A escola e seus problemas começaram há milênios

A civilização da Suméria prosperou no terceiro milênio a.C. na região da Mesopotâmia, onde agora é o sul do Iraque. Entre os seus grandes centros estava, por exemplo, a cidade de Ur, de onde sairia muito mais tarde o patriarca bíblico Abraão para dar início à saga dos hebreus. Há consenso de que os sumérios foram os primeiros inventores da escrita, cerca de 3.300 a.C.. Foi tal o brilho da Suméria que, muitos séculos depois de sua língua ter deixado de ser falada, continuou sendo usada por acadianos, assírios e babilônios como idioma de prestígio, da ciência, do direito e da diplomacia, um pouco como aconteceu com o latim na Idade Média europeia.

Mas a poeira do tempo tudo cobriu, e os sumérios foram esquecidos. Sua existência foi redescoberta no século 19. Primeiro de forma indireta, a partir do estudo das línguas dos sucessores mesopotâmicos –um pouco como o planeta Netuno foi encontrado a partir do seu efeito no movimento de outros planetas. Depois, a partir de 1880, escavações arqueológicas trouxeram à luz dezenas de milhares de documentos (tábuas de argila e inscrições em monumentos), que comprovaram não só a existência dos sumérios como a antiguidade de sua escrita.

Leia na íntegra: Colunista Marcelo Viana – Folha de S. Paulo

A Folha de S. Paulo não autoriza a reprodução do seu conteúdo na íntegra para quem não é assinante. No entanto, é possível fazer um cadastro rápido que dá direito a um determinado número de acessos.

4ª edição do Prêmio Respostas Para o Amanhã

A Samsung abre hoje as inscrições para a quarta edição do Prêmio Respostas para o Amanhã. Alunos do ensino médio de escolas públicas de todo o Brasil poderão, até dia 14 de agosto, inscrever seus projetos para melhoria de suas comunidades. Os interessados devem se cadastrar por meio do site www.respostasparaoamanha.com.br.

A proposta do concurso é incentivar estudantes a aplicar na prática conceitos de Ciências da Natureza e Matemática, por meio do desenvolvimento de projetos que realmente possam ajudar as regiões em que vivem, buscando identificar, estimular e difundir práticas educativas com impactos positivos no dia a dia.

Na edição de 2016, mais de 2.100 inscrições foram realizadas, envolvendo cerca de 37 mil alunos, sob a orientação de aproximadamente 2.600 professores de todo o Brasil.

Para a realização do programa, a Samsung conta com a coordenação geral do Centro de Estudos e Pesquisas em Educação, Cultura e Ação Comunitária – Cenpec. A empresa tem também o apoio da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO), da Organização dos Estados Ibero-americanos (OEI), do Conselho Nacional de Secretários de Educação (Consed) e da Rede Latino-americana de Organizações Sociais para a Educação (Reduca), entre outros parceiros regionais e locais para dar visibilidade aos projetos.

Para ler o release completo clique aqui.

CONTATOS:
Fabiano Oliveira
Guilherme Galvão
Carolina Michelucci
E-mail: samsung@mslgroup.com
Tel: 11 3169.9361

Elon Lages Lima foi o matemático que amava os livros

Conheci Elon Lages Lima primeiro por seus livros, nos meus tempos de aluno de graduação na Universidade do Porto. Um dos meus favoritos era “Espaços Métricos”: difícil para um aluno do segundo ano do bacharelado, mas cheio de maravilhas matemáticas. Um par de anos depois conheci “Grupo Fundamental e Espaços de Recobrimento”, e o conjunto dos meus livros favoritos aumentou. Elon escrevia com cuidado, aparente facilidade, sem fugir das dificuldades e, ao mesmo tempo, sem perder a elegância jamais.

Alguns anos mais e tive a oportunidade de conhecer pessoalmente o autor dos livros quando ingressei no doutorado do Impa (Instituto de Matemática Pura e Aplicada). Aproximou-nos, além da matemática, o gosto comum pela língua portuguesa e o prazer que Elon tinha em falar da “terrinha”.

Lembro do orgulho divertido com que me mostrou uma foto sua ao lado de uma placa de trânsito com a indicação Lima (seu sobrenome): o rio Lima, no norte de Portugal, de cujas margens emigraram para o Nordeste brasileiro alguns de seus ancestrais.

Leia na íntegra: Colunista Marcelo Viana – Folha de S. Paulo

A Folha de S. Paulo não autoriza a reprodução do seu conteúdo na íntegra para quem não é assinante. No entanto, é possível fazer um cadastro rápido que dá direito a um determinado número de acessos.

Mensagem do Presidente da Real Sociedad Matemática Española sobre o falecimento do Prof. Elon Lages Lima

Estimado Profesor Alencar

Enterados del reciente fallecimiento del Dr. Elon Lages Lima, deseo transmitirle mis más sinceras condolencias por la pérdida de un insigne docente, investigador y emprendedor  que ha contribuido al fortalecimiento de la comunidad matemática de Brasil.
.
Desde la Real Sociedad Matemática Española queremos compartir con los colegas brasileiros y con la SBM estos tristes momentos.
Reciba un cordial saludo
Dr. Francisco Marcellán
Catedrático de Matemática Aplicada
Universidad Carlos III de Madrid
Presidente de la Real Sociedad Matemática Española

Carta da Sociedade Portuguesa de Matemática sobre o falecimento do Prof. Elon Lages Lima

À Direção do IMPA

À Direção da Sociedade Brasileira de Matemática

Os signatários, presidentes e ex-presidentes da Sociedade Portuguesa de Matemática (SPM), desejam por este meio transmitir-vos, e por vosso intermédio à família, aos colegas, alunos e ex-alunos do distinto professor e aos matemáticos em geral, as nossas sentidas condolências pelo falecimento do prof. Elon Lages Lima.

