Bienal
Histórico da BIENAL
A Sociedade Brasileira de Matemática organiza e promove periodicamente reuniões regionais em diferentes pontos do país. De 1970 a 1986, a SBM organizou, em parceria com o IMPA, reuniões nacionais anuais sobre diversos temas da Matemática, que formam os dezessete volumes da Coleção Atas.
Em 2002, a SBM organizou a I Bienal da SBM, com presença aproximada de 1.000 pessoas, na Universidade Federal de Minas Gerais. Em 2004 a II Bienal da SBM foi realizada na Universidade Federal da Bahia (UFBA) com a presença aproximada de 1.000 pessoas. A III e IV Bienais, com a participação de 1.500 pessoas em cada uma, foram realizadas na Universidade Federal de Goiás em novembro de 2006 e na Universidade Estadual de Maringá em setembro de 2008, respectivamente.
A escolha do local para a realização da Bienal é uma decisão do Conselho Diretor da SBM após manifestação das instituições interessadas. O interesse por este evento vem crescendo e tornando-se uma tradição em nosso meio acadêmico-científico.
A Matemática no Brasil
É de conhecimento geral que a matemática brasileira desfruta de sólido prestígio internacional. Atualmente no Brasil o número de centros competentes nas diversas regiões vem sendo ampliado substancialmente. Inclusive um elemento novo na configuração atual deste cenário é o Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia em Matemática – Avanço Global e Integrado da Matemática Brasileira. (http://inctmat.impa.br)
Acompanhando o desenvolvimento (tanto em termos quantitativos quanto qualitativos) da pesquisa matemática no país, existe atualmente um número bastante significativo de eventos, direcionados principalmente a pesquisadores ou profissionais interessados diretamente na pesquisa matemática. No entanto, ainda ocorre a necessidade de eventos que, ao mesmo tempo, contemplem questões relativas ao ensino e à formação de recursos humanos em Matemática, incluindo professores do ensino básico e superior.
Os sérios problemas de ensino da Matemática no Brasil estão relacionados, em geral, a falhas na formação dos estudantes, acumuladas ao longo de vários anos, e à formação inadequada de grande parte dos professores do ensino básico. Esta má formação decorre, em grande parte, da insuficiente exposição a conteúdo matemático de qualidade e aos métodos de pensamento matemático. Desse modo, atividades que promovam a sistematização e divulgação de experiências de ensino dentro de um ambiente de bom conteúdo matemático e a atualização de conhecimentos na área são fundamentais na tentativa de reverter este quadro.
O alcance e efeito multiplicador positivo de eventos desta natureza são de curto, médio e longo prazos e, portanto, estão dentro das políticas públicas necessárias para o desenvolvimento da ciência brasileira.
Objetivos da Bienal da Sociedade Brasileira de Matemática
- Promover a interação da Matemática com outras áreas do conhecimento, abordando aplicações e questões interdisciplinares;
- Estimular a formação de recursos humanos em Matemática, incluindo professores do ensino médio e superior;
- Divulgar laboratórios de ensino e de novas tecnologias no ensino da Matemática;
- Fomentar a interação entre as diversas faixas da comunidade Matemática brasileira;
- Estimular a qualificação de profissionais da área;
- Propiciar aos estudantes e professores uma visão ampla da Matemática e suas aplicações;
- Firmar o papel da SBM como referência junto a estudantes, professores e coordenadores de cursos de Matemática, bem como profissionais de áreas afins;
- Gerar textos de qualidade, que estimulem a leitura e o estudo da Matemática;
- Despertar o interesse de estudantes para a pesquisa e o ensino da Matemática;
- Divulgar projetos de iniciação científica desenvolvidos no âmbito das instituições de ensino e pesquisa.
Público Alvo
A heterogeneidade das platéias tem sido a marca indelével da Bienal. Dentro deste público, tenta se estabelecer o congraçamento de estudantes de todos os níveis, professores de Matemática e áreas afins e cientistas provenientes de todo território nacional.
Proposta de Candidatura
A proposta de uma instituição que queira sediar a Bienal da SBM deverá assegurar que os itens abaixo sejam atendidos. As condições de atendimento dessas questões serão fundamentais para decisão do Conselho Diretor da SBM sobre o local da Bienal.
