu do diretor Daniel Quaresma, professor de história da rede pública desde 1988 e no comando da escola há quatro anos. Em 2013, ele assumiu o desafio de organizar a unidade como escola de ensino integral em meio a alunos ociosos e professores sem direcionamento. As assembleias são parte do seu esforço de gestão. “O papel do gestor é fundamental: você acolhe o professor, o aluno, a família, discute a escola e decide verbas. Isso reforça o papel social da comunidade e do aluno”, salienta.

A ideia de procurar uma pós-graduação surgiu também em 2013, quando Quaresma percebeu que podia ir além das diretrizes estaduais no cotidiano escolar. Os programas de mestrado acadêmico não chamavam sua atenção. Aí veio a descoberta do mestrado profissional. Munido de uma bolsa da Secretaria Estadual de Educação, num financiamento atualmente suspenso, ingressou no programa “Educação: Formação de Formadores” da PUC/SP, inaugurado naquele ano. O curso permitiu aprofundar as práticas de gestão escolar, dando ênfase ao diá-
logo com a comunidade. Quaresma lembra de uma oficina de teatro que montou durante o programa, com seus mais de 30 colegas. A iniciativa foi fundamental para mostrar-lhe, na prática, como envolver os participantes de reuniões e assembleias nas discussões. A experiência compartilhada entre os colegas, todos vindos do chão de escola, ajudou a introduzir essas práticas durante os dois anos de mestrado profissional. A possibilidade de discutir textos e possíveis soluções na área, conjugada ao viés prático dos programas, é um aspecto positivo destacado por aqueles que cursaram a modalidade.

Outro ponto positivo ressaltado pelos egressos dessa variante do mestrado é o ganho na autonomia em pesquisa para a resolução de problemas práticos. Com Quaresma não foi diferente. O segredo para resolver o problema da indisciplina na escola foi a união entre pesquisa e diálogo. Ele relembra o caso do aluno Eduardo, que mostrou um comportamento bastante violento já em seu segundo dia na escola. Conversando com os pais do garoto, descobriu que o aluno tinha sido diagnosticado com Síndrome de Asperger, uma espécie de autismo. Os pais já haviam tentado matricular o filho em escolas particulares, mas ele não se adaptara a nenhuma delas. O diretor reuniu os professores da escola em uma força-tarefa para conhecer as formas de lidar com esse tipo de aluno e mobilizou toda a escola para acolhê-lo. Meses depois, Eduardo, já não mais violento, chegou a inscrever um projeto de clube juvenil de informática na escola. “Buscamos as ferramentas corretas para trabalhar com esse aluno. A verdadeira pedagogia da presença é a mobilização de todos os professores para a compreensão da situação do aluno. A indisciplina foi resolvida quando ele percebeu isso e passou a ficar mais calmo”, avalia.

Quaresma aproveitou a expe­riência em pesquisa também para desenvolver essa habilidade entre os alunos. Enquanto fazia o mestrado, mobilizou 78 alunos da escola para pesquisarem problemas do bairro e as informações coletadas, desde a falta de médicos nos postos de saúde até a falta de segurança para pegar ônibus, foram organizadas em planilhas de acordo com a natureza dos problemas. Em seguida, os estudantes voltaram às ruas para pesquisar no bairro sugestões de soluções entre os moradores por meio de entrevistas. Elegeram, então, as prioridades e sugeriram caminhos para resolver essas questões, encaminhadas pelo diretor a vereadores, cujos nomes foram levantados pelos próprios alunos. Estes se dispuseram a discutir a viabilidade das propostas junto aos canais competentes. “Estamos buscando expandir a verdadeira função da escola”, completa Quaresma.

Caráter prático

O mestrado profissional tem surgido como uma solução viável, na visão de muitos profissionais da área e professores universitários, para resolver problemas crônicos da educação brasileira. O primeiro programa de mestrado profissional na área de educação foi instituído pela Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF) em 2010. Atualmente, são 44 programas e mais cinco já aprovados pela Capes.
Bernardo Oliveira, da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), único conceito 5 da Capes entre os mestrados profissionais em educação, sintetiza os esforços na área: “Temos como desafio não só enriquecer a experiência pessoal dos educadores, o que é importante, mas buscar soluções para problemas concretos da educação básica”, diz. Remi Castioni, da Universidade de Brasília (UnB), relata que o curso sob sua responsabilidade surgiu de uma demanda do MEC de capacitar técnicos da área, mas tem procurado redirecionar sua abrangência para a educação básica como um todo. “Há um arsenal de possibilidades nessa área. Temos uma enorme base de dados com a qual ainda não sabemos lidar. Nossos programas de educação desconhecem o que acontece mundo afora”, avalia.