O trabalho e o exemplo do professor Elon lages Lima tiveram uma profunda repercussão no nosso país. As suas obras didáticas de matemática avançada permitiram, como poucos matemáticos conseguiram, a criação de uma literatura matemática em português, com rigor tanto conceitual como no uso – e mesmo na criação de novos termos – de nossa lingua comum. o seu Curso de Análise foi uma importante referência em Portugal para gerações de estudantes. Suas reflexões foram um importante elemento do nosso debate sobre o ensino da matemática.

Para os que tiveram o privilégio de o conhecer, Elon Lages Lima foi um exemplo inspirador.
Mas deixou, para todos nós, os frutos da sua generosa colaboração. Elon Lages Lima cooperou com a Sociedade Protuguesa de Matemática e com os matemáticos portugueses em variados momentos. Tivemos a honra de o acolher em diversas ocasiões e o prazer de sua colaboraçãoem eventos e cursos. A SPM orgulha-se de ter publicado alguns de seus trabalhos, tal como o Matemática e Ensino.

Elon Lages Lima deixou-nos o seu exemplo e o seu trabalho.

Saudações matemáticas,

Ana Bela Cruzeiro (presidente da SPM 2000 – 2004)

Nuno Crato (presidente da SPM 2004-2010)

Miguel Abreu (presidente da SPM 2010-2014)

Fernando Pestana da Costa (presidente da SPM 2014-2016)

Jorge Buescu (presidente da SPM desde 2016)

Link para acessar o documento original: Carta SPM

Elon Lages Lima – Depoimento do Prof. Jonas Gomes

Faleceu no Rio aos 87 anos Elon Lages Lima, grande matemático brasileiro, e um dos pioneiros entre os matemáticos que forjaram o IMPA, vislumbrando a possibilidade de se criar no Brasil uma instituição com o objetivo de fazer pesquisas de ponta em matemática.

A contribuição do Elon para a matemática brasileira abrange diversas dimensões. Atuou como professor, pesquisador, empreendedor, administrador, excelente escritor e autor prolífico de belos livros sobre matemática.

O professor. Como professor, iniciou as atividades no Ginásio Farias Brito e no Colégio Estadual do Ceará em Fortaleza, após abandonar o Colégio Militar. Durante toda sua carreira suas aulas e palestras eram de uma clareza e didatismo sem igual, e influenciou diversos jovens a seguirem o universo da matemática.

O escritor. A beleza estética de suas aulas e palestras transbordavam para as dezenas e dezenas de livros de matemática que escreveu. Livros nos quais estudaram várias gerações de matemáticos brasileiros. Consciente da importância cultural de se criar uma literatura matemática genuinamente brasileira criou as coleções Projeto Euclides e Coleção Matemática Universitária para estimular o surgimento de autores. Escreveu diversos livros para essas duas coleções e ganhou por duas vezes o Prêmio Jabuti de Ciências Exatas, da Câmara Brasileira do Livro.

O pesquisador. Elon fez o doutorado na prestigiosa Universidade de Chicago na área de Topologia Algébrica de 1954 a 1958. Desenvolveu diversos trabalhos de pesquisas pioneiros no campo de vetores comutativos, sendo um deles a prova da inexistência de campos de vetores comutativos na esfera de dimensão 3 (um problema colocado por John Milnor, brilhante matemático de Princeton). O fato do Elon ter demonstrado que a esfera tridimensional tem posto 1 viria, posteriormente, a ser um corolário simples do Teorema de Novikok. Uma curiosidade que sempre tive foi saber se o Elon buscava descobrir algo mais geral na linha do Teorema de Novikov ao enveredar pelo estudo de campos de vetores comutativos. Ele sempre me assegurou que não era essa a intenção de seu trabalho.
Após um período desenvolvendo pesquisas, Elon se dedicou à divulgação e ao ensino da Matemática.

O Empreendedor. Sua preocupação com o ensino da matemática o levou a trazer para o IMPA uma parcela da responsabilidade na busca por uma maior qualidade da matemática ensinada na educação básica: Com grande pioneirismo ele idealizou e coordenou o primeiro curso de aperfeiçoamento de professores de matemática do ensino médio no IMPA em 1990. Esse Programa de Formação e Aperfeiçoamento de Professores do Ensino Médio (PAPMEM) continua ativo e já beneficiou mais de 20 mil professores do país.
Foi convocado para estruturar o Departamento de Matemática da recém fundada Universidade de Brasília e lá ficou até o início do regime militar em 1965. Um dos últimos títulos de Doutor Honoris Causa que o Elon recebeu foi exatamente da UNB em 2016. Influenciou e contribuiu para estruturar cursos de licenciatura, bacharelado e programas de pós-graduação em matemática em diversas universidades brasileiras.

O administrador. Elon não gostava de se envolver com tarefas burocráticas inerentes à administração de uma instituição pública de pesquisas no Brasil, mas quando convocado não deixou de dar sua contribuição: foi diretor do IMPA por três períodos, e por uma vez ocupou a presidência da Sociedade Brasileira de Matemática. Foi membro do Conselho Nacional de Educação e do Conselho Superior da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro (FAPERJ).

As honrarias. Elon era membro da Academia Brasileira de Ciências desde 1963 e ao longo de sua extensa carreira recebeu diversas honrarias: a Ordem do Mérito Científico na Classe Grã-Cruz, da Presidência da República, o Prêmio Anísio Teixeira, do MEC, e diversos títulos de Doutor Honoris Causa de diversas universidades brasileiras.