Infra-estrutura física da instituição
- Instalações para palestras plenárias, anfiteatros (em número que varia de 3 a 6) com capacidade mínima para 150 pessoas cada;
- Instalações para minicursos, salas (em número que varia de 9 a 12) com capacidade para aproximadamente 45 pessoas cada. Isto corresponderia a aproximadamente 900 pessoas realizando atividades simultaneamente;
- Espaço para exposição de laboratórios de ensino com no mínimo de 800 m2 de área, sendo 200 m2 para cada expositor, preferencialmente em local de fácil acesso e de movimentação dos participantes;
- Espaço para exposições de pôsteres diferente do espaço reservado para os laboratórios;
- Espaço para venda de livros editados pela SBM, que deverá ser em local privilegiado;
- Existência de acesso sem fio a internet;
- Existência de laboratórios de informática para realização de minicursos;
Infra-estrutura hoteleira e alojamentos
- Garantia de alojamento de baixo custo para estudantes;
- Facilidade de acessos, terrestre e aéreo, a cidade que sediará a Bienal;
- Facilidade de acesso, dentro da área urbana, do local da realização da Bienal;
Apoio Institucional
É fundamental para o sucesso do pleito um compromisso institucional (Reitoria, Pró-Reitorias, Departamento, Centros, Instituto, etc.), bem como o apoio de docentes, técnicos e estudantes. Inclusive serão bem vindas cartas formais, assinadas pelos dirigentes dos órgãos citados acima, de apoio ao evento.
Formalização do Comitê Científico e da Comissão Organizadora da Bienal
O Comitê Científico terá até 9 (nove) membros, incluindo o Primeiro Secretário da SBM, designados pela SBM em consonância com a instituição organizadora da Bienal. Ele será presidido pelo Coordenador da Bienal que também será membro da Comissão Organizadora Local. Os membros do Comitê Científico devem ser pesquisadores de alto nível e deles se espera que possam solicitar apoios aos órgãos financiadores. Ao Comitê Científico cabe a definição de todo o programa acadêmico e científico da Bienal, incluindo a seleção das propostas de conferências, minicursos, mesas redondas, oficinas, etc.
A Comissão Organizadora local será responsável pelo apoios secretarial e logístico, ou seja, distribuição dos espaços físicos, hotel para professores, alojamento para estudantes, mapas de localização, emissão dos certificados, gerenciamento das inscrições dos participantes, correspondência da Bienal, recebimento das notas para prestação de contas junto aos órgãos financiadores do evento, elaborar o calendário do evento, distribuir entre os membros do Comissão Científico os projetos que serão enviados às agências de fomento, divulgar o evento, editar material dos minicursos, confeccionar a página do evento, organizar as viagens dos participantes e conferencistas, seleção dos pôsteres e comunicações submetidos para apresentação, bem como organizar a seleção das propostas de trabalho submetidas a Bienal para posterior análise e deliberação do Comitê Científico.
Apoio Financeiro da BIENAL
Os apoios financeiros a participação na Bienal serão concedidos na forma de passagens, hospedagens e despesas locais. A distribuição dos recursos disponíveis está a cargo do Coordenador da Bienal, em parceria com o Comitê Científico. Terão prioridade para atendimento os conferencistas convidados e os ministrantes de minicursos do evento.
A Bienal está em evolução. A cada nova versão aumenta o número de seus objetivos, diversificam-se suas atividades, amplia-se a participação da Comunidade Matemática. A última Bienal abrigou como novidade uma reunião dos presidentes das sociedades científicas da área de Matemática, uma reunião do Fórum de Pesquisa e Pós-Graduação e a primeira mesa-redonda da SBM voltada exclusivamente para questões relativas ao ensino, na qual foi proposta a criação de um fórum de Graduação.
BIENAIS
- I Bienal - 2002 na UFMG, em Belo Horizonte;
- II Bienal - 2004 na UFBA, em Salvador;
- III Bienal - 2006 na UFG, em Goiânia
- IV Bienal - 2008 na UEM, em Maringá;
- V Bienal outubro de 2010 na UFPB, em João Pessoa. Informações