A principal diferença entre mestrados acadêmicos e profissionais é o trabalho de conclusão do curso. Enquanto os programas acadêmicos requerem uma dissertação e a capacitação em pesquisa para o doutorado, os profissionais têm flexibilidade para exigir uma ampla gama de propostas que vão desde análises de uma situação prática e propostas de intervenção na forma de dissertação, até a formulação de sequências didáticas e materiais como blogs, vídeos, peças de teatro, roteiros de museus e softwares para computadores e celulares. Muitos programas têm investido nesses trabalhos, os “produtos”, que, além de dialogarem diretamente com a prática do campo, podem gerar patentes para o país, embora quase todos ainda requeiram dissertações que expliquem a gênese desses produtos e uma avaliação de sua aplicação.

A ênfase nos produtos decorre dos objetivos. De acordo com a Capes, “os mestrados profissionais têm especial importância para o ensino básico tendo em vista que focam a relação teoria e prática, ou seja, são uma oportunidade de oferecer à sociedade os conhecimentos desenvolvidos nas instituições de ensino superior”. Marcus Guelpeli, coordenador do programa da Universidade Federal do Vale do Jequitinhonha e Mucuri (UFVJM), ressalta que existe muito preconceito contra os trabalhos de conclusão dos mestrados profissionais na forma de produtos, em razão de seu desconhecimento na comunidade acadêmica. “Há muita controvérsia, ainda não há uma direção sobre se geramos um produto ou uma dissertação”, avalia.

O programa da PUC-SP, por exemplo, escolheu adotar como trabalho de conclusão uma dissertação articulada à prática profissional. A professora Marli André, em artigo no prelo sobre a experiência do curso entre 2013 e 2016, vê como positivos os resultados dessa escolha, que congrega pesquisa e prática. “A análise dos 44 trabalhos defendidos até junho de 2016 evidenciou que 42 tiveram interlocução direta com a educação básica e dois dirigiram-se indiretamente à educação básica, na medida em que investigaram a formação inicial de professores no curso de pedagogia. Pôde-se observar que, de forma geral, os objetos de pesquisa estavam centrados na atividade profissional dos autores”, escreve, concluindo que os objetivos do programa vêm sendo atingidos.

A capacitação prática de professores, com temas que vão desde currículo e docência, até educação sexual e tecnologia, são o maior foco dos programas. A gestão escolar e a capacitação de diretores, coordenadores, supervisores de ensino e técnicos administrativos também estão ganhando espaço. O programa da UFJF, além de ser o primeiro da área, inovou com uma proposta de capacitação para diretores. Segundo a coordenadora, Eliane Medeiros Borges, o programa inscreve-se nas políticas que visam estabelecer “padrões de desempenho para diretores de unidades de ensino, base para a implantação de programas de avaliação da gestão escolar e de certificação profissional”.

Além da UFJF, já oferecem mestrados profissionais voltados à gestão escolar a PUC-SP, a Universidade Estadual da Bahia (Uneb), a Universidade Federal da Paraíba (UFPB), a Universidade Federal de Santa Maria (RS), a Unisinos (RS), a Uniara (SP), a Unicid (SP), o Ceeteps (SP) e a Uninove (SP). Marli André destaca que os mestrados em gestão suprem uma lacuna grave na capacitação de gestores, pois a formação em pedagogia é muito ampla e inespecífica. “A gestão pedagógica trabalha em vários ramos: planejamento das atividades da escola, elaboração do projeto político-pedagógico, acompanhamento dessas atividades, avaliação dessas atividades, orientação dos professores e busca de recursos para a escola.” O programa da PUC-SP tem dado bastante ênfase no trabalho com as avaliações externas das escolas, cujo manejo adequado é uma carência crônica no Brasil. “Queremos que o gestor conheça o potencial da avaliação para utilizá-la em favor da melhoria da escola. Muitos gestores nos dizem que recebem esses resultados e não sabem bem como trabalhar com eles”, completa.