O amigo. Ao chegar ao IMPA em 1978 tive o grande privilégio em contar com o apoio e a mentoria do Elon. Frequentei diversos cursos por ele lecionados e tive sua orientação na tese de mestrado que escrevi sobre uma demonstração do Teorema de Jordan para Hipersuperfícies Diferenciáveis. Quando tive a oportunidade de ser pesquisador do IMPA apresentei o projeto de criação do Laboratório Visgraf cuja proposta era criar uma área de pesquisas em computação gráfica no IMPA. O Elon era o diretor do IMPA nessa ocasião. O projeto foi aprovado no CTC e o Elon me deu a notícia com uma recomendação bem peculiar: “não entendo bem a proposta científica do projeto, mas certamente sei que você fará algo com a qualidade que você conhece do IMPA”. Durante minha permanência como pesquisador do IMPA tive a oportunidade de interagir e colaborar com o Elon em diversas ocasiões. Ele me convidou para ajudá-lo na organização do primeiro curso de aperfeiçoamento de professores. Conseguimos um patrocínio da IBM e nos dois primeiros anos o programa foi realizado nas instalações do Centro de Treinamento da IBM no Rio de Janeiro que possuía toda uma infraestrutura de auditórios, salas de aula e hotelaria. Certa vez percebi que apesar do sucesso dos diversos livros publicados pelo Elon atendendo a diversos níveis e públicos da matemática, ele de certo modo gostaria de ter publicado livros em inglês. Selecionei entre todos os livros o que eu considerava um primor de originalidade mesmo na literatura matemática internacional: o livro de Grupo Fundamental e Espaços de Recobrimento (Esse tema era de um modo geral tratado de forma superficial em livros de topologia algébrica.). Consegui negociar a publicação do livro em língua inglesa, e eu mesmo fiz a tradução do livro para o inglês. Antes de minha ida para o mercado financeiro, estruturei com ele o programa de matemática do ciclo básico dos novos cursos de graduação em Economia e Administração da Fundação Getúlio Vargas, onde ele atuou como Coordenador por vários anos. Foi nessa ocasião que discuti muito com ele sobre a inexistência de um bom texto em português de álgebra linear para um curso introdutório. Mais uma vez o Elon me surpreendeu escrevendo um livro bastante inovador, geométrico e não algébrico, com uma bela estrutura pela importância dada às matrizes e suas decomposições que são essenciais na Álgebra Linear Computacional. O reconhecimento do Elon pelas minhas poucas contribuições durante o tempo em que convivemos era algo singelo, porém constante, e com gestos de gratidão eterna, com pouca externalização como lhe era característico. Mais recentemente tive diversas oportunidades de recordar com ele diversas passagens de minhas andanças pelo IMPA, de minhas interações com sua sabedoria e inteligência. Um período do qual eu lembro muito pouco do que convivemos, mas vivo muito intensamente o que consigo lembrar. Devo reconhecer que o convívio poderia e deveria ter sido mais intenso, eu teria aprendido muito mais, e certamente seria uma pessoa melhor, mais esclarecida e mais sábia.

Rio de Janeiro, 7 de maio de 2017.

Jonas Gomes

Nota de Falecimento: Elon Lages Lima (1929 – 2017)

Um dos mais importantes e prolíficos autores de livros de matemática no país, Elon Lages Lima, ex presidente da SBM (Sociedade Brasileira de Matemática) e ex-diretor do IMPA (Instituto de Matemática Pura e Aplicada) morreu na manhã deste domingo, aos 87 anos, no Rio de Janeiro.

Matemático de ponta, o alagoano Elon deu contribuição fundamental à literatura matemática brasileira, com mais de 40 livros, e recebeu duas vezes o Prêmio Jabuti de Ciências Exatas, da Câmara Brasileira do Livro. Ele também desempenhou o papel de mentor e inspirador de jovens matemáticos de grande destaque no país, como o ganhador da Medalha Fields Artur Avila, Carlos Gustavo Moreira, o Gugu (ambos do IMPA), Ralph Teixeira (UFF) e Nicolau Saldanha (PUC-Rio), entre outros.

“Eu era aluno de graduação, em Portugal, quando ouvi falar de Elon pela primeira vez, por meio de seus livros. Ninguém, nos dois países, contribuiu como ele para a criação de uma literatura matemática em língua portuguesa”, afirmou o diretor-geral do IMPA, Marcelo Viana. Para o ex-diretor do IMPA Jacob Palis, Elon “foi um excelente matemático, escritor e didata”. “Ele deu uma contribuição muito grande ao IMPA, desde o início, integrando um grupo pequeno e de alta qualidade.”

Membro titular da Academia Brasileira de Ciências desde 1963, foi diretor do IMPA em três períodos (1969-71, 79-80 e 1989-93), presidente da Sociedade Brasileira de Matemática (1973-75) e integrou o Conselho Nacional de Educação e o Conselho Superior da Faperj. Recebeu a Ordem do Mérito Científico na Classe Grã-Cruz, da Presidência da República, e o Prêmio Anísio Teixeira, do MEC.

O jovem Elon fez sua formação inicial no Ceará e no Rio de Janeiro. Ao chegar ao Rio, presenciou a fundação do IMPA, por Leopoldo Nachbin e Maurício Matos Peixoto. Obteve os graus de mestrado e doutorado na prestigiosa Universidade de Chicago, onde especializou-se em Topologia Algébrica, entre 1954 e 1958, e recebeu o Prêmio Edna M. Allen.

Após voltar ao Brasil, tornou-se pesquisador do IMPA. Com uma bolsa Guggenheim, esteve em Princeton e Columbia e foi influenciado pelo norte-americano Stephen Smale, ganhador da medalha Fields. Nessa época, obteve resultados pioneiros no campo de vetores comutativos. Foi professor da UnB, de onde pediu demissão em 1965, após o início do Regime Militar. Foi Elon que abriu o caminho para outros pesquisadores do IMPA, como Jacob Palis e César Camacho, serem orientados por Smale – hoje pesquisador honorário do IMPA.

Além de pesquisador de alto nível, Elon sempre compreendeu a importância da divulgação da Matemática e da formação de professores, áreas em que desempenhou um papel de protagonista nacional. Colaborou para estruturar os cursos de licenciatura, bacharelado e pós-graduação Universidade Federal do Ceará, de onde recebeu, em 89, o título de Professor Honoris Causa. Ele também era doutor Honoris Causa da Universidade Federal de Alagoas.

Idealizou e dirigiu as coleções “Projeto Euclides” e “Coleção Matemática Universitária” e foi o criador, em 1990, do PAPMEM (Programa de Formação e Aperfeiçoamento de Professores do Ensino Médio), que continua ativo e já beneficiou mais de 20 mil professores do país. Talvez porque tenha sido justamente na Educação Básica o início de sua brilhante trajetória de matemático, como professor, aos 18 anos, no Ginásio Farias Brito e no Colégio Estadual do Ceará.

Elon era casado com Carolina Celano e tinha cinco filhas da primeira união, com Valdece. O velório será a partir das 9h, e o enterro às 16h desta segunda-feira (8), no Cemitério da Penitência, no Caju.

Fonte: IMPA

Link original da notícia: https://impa.br/page-noticias/morre-no-rio-o-matematico-elon-lages-lima-ex-diretor-do-impa-aos-87-anos/

Festival prova o teorema: matemática é um barato!

“Acorda, hoje tem mais matemática!” Foi assim que Bianca e Betina despertaram a mãe no domingo. Depois de passarem o sábado no Festival da Matemática, as gêmeas de 8 anos queriam mais. “Estavam muito ansiosas para voltar. É realmente maravilhoso isso aqui. Até quem não gosta [de matemática] acaba tomando gosto” explica a mãe, Rosângela do Carmo, auxiliar de serviços gerais.

Em 2015, o National Math Festival, em Washington, nos EUA, com apoio da Google e da Amazon, recebeu 20 mil visitantes. Dada a grande diferença de realidades, sonhávamos que o nosso Festival alcançasse 10 mil pessoas. Mas nem o dia de paralisação nacional atrapalhou: quase 18 mil pessoas de todo o país visitaram a Nave do Conhecimento Cidade Olímpica e as escolas Eleva e SESC, no Rio de Janeiro, e conferiram a prova do nosso teorema: a matemática é um barato!

Leia na íntegra: Colunista Marcelo Viana – Folha de S. Paulo

A Folha de S. Paulo não autoriza a reprodução do seu conteúdo na íntegra para quem não é assinante. No entanto, é possível fazer um cadastro rápido que dá direito a um determinado número de acessos.

Como os gênios da Matemática de Alagoas podem ajudar a elevar nossos indicadores de Educação

Reportagem sobre os matemáticos Alagoanos Manfredo Perdigão do Carmo, Elon Lages Lima e Hilário Alencar, presidente da Sociedade Brasileira de Matemática,  publicada no site Agenda A e escrita pelo jornalista Rodrigo Cavalcante.

Para ler a reportagem acesse o link: http://www.agendaa.tnh1.com.br/negocios/gente-e-gesto/6440/2017/04/26/como-os-genios-da-matematica-de-alagoas-podem-ajudar-a-elevar-nossos-indicadores-de-educaco

O dia em que o Ceará comprovou a teoria da relatividade

Naquele dia 29 de maio de 1919, a cidade de Sobral (CE) não apresentava a sua tranquilidade habitual. Rumores insistiam que o eclipse solar anunciado para esse dia era prenúncio de desgraças. Para piorar o nervosismo, tinha chegado à pacata cidade de 2.000 habitantes uma comitiva com homens do longínquo Rio de Janeiro e até estrangeiros! Entre eles um matemático de 27 anos chamado Lélio Gama que, muitos anos depois, seria o primeiro diretor do Instituto de Matemática Pura e Aplicada. O que fazia essa gente estranha na pequena Sobral?

Em 1905, Albert Einstein havia publicado a teoria da relatividade. Partindo do princípio (formulado pelo matemático francês Henri Poincaré) de que as leis da física devem ser as mesmas para todos os observadores em movimento uniforme, o quase desconhecido físico alemão havia revolucionado as noções de tempo e espaço.

 

Leia na íntegra: Colunista Marcelo Viana – Folha de S. Paulo

A Folha de S. Paulo não autoriza a reprodução do seu conteúdo na íntegra para quem não é assinante. No entanto, é possível fazer um cadastro rápido que dá direito a um determinado número de acessos.

Festival mostra como matemática transforma vidas e é divertida

De família humilde, a carioca Alessandra Yoko Portella sempre foi cobrada para ter nota alta em todas as matérias –matemática não era destaque no seu boletim. Na 8ª série, ganhou medalha de ouro na Obmep (Olimpíada de Brasileira de Matemática das Escolas Públicas), participou de programas da Olimpíada e tomou uma decisão: seria engenheira. Estudou muito. Hoje é engenheira de controle e automação numa empresa tecnológica. “Tenho o melhor trabalho do mundo. Eu me pego pensando o quanto eu teria tomado a decisão errada se não tivesse tido essas oportunidades.”

César Ilharco é brasiliense e foi duas vezes medalhista de ouro da Obmep. As portas do mundo se abriram para ele: concluiu a graduação e o mestrado na famosa École Polytéchnique de Paris. Em seguida, uma carreira fulgurante: estagiou na Google da Suécia, na Amazon da África do Sul e no Facebook, na Califórnia. Atualmente, trabalha na Google Research, na Suíça, focando na compreensão e síntese de linguagem natural. “Um trabalho misto de pesquisa e engenharia”, explica.