O programa da Unisinos também tem se dedicado a atender às crescentes demandas específicas da gestão. Segundo Flávia Obino Werle, responsável pelo curso, “a gestão abrange diferentes âmbitos profissionais, sejam espaços colegiados, de representação, departamentos, superintendências, delegacias, secretarias e ambientes executivos na área de educação e afins, bem como outras áreas de atuação na sociedade, em redes, sistemas, espaços empresariais e diferentes ambientes que envolvam formação de pessoas”. Com isso, busca-se atender ao setor público e privado, às ONGs, ao Sistema S e aos Institutos Federais de Ciência e Tecnologia.

Mestrados profissionais em Rede

No tocante à formação docente, o maior número de egressos sai dos programas de mestrados profissionais em rede, modalidade stricto sensu introduzida pela Capes desde 2011. Atualmente, há cinco desses mestrados cujo objetivo é a capacitação de professores da educação básica: o ProfMat, o ProFis, o ProfLetras, o ProfHistória e o ProfArtes. Todos têm subsídios da Capes, embora, nos últimos anos, o contingenciamento de recursos tenha limitado as bolsas. Esses programas estruturam-se a partir da coordenação de uma instituição nacional e da colaboração de polos espalhados por todo o Brasil. O ingresso e o currículo são unificados em todo o país, mas as disciplinas são ministradas presencialmente pelos professores das universidades parceiras. Alguns contam com materiais e fóruns on-line.

O primeiro mestrado profissional em rede surgiu na área de matemática, em 2011, com o ProfMat, nota 5 na área de concentração de matemática, que já pós-graduou mais de 2.800 professores. Em 2013, surgiu o ProFis, na área de astronomia e física. Os programas são coordenados, respectivamente, pela Sociedade Brasileira de Matemática (SBM) e pela Sociedade Brasileira de Física (SBF). Também em 2013 surgiu o ProfLetras, coordenado pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN). Em 2014, foi a vez do ProfHistória, coordenado pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), e do ProfArtes, cuja coordenação é da Universidade do Estado de Santa Catarina (Udesc).

Hilário Alencar, da Universidade Federal de Alagoas (Ufal) e coordenador do ProfMat, enfatiza que o foco do programa é atender o professor que já está lecionando. “Algumas pessoas reclamam que é um mestrado conteudista, sem disciplinas pedagógicas, mas é essa a demanda da educação básica. Se você não tem conhecimento de logaritmo, por exemplo, deve passar a conhecer antes de ensinar”, diz. Iramaia de Paulo, da Universidade Federal do Mato Grosso (UFMT) e membro da Comissão de Pós-Graduação do ProFis, ressalta a necessidade da retomada dos conteúdos de física em um nível mais aprofundado e destaca uma externalidade positiva da iniciativa: “A grande maioria dos professores do nosso quadro é oriunda da física teórica ou experimental, que não tem formação em ensino e que agora está se predispondo a adquirir uma cultura de ensino de física. Isso tem acarretado uma mudança do ensino nas graduações de física, a reavaliação da graduação de física e a superação da distância entre o ensino superior e o básico”, afirma.

O ProfMat tem gerado resultados parecidos. Vanderlei Horita, da Universidade Estadual Paulista (Unesp) há 20 anos, sempre faz pesquisa de ponta na área desde que se doutorou no Instituto de Matemática Pura e Aplicada (IMPA). Seu envolvimento no ProfMat, no polo da Unesp de São José do Rio Preto, começou a despertá-lo para as necessidades do ensino básico. Ele ressalta que a maior parte dos mestrandos do programa vem de universidades privadas que não oferecem formação adequada. “No tocante ao ensino, porém, preciso confessar que aprendo muito mais com os alunos do que eles comigo”, destaca. Essa aproximação com a sala de aula levou vários de seus colegas a se interessar pela área de educação e aproveitarem a experiência prática dos mestrandos, a partir dos exemplos, na licenciatura em matemática da Unesp.