Leia na íntegra: Colunista Marcelo Viana – Folha de S. Paulo

A Folha de S. Paulo não autoriza a reprodução do seu conteúdo na íntegra para quem não é assinante. No entanto, é possível fazer um cadastro rápido que dá direito a um determinado número de acessos.

Número pi parece esquisitão, mas é fonte inesgotável de maravilhas

O famoso físico Stephen Hawking conta em um dos seus livros um conselho que recebeu do editor: “Nunca use fórmulas matemáticas! A cada fórmula, o número de leitores (e de compradores) do livro cai pela metade!”

Fosse porque desejava se comunicar com muitos leitores ou porque não queria arriscar sua renda, Hawking seguiu à risca a dica recebida. Mas hoje acordei com vontade de falar sobre o misterioso número π. Espero que os leitores pouco familiarizados com o tema se sintam intrigados e não intimidados.

Todos nós fomos apresentados ao π na escola, mas acredito que para muitos isso tenha sido mais motivo de desconforto que de encantamento. Para a maioria, fica apenas a impressão de que se trata de um esquisitão, “um número que não acaba nunca”. É pena, porque o π é realmente uma fonte inesgotável de maravilhas.

Leia na íntegra: Colunista Marcelo Viana – Folha de S. Paulo

A Folha de S. Paulo não autoriza a reprodução do seu conteúdo na íntegra para quem não é assinante. No entanto, é possível fazer um cadastro rápido que dá direito a um determinado número de acessos.

Biênio da Matemática joga foco no ensino da disciplina que é grande desafio para o país

Em 2017 e 2018, Brasil sediará grandes eventos como a Olimpíada Internacional da Matemática (IMO 2017) e o Congresso Internacional de Matemáticos (ICM 2018)

Em março de 2010, Hilário Alencar, já presidente da Sociedade Brasileira de Matemática (SBM), reuniu-se com o então presidente da Capes, Jorge Guimarães, e com Marcelo Viana, atual diretor-geral do Instituto Nacional de Matemática Pura e Aplicada (IMPA). Em certo momento, Guimarães disparou: “Não entendo como a matemática brasileira tem altíssimo nível, prêmios, excelentes matemáticos e grande inserção internacional, mas uma educação básica tão deficiente”. E arrematou: “Por que vocês não fazem nada pela educação básica?”.

A provocação fez com que os professores se mexessem, liderando esforços para melhorar não só o ensino, mas a imagem da disciplina entre alunos, professores, famílias e na sociedade. Em 2011, foi lançada a primeira turma do mestrado profissional em matemática (ProfMat), sob a batuta da SBM, que já coordenava com o IMPA, desde 2005, a Olimpíada Brasileira de Matemática de Escolas Públicas (Obmet). Em novembro de 2016, o Congresso Nacional proclamou por lei o “Biê­nio da Matemática 2017-2018 Gomes de Sousa”, com uma série de eventos programados para popularizar a matemática, formar e aperfeiçoar professores e incentivar o estudo da disciplina (Leia mais ao fim da reportagem).

Essas iniciativas têm buscado superar um dos calcanhares de aquiles da educação nacional: a má aprendizagem em matemática. Os resultados dos estudantes brasileiros caminham a passos lentos no Pisa (Programa de Avaliação Internacional de Estudantes). Em 2012, último ano em que a prova teve ênfase em matemática, apenas 1% dos alunos brasileiros alcançou notas acima de 5 na escala que vai de “menor de 1” a “6”. Menos de 4% dos estudantes brasileiros têm nota igual ou superior a 4, resultado adequado para o exercício de profissões tecnológicas e científicas.

Gargalos do médio

Marcelo Viana enumera as razões desse quadro que considera “desolador” em artigo no prelo que analisa desafios e iniciativas para o ensino médio: formação deficiente dos professores; desprestígio da carreira do docente; inexistência de incentivos ao mérito; problemas na infraestrutura e na gestão escolar; currículos maldefinidos; práticas educativas arcaicas; livros didáticos de baixa qualidade; prevalência de interesses setoriais sobre o ensino de qualidade; e a disparidade de condições socioeconômicas entre as regiões do país. Leticia Rangel, doutora em formação docente pela UFRJ e professora do Colégio de Aplicação da universidade, resume o consenso na comunidade dos matemáticos: “Os problemas no ensino de matemática não estão descolados dos problemas na educação como um todo, mas a condição necessária para mudar essa realidade é a formação do professor”.

Inúmeras pesquisas, de fato, mostram que a peça-chave na qualidade da educação é a formação dos professores. Cydara Ripoll, professora da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), ressalta a importância da formação continuada e destaca o caso do Japão, onde os docentes passam por cursos durante toda a carreira. “Os quatro anos de uma licenciatura não dão conta de preencher lacunas que os estudantes trazem, ensinar conteúdos mais aprofundados que permitam conexões entre os diversos campos da área e ainda discutir como e o que ensinar na escola”, diz. Cydara, entretanto, ressalva que muitos professores ainda não reconhecem essa necessidade e que as secretarias de Educação muitas vezes não os liberam para simpósios de formação ou oferecem cursos demasiadamente focados em literatura da área de pedagogia, sem resultados diretos para a sala de aula.