Os maus resultados crônicos dos alunos brasileiros na área de matemática e os problemas da educação também têm levado Horita a pensar em soluções, postas em prática pelos produtos dos mestrados do ProfMat. “Tenho insistido muito no desenvolvimento de sequências didáticas”, conta. Para isso, o professor e os estudantes têm pensado em como despertar o interesse pela matemática em crianças e jovens. Como eles têm facilidade em usar redes sociais e aparelhos eletrônicos, o professor tem buscado maneiras de usar essa tecnologia para o aprendizado. “Outra estratégia é tratar de assuntos que os interessem: o que significa um código de barras, que veem o tempo todo no supermercado, como um GPS funciona, como funciona o sistema de busca do Google, tudo isso tem a ver com matemática”, completa.

Fonte: Revista Educação
Autor: Ruben Barros
Link da noticia original: http://www.revistaeducacao.com.br/oferta-de-cursos-de-mestrado-profissional-na-educacao-quintuplicou-entre-2012-e-2016/

ICMT / 2017

A II Conferência Internacional em Pesquisa e Desenvolvimento de Livros Didáticos de Matemática será realizada na UFRJ e na UNIRIO de 07 a 11 de maio de 2017. Durante a conferência, serão oferecidas oficinas especialmente dirigidas a professores que ensinam matemática na educação básica, conforme a programação em anexo.

As inscrições devem ser feitas por meio do link: https://docs.google.com/forms/d/e/1FAIpQLSdxS-owG2O5kFvSdB7uWS5NbU3e6d_He8yVpGKYxHy8FZQFkA/viewform

Para participar das oficinas, é necessário estar inscrito no evento, ou, opcionalmente pagar uma taxa de R$ 100,00, exclusivamente para participação nas oficinas. O boleto para pagamento da taxa deve ser gerado no site do evento: http://www.sbm.org.br/icmt2/br/registration/.

Para maiores informações acesse o site do evento: http://www.sbm.org.br/icmt2/br/

Meninas podem ser o que quiserem, inclusive matemáticas

Fiz o pós-doutoramento em Princeton (EUA) nos anos 1990. Na época, professoras de matemática em uma universidade desse nível eram novidade e raridade. Perguntei à respeitada Alice Chang se ela já havia se sentido discriminada na carreira por ser mulher. Um colega se antecipou e respondeu por ela: “Quando discutíamos a possibilidade de contratar a Alice, vários colegas disseram: ‘Se vamos ter mesmo que aturar uma mulher aqui, então que seja ela’.”

Emmy Noether (1882-1935), a mulher que foi um dos matemáticos mais notáveis do século 20, enfrentou muita dificuldade para conseguir um emprego na universidade. Só conseguiu porque tinha um padrinho influente, o grande matemático David Hilbert, também alemão. Ela foi, em 1932, a primeira mulher a dar uma palestra plenária (principal) no Congresso Internacional de Matemáticos (ICM). O ICM acontece a cada quatro anos e cerca de vinte matemáticos recebem essa distinção em cada edição – a próxima será em 2018, no Rio de Janeiro.

Leia na íntegra: Colunista Marcelo Viana – Folha de S. Paulo

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Quanto vale a matemática para o Brasil?

Napoleão Bonaparte, profundamente interessado por ciência, escreveu que “o avanço e a perfeição da matemática estão intimamente ligados à prosperidade do Estado”. Com essa visão, o imperador comandou a construção do Estado francês moderno, após a Revolução de 1789, dotando o país com instituições científicas e universidades que contribuem para a grandeza e a prosperidade da França até os dias de hoje.

A matemática tem valores que não podem ser quantificados. Ao lado da correta fluência da língua materna, o conhecimento das ideias básicas da matemática é condição-chave para a realização da cidadania. O encanto de observá-la explicar os mistérios do Universo, o entusiasmo das crianças resolvendo problemas das olimpíadas escolares, a imagem do brasileiro Artur Avila ganhando a Medalha Fields 2014 –maior prêmio da matemática mundial–, nada disso tem preço.

 

Leia na íntegra: Colunista Marcelo Viana – Folha de S. Paulo

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Prêmio SBM – 2017

Foi estendido até 15 de março o prazo para apresentação de candidaturas ao Prêmio Sociedade Brasileira de Matemática, o qual distinguirá (com R$20 mil reais e uma placa comemorativa) o melhor artigo de pesquisa em Matemática publicado em 2014-2017 por pesquisador trabalhando no Brasil e que tenha terminado o seu doutorado do ano 2002 para cá.

As candidaturas devem ser submetidas por e-mail, para o endereço premioSBM@sbm.org.br

Em todos os casos haverá confirmação de recebimento: caso já tenha submetido uma proposta e não tenha recebido a confirmação, favor entrar em contato com a secretaria da SBM, pelo e-mail secretaria@sbm.org.br ou pelo telefone (21) 2529 5065.

Para mais informações sobre o Prêmio, inclusive como apresentar uma candidatura, acesse: http://www.sbm.org.br/premio-sbm

Nota de Falecimento – Jorge Tulio Mujica Ascui (1946-2017)

É com profundo pesar que compartilhamos a informação do falecimento, na sexta-feira passada, dia 24/02/2017, do eminente matemático chileno-brasileiro Jorge Mujica, aos 71 anos de idade. Jorge Mujica se doutorou em 1974 na Universidade de Rochester, NY-USA, sob a orientação do célebre matemático brasileiro Leopoldo Nachbin. A convite de Mário Carvalho de Matos e João Bosco Prolla, veio para o IMECC-UNICAMP em 1976, onde trabalhou até as vésperas de sua morte prematura e era professor titular desde 1987. Nesses 41 anos de trabalho no IMECC-UNICAMP, prestou serviços relevantes para a matemática brasileira, ministrando cursos que marcaram a memória de seus (muitos) alunos, pesquisando e publicando importantes artigos na área de Análise Funcional, proferindo palestras e conferências nas quais se podia testemunhar seu brilhantismo e sua memória privilegiada, trabalhando em colaboração com outros pesquisadores e orientando muitos mestres, doutores e pós-doutores. Seu livro “Complex Analysis in Banach Spaces”, publicado originalmente pela North-Holland em 1986, se tornou um clássico na área de Holomorfia em Dimensão Infinita e ganhou uma nova edição pela Dover Publications em 2010. Sua generosidade em compartilhar seus conhecimentos era proverbial e admirada por todos que com ele conviveram. Foi homenageado no Encontro de Análise Funcional e Teoria da Aproximação de Uberlândia em 2012 e no IMECC-UNICAMP em 2014.  Jorge deixa esposa e dois filhos.

Fonte: Forum PPG

Seleção de voluntários para a 58th International Mathematical Olympiad (IMO 2017)

Processo seletivo conta com fases de inscrição, entrevistas e treinamento.

Esta aberto o processo de seleção de voluntários para participar da 58th International Mathematical Olympiad (IMO 2017). Estudantes interessados têm até 1º de março de 2017 para se inscrever.
O formulário de inscrição esta disponível no endereço: https://goo.gl/zZioxJ

Durante a IMO 2017, os voluntários poderão atuar em diversas funções, como guia de delegação, fiscal de prova, assistente do comitê acadêmico ou assistente de mídia, entre outras. O processo seletivo começa com a fase de inscrições online, passando por entrevistas presenciais e treinamento.

Entre os benefícios oferecidos, estão: Certificado de participação, hospedagem e alimentação durante todo o evento, participação nos passeios e excursões, além de todos os materiais promocionais do evento.

Para participar do processo de seleção, basta ter idade igual ou superior a 18 anos, ter fluência em Inglês ou outro idioma estrangeiro, ter disponibilidade para participar do processo seletivo, assim como ter a possibilidade de atuar durante todo o período do evento.

Sobre a IMO 2017

A International Mathematical Olympiad (IMO) é a maior, mais antiga e mais prestigiada olimpíada científica do mundo para alunos do ensino médio. Organizada pelo Instituto de Matemática Pura e Aplicada (IMPA), a 58ª edição do evento ocorrerá no Rio de Janeiro, entre os dias 12 e 23 de julho de 2017.