Mas nem tudo é choro e ranger de dentes. Letícia Rangel destaca que um caminho já foi trilhado na última década. Aos poucos, na visão da pesquisadora, a sociedade tem tomado consciência da atua­ção do professor em termos de carreira e compreendido que é preciso melhorar a formação, as condições de trabalho e os incentivos. “Ser professor não é sacerdócio. Não basta ‘ter jeito’ para ensinar. Essa compreensão apareceu pela primeira vez no ‘modelo 3+1’, que tinha três anos de conteúdo e um ano de complementação pedagógica. Esse modelo está superado na maioria das universidades do país, o que é mais um reconhecimento da especificidade da formação do professor, porque mesmo quem sabe fazer matemática ainda não sabe ensinar matemática”, afirma. Um dos problemas, porém, é que o Brasil não tem ainda um modelo de formação de professores, como o Japão. A SBM tem grupos de trabalho sobre o assunto, mas as iniciativas ainda são incipientes.

Entre as políticas públicas relevantes, a professora destaca o Plano Nacional de Formação de Professores da Educação Básica (Parfor), o Programa Institucional de Bolsa de Iniciação à Docência (Pibid) e a criação dos Institutos Federais. O Parfor, de 2009, é um programa emergencial cujo objetivo é fomentar a oferta de educação superior gratuita para os professores da rede pública. Quando foi criado, cerca de 1/3 desses professores não tinham sequer graduação e outro terço tinha graduação em áreas distintas daquelas em que lecionavam. Desde 2009, 34.549 se formaram pelo programa, e outros 42.035 professores o estão cursando. De acordo com dados do Censo Escolar de 2016, 74% das classes de matemática no Brasil têm professores com formação e complementação pedagógica na área, mas 24% delas ainda não têm professores com formação específica. Dessas, 6% são ministradas por professores sem curso superior.

O Pibid, criado em 2007, oferece bolsas de iniciação à docência aos alunos de licenciatura das instituições de ensino superior. Os bolsistas desenvolvem atividades em escolas públicas, a fim de melhorar sua qualificação inicial como professores da educação básica. Por fim, a criação e a expansão da rede de Institutos Federais de Educação, desde 2008, lograram interiorizar os cursos de licenciatura no Brasil.

Outro problema é o fosso entre o ensino superior e a educação básica, que se reflete na distância entre os matemáticos da elite de pesquisa e a grande massa de estudantes da educação básica. Para Marcelo Viana, esse fosso começou a ser superado com a criação da Olimpíada Brasileira de Matemática das Escolas Públicas (Obmep) em 2005, que teve mais de 10 milhões de alunos de 93,5% dos municípios brasileiros inscritos. Em 2016, foram quase 18 milhões de estudantes de 99,5% dos municípios do país. Em 2014, foi lançado o “Portal da Matemática da Obmep”, que oferece material didático online e gratuito para alunos de todas as séries dos ensinos fundamental e médio.

O estudo “Impacto da Olimpía­da Brasileira de Escolas Públicas no Desempenho de Matemática na Prova Brasil, Enem e Pisa”, publicado em 2014 pelas pesquisadoras Camila Soares e Elisabette Leo, sob supervisão de José Francisco Soares, confirmou o que outros estudos já haviam mostrado: escolas públicas que têm um bom histórico de envolvimento com a Obmep apresentam resultados melhores na Prova Brasil. O resultado se repete em relação ao Enem e ao Pisa, embora seja estatisticamente menor. Para Marcelo Viana, o mecanismo pedagógico que explica a correlação passa pela indução da capacitação e da motivação de alunos e professores. As escolas participantes se empenham na divulgação e no treinamento dos estudantes e são comuns os casos em que os próprios alunos organizam grupos de estudo para a Obmep. “Sempre ouvimos a crítica de que as olimpíadas fomentam a competição no ambiente escolar, mas, pela nossa experiência, o que se tem fomentado é a cooperação entre os alunos”, diz Viana.

Filhotes da Obmep

Um dos rebentos da Obmep é o Programa de Iniciação Científica Jr. (PIC-Obmep), com bolsas para alunos do ensino básico, além de os colocar em contato com professores qualificados que orientam seus estudos em matemática. Os alunos podem frequentar grupos do estudo do PIC Presencial, se houver um polo em sua região, ou participar das aulas virtuais. Os veteranos do PIC podem ter acesso ao programa Mentores Obmep, que conta com uma plataforma própria para cursos ministrados por professores universitários. Além disso, os graduandos em matemática que sejam medalhistas na Obmep ou na OBM, ou graduan­dos em geral que tenham pelo menos quatro medalhas, podem pleitear bolsa de iniciação científica no Programa de Iniciação Científica e Mestrado (PICME), oferecido pela Capes e CNPq. Desde 2009, o programa soma 2.820 bolsas de iniciação científica, 172 bolsas de mestrado e, desde 2013, 44 bolsas de doutorado.

A partir de 2017, a Obmep será integrada à Olimpíada Brasileira de Matemática, que existe desde a década de 1970, e as escolas particulares poderão se inscrever na competição. O número de medalhas reservadas aos alunos de escolas públicas continua o mesmo e os estudantes de escolas particulares serão premiados também. Os 300 mais bem colocados em cada nível, os medalhistas de 2016 e os mais bem classificados nas olimpíadas regionais serão chamados a se inscrever na fase única da OBM, que terá premiação própria e selecionará os representantes brasileiros nas olimpíadas internacionais.

Formar o formador

O envolvimento do ensino superior com a educação básica aprofundou-se, na visão de Hilário Alencar e Marcelo Viana, a partir de 2011, com a criação do mestrado profissional em matemática, o ProfMat, no âmbito da Universidade Aberta do Brasil (UAB). O ProfMat é um mestrado stricto sensu coordenado pela SBM e oferecido em 96 polos universitários espalhados por todos os estados brasileiros. O programa foi o primeiro dos mestrados em rede no país e faz parte dos esforços do governo federal para aumentar o número de docentes pós-graduados na educação básica. “Com o ProfMat, tivemos o começo de um diálogo com a educação básica, mas não tem sido fácil. Os professores do básico não estão habituados a serem chamados a opinar, porque ninguém costuma pedir a opinião deles”, diz Viana. O programa já pós-graduou quase 3 mil docentes.