Para outras informações sobre o evento, visite a página: www.imo2017.org.br
58th International Mathematical Olympiad
Email: imo2017@impa.br
Tel: 21-2529-5189

Lançamento da Coleção História da Matemática

A Sociedade Brasileira de Matemática – SBM promoveu no dia 10 de fevereiro, em sua sede, o lançamento da Coleção História da Matemática e da sua primeira obra, intitulada “Curso de Análise de Cauchy – uma edição comentada”. Estiveram presente os autores do livro, professores Gert Schubring e Tatiana Roque, além do presidente da SBM, professor Hilário Alencar e os editores – chefe e adjunta da coleção, professores João Bosco Pitombeira e Viviane Oliveira.
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 Da esquerda para direita: Hilario Alencar, João Bosco Pitombeira,  Tatiana Roque, Gert Schubring e Viviane Oliveira

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Livro – Os desafios de ensino da matemática na educação básica

O livro da UNESCO, original em francês, “Les défis de l’enseignement des mathématiques dans l’éducations de base”, teve sua versão em Português intitulada “Os desafios de ensino da matemática na educação básica” concluída por equipe de tradutores composta de brasileiros e portugueses, e acaba de ser lançada pela Editora da UFSCar (Universidade Federal de São Carlos).
A equipe composta por: Yuriko Yamamoto Baldin, Tania Maria Mendonça de Campos, Maria Elisa Esteves Lopes Galvão, pelo lado brasileiro, e Jaime Carvalho e Silva, José Francisco Rodrigues, pelo lado português, iniciou seus trabalhos dentro do Projeto Klein de Matemática em língua portuguesa, de iniciativa da Sociedade Brasileira de Matemática e Sociedade Portuguesa de Matemática, projeto apoiado por ICMI-IMU, e a tradução autorizada pela UNESCO.
Dentre os resultados almejados pelo Projeto Klein constava a disponibilização de obras em Ensino da Matemática para as comunidades de língua portuguesa, por intermédio do Espaço Matemático em Língua Portuguesa, EMeLP.

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ASSEMBLEIA GERAL DA SBM – 21 DE MARÇO a 23 DE MAIO DE 2017

Em nome do Conselho Diretor, nos termos do Artigo 11 e seu Parágrafo Único do Estatuto da SBM, convoco todos os Associados em dia com o pagamento de suas anuidades a participarem na Assembleia Geral que será realizada, exclusivamente por via eletrônica, na página da SBM na internet (www.sbm.org.br), de 21 de março a 22 de maio de 2017, com a seguinte ordem do dia:

Eleição da Diretoria, 4 membros do Conselho Diretor, Conselho Fiscal e Secretários Regionais

Cordialmente,
Hilario Alencar
Presidente

CHAMADA DE CANDIDATURAS – 13 DE FEVEREIRO a 09 DE MARÇO DE 2017

Em nome do Conselho Diretor da SBM, convidamos todos os Associados em dia com o pagamento da anuidade a apresentarem candidaturas para os seguintes órgãos da Associação:

Diretoria – candidatura em chapa, composta por Presidente, Vice-Presidente e 4 Secretários. Precisa estar acompanhada de plano de trabalho para o biênio agosto 2017 a julho 2019

Conselho Diretor – candidatura individual, para 4 vagas disponíveis

Conselho Fiscal – candidatura individual, para 3 vagas disponíveis

Secretarias Regionais – candidatura individual, para uma das seguintes regiões

  • Norte (AC, RR, RO, AM, PA, AP, TO)
  • Nordeste (MA, PI, CE, RN, PB, PE, AL, SE, BA)
  • Minas Gerais  e Centro-Oeste (MG, MT, MS, DF, GO)
  • Rio de Janeiro e Espírito Santo (RJ, ES)
  • São Paulo (SP)
  • Sul (PR, SC, RS)

Todas as candidaturas devem conter apresentação sucinta do(s) candidato(s) e serão submetidas por e-mail, para endereço  eleicaoSBM@sbm.org.br até o dia 09 de março de 2017.

Nos termos do Estatuto, as candidaturas apresentadas serão analisadas pelo Conselho Diretor, com vista a sua eventual homologação. A Assembleia Geral para eleição dos novos órgãos está convocada para o período de 21 de março de 2017 a 23 de maio de 2017. As eleições serão realizadas no período de 21 de março de 2017 a 22 de maio de 2017.

Cordialmente,

Daniel Pellegrino

Humberto Botolossi

Luiz Manoel Figueiredo

ICMC abre inscrições para Prêmio Gutierrez de melhor tese em matemática

Estão abertas, até o dia 31 de março, as inscrições para o Prêmio Professor Carlos Teobaldo Gutierrez Vidalon 2017. A iniciativa é realizada anualmente pelo Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC) da USP, em São Carlos, com apoio da Sociedade Brasileira de Matemática (SBM), e premia a melhor tese de doutorado na área de matemática defendida no Brasil no ano anterior. A cerimônia de premiação será realizada no dia 28 de agosto, às 14 horas, no auditório o Fernão Stella Rodrigues Germano do ICMC.

O valor do prêmio é o equivalente ao de uma mensalidade da bolsa de doutorado da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES). Para se inscrever, o autor ou orientador do trabalho deve enviar o arquivo em formato PDF da tese defendida e aprovada, bem como os artigos dela provenientes, para o e-mail premiogutierrez@icmc.usp.br. Também é necessário enviar um texto, com no máximo 25 linhas, que defenda e justifique, com base em padrões científicos de qualidade, por que a tese merece ganhar o prêmio. Confira o edital neste link: icmc.usp.br/e/2e22e.

O vencedor da edição de 2016 do Prêmio Gutierrez foi Rafael Montezuma Cabral, pela sua tese Min-max theory for noncompact manifolds and three-spheres with unbounded widths. Nascido no Ceará, na cidade de Fortaleza, Rafael formou-se Bacharel em Matemática pela Universidade Federal do Ceará em 2009, concluiu o mestrado no Instituto Nacional de Matemática Pura e Aplicada (IMPA) em 2011 e, em 2015, o doutorado na mesma instituição sob a orientação do professor Fernando Codá Marques.

Sobre Gutierrez – O prêmio homenageia o pesquisador peruano Carlos Teobaldo Gutierrez Vidalon (1944-2008), que chegou ao Brasil em 1969 para estudar no IMPA, onde se titulou mestre e doutor em matemática. Nessa instituição, na qual trabalhou até 1999, começou como professor assistente e chegou à posição de titular. Durante o período, visitou vários importantes centros em matemática como a University of California, em Berkeley, e o California Institute of Technology. Após deixar o IMPA, Gutierrez atuou como professor titular no ICMC, contribuindo com a fundação e organização do grupo de pesquisa em Sistemas Dinâmicos. Em sua carreira, publicou mais de 70 artigos, orientou sete alunos de doutorado e 20 de mestrado.

Mais informações
Link do edital: icmc.usp.br/e/2e22e
Serviço de Pós-Graduação do ICMC: (16) 3373.9638
E-mail: posgrad@icmc.usp.br

Geometria Diferencial de Curvas e Superfícies versão em inglês

A editora americana Dover acaba de lançar a segunda edição do livro do Professor Manfredo P. do Carmo, Differential Geometry of Curves and Surfaces, originalmente publicado pela Prentice Hall em 1976. Para esta edição, o autor fez correções, revisões de algumas provas e atualizações.

A SBM tem os direitos de reprodução e distribuição deste livro, tendo publicado uma tradução em português na coleção Textos Universitários em 2005, com várias reimpressões desde então.

NOTA DE REPÚDIO

As entidades abaixo relacionadas, que representam comunidades acadêmicas, científicas, tecnológicas e de inovação, vêm a público denunciar a operação desastrosa feita pelo Congresso Nacional na Lei Orçamentária Anual – LOA 2017 com a criação de uma nova fonte de recursos (fonte 900) retirando verbas das áreas de educação e C,T&I. Esses recursos estavam antes assegurados pela fonte 100

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Nota de Falecimento – Welington de Melo (1946 – 2016)

Comunicamos com enorme pesar, o falecimento do pesquisador e grande matemático Welington Celso de Melo, aos 70 anos, na madrugada desta quarta-feira (21). Welington atuava no IMPA desde 1970. Primeiro aluno de doutorado formado por Jacob Palis, foi orientador de Artur Avila, também pesquisador do instituto e ganhador da Medalha Fields em 2014, principal prêmio da Matemática.

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