Além de aparar as arestas da formação deficiente de muitos professores e aprofundar os conteúdos ensinados na educação básica, os professores que passam pelo ProfMat acabam se envolvendo mais com a Obmep. Apesar de ainda não existir uma avaliação de impacto abrangente do ProfMat sobre o segmento dos alunos, Viana lembra que os estudos já publicados sobre a Obmep mostram que estudantes de professores que passaram pelo ProfMat têm o desempenho, em média, duas vezes melhor na olimpíada.

Apesar dos resultados ainda ruins na comparação com os paí­ses da OCDE, o Brasil assistiu à emergência de políticas públicas para enfrentar suas deficiências. Os próprios relatórios do Pisa, por exemplo, reconhecem que o Brasil aumentou a inclusão de jovens na escola e, ao mesmo tempo, aumentou a média de matemática nos testes, o que nos torna o país que mais melhorou em seus resultados médios. Mas o caminho ainda é longo. “Existe hoje um problema que é a formação dos formadores: quem está habilitado a formar o professor? Podemos romper esse círculo vicioso investindo na pós-graduação, pesquisando, discutindo e elucidando as questões próprias dessa formação, mas essas ações só podem frutificar no longo prazo”, completa Letícia Rangel.

Olimpíada e Congresso

A Lei 13.358 de novembro de 2016 proclamou os anos de 2017 e 2018 como o “Biênio da Matemática Gomes de Sousa”, em homenagem à Olimpíada Internacional de Matemática de 2017 e ao Congresso Internacional de Matemáticos de 2018, que ocorrerão no Brasil. É a primeira vez que o Congresso acontece no hemisfério Sul. A ideia é aproveitar os esforços e os custos de organizar os dois eventos para promover uma aproximação da matemática com a sociedade e deixar um legado positivo para o país.

O desafio das entidades que apoiam o evento, entre as quais o IMPA e a SBM, é tornar o Biênio uma realidade. Entre dezenas de eventos já programados, estão a Bienal da Matemática, de 23 e 30 de abril, o Festival da Matemática, de 27 e 30 de abril, a Semana Nacional de Ciência e Tecnologia, de 23 a 29 de outubro, com programação especial voltada à matemática, além da Olimpíada Internacional de Matemática, de 12 a 23 de julho, e do Congresso Internacional de Matemáticos, de 1º a 9 de agosto de 2018. “O Biênio pretende mudar a visão negativa que a sociedade tem da matemática. Isso começa por fazer as pessoas não se sentirem mal com a matemática, o que não é um pequeno passo”, comenta Marcelo Viana.

Por meio do site do evento, qualquer escola ou instituição pode submeter a análise uma proposta para fazer parte do calendário oficial do Biênio.

Fonte: Revista Educação
Link da noticia: http://www.revistaeducacao.com.br/bienio-da-matematica-joga-foco-no-ensino-da-disciplina-que-e-grande-desafio-para-o-pais/

Um projeto para fazer alunos campeões

Branquinha fica na região da mata alagoana, a 60 km de Maceió. Tem 13 mil habitantes e muitos problemas. No IDH do Censo 2010, ficou em 5.490º entre os 5.570 municípios brasileiros (96º entre 102 de Alagoas). Nesse mesmo ano, a enchente do rio Mundaú varreu a cidade do mapa: 90% dos prédios destruídos.

Ouvi falar do local por causa do Profmat (Mestrado Profissional em Matemática). É o maior mestrado do Brasil, formado por uma rede de mais de 70 universidades e institutos que atua em todos os Estados e é coordenada pela Sociedade Brasileira de Matemática. Seus alunos são majoritariamente professores de matemática na rede pública. Classificado com a nota máxima da Capes (Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior), já formou mais de 3.000 mestres desde 2011.

O Profmat também é um instrumento para conhecermos melhor a nossa educação, permitindo contato com realidades de todo o país. Aceitei com prazer o convite do professor Amauri Barros, da Universidade Federal de Alagoas, para participar da banca de mestrado do seu orientando, Cícero Rufino de Goes, da rede municipal de Branquinha.

Leia na íntegra: Colunista Marcelo Viana – Folha de S. Paulo

A Folha de S. Paulo não autoriza a reprodução do seu conteúdo na íntegra para quem não é assinante. No entanto, é possível fazer um cadastro rápido que dá direito a um determinado número de acessos.

Pai de armas infernais e gênio matemático: redescubra Arquimedes

Faz quase 200 anos que a pequena cidade de Roma iniciou a caminhada histórica que vai transformá-la em senhora do mundo. Conquistando gradualmente os vizinhos, por meio de diplomacia, força, astúcia e, mais ainda, sua inquebrável tenacidade, a jovem república já anexou praticamente toda a península itálica. Os romanos vencem, quase sempre. Eles também perdem, por vezes. E até levam desaforo para casa.

Mas os romanos sempre voltam para dar o troco, com juros.

A marcha já os levou ao encontro de seu maior inimigo, a poderosa cidade africana de Cartago, fundada por colonos fenícios. Roma venceu a primeira rodada, com dificuldade, mas o conflito não está resolvido. E agora, neste ano de 212 a.C. trava-se mais uma batalha crucial nesta guerra que vai mudar a face da História. A pólis grega independente de Siracusa, na Sicília, havia sido importante aliada de Cartago, depois de Roma. Quando os siracusanos ameaçam voltar ao partido de Cartago, Roma não hesita: um poderoso exército é enviado, sob o comando do cônsul Marcus Claudius Marcellus, para atacar por terra e por mar. Siracusa é poderosa, com fortes muralhas e um exército experiente. A conquista nunca seria fácil, nem mesmo para a implacável legião romana.

Leia na íntegra: Colunista Marcelo Viana – Folha de S. Paulo

A Folha de S. Paulo não autoriza a reprodução do seu conteúdo na íntegra para quem não é assinante. No entanto, é possível fazer um cadastro rápido que dá direito a um determinado número de acessos.

Quando um planeta foi descoberto na ponta de uma caneta

O movimento dos astros nos céus é um dos enigmas mais antigos e intrigantes na história da humanidade. Mesopotâmicos, egípcios, chineses, persas, gregos, maias, todas as grandes civilizações do passado buscaram dar um sentido a esse movimento, entender e prever a evolução do firmamento. Quase sempre apelando para a religião e o misticismo, na falta de outros instrumentos.

Na Idade Média europeia, as esporádicas visitas de cometas eram vistas como prenúncio de desgraças. Com o Renascimento, vem um passo fundamental: o abandono da hipótese geocêntrica –a ideia de que os corpos celestes giram em torno da Terra– em proveito da heliocêntrica, que afirma que os planetas, incluindo a Terra, giram em torno do Sol. Não que a segunda fosse mais correta que a primeira (não é!): mas torna as equações dos movimentos celestes mais simples e, por isso, mais transparentes para serem entendidas. Assim, a contribuição de Nicolau Copérnico, Giordano Bruno e Galileo Galilei não é tanto a de descobrir “a verdade” e sim a de facilitar o caminho para uma melhor compreensão do universo.

Leia na íntegra: Colunista Marcelo Viana – Folha de S. Paulo

A Folha de S. Paulo não autoriza a reprodução do seu conteúdo na íntegra para quem não é assinante. No entanto, é possível fazer um cadastro rápido que dá direito a um determinado número de acessos.

Cultura Matemática no Brasil: diagnósticos e perspectivas

O Centro de Pesquisa, Inovação e Difusão em Neuromatemática (CEPID NeuroMat) promove o encontro “Cultura Matemática no Brasil: diagnósticos e perspectivas”, em 16 de maio. O evento tem apoio Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP) e da Faculdade de Educação da Universidade de São Paulo (FEUSP).

O encontro, a ser realizado no Auditório da FEUSP, é composto de duas sessões. O auditório é localizado na Avenida da Universidade, 308, Cidade Universitária, São Paulo-SP.

Das 15h às 17h30, ocorre a mesa-redonda “Diagnósticos sobre a situação da cultura matemática no Brasil: o que dizem as avaliações”, com moderação de Fernando J. da Paixão, coordenador de difusão do CEPID NeuroMat. A sessão conta com intervenções de Esther Carvalhaes (OCDE), Claudio Landim (OBMEP/IMPA), Nancy Lopes (UNICAMP/FAPESP/NeuroMat) e Ocimar Alavarse (FEUSP).

Das 18h às 20h30, ocorre a mesa-redonda “Impacto das avaliações nas políticas públicas e na formação de professores”, com moderação da pesquisadora do CEPID NeuroMat Martha Maradino e debate entre Otavio Helene (USP), Hilário Alencar (UFAL/SBM/PROFMAT) e Manuel Oriosvaldo (FEUSP).

O evento é livre. Interessados em receber um certificado de participação, podem inscrever-se no site oficial do evento na FEUSP: http://www3.fe.usp.br/secoes/inst/novo/eventos/detalhado.asp?num=3156

Para maiores informações acesse: http://neuromat.numec.prp.usp.br/cmb

SBPC divulga nota sobre a reforma do Ensino Médio

Em documento divulgado nesta quarta-feira, a SBPC solicita aos secretários de Educação de Estados e Municípios e ao Ministério da Educação “que orientem seus sistemas educativos para que TODAS as escolas de Ensino Médio tenham a oferta de TODOS os componentes curriculares que integram a Base Nacional Comum Curricular, e que permitam aprofundamentos nas áreas que a compõem”

A SBPC divulgou uma nota pública nesta quarta-feira, 22, manifestando sua preocupação com as consequências das mudanças no Ensino Médio pela aprovação da Lei 13.414, sancionada no dia 16 de fevereiro de 2016. Segundo a SBPC, é preocupante que a Lei faculte aos sistemas de ensino ofertarem um ou mais de um dos itinerários formativos, sem que todos os componentes curriculares sejam oferecidos em uma dada escola, município ou região.

“Não podemos aceitar que a referida reforma suprima o acesso dos jovens ao conhecimento humano, organizado no campo das ciências naturais, das ciências humanas e das artes”, argumenta a SBPC na nota.

O documento foi enviado ao ministro da Educação, José Mendonça Bezerra Filho, aos secretários de educação de todos os estados e do Distrito Federal, ao secretário de educação básica do MEC, Rossieli Soares da Silva, e à secretária executiva do MEC, Maria Helena Guimarães de Castro.

Na nota, a SBPC solicita aos secretários de Educação de Estados e Municípios e ao Ministério da Educação “que orientem seus sistemas educativos para que TODAS as escolas de Ensino Médio tenham a oferta de TODOS os componentes curriculares que integram a Base Nacional Comum Curricular, e que permitam aprofundamentos nas áreas que a compõem”.

A nota está disponível no link: https://drive.google.com/file/d/0B-h7ieF7jdYXT3hzOWlTdTFxWUU/view

Para ler a noticia original acesse o site da SBPC: http://www.sbpcnet.org.br/site/noticias/materias/detalhe.php?id=5952